A situação está difícil, mas para quem?

cabral pezão

Volta e meio ouvimos de um membro do (des) governo do Rio de Janeiro ou de algum deputado estadual da sua base que a “situação financeira está muito difícil”.  Essa afirmação ainda é reproduzida em matérias pseudo-jornalísticas que ecoam acriticamente o mantra (des) governista.

Como alguém que acompanha as idas e vindas destes discursos que sempre terminam apontando para uma suposta (e inverídica) culpa desta propalada crise na diminuição dos repasses oriundos da exploração do petróleo.

Mas, afinal, a situação está difícil para quem? A lista dos que tem a sua vida dificultada pela cirse é enorme. Podemos incluir hospitais públicos, escolas da rede estadual, unidades da Faetec, as universidades estaduais, as guarnições do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. E, sim, a maioria da população que depende de serviços públicos de qualidade e se vê desprovida dos mesmos, tendo que conviver com condições terríveis em hospitais e escolas.

Entretanto, para outros a situação não está nem um pouco difícil. Aliás, muito pelo contrário. Certos personagens estão nadando de braçadas na crise, muito em parte graças às generosidades fiscais concedidas pelo (des) governo comandado pelo PMDB. Entre os “sortudos” estão montadoras de automóveis, cervejarias, joalherias de luxo, Organizações Sociais, concessionárias de serviços públicos e, sim, até as empreiteiras envolvidas no escândalo do Petrolão.  E lembremos que toda essa alegria é bancada por isenções fiscais que já beiram os R$ 200 bilhões. 

Assim, meus caros leitores, quando aparecer algum secretário ou deputado estadual com a conversa de que a “situação está difícil”, não se esqueça de que está provavelmente mais para você do que para quem tenta vender esse mantra furado. 

Jair Bolsonaro e o PP: casa de ferreiro, espeto de pau!

O deputado Jair Bolsonaro foi um dos que surfaram eleitoralmente nas críticas à corrupção que existe dentro do governo Dilma. Com seu discurso moralista e anti-esquerda, Bolsonaro garantiu o posto de deputado federal mais votado do Rio de Janeiro com algo em torno de 464 mil votos, e é considerado como sendo um dos membros da chamada “bancada da bala”.

Eis que agora o partido a que Bolsonaro é filiado, o Partido Progressista (PP), é o que teve de longe o maior número de políticos denunciados por causa do caso de corrupção na Petrobras, inclusive com correligionários aqui mesmo do Rio de Janeiro.

Agora é que eu aproveito para perguntar: como pode Bolsonaro não saber que seu partido está afundado até o pescoço na corrupção da Petrobras? A questão é realmente complexa. Se realmente não sabia, Bolsonaro passa atestado de inepto. Se sabia, e não fez nada, ai a coisa piora ainda mais. Então, deputado Jair Bolsonaro, qual é a sua verdade?

E a montanha do juiz Moro pariu um rato

Será que sou o único a achar que a lista de políticos denunciados pelo juiz federal Sérgio Moro é uma materialização do ditado de que “a montanha pariu um rato”?  É que após meses de contínuo bombardeio da mídia corporativa em relação ao caso de corrupção na Petrobras, a lista de 47 políticos denunciados sinceramente não me impressiona. Ainda que ali estejam o presidente do senado (Renan Calheiros) e da Câmara de Deputados (Eduardo Cunha), ambos do PMDB, a soma da conta realmente não fecha.

É que do total de denunciados exatamente 50% são vinculados ao Partido Progressista (PP) e que compõe uma bela lista de desconhecidos. Podem me chamar de cínico, mas mesmo reconhecendo que sempre há potencial para surpresas quando o quesito tratado é corrupção, imaginar que o PP é o centro da corrupção no Brasil é pouco razoável.

Agora, eu fico imaginando porque sobrou denúncia para o senador do PSDB e ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia. Não é que ele não tenha capacidade de se envolver num esquema tão amplo como é o do chamado “Petrolão”. Mas é que colocar Anastasia dentro e deixar Aécio Neves de fora é pouquíssimo razoável. É que Minas Gerais inteira sabe que Anastasia é uma pessoa da mais alta confiança de Aécio Neves e sua família. Assim, se ela estava dentro do esquema, como Aécio estaria de fora?

A dica de que a meta de atingir Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores realmente não foi alcançada é a indicação de que a equipe de Sérgio Moro agora vai partir para investigar as propinas pagas na construção da famigerada usina hidrelétrica de Belo Monte. Em outras palavras, já que no caso da Petrobras efetivamente sobrou para o PP o maior peso das denúncias, há que se continuar “cavocando” para ver se acham algo que realmente abata o PT.

O que eu estranho nisso tudo é que estando o juiz Sérgio Moro localizado em Curitiba não sobre nenhuma investigação para o (des) governador tucano Beto Richa que literalmente afundou o Paraná em um processo de falência sem que se tenha uma ideia objetiva como ele consegui tal feito. Bom, mas dai já seria pedir muito, não é?

Se Dilma é mãe do “Petrolão”, FHC é o que? Avô?

O Instituto Teotônio Vilela (pobre Teotônio!), braço pseudo-intelectual do PSDB, emitiu hoje uma nota intitulada “A mãe do petrolão” cujo mote é colocar na presidente Dilma Rousseff, o papel de líder do esquema de corrupção dentro da Petrobras que veio a ser alcunhado de “Petrolão” (Aqui!).

Pois bem, como várias das deleções indicam que o esquema de corrupção existente dentro da Petrobras foi iniciado ainda no primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), já que alguns dos personagens pegos com a boca na botija foram colocados lá por indicação do PSDB e seus aliados, eu fico me perguntando sobre qual seria o papel destinado a FHC neste árvore corrupta! Pela lógica tucana, ele deve ser o avô!

Agora, venhamos e convenhamos, essa coisa do PT e do PSDB ficarem se chamando de corruptos configura aquela velha máxima de que todos os que se acusam mutuamente falam a verdade. Seria cômico, se não fosse trágico!

Exame: Ex-governador de Minas Gerais é mais um citado na Lava Jato

Elza Fiúza/ABr

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia: estado vai receber R$ 3 mi

Mariana DesidérioMariana Desidério, de EXAME.com

São Paulo – O ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB) foi citado em depoimento dado à Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.

Eleito senador em outubro, Anastasia apareceu na declaração de policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a publicação, Careca teria dito que entregou R$ 1 milhão a Anastasia, em 2010, a mando do doleiro Alberto Youssef. Na época, o tucano era candidato a governador de Minas Gerais.

De acordo com o depoimento do policial, o dinheiro teria sido entregue em uma casa em Belo Horizonte. Anastasia nega.

Careca fazia entregas de dinheiro pelo doleiro Alberto Youssef. Além de Anastasia, ele também citou o nome do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ainda segundo o jornal Folha de S.Paulo, ele teria dito que entregou dinheiro a Cunha em sua casa no Rio de Janeiro. O deputado também nega envolvimento no caso.

Veja quem são os 29 políticos que podem estar ligados ao esquema da Petrobras.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/ex-governador-de-minas-gerais-tambem-e-citado-na-lava-jato

Quem tem medo do Petrolão? Mais fácil perguntar quem não tem

Enquanto muitos cidadãos, alguns até honestos, ficam esperneando nas ruas e pedindo o impeachment de Dilma Rousseff por causa do chamado escândalo do Petrolão que, aliás, deveria ser chamado de “estripulias das grandes construtoras”,  os principais líderes do PSDB agora adotaram um tom estranhamento conciliador.

Eu até estranharia se não tivesse acessado a figura que vai abaixo e que mostrar algo bastante interessante: seis das nove empreiteiras citadas no caso do Petrolão financiaram a campanha do candidato Aécio Neves! Em outras palavras, os grandes doadores da campanha de Aécio Neves estão agora enrascados com a justiça.

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Por essas e outras é que eu quero ver até onde vai a apuração desse escândalo. É que seria uma verdadeira revolução nos modos e costumes da política nacional se todos os culpados, e não apenas os petistas, fossem parar nas barras dos tribunais.  Mais fácil é tudo terminar em pizza! A ver!

Petrolão e a generalização da corrupção. Até os “indignados” tucanos estão envolvidos

Cartel da Lava Jato doou R$ 456 milhões

Ricardo Brandt e Valmar Hupsel Filho. Colaborou Daniel Bramatti

As empresas acusadas de formar um cartel para lotear grandes licitações públicas no País, segundo investigação da Operação Lava Jato, doaram R$ 456 milhões a PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM e PP nos últimos sete anos, sem fazer distinção entre situação e oposição. Parte do dinheiro foi repassada às legendas em valores fixos e mensais.

Segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, parte desse dinheiro teve como origem esquemas de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e corrupção, e foi parar nas campanhas presidenciais de 2010 do PT e do PSDB. Levantamento feito pela reportagem mostra que o PT e o PSDB, juntos, receberam 55% do total repassado aos seis partidos via diretório nacional. Os R$ 456 milhões que irrigaram as contas dessas legendas de 2007 a 2013 – período que o Tribunal Superior Eleitoral publica para consulta na internet – representam 36% do total doado às seis legendas por pessoas jurídicas em geral, no período.

Esse tipo de doação é legal, mas tem uma fiscalização mais frouxa em relação à eleitoral, e sempre foi usada para tentar dissimular a origem do dinheiro que abastece campanhas.

Repasses mensais. O mapa do dinheiro feito pelo Estado mostra que as construtoras fizeram repasses mensais em valores fixos muitas vezes e pulverizados por partidos, tanto da situação como oposição. É o caso da Andrade Gutierrez, líder no total repassado: R$ 128 milhões aos seis partidos. Para o PT, em 2010, ela deu R$ 15 milhões, sendo que alguns mensais fixos, como três depósitos de R$ 700 mil cada entre fevereiro e abril. Para o PSDB, a Andrade Gutierrez fez 24 repasses, totalizando R$ 19 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1632251-cartel-da-lava-jato-doou-r-456-milhoes

Tucanos denunciados. Petrolão atinge PSDB em cheio na reta final da campanha presidencial

Ex-diretor da Petrobras diz ter pago propina a presidente do PSDB

SÃO PAULO  –  O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em seu termo de delação premiada ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar a Petrobras em 2009, informa reportagem da “Folha de S.Paulo” veiculada pelo portal do jornal.

Guerra era senador por Pernambuco e integrava a comissão. Ele morreu em março deste ano e foi substituído pelo candidato à Presidência Aécio Neves no comando do partido.

A “Folha de S.Paulo” informa que ouviu quatro pessoas envolvidas na investigação da Operação Lava-Jato que confirmaram que Sérgio Guerra foi citado em um dos depoimentos que Costa prestou após decidir colaborar com as autoridades. 

Costa teria dito que tomou providências para que o dinheiro chegasse ao senador do PSDB, mas disse não saber se ele recebeu.

Segundo o jornal afirma, o ex-diretor da Petrobras e empresas que prestam serviços à Petrobras tinham como objetivo nessa época encerrar logo as investigações da CPI, porque ela ameaçava prejudicar seus negócios com a estatal.

Até agora, sabia-se que Costa apontou em seus depoimentos como os principais beneficiários do esquema de corrupção o PT, PMDB e PP. 

Em nota, segundo a reportagem, o PSDB disse defender que todas as acusações feitas por Paulo Roberto Costa sejam investigadas. 

 

FONTE: http://www.valor.com.br/politica/3738350/ex-diretor-da-petrobras-diz-ter-pago-propina-presidente-do-psdb#ixzz3GQOELkEN

Élio Gaspari: Trafigura, que comprou o porto Sudeste da MMX, pode estar implicada no Petrolão

sudeste

O jornalista Élio Gáspari publicou em sua coluna de hoje no jornal “O GLOBO”  que a Trafigura, empresa que comprou parte do Porto Sudeste da MM(X) do ex-bilionário Eike Batista pode estar enredada no escândalo da Petrobras (Aqui!).

O ponto de ligação entre o delator, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, e a Trafigura seriam recibos de transferência de dinheiro que beneficiavam o operador do esquema de propinas que está sendo alcunhado de Petrolão.

Élio Gáspari lembrou ainda que a Trafigura foi condenado por exportar lixo tóxico para a África, e encrencou-se com uma história de propinas para o secretário geral do governo em Zãmbia.