ASPRIM participa de debate com Eduardo Serra e Ney Nunes na sede da ADUENF, e entrega carta compromisso

A ASPRIM esteve representada no debate que ocorreu na tarde desta 5a. feira na sede social da ADUENF, e que contou com a presença de Eduardo Serra e Ney Nunes, respectivamente candidatos a senador e governador pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB).  A senhora Noêmia Magalhães, que falou em nome da ASPRIM, entregou a carta política preparada pela ASPRIM para cobrar de todos os candidatos a governador um compromisso com a anulação das desapropriações realizadas no V Distrito de São João da Barra, e as devidas compensações financeiras pelos prejuízos impostos a centenas de famílias de agricultores familiares que ali vivem.

Eduardo Serra e Ney Nunes fizeram de assinar conjuntamente o recebimento da carta da ASPRIM. Ney Nunes fez questão de reconhecer a importância da luta realizada pela ASPRIM, e se comprometeu a fortalecer a luta dos agricultores atingidos pelo Porto do Açu durante e após o período eleitoral.

Abaixo imagens do momento em que Eduardo Serra e Ney Nunes assinaram a cópia da carta compromisso da ASPRIM.

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Eduardo Serra, candidato a senador pelo PCB, fará debate na UENF no dia 11/09

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e candidato a senador pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Eduardo Serra, estará na UENF no próximo dia 11 de Setembro para participar de um debate sobre “O papel das universidades na organização das lutas sociais e na própria defesa contra os ataques do governo”.

O debate ocorrerá a partir das 17:00 horas na sede social da Associação de Docentes da UENF, conforme mostra o cartaz abaixo. 

Em tempo: apesar do público-alvo ser a comunidade da UENF, todos os interessados poderão participar desta atividade.

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O PSTU e os ataques ao Black Bloc: exemplo clássico de tiro no alvo errado

Venho acompanhando faz algum tempo a insistência da direção do PSTU em gastar tempo com os praticantes da tática “Black Bloc”. Afora, as caracterizações equivocadas do que vem a ser este fenômeno, passei a notar uma ação deliberada de perder mais tempo com críticas aos Black Bloc do que à ação repressiva dos agentes do Estado, como foi o caso recente de prisões arbitrárias de jornalistas em manifestações ocorridas no Rio de Janeiro.

Ainda que eu pressinta que a questão de fundo tem a ver com a organização horizontal dos participantes do Black Bloc que, em muitos casos reclamam para si a condição de anarquistas, penso que o PSTU causa um profundo prejuízo à luta dos trabalhadores e da juventude ao mirar numa tática, em vez de se concentrar no combate ao Estado e suas ações repressivas. E, por isto, implica num grave erro de avaliação que hoje torna o PSTU tão impopular e combatido entre grandes parcelas da juventude.

E não posso deixar de achar curioso que o PSOL e o PCB tenham uma posição mais equilibrada em relação aos “Black Bloc” ao manter um viés crítico em suas respectivas análises, sem que isto implique num ataque frontal. Eu digo curioso porque no passado não seria assim, especialmente no caso do PCB. Aparentemente, o PCB e o PSOL entenderam melhor as mudanças em curso na organização da luta de classes no Brasil.