Os agentes fazem referências e mostram simpatia ao regime autoritário alemão. Em conversas num grupo do WhatsApp, eles defendem a “caça” aos chamados peito de ladrilho, policiais que não possuem cursos especiais e classificam-se como uma “raça pura e sem defeitos”. Nas conversas, o coronel Fábio defende o uso da violência contra manifestantes, durante os protestos no Rio. Ele também ironiza e critica a gestão do coronel Márcio Rocha, que o sucedeu após sua primeira passagem pelo Choque, em agosto de 2013.
“Me certifiquei sobre o conteúdo das mensagens que fazem parte do inquérito. Fiquei horrorizado”, afirmou Beltrame. “Se outra pessoa tivesse sabido disso deveria ter tomado providências, como o procedimento disciplinar que será aberto agora”, complementou, segundo informações d’O Globo.
Na época das conversas, coronel Fábio era comandante do Bope, para onde foi após sua exoneração do Choque. Lá, ficou até março do ano passado, quando o comando da Polícia Militar (PM) tomou conhecimento do conteúdo dos diálogos envolvendo o oficial, que foi transferido para a escolta do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.
O coronel Luís Castro, que era comandante da PM à época, afirmou neste domingo (4) ao site da Revista “Veja” que na ocasião avisou a Beltrame sobre a existência da troca de mensagens entre o coronel Fábio e outros policiais.
“Quando tomei conhecimento do fato determinei a abertura de um procedimento apuratório e a substituição do coronel Fábio no Bope. Depois estive pessoalmente na sala do secretário de Segurança e informei o que tinha ocorrido. Ele só me pediu que o transferisse para a Secretaria de Segurança”, disse.
Em nota à revista, a secretaria de Segurança informou que o “coronel Fabio substituiu o chefe da segurança do secretário no período em que este saiu para fazer curso de major; e que Fábio não é indiciado em nenhum Inquérito Policial Militar”.
FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/165575/Coronel-%C3%A9-exonerado-ap%C3%B3s-incita%C3%A7%C3%A3o-ao-nazismo.htm