Estudantes da UENF são convidados para participar em pesquisa sobre manguezais

Aves e Árvores: Visita à Reserva Biológica de Guaratiba (RJ)

Os professores Carlos Eduardo de Rezende, do Laboratório de Ciências Ambientais do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB), e William Vasquez,  da Fairfield University (EUA),  estão convidando os estudantes da  Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) para participar de uma pesquisa sobre as preferências dos estudantes em relação às reservas florestais de manguezal.

O questionário é simples, leva aproximadamente 15 minutos para ser respondido, e a participação dos estudantes é voluntária, não remunerada e totalmente confidencial. As respostas coletadas contribuirão com dados relevantes para subsidiar políticas públicas e programas voltados ao aprimoramento da gestão dessas áreas. 

Quem desejar  saber mais sobre o projeto e responder ao questionário, deve clicar no link abaixo:

[https://fairfield.iad1.qualtrics.com/…/SV_7WY8pUUBke3tNnE]

Os professores Rezende e Vasquez agradecem antecipadamente a quem se dispuser a participar da pesquisa.

Estudo mostra que os investimentos em pesquisas sobre biodiversidade secundariza instituições sediadas na Amazônia

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A Amazônia brasileira é uma das regiões de maior biodiversidade e ecologicamente importantes da Terra. No entanto, segundo um estudo que se encontra no prelo para publicação pela revista Perspectives in Ecology and Conservation, os investimentos em pesquisa para a biodiversidade nos biomas amazônicos são desproporcionalmente baixos em comparação com outras regiões do Brasil (Ver figura abaixo).

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Distribuição de recursos financeiros para projetos de pesquisa e bolsas entre macrorregiões brasileiras. As bolsas representam o número de bolsas individuais de mestrado, doutorado e pós-doutorado financiadas pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior) para a área de biodiversidade em 2022; O orçamento do projeto é o investimento realizado por Bolsas Universais financiadas pelo CNPq relacionadas à Botânica, Zoologia, Ecologia e Limnologia entre 2016 e 2022; O orçamento do PELD são os recursos entregues pelo CNPq em 2020 para monitoramento de locais de Pesquisa Ecológica de Longa Duração, conforme situação da instituição executora. Todos os valores foram calculados considerando a conversão monetária da moeda de 1 USD para 5,34 BRL. A coluna (A) indica os valores totais; (B) a relação entre os valores totais e a população total de cada macrorregião (IBGE, 2022); e (C) a relação entre os valores totais e a área total (km²) de cada macrorregião.

Os autores do estudo mostram que em 2022, a Amazônia recebeu 13% das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado e abrigou 11% de todos os pesquisadores que atuam em programas de pós-graduação em biodiversidade.

Além disso, os dados levantados pelos autores do estudo mostram que as instituições amazônicas receberam aproximadamente 10% de todo o orçamento federal gasto em subsídios e bolsas de estudo e cerca de 23% de todos os recursos destinados ao apoio a sítios ecológicos de longo prazo.  Por outro lado, as cidades de Manaus e Belém concentram cerca de 90% de todas as bolsas e bolsas disponíveis para toda a região.

Um fato relevante que é mostrado no estudo é que, apesar do investimento per capita em pesquisa na Amazônia ser igual ou melhor do que o disponível para as regiões economicamente mais desenvolvidas do Brasil, a distribuição de recursos por área é altamente desigual.

Finalmente, os autores do estudo argumentam que o aumento do financiamento da pesquisa para a região amazônica requer contribuições diferenciadas das agências federais e mais colaborações transnacionais e integração entre programas amazônicos e fundos internacionais.

Seminário Sul Brasileiro sobre pesquisas sobre pesquisas dos impactos dos agrotóxicos e transgênicos

SEMININARIO CARD

03/12/21
🕗 9h -18h
EVENTO HÍBRIDO
O objetivo do evento é compartilhar os resultados, desafios, limites e potenciais de pesquisas relacionadas aos impactos dos agrotóxicos e transgênicos

Através do diálogo entre os Fóruns Estaduais percebemos a necessidade de reunir esforços, através de um seminário, a fim de expor e debater os resultados das pesquisas e as dificuldades encontradas para produzir o conhecimento científico. A ideia é reunir as diferentes áreas para discutirmos os dados, reunir forças e incentivos para a continuidade nas pesquisas científicas. Visto que, os resultados das pesquisas científicas interdisciplinares e intersetoriais são essenciais para a construção de argumentação na defesa da vida, saúde e meio ambiente.

Portanto, nosso propósito é ampliar o debate dos resultados científicos para além dos pares da academia e construir um panorama das pesquisas realizadas no sul do Brasil a fim de ampliar os horizontes e somar esforços.

Eixos temáticos: agrárias, saúde, biológicas, humanas, jurídicas, tributárias entre outras.

Programação

9:00 – 9:20 – Abertura e Mediação do evento científico de Santa Catarina

Marcos José de Abreu (Marquito) Coordenador Adjunto do FCCIAT Vereador PSOL Florianópolis Engenheiro Agrônomo e Mestre em Agroecossistemas e Cristina Sant’Anna, bióloga e doutoranda em Ciências Médicas UFSC

09:20 – 9:40 – Levantamento de evidências científicas feito pelo Ministério da Saúde sobre a toxicidade crônica dos agrotóxicos, Prof. Dr. Pablo Moritz – CIATox UFSC

09:40 – 10:00 – Algumas implicações do agronegócio no Brasil

Sonia Corina Hess – Pós doutora em química, professora aposentada da UFSC

10:00 – 10:20 – Efeitos fisiológicos de agrotóxicos em organismos aquáticos, Eduardo Alves Almeida – FURB

10:20 – 10:40 – Pesquisas feitas pelo Observatório de Estudos em Alimentação Saudável e Sustentável (ObASS) da UFSC

Suellen Secchi Martinelli – Professora do curso de Nutrição da UFSC

10:40 – 11:00 Subcidadania brasileira e o duplo padrão no comércio de agrotóxicos, Dra Isabele Bruna Barbieri, Pesquisadora do observatório de Justiça Ecológica da UFSC

11:00 – 11:20 Pesquisas com agrotóxicos no contexto do LABTOX: resultados e perspectivas futuras, Dr Rodrigo Costa Puerari – Pesquisador do Laboratório de Toxicologia Ambiental da UFSC

11:20 – 11:40 Impactos da aprovação da liberação do trigo Transgênico no Brasil, Dra Sarah Agapito, Pesquisadora Sênior do GenØk Centro Biossegurança da Noruega

11:40 – 12:00 – Inseticidas para animais são agrotóxicos? – Dra Patrizia Ana Bricarello – Núcleo de Agroecologia do Centro de Ciências Agrarias da UFSC

12:00 – 12:20 – Encerramento SC

Marcos José de Abreu (Marquito) – Coordenador Adjunto do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos* *Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT), Vereador PSOL Florianópolis, Engenheiro Agrônomo e Mestre em Agroecossistemas

12:20 – 13:30 – Intervalo para almoço

13:30 – 13:40 – Abertura Seminário da Região Sul – Marcos José de Abreu (Marquito) – Coordenador Adjunto do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT), Vereador PSOL Florianópolis, Engenheiro Agrônomo e Mestre em Agroecossistemas*

13:40 – 13:50 – Saudação do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT) – Dr Eduardo Paladino – Promotor de Justiça do MPSC e Coordenador do FCCIAT

13:50 – 14:00 – Saudação Fórum Nacional – Dr Pedro Serafim – Procurador do Trabalho MPT e Coordenador do Fórum Nacional de Combate aos Agrotóxico

14:00 – 14:20 – Fala de Abertura

Dra Larissa Bombardi  – Pesquisadora

*14:00 – 14:30 – Apresentação da situação sobre pesquisa científica e produção acadêmica representando o Fórum Catarinense de Combate aos Agrotóxicos e Transgênicos FCCIAT- Dr Rubens Onofre Nodari, Professor da Pós graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC

14:30 – 15:00 – Apresentação da situação sobre pesquisa científica e produção acadêmica representando o Fórum Gaúcho de Combate aos Agrotóxicos FGCA

15:00 – 15:30 – Apresentação da situação sobre pesquisa cientifica e produção acadêmica representando o Fórum Paranaense de Combate aos Agrotóxicos FPCA- Nanci Ferreira Pinto

15:30 – 16:00 – Debate

16:00 – 16:30 – Dossiê contra o Pacote de Veneno e em Defesa da Vida –Leonardo Melgarejo, representando a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Associação Brasileira de Agroecologia*

16:30 – 17:00 -Relatório O Agro não é tech, o agro não é pop e muito menos tudo -Yamila Goldfarb e Marco Antônio Mitidiero Junior

17:00 – 17:30 – Debate

17:30 – 18:00 – Encerramento

Inscrição:
Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos – FCCIAT