Ainda que mal disfarçada, a retórica que emana do Palácio do Planalto indica um embarque na invasão da Venezuela supostamente para dar fim ao que seria uma ditadura impiedosa. A realidade dos fatos tem, entretanto, dificultado a passagem da retórica para as ações concretas, já que as forças armadas venezuelanas são talvez as melhores preparadas e armadas da América do Sul.
Pois bem, essa realidade acaba de ganhar tons ainda mais agudos com a chegada de dois aviões da força aérea da Federação Russa transportando tropas e equipamentos em Caracas no último sábado (23/03).
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Com isso, a Rússia está dando um recado claro aos EUA e seus aliados regionais no sentido de que parem de pensar que uma potencial invasão à Venezuela será um piquenique de fácil resolução.
Enquanto há que se ver o que dirão agora deputados federais, a começar por Alexandre Frota (PSL/SP), que disseram que eram voluntários de primeira hora para participar da invasão de um país soberano que possui as maiores reservas conhecidas de petróleo do planeta. Será que com tropas e armamento russo em solo venezuelano, a disposição de ser voluntário continua a mesma? A ver!
O que significa a descoberta e exploração das reservas de petróleo do Pré-sal para o desenvolvimento do País e de nosso povo? Os recursos advindos dessa riqueza descoberta por brasileiros, com tecnologia brasileira precisam ser entregues para empresas estrangeiras?
O que significa Cessão Onerosa? Contrato de Partilha? Os recursos do Pré-sal serão mesmo alocados para as áreas de Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia? Qual o real montante desses recursos? Como dar continuidade ao papel da Petrobras como instrumento estratégico do desenvolvimento brasileiro?
Qual a Política de Petróleo que realmente interessa ao Brasil? A Universidade não pode se omitir e precisamos discutir com urgência a Política Nacional do Petróleo e a destinação dos seus recursos.
Mais do que convidar, estamos convocando e mobilizando todo o corpo social da UFRJ para discutir, conhecer e, se for necessário, resistir aos rumos atuais que estão impondo à nossa Política do Petróleo e à Petrobras.
Vamos todos, Professores, funcionários técnico-administrativos em Educação, estudantes de graduação e pós-graduação, organizações da sociedade civil, sindicatos, associações de classe e o público em geral debater, questionar e encontrar respostas!!!
PROGRAMAÇÃO
8:00 as 8:30 – Recepção com Café da manhã 8:30 às 10:05 – Mesa de Abertura – Estado e Política do Petróleo. O Papel da Universidade. Presidente da Mesa – Professor Roberto Leher (Reitor da UFRJ) Arthur Raguso – Diretor de Formação da Federação Única dos Petroleiros Prof. Luiz Pinguelli Rosa (COPPE/UFRJ). Guilherme Estrela – Geólogo, Ex diretor de Exploração e Produção da Petrobrás.
10:05 às 10:35 – Debate com os participantes
10:35 às 10:45 – Intervalo para troca da mesa
10:45- as 12:05 – Mesa Redonda: Política do Petróleo e Orçamento Federal. Recursos para Educação, Ciência, Tecnologia e Saúde. Royalties, Fundo Social e Pré-sal, Fundos Setoriais, Dívida Pública. Presidente da Mesa – Prof. Carlos Levi da Conceição (Ex-Reitor da UFRJ) Prof. Eduardo Costa Pinto(I.E./UFRJ) Prof. Roberto Leher (Reitor / UFRJ) Profa. Esther Dweck (I.E./UFRJ)
12:05 às 12:35 – Debate com a plateia
12:35 – Encerramento
Realização: Reitoria da UFRJ Fórum de Ciência e Cultura – FCC
Apoio: DCE Mário Prata, ADUFRJ, SINTUFRJ Detalhes do evento:
Dia(s): 18/09/2018
Horário: 8:30 – 13:00
Local: Auditório CGTEC-CT2 R. Moniz de Aragão, 360 – Cidade Universitária/Ilha do Fundão Rio de Janeiro – CEP 23058-440
A estas alturas do campeonato, a greve dos caminhoneiros já parece ter servido aos propósitos que levaram milhares de trabalhadores rodoviários e seus patrões a colocarem o governo “de facto” de Michel Temer de joelhos. É que graça ao bloqueio de rodovias, o governo Temer já agiu para conceder R$ 5 bilhões em isenções fiscais que aliviam um pouco o fardo de quem mobiliza praticamente toda a produção nacional.
Eu diria que essa é parte visível do que os caminhoneiros acertaram, e esta não é principal coisa revelada por esta, digamos, greve. É que repentinamente todos os brasileiros se tornaram cientes de que o Brasil hoje regula os preços dos combustíveis a partir das leis de mercado que são estabelecidas pelas grandes petroleiras cujos escritórios estão alojados mormente nos países ricos.
Aliás, com essa greve (ou seria lock out?), não teremos mais que fazer muito esforço (ou talvez tenhamos, sei lá) que explicar para aqueles milhões de esperançosos na capacidade de auto-regulação do mercado (a tal mão invisível) que isso é uma besteira completa e que só difundida para obscurecer o fato de que os donos do capital são quem controlam a economia e não uma entidade sobrenatural que teria a capacidade de fazer tudo se ajustar, de modo a que o sistema funcione da melhor maneira possível. Não, meus amigos leitores, enquanto vivermos no sistema capitalista, quem manda mesmo no mercado são os que possuem grandes quantidades de capital, e ponto final.
Outra grande descoberta para a maioria dos brasileiros é que, graças à política de desmanche da Petrobras imposta pelo tucano Pedro Parente, a produção de combustíveis derivados do petróleo teve uma forte diminuição em 2017 (ver figura abaixo).
Desta forma, o Brasil está fortemente dependente da importação de gasolina, especialmente dos EUA, aquele país para onde o juiz federal Sérgio Moro tanto adora viajar (ver gráfico abaixo).
Assim, a única forma de termos uma saída sustentada dessa armadilha criada pela gestão de Pedro Parente na Petrobras seria modificar radicalmente não a política de preços como tem sido aventada, mas retomar a lógica da diminuição da dependência que o Brasil possui em relação à importação de combustíveis, apesar de estar se tornando rapidamente, graças ao petróleo da camada Pré-Sal, um dos pesos pesados da produção de petróleo no mundo.
E é aí que o mora o principal problema e que deverá passar a dominar os debates presidenciais: qual dos candidatos que já se apresentaram vai se comprometer a reverter o processo de desnacionalização do refino do petróleo no Brasil, que tem sido a tônica da ação de Pedro Parente na ainda estatal Petrobras? Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, João Amoedo, Marina Silva, Ciro Gomes, Manuela D´Ávila, Guilherme Boulos ou, quem sabe, Lula? É que sem um presidente ou presidenta comprometida com o fim da dependência em termos de importação de combustíveis, o que estamos tendo agora é só uma pequena demonstração do que vai acontecer nos próximos anos e décadas: um país rico em petróleo e transformado numa neocolônia dos países ricos.
Ah, sim, não deixa de ser curioso o comportamento dos “patos” que inundaram nossas ruas, avenidas e postos de gasolina para protestar contra a corrupção na Petrobras e que surtavam quando o combustível custava módicos, comparados aos preços atuais, R$ 2,80. É que no meio dessa confusão toda, o que mais se destaca não são os caminhões bloqueando as estradas brasileiras, mas o silêncio dos patos paneleiros.
Por essas e outras é que eu digo: os caminhoneiros atiraram no que viram e acertaram no que não viram. É que sem querer, com sua greve eles alteraram radicalmente o rumo dos debates presidenciais que ainda vão acontecer. Vamos ver como cada candidato apresenta sua visão para a Petrobras e, por extensão, para o preço dos combustíveis no Brasil. Vai ser interessante!
O Banco Mundial publicou na última 3a. feira um relatório intitulado “Commodity Markets Outlook. Oil exporters: policies and challenges” acerca da variação dos preços das principais commodities agrícolas e minerais que mostram um aumento de preços acima do esperado para 2018 [1].
As razões para essa elevação dos preços se deve basicamente a uma combinação clássica entre aumento de demanda e diminuição da oferta. No caso do petróleo a estimativa do Banco Mundial é que o preço médio do barril do petróleo gire em torno de 65 dólares ao longo deste ano, devido principalmente à restrições na produção de óleo originada de “fracking” nos EUA e à restrições impostas pelos países produtores de petróleo, sejam eles ligadas à OPEC ou não.
No caso das commodities agrícolas, a elevação de preços seria devida à diminuição da área plantada e não à ação de fenômenos climáticos como o da La Ninã. O relatório antecipa que possíveis reações da China às punições tarifárias impostas pelo governo Trump poderão elevar o preço da soja.
Antes que muita gente se anime com as novidades trazidas pelo Banco Mundial, o relatório traz a informação de que no caso de 4/5 das commodities analisadas o aumento de preços que ocorrerá em 2018 continuará distante dos valores que eram praticados em 2011 quando houve a queda abrupta que acabou gerando o atual ciclo de crise nos países e áreas produtoras de commodities.
Quem desejar acessar o relatório completo, basta clicar [Aqui!].
A mídia e a blogosfera regional têm dando cobertura a um incidente ainda sem dimensões conhecidas que ocorreu na última 5a. feira (04/05) durante a realização de uma operação de transbordo de petróleo no Porto do Açu, megaempreendimento portuário iniciado pelo ex-bilionário Eike Batista no município de São João da Barra (Aqui!, Aqui!, Aqui!, Aqui! e Aqui!).
Uma coisa que salta aos olhos nesta cobertura é a parcimônia das notas sobre o incidente que ocorreu na última 5a. feira, pois omite a quantidade de óleo que vazou nas águas no entorno do chamado Terminal 1. O máximo que foi informado foi a dimensão da mancha, mas não sua profundidade, o que efetivamente impede qualquer cálculo de volume.
Essa parcimônia aparentemente decorre do fato de que a mídia e até a chamada blogosfera estão apenas repercutindo uma igualmente parcimoniosa nota emitida pela Prumo Logística Global que se caracteriza por emitir aquelas informações genéricas que são comuns quando a empresa aborda os problemas da salinização de águas e solos e da erosão costeira que decorreram da implantação do Porto do Açu (ver nota abaixo).
Entretanto, pior do que a parcimônia da Prumo Logística só mesma a falta de ação dos órgãos governamentais como o INEA e o IBAMA que já deveriam ter vindo a público oferecer informações mais precisas (e quiça imagens) sobre o montante de petróleo que vazou na operação de transbordo realizada entre os navios Windsor Knutsen e Seacross. Mas eu já não me surpreendo com esse vácuo informativo, pois o memso já se dá no caso das outras mazelas ambientais que vêm afligindo o V Distrito de São João da Barra.
O fato é que este tipo de operação, a de transbordo entre navios em píer molhado, é considerado de altíssimo risco. A situação é ainda mais arriscada no Porto do Açu por causa da alta energia que caracteriza a ação das correntes marinhas naquela parte da costa fluminense. Dito isso, este caso pode ser apenas o primeiro de uma longa lista de incidentes ambientais que estão por vir no Porto do Açu.
Com isso, pescadores artesanais que já sofreram graves perdas por causa das áreas de exclusão estabelecidas no entorno do Porto do Açu, agora vão ver agravados os problemas com este e outros eventuais derramamentos de petróleo.
A questão que se levanta é a seguinte: quem vai cuidar dos danos e perdas que este e outros casos irão impor aos já castigados residentes do V Distrito de São João da Barra? Com a palavra, o Ministério Público Federal!
Desde que iniciei este blog adotei a posição de não me concentrar nas questões municipais, visto o grande número de blogueiros que se dedicam a esmiuçar cotidianamente, sob os mais variados matizes, o funcionamento da Prefeitura de Campos dos Goytacazes sob a batuta da ex-governadora Rosinha Garotinho e seu marido, o também ex-governador Anthony Garotinho.
Mas a capa do jornal O DIÁRIO deste domingo (24/01) que anuncia a promulgação de um decreto de estado de emergência econômica é primeiro de tudo, impagável! É que a mesma nos remete, querendo ou não quem a criou, ao processo de crise mais amplo que ocorre nas economias dependentes do petróleo, como é o caso da Venezuela onde seu presidente Nicolás Maduro promulgou lei semelhante no dia 15.01.2016, em face da profunda crise econômica que assola aquele país (Aqui!).
Entretanto, ao contrário do governo da Venezuela que, além de enfrentar os agudos efeitos da retração do preço do petróleo, também convive com uma forte oposição de direita que, frise-se acaba de lhe impor uma pesada derrota eleitoral, o governo municipal de Campos dos Goytacazes chegou a este ponto sem maiores oposições, seja por parte do parlamento local ou da sociedade civil organizada.
Tampouco a economia de Campos dos Goytacazes precisaria estar dependendo dos royalties para garantir mais de 50% do nosso orçamento municipal. Tivessem as diferentes administrações, aqui inclusas as de Arnaldo Vianna e Alexandre Mocaiber, investido em uma genuína diversificação da base econômica municipal, é bem provável que agora não estivéssemos presenciando a decretação de um estado de emergência.
Acho até desnecessário, mas faço assim mesmo, mencionar que não tivessem as diferentes gestões que ocorreram a partir da chegada dos recursos dos royalties (particularmente as Arnaldo Vianna, Alexandre Mocaiber e Rosinha Garotinho) optado por obras milionárias, mas de necessidade duvidosa, é quase certo que hoje não estaríamos presenciando a situação aflitiva em que estamos imersos neste momento.
Finalmente, agora que a dura realidade está sendo reconhecida sob a forma de decreto, há que se esperar que os postulantes a suceder Rosinha Garotinho a partir de 2017 parem de encenar a peça maniqueísta do “nós bonzinhos contra eles malvados” para oferecer um projeto estruturante para o município de Campos dos Goytacazes. Do contrário, o decreto da Prefeita Rosinha Garotinho é apenas o prenúncio de tempos bastante duros. É que lendo o receituário básico que está sendo apontado em vários de seus dispositivos (a começar pelo que prevê um programa de aposentaria incentivada!), a aposta parece ser de um médico que oferece açúcar a um diabético em estado terminal. Em outras palavras, não tem como dar certo!
O mundo acordou hoje para as consequências imediatas da suspensão do embargo econômico promovido contra a república islâmica do Irã após o governo daquele país cumprir as exigências feitas em relação ao abrandamento do seu programa nuclear.
Mas para quem pensa que está todo mundo contente com o retorno do Irã ao acesso pleno à economia mundial, engana-se redondamente. Para tanto, basta ver duas matérias publicadas sobre o assunto pela Rede Francesa de Informação (RFI) e pela BBC que são mostradas nas imagens abaixo.
É que a alegria do Irã em poder retomar US$ 100 bilhões de dólares que estavam arrestados nos países ocidentais e de poder vender seu petróleo livremente estão causando uma forte derrubada das bolsas de valores no Golfo Pérsico, deixando as monarquias da região em polvorosa. Aliás, o mesmo efeito deverá ser sentido nas bolsas da Ásia, da Europa e dos EUA.
Aparentemente o que é bom para a paz e para o Irã é péssimo para os especuladores que operam no mercado de ações.
Agora, interessante mesmo é o conteúdo de uma matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo e que repercute conteúdo de agências internacionais. É que, como mostra a imagem abaixo, o governo dos aiatolás não quer que a economia iraniana continue dependente da venda do seu petróleo!
É que além de saber que a entrada do seu próprio petróleo vai jogar ainda mais os preços que já estavam afundando, o Irã também sabe que há uma forte mudança em curso na matriz energética que tornará os combustíveis fósseis obsoletos. Dai que a transição para menos dependência do petróleo deve estar sendo considerada como estratégica pelos iranianos.
Aliás, é só no Brasil, e em especial no Rio de Janeiro, que o petróleo ainda é tratado como esperança do futuro. Celso Furtado e Florestan Fernandes certamente atribuiriam este erro grosseiro de análise ao caráter dependente da economia brasileira.
Originalmente postado por Beth Monteiro em sua página do Facebook
Navios petroleiros parados do oceano não conseguem desembarcar sua mercadoria e esperam encontrar um comprador disposto a pagar um pouco mais pelo óleo. Me fez lembrar vendedores de frutas na beira da estrada, a espera de fregueses.
No mais recente sinal de que o mundo capitalista está simplesmente ficando sem capacidade quando se trata de lidar com uma oferta inexorável das commodities, três navios diesel, a caminho do Europa a partir Golfo , realizaram uma estranha manobra, na quarta-feira (16): eles pararam, deram meia volta no meio do oceano e retornaram ao seu ponto de partida. A partir de agora, os petroleiros devolverão suas cargas de diesel na Costa do Golfo ou ficarão aguardando novas ordens.
Pontos vermelhos na imagem são petroleiros estacionados na costa do Golfo do México próximo a Galveston no estado do Texas
O excesso de fornecimento de petróleo bruto global está começando a manifestar-se em uma frota de superpetroleiros estacionárias, com milhões de barris de petróleo ficando simplesmente presos no oceano esperando para descarregar. Isto levou a que cerca de 40 petroleiros com uma capacidade de carga combinada de 28,4 milhões de barris, a ter que esperar para ancorar perto de Galveston.
O que se percebe nestas cenas inéditas em alto mar é um excesso de oferta tão agudo que navios petroleiros estão literalmente apenas navegando ao redor do mundo sem nenhum lugar para ir, acumulando uma carga de cerca de 250.000 toneladas de diesel ancorado ao largo Europa e do Mediterrâneo à procura de um lar.
Um comerciante de petróleo deu uma explicação, no mínimo, preocupante, à Agência Reuters, dizendo que se trata de uma tática : “A ideia é manter petroleiros na água enquanto tentamos encontrar um comprador que pague melhores preços.”
Um indicativo de que o comportamento regressivo da economia chinesa já está tendo impactos importantes, a Bloomberg News já colocou no ar uma matéria mostrando que o Índice Brent, principal indicador dos preços do petróleo bruto no mundo, caiu para menos de 45 dólares, o menor valor desde 2009 (algo em torno de US$ 43.72 como mostrado no infográfico acima).
Como os efeitos do desaquecimento da economia chinesa precisam ser associados ao aumento da oferta de petróleo, incluindo a entrada do óleo iraniano no mercado mundial, as expectativas é de que a queda nos preços vá continuar. Dai se depreende que a extração do petróleo do pré-sal poderá se tornar inviável economicamente. Por outro lado, diante de preços cada vez menores, é de se esperar que em algum momento o preço da gasolina comece a cair no mercado brasileiro. Ou não!
A matéria abaixo publicada pela agência Reuters aponta que o acordo nuclear firmado pelo Irã terá como efeito indireto uma depressão ainda maior nos preços do petróleo em função do volta do país ao mercado internacional. O interessante é que o petróleo iraniano ainda vai levar um tempo para alcançar os mercados globais e os preços futuros já estão desabando. Além disso, como o mercado mundial de petróleo já está super carregado, quando o óleo iraniano chegar ao mercado mundial, a expectativa é de uma queda ainda maior nos preços.
Moral da história para os municípios petrorentistas na região da Bacia de Campos: apertem seus cintos, modernizem seu controle de gastos, e cortem os cargos comissionados. Do contrário, o que hoje parece ruim, vai parecer excelente como memória histórica.
Oil prices tumble as Iran, global powers reach nuclear deal
LONDON| BY RON BOUSSO
Oil prices tumbled more than $1 on Tuesday after Iran and six global powers reached a landmark nuclear deal that would see an easing of sanctions against Tehran and a gradual increase in its oil exports.
The agreement, which capped more than a decade of on-off talks, was hailed by Iranian and Western diplomats as a “historic moment” that opens the way to a new phase in international relations.
Under the deal, sanctions imposed by the United States, European Union and United Nations would be lifted in exchange for curbs on Iran’s nuclear programme.
There were no immediate details on how sanctions would be eased on oil.
Front-month Brent crude futures LCOc1 had dropped $1.15 to $56.70 a barrel by 0930 GMT. U.S. crude CLc1 was trading down $1.05 at $51.15 per barrel.
Analysts say it would take Iran many months to fully ramp up its export capacity following any easing of sanctions. But even a modest initial increase would be enough to pull international oil prices down further as the market is already producing around 2.5 million barrels per day above demand.
“Even with a historic deal, oil from Iran will take time to return, and will not be before next year, most likely the second half of 2016,” Amrita Sen, chief oil analyst at London-based consultancy Energy Aspects, told Reuters.
“But given how oversupplied the market is with Saudi output at record highs, the mere prospect of new oil will be bearish for sentiment.”
Sanctions on the Islamic Republic have almost halved its exports to a little over 1 million barrels per day. A deal could see Iran increase its oil exports by up to 60 percent within a year, a Reuters survey of analysts said.
“Sanctions have crippled Iran’s oil production, halving oil exports and severely limiting new development projects. The prospect of them being lifted is creating great excitement … as foreign trade and investment will allow Iran to make huge efficiencies and drive down the cost of production,” said Sarosh Zaiwalla, a London-based sanctions lawyer.
(Additional reporting by Hennning Gloysten in Singapore; Editing by Dale Hudson)