Ciência fluminense a caminho das trevas. Uma obra de Pezão e Albertassi!

Credit: Wellcome Library, London. Wellcome Images

Crédito: Wellcome Library, London. Wellcome 

Numa rara manifestação pública, o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj), Jerson Lima Silva, traça uma perspectiva sombria para o futuro do desenvolvimento científico do Rio de Janeiro caso seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pelo deputado Edson Albertassi, líder do PMDB na Alerj, que propõe reduzir o investimento em educação, cortar pela metade o repasse atualmente feita para investimentos em ciência, bem como extinguir a transferência nunca realizada de um repasse de 6% da receita líquida estadual para a UERJ.

Afora os argumentos apresentados pelo diretor da Faperj, eu poderia adicionar que esses cortes representam um golpe mortal para o sistema universitário fluminense, abrindo espaço para uma profunda precarização do que já se encontra precário. E os ganhadores dessa destruição do amanhã da ciência fluminense certamente serão as empresas privadas para as quais o (des) governo Pezão continua dirigindo bilhões de reais em diferentes formas de investimento, sem que haja qualquer retorno à população.

E que ninguém se engane. Todos esses cortes propostos por Edson Albertassi, certamente a mando de Pezão, causarão uma regressão extremamente danosa à capacidade científica e educacional do Rio de Janeiro. Essa proposta é a sinalização de que as trevas são a opção para Pezão. Diante dessa situação será preciso, mais do que nunca, resistir.

Entrevista: Jerson Lima Silva. Sem verba para desvendar o zika

MOSQUITOS

Aedes aegypti, o transmissor de zika, chicungunha e dengue – Divulgação/Alexandre Carvalho / Divulgação/Alexandre Carvalho

RIO — Diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj), Jerson Lima Silva diz que a instituição pode estar com os dias contados. Isso porque, na quarta-feira, deverá ser votada na Assembleia Legislativa (Alerj) uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que, se aprovada, reduzirá de 35% para 25% o percentual de recursos para a educação provenientes da receita obtida com impostos. Autor do projeto, o deputado Edson Albertassi (PMDB), líder do governo na Casa, sugeriu cortar à metade o repasse de 2% à Faperj e acabar com a transferência de 6% para a Uerj. Lima Silva, que também é professor de bioquímica médica da UFRJ, afirma ainda que a eventual aprovação da PEC vai inviabilizar pesquisas sobre doenças como zika, dengue e chicungunha.

O que representaria para a Faperj uma redução de 2% para 1% no volume de repasses?

Terá um efeito devastador para a ciência, a tecnologia e os trabalhos de inovação do estado e do país. Em 2007, o então governador Sérgio Cabral decidiu não só cumprir os repasses de 2% como não alterar esse índice. Em 2014, seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, reafirmou o compromisso. Desde então, a produção científica do Rio aumentou 80% em oito anos. O estado passou a concentrar 22% dos programas de excelência do Brasil. Começamos a fomentar parcerias entre o setor empresarial, universidades e institutos de pesquisa. Atraímos centros de pesquisa de companhias internacionais como a L’Oréal e a GE. A Faperj mantém programas de interesse para o Rio, como o de estudo de doenças emergentes. Reduzir nosso orçamento à metade paralisará trabalhos sobre energias renováveis, doenças degenerativas, câncer, células-tronco e dependência química, entre outros. Na melhor das hipóteses, teremos uma fuga de cérebros para São Paulo, e na pior, para países desenvolvidos.

Como o orçamento é usado?

O atual orçamento é de 2% da receita líquida do estado, o que corresponde a cerca de R$ 420 milhões. Metade dos recursos é destinada a bolsas e cotas de auxílio financeiro de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação das redes estadual, federal e privada. Vale lembrar, por exemplo, que Artur Avila, primeiro brasileiro laureado com a Medalha Fields (uma espécie de Prêmio Nobel da Matemática), foi bolsista, com doutorado nota dez, da Faperj. A outra metade dos recursos banca os gastos com a realização de pesquisas. Também temos trabalhos sobre transporte urbano, mudanças climáticas, desastres naturais, violência, agricultura, exploração de óleo e gás, entre outros.

Há pesquisas sobre zika, chicungunha e dengue?

Se a PEC for aprovada, imobilizará o programa para esse setor, levando a Faperj a cancelar um edital lançado recentemente. A Faperj apoia, em parceria com o CNPq e o Ministério da Saúde, institutos nacionais de ciência e tecnologia que estudam os vírus e seu principal vetor, o Aedes Aegypti. Foi graças a um programa nosso que se criou o “10 minutos contra a dengue”. Lançado na semana passada, o edital visa a constituir até oito redes de pesquisa para apresentar resultados em curto e médio prazos para a prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças transmitidas pelo mosquito.

Quais poderão ser as consequências da aprovação da PEC para a ciência do estado?

Na semana seguinte à inauguração do Museu do Amanhã, temos o risco de perder o futuro da inovação do Rio. O estado voltaria a ficar em uma posição acanhada em termos de investimentos, como ocorreu na década de 1990, quando somente São Paulo tinha protagonismo. Se a PEC for aprovada, haverá perda de cérebros. Perder a capacidade de pesquisa e inovação trará consequências irreversíveis a longo prazo. A manutenção da infraestrutura sem financiamento será muito difícil, o que provavelmente levará à redução de instalações e equipamentos. Estamos sob risco de destruição permanente do que foi conquistado em uma década.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/rio/entrevista-jerson-lima-silva-sem-verba-para-desvendar-zika-18340672#ixzz3uxEX77yx 

ABC e SBPC manifestam-se contra PEC que reduz à metade verba da FAPERJ

pezão

A ABC e a SBPC encaminharam no dia 18/12, cartas ao Governador Luiz Fernando Pezão, aos Deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e ao Deputado Edson Albertassi, todas com teor similar. Leiam a carta destinada aos Deputados abaixo, na íntegra:

“Excelentíssimos Senhores Deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro,
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vêm dirigir-se respeitosamente a Vossas Excelências para manifestar nossa grande apreensão com a notícia divulgada pela imprensa hoje a respeito da tramitação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz de 35% para 25% da receita de impostos como o mínimo a ser investido pelo Estado em Educação.
 
Segundo as informações veiculadas “a PEC, de autoria do deputado Edson Albertassi (PMDB), deve ser publicada no Diário Oficial antes do recesso parlamentar, previsto para a próxima quarta-feira, dia 23”. O novo texto também deixa em aberto o percentual obrigatório destinado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), atualmente de 6%. O investimento na Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) também seria reduzido de 2% para 1% da arrecadação de impostos.

 
A PEC deverá ser analisada pelas comissões da casa antes mesmo do recesso parlamentar, na quarta-feira. Caso passe pelas comissões, poderá ser votada ainda este ano.

 Senhores Deputados, lembramos que o Estado do Rio de Janeiro é hoje responsável pela produção de 20% da pesquisa científica e tecnológica nacional, e abriga em suas instituições de ensino superior, 22% dos cursos de pós-graduação com notas 6 e 7 (máximas conferidas pela Capes-MEC) do País. Assim, solicitamos especial atenção no sentido de compreender o imenso prejuízo que esta mudança na Constituição do Estado do Rio de Janeiro irá acarretar para a Educação, a Ciência, a Tecnologia e a Inovação, vetores prioritários para garantir o desenvolvimento sustentável e um futuro promissor para o Estado e para o País.

 Assim, solicitamos que façam uso de suas prerrogativas enquanto legisladores do Rio de Janeiro, e não permitam que tal emenda constitucional seja aprovada e deem voto contrário à PEC.

 A ABC e a SBPC se colocam à disposição de Vossas Excelências e aproveitam a oportunidade para reiterar os protestos de alta estima e consideração.

Atenciosamente,

 JACOB PALIS 

Presidente da ABC

 HELENA B. NADER

Presidente da SBPC”

A crise do (des) governo do Pezão é seletiva: perde a população, ganham as corporações

cabral pezao

O final de 2015 está sendo duro de engolir para centenas de milhares de servidores públicos que estão sendo lesados no seu direito de receber o seu décimo terceiro salário. Mas a perda dos servidores é apenas uma das muitas que estão sendo impostos pelo (des) governo do PMDB comandado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão. O desmantelamento do serviço público está por todo lado, e paira como uma ameaça sobre o futuro do Rio de Janeiro em todas as áreas.

O argumento sendo vendido por Pezão e sua trupe é de que vivemos uma crise sem precedentes e que estaria ligada à crise geral pela qual passam o Brasil e o resto do mundo. Não bastasse o fato de que a maioria dos estados e municípios brasileiros estão honrando suas obrigações trabalhistas com seus servidores, a notícia abaixo que foi publicada no dia 12 de Dezembro de 2015 mostra que sob a égide do PMDB e de Pezão, a crise que consome o Rio de Janeiro é acima de tudo seletiva.

crise

O fato é que em meio ao caos instalado em hospitais e escolas, bem como no sistema privatizado de transporte, quem perde é a população para que as corporações ganhem bilhões na forma de isenções fiscais. E o pior é que essas mesmas corporações estão em sua maioria na lista dos grandes devedores de impostos. 

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Uma pessoa menos ingênua perguntaria qual é a razão de tamanha generosidade que nada recebe em troca. Eu indicaria que a resposta para isso está em algo muito simples: a lista dos grandes contribuintes da campanha eleitoral de Pezão e seus deputados na Alerj.

Por último, permitam-me voltar ao escabroso empréstimo que o (des) governo Pezão negociou e que quer empurrar para as costas dos servidores para que eles tenham um final de ano menos intranquilo e que possam pagar suas primeiras contas de 2016. Essa proposição é vergonhosa e humilhante, pois Pezão e o (des) secretário de Fazenda Júlio Bueno sabem que a depreciação salarial imposta no Rio de Janeiro nas últimas décadas tornou incontáveis servidores prisioneiros de empréstimos bancários e até com agiotas. Assim, para muitos será impossível recusar a fórmula do empréstimo bancário para receber o resto de seu décimo terceiro.  De minha parte, já que felizmente não estou em situação financeira desesperadora, eu recurso este verdadeiro “Cavalo de Tróia” imposto por Pezão e Júlio Bueno. É que a última coisa que eu quero fazer é ajudar os bancos a ganharem ainda mais dinheiro com a desgraça dos servidores estaduais.

E humildemente sugiro aos servidores estaduais que puderem que recusem esse empréstimo descabido.  E que em 2016 estejamos mais atentos e dispostos a defender o Rio de Janeiro e seu povo da crise seletiva que o (des) governo Pezão está nos impondo.

Começando a terminar o ano: Neil Young and the Promise of the Real!

Com o ano de 2015 se encaminhando para sua conclusão nada gloriosa, e levantando espectros de um ano ainda mais escabroso para 2016, sigo teimoso e não me deixo abater.

A vida é sempre cheia de coisas interessantes e desafiadoras, e o atual momento político, social e econômico do Brasil e do Rio de Janeiro traz também sementes da transformação que realmente precisamos. E é com esta expectativa que devemos enfrentar os mares bravios e a barca furada em que o (des) governo Pezão quer nos enfiar a todos.

Mas para começar a fechar o ano, nada melhor que escutar Neil Young e a banda Promise of the Real executando “I won´t quit!”

(Des) governador Pezão e seus planos de destruição da ciência fluminense

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Em se tratando do (des) governador Pezão é sempre mais fácil criticar do que elogiar. É que Pezão e seu (des) governo possuem uma propensão tão declarada para o obscurantismo que quem vive e trabalha em ciência no Rio de Janeiro vive sempre sobressaltado com a próxima maldade que vai ser feita.

Vejamos agora o seguinte texto que foi postado por um pesquisador vinculado ao “Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias” e vejam se eu não tenho razão!

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“O Rio inaugura o Museu do Amanhã mas corre o risco de ficar sem amanhã

Nos próximos dias uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) será votada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) que – entre vários estragos – irá diminuir de 2% para 1% o orçamento da FAPERJ.

Caso aprovada, significará extinguir os investimentos em ciência e tecnologia que o Rio de Janeiro obteve nos últimos anos.

Peço seu apoio escrevendo aos deputados estaduais e compartilhando nas redes sociais essa péssima notícia, na expectativa de sensibilizar a ALERJ a não aprovar essa PEC.

Quem acredita na ciência, é hora de fazer barulho!”

E que não haja qualquer engano: esse corte no orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, a Faperj, representará um golpe certeiro na capacidade científica do nosso estado. E pasmem, um estado que possui uma das maiores concentrações de universidades públicas da América Latina, onde se produz uma parcela significativa da ciência brasileira.

E para onde irá esse dinheiro que será tirado da Faperj? Para as empreiteiras e corporações que financiaram a campanha eleitoral de Pezão? Muito provavelmente!

Como os pensadores modernos que nos libertaram do obscurantismo do período Medieval, é hora de dizermos a Pezão e aos deputados estaduais que este tipo de regressão não é aceitada pela sociedade fluminense. A hora é de agir! Simples assim!

 

Finalmente um ato inteligente do (des) governador Pezão: a Fenorte foi finalmente extinta!

Logo após a separação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) da sua antiga mantenedora, a Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte) tive um encontro com lideranças do PT local ligadas à então governadora Benedita da Silva que queriam sentir o pulso comigo sobre a gestão que ali realizariam.  A minha posição expressa nessa reunião foi de que a única posição aceitável era a imediata extinção da Fenorte e a passagem de seus espaços e servidores para a Uenf. Obviamente a minha posição não agradou, e a reunião terminou de forma protocolar e nunca mais ninguém me procurou, passados quase 13 anos daquela conversa.

E ao longo dos anos o que se viu foi que a Fenorte foi utilizada para todo tipo de premiação indevida a político sem mandato, e para a sua apropriação na colocação de beneplácitos na forma de cargos comissionados para figuras que entendiam tanto do assunto para o qual ganhavam quanto eu entendo de astrofísica interplanetária. Aliás, a sucessão de presidentes tão inexpressivos quanto ausentes das dependências da Fenorte sempre me causou pasmo.

Na greve que ocorreu em 2014 tivemos um raro momento de unidade entre os servidores da Uenf e da Fenorte quando velhas rusgas foram superadas em nome da luta comum não apenas por salários, mas por condições dignas de trabalho. E o mais importante que eu vi foi que nossos colegas da Fenorte estavam cansados de ver o que se passava com a instituição onde tentavam trabalhar. E por isso estivemos juntos nas ruas de Campos dos Goytacazes de uma forma solidária como nunca havíamos feito em mais de uma década.

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Agora, finalmente, o (des) governador Luiz Fernando Pezão tomou uma medida inteligente ao extinguir a Fenorte e passar para a Uenf o seu espaço físico e seus servidores. É a verdadeira soma vencedora, pois a Uenf precisa desesperadamente de mais espaços e, principalmente, quadros técnicos para continuar sua missão de ajudar a desenvolver a região Norte Fluminense. Além disso, se termina com o aparelhamento da coisa pública e do desperdício de recursos preciosos.

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Assim, ainda que essa extinção deixe alguns como viúvas de uma fundação que só lhes beneficiava individualmente, vejo que agora poderemos finalmente completar o ciclo iniciado com a autonomia da Uenf em 2001, tornando-a ainda mais forte e comprometida com o uso democrático e transparente dos recursos públicos.

Finalmente, há que se lembrar nesse processo o papel do deputado Comte Bittencourt que esteve com os servidores da Fenorte, ouviu suas posições e as encaminhou em diferentes momentos em plenário ou na própria Comissão da Educação da qual é presidente. Se todos os políticos tivessem essa posição, concordando ou não com sua opção ideológica, teríamos certamente um parlamento de muito melhor qualidade e mais antenado com as reais necessidades da nossa população.

A Fenorte está morta? Viva a Uenf!

(Des) governo Pezão continua brincando com a paciência dos servidores

As últimas 24 horas expressam uma completa desorganização do (des) governo estadual do Rio de Janeiro no que se refere ao pagamento do décimo-terceiro salário dos servidores referente a 2015, bem como o pagamento de pensionistas e os salários de dezembro para frente.

Uma demonstração desse aparente caos interno são as duas notas vindas do blog do jornalista Fernando Molica do jornal  O DIA que aparecem logo abaixo.

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A primeira nota aponta para um giro de 180 graus na decisão de parcelar o pagamento do décimo terceiro salário de 2015  a partir de um empréstimo bancário que seria fornecido pelo Bradesco a sabe-se lá qual custo. De quebra, a mesma Assembleia Legislativa que aprovou recentemente o pagamento de dívidas da Supervia (leia-se Odebrecht) junto à Light, também terá de aprovar a improvisação cara que  foi engendrada pelo (des) governador Pezão e sua equipe de notáveis.

Já a segunda nota aparece a informação de que em 2016 o pagamentos dos salários se dará no sétimo dia útil de cada mês, o que empurrará o pagamento do mês de Dezembro para o dia 12 de janeiro de 2016!

Tamanha falta de respeito aos servidores é agravada pela prática das bilionárias isenções fiscais que têm sido executadas por este (des) governo sem que haja qualquer retorno palpável ao tesouro estadual, agravando uma crise que já ocorreria por causa da queda do valor do petróleo.

Agora resta ver como se comportarão os servidores estaduais e seus sindicatos ao longo de 2016. É que tudo indica que essa situação caótica pode ser apenas um ensaio tímido do que ainda está sendo preparado para o ano que começa em 15 dias.

(Des) governo Pezão brinca com as finanças dos servidores

Desde ontem a maioria dos servidores públicos e pensionistas do estado do Rio de Janeiro estão em sobressalto. É que, após fornecer bilhões em subsídios  a todo tipo de empresário na forma de isenções fiscais, o (des) governo Pezão resolveu que vai não honrar o pagamento de pensões e do décimo-terceiro dentro dos calendários previamente anunciados.

Hoje, a confusão causada foi aumentada pela nota abaixo publicada na coluna “Informe do dia” que o jornalista Fernando Molica mantem no jornal  O DIA.

13o.

É que a “fórmula mágica” para não empurrar o pagamento do 13o. salário para 2016 é agora um empréstimo que seria feito pelos servidores e cujos encargos bancários seria pago pelo (des) governo Pezão. Em outras palavras, esta fórmula acaba premiando o Bradesco que ganhará ainda mais nas costas dos contribuintes do Rio de Janeiro.

O que deveria ser feito, como seria o caso de revisar  a necessidade de continuar as bilionárias isenções fiscais que o Sr. Júlio Bueno, o secretário de Fazenda que pune os servidores com atrasos salariais,  concedeu quando estava na secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico. Mas isso,  o (des) governador Pezão com os servidores na rua. Simples assim!

Viagem nababesca da cúpula da segurança escancara que a tesoura de Pezão é seletiva

Enquanto milhares de servidores amargam o parcelamento de seus salários com graves prejuízos financeiros, uma notícia publicada pela Folha de São Paulo escancara o segredo mais público de todos no Rio de Janeiro: a tesoura do (des) governador Luiz Fernando Pezão é seletiva.

Pelo que mostra a matéria abaixo, quando o cinto das universidades estaduais e outros órgãos já estavam sendo furiosamente apertados, o secretário José Mariano Beltrame e outros membros da cúpula da segurança (ou seria insegurança?) do Rio de Janeiro viajaram em classe executiva para a Europa, pagando valores quatro vezes superiores às das classes econômicas! 

Pezao Beltrame

A matéria informa que com Beltrame viajaram dois subsecretários, o subchefe de Polícia Civil e uma tradutora. A matéria revela que cada uma das passagens deve ter custado em torno de R$ 11 mil aos cofres estaduais, enquanto nas classes econômicas isto custaria em torno de R$ 2.500,00. Como ninguém é de ferro, essa delegação ainda deve ter recebido diárias para custeio de alimentação e hospedagem, o que coloca o custo desse viagem em torno de R$ 100 mil.

Agora que o caso veio a público, Pezão mandou avisar à imprensa que a classe executiva está proibida para as viagens oficiais. É a famosa tranca em porta arrombada! Enquanto isso, os servidores que fiquem esperando seus salários em posição de contrição. Afinal de contas, para a maioria deles, viagem internacional nem em sonhos, quanto mais custeadas com o dinheiro público.