Juiz concede liminar para obrigar pagamento de salários no RJ usando argumentos para lá de reveladores

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O jornal Extra informou no início desta 5a. feira (28/01) que o juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e titular da Vara da Fazenda (e que também é desembargador eleitoral do TRE/RJ), concedeu liminar favorável à Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Fasp) em que obriga o governo do estado a retomar o calendário antigo dos servidores — pagamentos no 1º e no 2º dias úteis a ativos, e ainda no dia 30 do mês corrente, aos pensionistas e aposentados —, além do depósito integral do 13º salário do funcionalismo estadual (Aqui!).

A derrubada ou cassação desta liminar já deve estar merecendo um célere trabalho por parte da Procuradoria Geral do Estado (PGE) já que a mesma traz consequências duríssimas para o (des) governador Luiz Fernando Pezão. E, como de praxe, a PGE deverá ter êxito, já que instâncias superiores costumam fazer isso de maneira corriqueira.

Agora, derrubando-se ou não a liminar, eu diria que o problema do (des) governador Luiz Fernando Pezão não estará resolvido. É que, em sua justificativa, o juiz Leonardo Grandmasson colocou literalmente o dedo na ferida exposta em que se tornou a crise financeira seletiva que assola o Rio de Janeiro.  O arrazoado que vai abaixo desmancha as explicações pífias que Pezão e seu secretário de Fazenda, Júlio Bueno, vem oferecendo para a crise que está fechando hospitais, escolas, delegacias de polícia e até o IML.

O juiz Leonardo Grandmasson presta assim um grande serviço ao povo do Rio de Janeiro, fazendo algo que, lamentavelmente, os partidos políticos de situação e de oposição tem mostrado pouquíssimo apetite para fazer. E depois ainda vem esses gaiatos reclamar da politização do judiciário!

Abaixo segue a justificativa do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves para a concessão da liminar em favor dos servidores estaduais. Fiz questão de grifar os valores citados pelo juiz Leonardo Grandmasson em sua sentença, pois eles são mais do que reveladores sobre uma das principais causas da pindaíba em que o Rio de Janeiro se encontra.

“(O Governo) anunciou o repasse de vultosa quantia, na cifra de R$ 39 milhões para socorrer à SUPERVIA em razão de dívida com a LIGHT. Anunciou gastos em publicidade na cifra de R$ 53 milhões, que devem ser somados ao valor, exorbitante e despropositado, de R$ 1,5 bilhões gastos com publicidade ao longo dos governos Cabral e Pezão, conforme noticiado no ESTADÃO, cumprindo observar que a previsão inicial de gastos para o ano de 2016 era de R$ 14 milhões, conforme noticiado pelo jornal O Globo, que informou, ainda, a existência de licitação em curso objetivando contratar 6 (seis) empresas de publicidade, com previsão de gastos de R$ 120 milhões. Promoveu reforma no Palácio Guanabara, gastando a singela quantia de R$ 19 milhões, conforme noticiado pelo portal R7. Promoveu a reforma do Palácio Laranjeiras, residência oficial sem uso, iniciada no ano de 2012, ao custo de R$ 39 milhões, recentemente licitação para reforma da área externa do citado Palácio, no valor de R$ 2,4 milhões, conforme notícia da Veja Rio. concedeu, no ano de 2014, desconto fiscal de IPVA para as empresas concessionárias de ônibus, sendo recentemente a lei declarada inconstitucional pelo Órgão Especial deste Tribunal de Justiça, conforme noticiado no jornal Extra. Concedeu isenções fiscais renunciando receita de R$ 6,208 bilhões, no ano de 2014, com estimativa de renúncia de R$ 7,073 bilhões, R$ 7,673 bilhões e R$ 8,313 bilhões para os anos de R$ 2016, 2017 e 2018, respectivamente, como noticiado no jornal o Dia, chamando atenção o fato de que em março de 2015, quando a crise econômica já dava sinais, o Estado financiou R$ 760 milhões para Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV), por meio de créditos do ICMS, para expansão de nova unidade em Piraí, Cidade natal do Governador Luiz Fernando Pezão, onde foi Prefeito. Permitiu o descarte de materiais cirúrgicos novos que se encontravam abandonados em depósito da Secretaria Estadual de Saúde.”

Rio de Janeiro: o estado onde está proibido até morrer

No clássico “É proibido, proibir” Caetano Veloso cantava que dizia não ao não. Pois bem, a partir da matéria disponibilizada pelo jornal O DIA que nos dá conta que trabalhadores terceirizados cansados de trabalhar sem receber estão compreensivelmente paralisando ou diminuindo a oferta de serviços públicos diversos órgãos estaduais (Aqui!).

O Dia terceirizados

O problema é que entre estes órgãos se encontra o Instituto Médico Legal (IML)! Em outras palavras fomos literalmente transformados numa Sucupira real, onde os cemitérios vão ficar esperando pelos mortos, já que não se enterra ninguém antes que se passe pelo IML.  

Enquanto isso, o (des) secretário de Fazenda, Júlio Bueno, continua com a mesma ladainha de que está “concentrando esforços para reunir os recursos que garantam a realização dos pagamentos o mais rápido possível. De acordo com o órgão, os pagamentos ainda não foram realizados porque a prioridade do governo do estado é o pagamento dos salários de todos os servidores ativos, inativos e pensionistas.

O maior paradoxo é que se privatizou boa parte dos órgãos públicos para enriquecer os donos das OSs e empresas particulares, e agora que a coisa apertou o que se vê é a dura realidade da precarização da vida dos servidores terceirizados e dos serviços que eles prestam à população fluminense.

E não esqueçam que enquanto deixa servidores terceirizados e concursados na maior pindaíba, o (des) governador Pezão e Júlio Bueno continuam dando isenções fiscais milionárias para as fabricantes de cerveja como a Ambev e Cervejaria Petrópolis.

Em assembleia professores da Uenf decidem engrossar ato dos servidores no RJ

ADUENF faz assembleia e professores aderem à mobilização dos servidores estaduais

Atendendo a convocação da diretoria da ADUENF, os professores da Uenf se reuniram em assembleia nesta 3a. feira (26/01) e aprovaram uma pauta de ação para os próximos meses. O principal objetivo desta pauta é fazer frente aos ataques aos direitos dos servidores que estão sendo realizados pelo governo do Rio de Janeiro.

Além de decidir engrossar o ato unificado dos servidores estaduais que ocorrerá no dia 03 de Fevereiro em frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, os professores da Uenf também decidiram manter o estado de greve como forma de pressionar o governo estadual a realizar o pagamento dos salários de forma única e nas datas anteriormente praticadas.  

A assembleia também decidiu que os professores da Uenf vão participar da caravana dos servidores estaduais que sairá de Campos dos Goytacazes e que já conta com uma forte adesão dos professores da rede estadual e da Faetec. Os interessados em participar da delegação de Campos deverão entrar imediatamente em contato com a secretaria da ADUENF para fornecer seus dados pessoais!

A hora de defender os nossos direitos é essa!

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FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/01/aduenf-faz-assembleia-e-professores.html

Matéria do El País mostra situação crítica do Hospital Universitário da UERJ

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A mídia internacional continua dando um baila de informações na sua contrapartida nacional em termos de oferecer informações detalhadas da pindaíba em que se encontra o Rio de Janeiro por conta do desastroso (des) governo de Luiz Fernando Pezão.

A matéria abaixo mostra a situação de caos que impera no Hospital Universitário Pedro Ernesto  (Hupe) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que hoje se encontra virtualmente paralisado por faltas de condições básicas de funcionamento.

Mas preciso a jornalista María Martín se dar ao trabalho de comparecer ao Hupe munida provavelmente de papel, caneta e um telefone celular com câmera fotográfica para que saibamos a profundidade do abismo em que um dos maiores hospitais públicos do Rio de Janeiro foi metido.

E frise-se que o Hupe está a uma distância mínima do Estádio do Maracanã que deverá ser utilizado para os jogos de futebol dos Jogos Olímpicos de 2016. Imaginemos então o que anda se passando com outros hospitais públicos – municipais e estaduais- que não ficarão próximos da rota dos jogos!

Enquanto isso, a Cervejaria Petrópolis e a Ambev são beneficiárias de isenções fiscais milionárias. E é essa a cara do (des) governo Pezão que a mídia corporativa do Rio de Janeiro não quer mostrar!

Radiografia de um hospital em crise

Uma volta pelo Hospital Pedro Ernesto mostra a pior face da crise na saúde do Rio

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Corredor do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio. M. Martín

Por MARÍA MARTÍN

No dia em que não consegue levar sua própria agulha ao hospital, Jorge Pereira, de 54 anos, sabe que lhe espera um procedimento longo e doloroso. Jorge convive há quatro anos com os rins e o fígado transplantados e hoje depende de um tratamento semanal para retirar líquidos do seu abdômen. “Os hospitais deixaram de comprar agulhas tão grandes porque são mais caras, mas as pequenas, depois de determinada quantidade de líquido, se dobram e tem que trocar. Assim acabo furado até cinco vezes”, lamenta na recepção do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

A crise nos hospitais do Rio chegou a um limite em que os pacientes levam as fraldas e as agulhas de casa. O Pedro Ernesto, referência em radioterapia e quimioterapia, maternidade de alto risco, cirurgia cardíaca, hemodiálises e transplantes, funciona hoje na precariedade. O principal problema é que os serviços de limpeza, lavanderia, manutenção, segurança e cozinha deixaram de funcionar regularmente porque os funcionários terceirizados, que ganham pouco mais que um salário mínimo, não recebem há dois meses. Assim, as lâmpadas que quebram não são trocadas, os aparelhos médicos não são consertados, as pias ficam entupidas, os banheiros, sujos e as lixeiras, cheias.

À falta de pagamento do Estado, que reconhece dever 1,4 bilhão ao sistema de saúde e arrasta uma media de atraso nos pagamentos às empresas de até quatro meses, somam-se os atrasos da Prefeitura, denuncia a diretoria do hospital. Ela é responsável por depositar cerca de 20% do orçamento do centro, repassado a ela pelo SUS, e que corresponde aos procedimentos realizados pelo centro. “A justificativa é que os recursos estão sendo destinados às emergências dos hospitais municipais [sobrecarregadas com as dificuldades dos centros estaduais]”, afirma o diretor Edmar Santos, recém empossado. A Prefeitura, que não informa das datas específicas de quando os repasses devem ser feitos, afirma que os pagamentos estão “dentro do cronograma”.

el pais 2Lixo em uma das enfermarias do hospital.

É com esse dinheiro, cerca 3,5 milhões de reais mensais, que se compram os insumos, hoje em falta na enfermaria de doenças infecciosas, onde não há fraldas, à de pediatria, onde não há gazes esterilizadas para fazer curativos. Uma lista na central de distribuição de material do centro já avisa no balcão: “Não há: fraldas, torneirinhas [que permitem a infusão intravenosa de várias soluções], Transofix [dispositivo para mistura de medicamentos em frascos], Jelco [cateteres], Nasodrem [para o tratamento da sinusites], lâminas de bisturi, coletor fechado [de urina]…” “Sempre vivemos momentos cíclicos em que falta alguma coisa, mas chegar a zerar as gazes é chegarmos a uma situação limite”, explica uma das responsáveis pelo serviço de enfermaria.

Os tapumes para tampar algumas janelas, goteiras, sacos de lixo em algumas esquinas e falta de manutenção geral de paredes e do sistema elétrico e hidráulico revelam que a crise não é de hoje. “Isto já vem acontecendo há anos, mas a situação hoje é crítica”, revela um veterano doutor. “Esse hospital, por ser universitário, tem que ter um tratamento diferente dentro do poder público, e ele, apesar de ser referência da rede, está sendo tratado como mais um centro”, reclama seu diretor.

el pais 3Jorge Pereira, de 54 anos, traz as próprias agulhas de casa.

Nos corredores, a calma se estende enquanto o hospital se esvazia. O centro, que conta com cerca de 480 médicos, 380 enfermeiros e mais de 1.100 técnicos de enfermagem, resolveu suspender no sábado novas internações. As cerca de 25 cirurgias realizadas por dia também foram canceladas na sexta-feira, porque o teto desabou devido à infiltração da chuva. Nenhum aparelho foi danificado, mas, sem faxineiras, a limpeza das salas estava sendo feita só nesta quinta-feira, quase uma semana depois. Os professores e doutores chegaram a discutir a possibilidade de eles limparem para retomar os procedimentos, mas finalmente a empresa responsável pelo serviço enviou funcionários de fora do hospital. “Está todo contaminado, vamos demorar muito mais em acondicionar todo de novo”, lamentavam os técnicos de enfermagem na correria do mutirão de limpeza. Não há previsão para voltar à normalidade e a sala de cirurgias, se for possível funcionar na semana que vem, será apenas para procedimentos de urgência.

Sem receber, a auxiliar de serviços gerais Ana Lucia Alla dos Santos resolveu formar parte da escala de serviços mínimos que atende o hospital, enquanto muitos dos seus colegas, como já fizeram no mês de setembro também por falta de pagamento, estão na entrada de braços cruzados ou com um microfone na mão reclamando seus direitos. Ela faz o básico, recolhe o lixo, passa um paninho, mas não limpa as paredes do banheiro nem lava o chão. Tem 59 anos e recebe 980 reais por mês. “Estou devendo o aluguel, a luz e já cortaram meu celular”, lamenta Ana Lucia, que diz não ter recebido o salário de dezembro, nem metade do décimo terceiro. “Eu tive essa consideração com os pacientes, mas isto não pode continuara assim”.

FONTE: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/21/politica/1453410402_869229.html

Novo reitor da Uenf emite nota pública sobre dívidas e outros aspectos do início de sua gestão

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Abaixo segue nota assinada pelo novo reitor da Uenf, Luís Passoni, e divulgada via a página da universidade na tarde desta segunda-feira (25/01), basicamente dando conta de vários aspectos relativos ao início de sua gestão. Dentre as muitas informações prestadas está a confirmação de que as informações divulgadas pelo jornalista Esdras Pereira em seu blog no jornal Folha da Manhã sobre o montante de dívidas acumuladas até dezembro de 2015 estão corretas (Aqui!).  Essa confirmação oficial das dívidas recebidas da gestão anterior é um passo claro no sentido de assegurar a circulação transparente de informações. Pode parecer pouco, mas dado o que se passou na Uenf nos últimos 10 anos, esse é um avanço e tanto.

Agora, vamos esperar que as gestões feitas pela reitoria da Uenf surtam os efeitos desejados. Do contrário,  o pós-Carnaval será muito conturbado na Uenf.  A ver!

Nota da Reitoria

Primeiramente, gostaríamos de agradecer a todos os membros dos colegiados, tendo em vista a ampla participação e contribuição nas discussões. Todas as reuniões realizadas até o momento contaram com a participação de todos os representantes, com raras ausências. A presença nos colegiados é fundamental para atingirmos o objetivo de realizar uma gestão participativa e para a disseminação da informação.

Também agradecemos a todos que estão participando do processo de matricula pelo SISU, com especial atenção às pessoas com formação na área de assistência social, que estão colaborando no processo e, além de evitar a contratação temporária de pessoal externo, estão agilizando o procedimento para concessão das bolsas cotas. Agradecemos ainda a gerência do Bradesco, que estendeu o horário de expediente para possibilitar abertura de contas dos bolsistas.

DÍVIDAS

Esclarecemos que as cifras dos restos a pagar da UENF relativos a 2015, divulgada por um conhecido jornalista campista, são reais. Esta tabela foi elaborada pela Reitoria, divulgada no último COLEX e junto às empresas credoras. A divulgação dos dados relativos à saúde financeira da UENF faz parte da nossa política de transparência, que, mais que uma opção, é uma obrigação do gestor público. Todos os débitos elencados estavam previstos no orçamento e todos os procedimentos para pagamento dos mesmos, culminando com a emissão das Programações de Desembolso (PDs), foram realizados em tempo hábil pela UENF. Infelizmente, o grau de autonomia de que dispomos para execução orçamentária está aquém do necessário para garantirmos o efetivo pagamento. Não obstante, continuamos trabalhando junto à SECTI para alcançarmos as condições necessárias para o devido pagamento.

REUNIÃO COM DEPUTADO PUDIM

Na quarta feira, recebemos o Dep. Geraldo Pudim (PMDB) na Casa de Cultura Villa Maria. O Deputado Pudim é autor de emenda ao orçamento que beneficia a UENF com R$ 940.000,00 para obras de reparação e restauro da Casa de Cultura. Na oportunidade, tratamos da extinção da FENORTE com a transferência do pessoal para a UENF. O Deputado ficou muito seguro de que a extinção da FENORTE não trará nenhum prejuízo para a região, diante do detalhamento dos quase 1000 projetos de pesquisa ou extensão desenvolvidos pela UENF nos últimos 10 anos com impacto direto na nossa região. O Deputado Pudim esclareceu que é favorável ao PL1315 e que sua ação visava somente garantir direitos às minorias entre os servidores da FENORTE. Aguardamos para fevereiro o desfecho desta história. Discutimos também sobre as dívidas de 2015 e execução orçamentária de 2016, ao que o Deputado mostrou-se disposto a trabalhar junto com a UENF pela rápida solução para os atrasos, particularmente das bolsas, bem como pela execução orçamentária em duodécimos, sem cortes ou contingenciamentos. O Deputado, que é o 1oSecretário da ALERJ, se comprometeu ainda em intermediar reunião desta Reitoria com o Presidente daquela Casa.

AUDIÊNCIAS

Ao longo da semana passada (18 a 22/01), recebemos em audiência o SINTUPERJ, DCE e ADUENF. Na ocasião, tratamos dos temas de interesse das associações, bem como das dificuldades esperadas para 2016 e reafirmamos o compromisso de trabalhar em conjunto para alcançar as soluções.

Também recebemos representantes do campus de Macaé, ocasião na qual tratamos dos acordos pregressos com a Prefeitura local, bem como das questões operacionais daquele campus. Encontra-se em análise, proposta para melhorar o acesso à internet, bem como a criação de uma subprefeitura em Macaé.

Recebemos ainda representantes de algumas firmas terceirizadas prestadoras de serviços. Estamos agendando reuniões com representantes de todas as empresas terceirizadas para deixar claro nosso compromisso com a regularização do pagamento, bem como solicitar informações que assegurem o cumprimento das obrigações trabalhistas com nossos terceirizados.

Luis Passoni, Reitor da UENF

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2016/01/25/nota-da-reitoria-25-01-16/

(Des) governo Pezão: drama dos terceirizados com a falta do pagamento dos salários continua

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A situação do não pagamento dos salários de milhares de trabalhadores terceirizados que prestam serviços em diferentes órgãos estaduais beira caso de polícia. É que, como mostra a faixa acima, a prestação de serviços sem o respectivo pagamento de salária implica em violações sérias nos direitos garantidos em lei para todo trabalhador brasileiro.

A situação de trabalhar e não receber continua acometendo os funcionários que atuam prestando serviços de segurança patrimonial no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), supostamente contratados pela empresa de vigilância K-9, e que estão há quase 2 meses trabalhando sem ver a cor de um mísero centavo.

Nestas horas é que eu me pergunto: por onde anda o Ministério Público Estadual?

Para responder a ataques do (des) governo Pezão, servidores preparam ato para o dia 03/02

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A aparente calma que domina o funcionalismo público do Rio de Janeiro é apenas isso, aparente. É que confrontados com atrasos nos pagamentos de salários e anúncios de mais taxação no RioPrevidência e a terceirização dos hospitais que estão sendo transferidos para o controle da prefeitura controlada por Eduardo Paes, a categoria está em pé de guerra contra o (des) governador Luiz Fernando Pezão.

A primeira evidência de que a coisa não ficará fácil para Pezão deverá aparecer no ato político que ocorrerá no dia 03 de Fevereiro em frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A expectativa da maioria dos sindicatos e associações que representam os servidores é de que após o final das festividades de Momo, o caldo vai ser engrossado por novas manifestações.

Abaixo material que está sendo distribuído para convocar o ato do dia 03/02.

Uenf afogada em um mar de dívidas

Por Esdras Pereira

Uenf à deriva no mar das incertezas

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A Uenf, apesar de continuar sendo considerada uma das melhores universidades brasileiras, ocupando a 15ª posição do ranking do MEC das melhores instituições de ensino de graduação no país, não está recebendo o devido retorno por parte do governo do Rio de Janeiro.

O montante de dívidas deixadas para o novo reitor Luís César Passoni é da ordem de  R$ 9 milhões, apenas considerados pagamentos não realizados entre os meses de agosto a dezembro de 2015.

Como as obrigações de janeiro já estão em curso, este valor deverá crescer ainda mais, caso o governo Pezão não comece a cumprir com as suas obrigações.

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Bolsa furadas

Um aspecto especialmente preocupante para o funcionamento da Uenf é o atraso no pagamento de bolsas acadêmicas, inclusive as recebidas pelos alunos cotistas. O fato de existirem débitos em todas as modalidades de bolsas de graduação e pós-graduação sinaliza problemas graves para a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Na falta do pagamento das bolsas muitos estudantes terão que reduzir suas atividades ou mesmo abandonar a Uenf.

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Educação X Cerveja

A situação que a Uenf vive é ainda mais difícil de entender quando se compara o custo do investimento que é necessário para manter as suas contas em dia e as generosas isenções fiscais que estão sendo concedidas pelo governo Pezão.

O exemplo mais recente que veio a público foi a concessão de isenções fiscais, em torno de R$ 687 milhões para a Cervejaria Petrópolis, cujo proprietário, o empresário Walter Faria, é sócio da família do deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, numa pedreira que fornece brita para as obras  que estão sendo realizadas para os Jogos Olímpicos de 2016, que acorrerão na cidade do Rio de Janeiro.

Sem vigilância

Em dezembro de 2015, a empresa K9 Vigilância foi contratada para substituir em caráter emergencial a Hopevig nos serviços de segurança patrimonial na Uenf, após uma intervenção do ex-deputado Domingos Brazão, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que considerou as estimativas preparadas pela universidade para embasar o valor do edital de licitação para a celebração de um novo contrato em caráter permanente. Ao exigir que novos cálculos fossem feitos, Domingos Brazão obrigou a celebração de um contrato temporário que não deixasse a Uenf desprotegida até que a licitação venha a ocorrer.

O problema é que agora a K9 está ameaçando suspender a prestação de serviços por ainda não ter recebido sequer a primeira parcela que lhe cabe por estar oferecendo segurança patrimonial à Uenf.

Essas pendências milionárias estão deixando a Uenf à deriva no turbulento mar das incertezas quanto ao seu futuro.

Observem nos relatório (clique nas imagens para ampliar), a que o blog teve acesso e publica, o preocupante quadro das dívidas da Uenf, só até novembro de 2015 9.168 milhões.

FONTE: http://fmanha.com.br/blogs/esdras/2016/01/21/uenf-afogada-em-um-mar-de-dividas/

Sem condições de pagar salários, K9 ameaça se retirar da UENF

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Acabei de presenciar uma conversa entre o proprietário da K-9, empresa campista que presta serviços de segurança patrimonial,  e o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Prof. Luís Passoni, e o “papo” não foi nada calmo.

É que segundo o Sr. Domingos Dutra, caso não haja o pagamento de um dos meses atrasados, a empresa não terá como continuar prestando serviços para a Uenf.  O curioso é que ouvi que alguns deputados estaduais do Norte Fluminense estariam se apresentando como interlocutores para que o pagamento da K-9 seja feito. Pelo jeito, esses parlamentares estão sem muita moral dentro do (des) governo Pezão, apesar de alardearem o contrário na imprensa local.

No meio desse imbróglio causado pelo descompromisso do (des)governador Luiz Fernando Pezão com o pagamento de servidores terceirizados que prestam serviços em praticamente todos os órgãos estaduais no Rio de Janeiro, acaba sobrando para os trabalhadores. A situação para a maioria dos segurança da K-9 que trabalham na Uenf é de profunda preocupação, pois alguns já estão ficando sem dinheiro até para colocar comida dentro de casa. 

Ai é que eu pergunto: como há dinheiro para continuar concedendo concessões bilionárias para os financiadoras das campanhas eleitorais (como foi o caso da Cervejaria Petrópolis e seus R$ 687 milhões em isenções fiscais), e não há para pagar o pagamento dos terceirizados e demais servidores? 

Finalmente, cadê o Ministério Público do Trabalho que não está comparecendo nos órgãos estaduais para investigar essa condição degradante de trabalhadores que continuam trabalhando sem receber um mísero centavo?

Terceirizados da FAETEC também estão sem salários

A prática vergonhosa e ilegal de deixar trabalhadores terceirizados sem seus salários está se tornando uma marca registrada do (des) governo Pezão. Abaixo duas imagens vindas do Pólo da Faetec em Quintino Bocaiuva, bairro localizado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro e quem tem o ex-jogador Arthur Antunes Coimbra, o Zico, como um dos seus filhos mais ilustres.

Esse desrespeito aos direitos básicos dos trabalhadores terceirizados está disseminado em todo o aparelho estatal no Rio de Janeiro.

O mais aviltante é que, enquanto atraso salários de estatutários e terceirizados, o (des) governador Luiz Fernando Pezão continua distribuindo bilhões de reais de dinheiro público, na forma de isenções fiscais, a alguns dos principais doadores de campanha, como no caso da Cervejaria Petrópolis.