Dois acidentes desnudam a política de transporte público do PMDB no Rio de Janeiro

A matéria abaixo assinada pelo jornalista Tiago Frederico do “O DIA” escancara a situação desastrosa em que se encontram os serviços de transporte público na cidade do Rio de Janeiro, sob a batuta de Eduardo Paes, e que com a ajuda imprescindível de Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB.

Após um aumento nos preços das passagens neste início de 2015, os usuários de ônibus, metrô e barcas estão tendo que desafiar a má qualidade dos serviços e a irresponsabilidade dos governantes para chegar e sair de casa todos os dias.

Estivéssemos num país onde as autoridades respondessem judicialmente por seus malfeitos, talvez a coisa não tivessem degringolado de tal forma no Rio de Janeiro. Mas como não estamos, fica estabelecido o salve-se e pague quem puder.

Ao menos 150 ficam feridos em colisão envolvendo quatro ônibus do BRT

Vítimas foram levadas para os hospitais municipais Miguel Couto, na Gávea, e Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca

TIAGO FREDERICO
Ônibus articulado bateu na traseira de outro coletivo articulado no corredor Transoeste

Foto:  Seguidora @nathy_fotografa

Rio – Ao menos 150 pessoas ficaram feridas em duas colisões envolvendo ônibus do BRT Transoeste na manhã desta terça-feira na Zona Oeste do Rio. O número foi divulgado pelo Corpo de Bombeiros no início desta tarde. Num intervalo de 30 minutos e em locais distintos, dois coletivos articulados colidiram na traseira de outros dois ônibus. Os veículos seguiam em direção ao Terminal Alvorada.

As vítimas foram socorridas por bombeiros dos quartéis da Barra da Tijuca e da Pedra de Guratiba e encaminhadas para os hospitais municipais Lourenço Jorge, na Barra, e Miguel Couto, na Gávea. Nenhuma pessoa ficou ferida em estado grave.

A primeira colisão envolveu dois ônibus articulados e ocorreu na Avenida das Américas, na altura da estação Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, por volta das 7h30. Às 8h, outros dois coletivos articulados colidiram em Guaratiba, na Avenida Dom João VI, próximo à estação Cetex. Desvios operacionais foram montados nos dois locais até a liberação da pista, ocorrida por volta das 10h25.

O Consórcio BRT disse que aguarda a conclusão da perícia, que determinará a causa dos dois acidentes. “A assistência a feridos é prestada pelas empresas operadoras”, comunicou, em nota. Em Guaratiba, 120 pessoas ficaram feridas. No Recreio, foram 30 feridos. 

Ainda de acordo com o consórcio, a circulação dos coletivos no corredor expresso não foi afetada e os passageiros envolvidos na colisão, e que não ficaram feridos, foram transferidos para outros coletivos. As pistas da avenidas das Américas e Dom João VI foram totalmente liberadas ao tráfego às 10h25.

Dois ônibus articulados do BRT Transoeste colidiram na Avenida das Américas, no Recreio

Foto:  Seguidor @Arle_rj

FONTE: http://odia.ig.com.br/odia24horas/2015-01-13/ao-menos-150-ficam-feridos-em-colisao-envolvendo-quatro-onibus-do-brt.html

Mário Magalhães nota o “dois pesos, duas medidas” na indicação do filho de Cabral para ser secretário de Pezão

Imagine se um filho ou neto de Lula fosse nomeado ministro aos 23 anos…

Por  Mário Magalhães
mac

O ex-presidente Lula foi o antecessor e padrinho de Dilma Rousseff na ascensão ao Planalto.

O ex-governador Sérgio Cabral foi, igualmente, o antecessor e padrinho de Luiz Fernando Pezão na ascensão ao Palácio Guanabara.

Imagine o escândalo nacional, esgoelado em prosa, verso e palavrões, que seria a nomeação, por Dilma, de um filho ou neto de Lula para ministro de Estado. Com tal ministro na flor dos 23 anos de idade.

Escândalo merecido, barulho muito seria pouco, digna indignação.

Não, nenhum Silva Junior ou Silva Neto foi consagrado ministro pela presidente, amém.

Mas o governador Pezão escalou para o seu secretariado Marco Antônio Neves Cabral, filho do antigo governador Sérgio Cabral. No último aniversário, Marco Antônio completou… 23 anos. No Facebook, o secretário informa ser “formando em Direito”.

Ele não pegou qualquer rebotalho de governo, mas a Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude. Isto é, a pasta que cuidará das ações estaduais para a Olimpíada de 2016 no Rio.

Entretanto, não se viu, leu e escutou brados esconjurando escândalo algum, além dos justos, porém reduzidos protestos de sempre.

Haverá quem relativize o apadrinhamento como critério de escolha de gestor público, pois Marco Antônio se elegeu deputado federal _119.584 votos ao custo de pelo menos R$ 6,7 milhões bancados por empresas como JBS e Andrade Gutierrez (leia aqui sobre o financiamento da campanha).

Mas também haverá quem possa indicar uma centena de gestores mais qualificados que Marco Antônio, que talvez até seja um cara bacana, contudo só se tornou secretário devido aos vícios da política.

Como não é filho do Lula e imperam pesos e medidas diferentes, a grita foi pequena aqui no Rio.

Só para lembrar: o Império, quando o poder passava legalmente de pai para filho, despediu-se em 1889.

FONTE: http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2015/01/02/imagine-se-um-filho-ou-neto-de-lula-fosse-nomeado-ministro-aos-23-anos/

 

Crise financeira da UERJ: associação de docentes emite nota oficial

— C O M U N I C A D O   A S D U E R J —
Nota da Diretoria da Asduerj sobre crise da Universidade

Na última quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, a comunidade universitária da UERJ viu eclodir uma situação que já se arrastava, em alguns casos, há três meses: a precariedade dos direitos trabalhistas e a ausência de pagamentos dos funcionários terceirizados dos setores da limpeza, segurança e manutenção, como efeito mais perverso da falta de orçamento da UERJ.

A Associação de Docentes da UERJ considera muito grave a situação de inadimplência da Administração com seus trabalhadores e trabalhadoras. Tão grave quanto a posição da Reitoria em não receber os manifestantes e adiantar o recesso acadêmico, fechando, antecipadamente, a UERJ que é o nosso espaço público.

Causa ainda mais preocupação a declaração de que as atividades na UERJ serão retomadas somente quando a situação for resolvida, mas sem apresentar datas ou planos de ação. Novamente ficamos no escuro, sem saber a real situação orçamentária da universidade e, na repercussão na mídia, somos nós os servidores da UERJ que entramos em greve.

O argumento apresentado para justificar tal crise – cuja origem é um déficit orçamentário que até então não tinha sido divulgado através de nenhum meio interno oficial, notadamente os Conselhos Superiores – é que o Governo do Estado teria tido problemas para complementar o orçamento da Instituição em função de graves problemas na arrecadação. Essa fala é individual do Reitor e não expressa a posição definida na última sessão do Conselho Universitário (Consun), órgão máximo de deliberação da Universidade. Em sua fala individual, o reitor não faz nenhuma menção aos milhões de reais gastos no estado do Rio de Janeiro com obras faraônicas, nem aos que deixam de ser arrecadados pela nefasta política de isenções fiscais às grandes empresas instaladas no estado.

No dia 10 de Dezembro de 2014, alguns docentes e funcionários administrativos desta universidade estiveram na Alerj, na votação doProjeto de Lei N° 2.912/2014 , emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que recuperava, através da inclusão do inciso XXV, do Art. 18 e do Art. 23, o Artigo 309 § 1 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro , que trata do repasse 6% da receita tributária líquida do Estado para as Instituições de Ensino Superior Estaduais. Esse projeto derrubaria o Veto do Governador Pezão (Ofício GG/PL Nº 239 ) que atualmente vem repassando apenas 3,5% para as três universidades estaduais, o que representaria um acréscimo de 900 milhões de reais no orçamento previsto para as universidades públicas estaduais em 2015. Diferente do esperado na ALERJ, onde o governo costuma ter maiorias expressivas, nessa votação a posição favorável ao governador obteve apenas 15 votos, contra 29 deputados que optaram pela derrubada do veto, expressando opinião favorável às universidades públicas. Infelizmente, dos 51 deputados presentes na seção de votação, 29 votaram a favor, 15 votaram contra e 4 que estavam presentes (Roberto Henriques, Gustavo Tutuca, Marcelo Simão, Zaqueu Teixeira) não votaram, por isso, permaneceu o veto do Governo, já que seriam necessários 36 votos favoráveis à supressão para qualificar o quorum e derrubar o veto à emenda à LDO.

Vale ressaltar que, mesmo com essa crise da UERJ, o Reitor não se articulou politicamente para que esse veto fosse derrubado e nem esteva presente à ALERJ para a defesa dos nossos interesses.

Acreditamos que a crise orçamentária que está sendo apresentada como justificativa para não aumentar o orçamento da UERJ e para não cumprir com as obrigações frente aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados é uma grave indicação do poder público de que dias piores virão para a educação estadual. Nesse cenário, a atuação individual do reitor subtrai dos Conselhos Superiores a efetiva gestão da universidade e nos enfraquece coletivamente na defesa desse patrimônio público que é a UERJ.

Nós, da diretoria da Asduerj, não aceitaremos soluções “baratas”, que comprometam direitos fundamentais, de um governo que insiste em retalhar o orçamento público para a educação. Nesse sentido, continuaremos a lutar pelos 6% do orçamento estadual para as universidades públicas do Rio, por condições dignas de trabalho para todos os trabalhadores da UERJ e pela melhoria das condições de funcionamento de nossa universidade.

Diretoria da Asduerj

A colocação da UENF no IGC do MEC e a venda da ilusão

A Assessoria de Comunicação da UENF acaba de abrir um lapso no recesso acadêmico para  comunicar ao mundo que recebemos novamente ótimas colocações (em nível nacional e estadual) no Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério de  Educação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) (Aqui!). Esse ranking, um dos muitos que existem, tem sido utilizado como parâmetro para diferentes interpretações das demandas e necessidade da instituição, seja no plano institucional ou sindical. Afinal, a partir de diferentes parâmetros o MEC construiu uma hierarquia das instituições de ensino superior brasileiras que desde seu nascedouro coloca a UENF em uma colocação bastante boa.

Mas mesmo correndo o risco de ser apontado como arrivista, essa colocação no IGC/MEC deveria ser relativizada e colocada no seu devido lugar. Bons administradores usariam esse ranking para localizar deficiências e pontos que necessitam um olhar mais cuidadoso para corrigir distorções e apontar soluções. Mas, lamentavelmente, não para isso que o IGC tem servido. O fato é que a partir desse único ranking vende-se a ideia de que a UENF é uma ilha de excelência acadêmica e dotada de todo o apoio que requereria para alcançar os patamares de excelência com que sonhava Darcy Ribeiro. 

Entretanto, essa não é a realidade. Como avaliador do próprio MEC nos últimos anos tenho visitado diversas instituições de ensino superior em diferentes pontos do território nacional. Em função dessa experiência como avaliador, posso dizer sem medo de errar que a UENF não passaria incólume pelo crivo do instrumento de avaliação que tenho aplicado seguindo as diretrizes de avaliação da qualidade de cursos de graduação. Essa realidade só não apareceu ainda porque somos uma universidade estadual e, por causa disso, não temos que passar pela mesma avaliação que as universidades federais e as instituições privadas são obrigadas a passar para poderem ter seus cursos reconhecidos pelo MEC.

Outro fato que esse ranking esconde é que a UENF vem sendo gravemente sucateada pelos diferentes governos que se sucederam ao de Leonel Brizola, mas especialmente ao longo dos últimos 8 anos de (des) governos do PMDB. A forma com que a dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão vem tratando a UENF é lamentável e digna de repúdio.  E isso ficou claro na greve que paralisou a UENF em 2014, a qual só ocorreu porque Cabral e Pezão tripudiaram sobre as justas demandas de servidores e professores, e menosprezaram completamente as reivindicações dos estudantes. É que enquanto a comunidade e seus sindicatos imploravam por diálogo e negociação, Cabral, Pezão e seus secretários tratavam a UENF de forma truculenta e arrogante.

Como se explicam essas boas colocações alcançadas pela UENF então? É simples: pelo trabalho árduo que estudantes, servidores e professores desenvolvem apesar da política de destruição imposta pela (des) governo estadual e da completa inoperância da reitoria da UENF. Aliás, a reitoria da UENF já faria muito se não atrapalhasse, o que invariavelmente faz.

Assim, se alguém se der ao trabalho de conversar com os estudantes ouvirá histórias tenebrosas sobre como hoje é difícil conseguir coisas básicas para o funcionamento dos diferentes cursos de graduação que a UENF mantém aos trancos e barrancos. E a coisa só não fica pior porque faz algum tempo, a captação de recursos para a investigação científica está sendo também utilizada para sustentar os cursos de graduação e pós-graduação. E esta é uma distorção que cedo ou tarde vai causar sérios problemas na formação acadêmica de nossos estudantes.

Por último uma ironia. Em 2013, a reitoria da UENF tentou acabar com o regime de Dedicação Exclusiva  (DE) que todo professor da UENF é obrigado a cumprir. A explicação dada no plano interno seria que esta seria uma exigência do (des) governo estadual para remunerar a DE. Depois de muita mobilização de professores e estudantes, o então secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Pereira, declarou que essa teria sido uma ideia criada pela própria reitoria e se distanciou de qualquer responsabilidade sobre essa proposta que seria desastrosa para a UENF, inclusive para sua colocação no IGC. E a explicação é simples: como a UENF só contrato professores com título de doutorado para trabalhar em regime de DE acaba obtendo o grau máximo num quesito importante na forma da nota do IGC. Em suma, a reitoria tentou matar a galinha de ovos de ouro, sabe-se lá para atender quais interesses!

Assim, ainda que todos os que torcem pela UENF devam se sentir orgulhosos pela performance da instituição, o fato é que hoje pairam sobre nossa jovem universidade nuvens pesadas e ameaçadoras colocadas por um governo que tem ojeriza ao pensamento crítico e ao compromisso com os interesses da maioria do nosso povo. Assim, a unidade em torno do projeto de excelência idealizado por Darcy Ribeiro deverá ser uma tarefa a ser abraçada por todos os que desejam um futuro socialmente justo e um modelo de desenvolvimento inclusivo e distributivo no Rio de Janeiro. Estejam  eles dentro da UENF ou não. 

Pezão asfixia universidades estaduais, e reitoria da UENF promove inauguração “beija mão” do bandejão para recepcionar o algoz

A matéria abaixo dá conta da manutenção do vero do (des) governador Pezão a uma emenda proposta pela Comissão de Educação da ALERJ que tiraria as três universidades estaduais do Rio de Janeiro do estado quase insolvência em que se encontram neste momento.

Esse veto como mostra a matéria assinada pelo jornalista Djalma Oliveira representará uma perda de 917 milhões de reais que poderiam alavancar a recuperação da condição de coma em que o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e Pezão colocaram a UENF, a UERJ e a UEZO.

Mas quem pensa que este tapa na cara serviu para colocar um pouco de brio na reitoria da UENF, tire o cavalo da chuva. É que mesmo após essa veto, a reitoria comandada por Silvério Freitas vai promover uma inauguração “beija mão” do restaurante universitário que já começou a funcionar nesta 3a. feira (16/12). 

Como uma postura submissa como essa apresentada pela reitoria, não será de se surpreender que 2015 seja um ano ainda mais difícil para  o funcionamento básico da UENF. Mas, convenhamos, aprenderam a beijar a mão com o Sérgio Cabral. Que mais poderíamos esperar?

Veto deixará as universidades estaduais com menos recursos em 2015

Veto do governador foi mantido pelos deputados
Veto do governador foi mantido pelos deputados Foto: Urbano Erbiste / Urbano Erbiste
Djalma Oliveira

A Assembleia Legislativa do Rio manteve o veto do governador Luiz Fernando Pezão à emenda, de autoria do deputado Comte Bittencourt (PPS), à Lei de Diretrizes Orçamentárias, que garantia 6% da receita líquida para as quatro universidades estaduais (Uerj, Uezo, Uenf e Cecierj). Se ele tivesse sido derrubado, as instituições de ensino ganhariam, no próximo ano, mais R$ 917 milhões.

FONTE: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/veto-deixara-as-universidades-estaduais-com-menos-recursos-em-2015-14825088.html#ixzz3M5szk4mk

Reitoria anuncia dia de inauguração do bandejão com a presença do (des) governador Pezão

IMG_8818

A matéria abaixo dá conta que FINALMENTE o bandejão da UENF vai ser inaugurado, e com a presença do (des) governador Luiz Fernando Pezão! Esse é um brinde que a reitoria dá não à comunidade universitária, mas a Pezão, justamente no momento em que ele conseguiu impedir que as universidades estaduais do Rio de Janeiro recebem os 6% previstos na constituição estadual!

Mas o mais incrível  dessa inauguração é o dia e horário designados para a inauguração dessa unidade: sexta-feira (19/12), 14 horas! Ou seja, vai ser inaugurado no dia em que se inicia o recesso acadêmico! É que, na prática, essa inauguração acaba sendo para inglês ver, já que a imensa maioria dos potenciais usuários já deverá ter até partido quando Pezão chegar para fazer a inauguração do bandejão.
 
O essencial aqui vai ser a necessidade de que os usuários do bandejão, principalmente os estudantes, estejam pronto para cobrar a qualidade dos serviços que serão prestados em 2015, já que para 2014 o que se terá é uma inauguração para Pezão fingir que se preocupa com a UENF, enquanto nos mantém asfixiados financeiramente e sem maiores perspectivas de melhorias.
 
De toda forma, essa inauguração atrasada (lembremos todos que a reitoria prometeu que o bandejão funcionaria a partir do primeiro dia de aula do segundo semestre de 2014) é bem a cara dos gestores da UENF que descumprem seus compromissos no plano interno e são sempre muito dóceis com o (des) governo do Rio de Janeiro.

Restaurante universitário será inaugurado na Uenf

Phillipe Moacyr
Clique na foto para ampliá-la
Funcionários do Restaurante da Uenf já estão trabalhando nas instalações do local

Foram seis anos de obras, inúmeras paralisações e retomadas, diversas especulações de datas para conclusão do projeto e, finalmente, o Restaurante Popular da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), deve ser inaugurado na próxima sexta-feira, 19, às 14h, com a presença do governador Luiz Fernando Pezão e do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.

Em julho do ano passado, a Uenf estimou que o projeto custaria aproximadamente R$ 3,4 milhões até o final da construção, R$ 700 mil a mais que os R$ 2,7 milhões previstos à época do edital. Questionado ontem sobre o valor total investido no Restaurante, o diretor de Informação e Comunicação da Uenf, Vanildo Silveira, não soube precisar o quantitativo. 

Para a próxima semana estão previstos testes experimentais para assegurar a funcionalidade do Restaurante, que tem capacidade para fornecer três mil refeições diariamente. Vanildo garantiu que a estrutura está pronta e os todos os equipamentos instalados. “O que estão sendo feitos são ajustes finais”, contou. Ontem uma equipe da empresa vencedora da licitação, MMW Irmãos Alimentos LTDA, estava limpando o saguão enquanto a equipe de reportagem visitou o campus. O impasse na conclusão das obras do Restaurante Universitário, chamado entre os estudantes de “Bandejão”, motivou acampamento no campus e greve de fome de alguns alunos.

Num evento realizado em 10 de julho do ano passado, na própria Uenf, o prefeito da Universidade, Gustavo Xavier, informou que as refeições para os estudantes custariam, no máximo R$ 2 e que os alunos carentes teriam gratuidade. Às vésperas da inauguração as regras são outras: alunos cotistas (carentes) terão apenas uma refeição gratuita e pagarão R$ 3 pela outra; estudantes de graduação em geral pagarão R$ 3; de pós-graduação R$ 4; e os servidores R$6.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/restaurante-universitario-sera-inaugurado-na-uenf-17277.html

 

PT/RJ: a vanguarda do atraso do ex-partido dos trabalhadores

Quando retornei ao Brasil em 1997 após quase uma década de exílio dourado nos EUA onde aprofundei meu treinamento acadêmico tentei voltar à militância no Partido dos Trabalhadores. Mas bastou ir a uma reunião de militantes que notei que aquele não era mais o partido que eu havia ajudado a construir no início da década de 1980.

De lá para cá, passados quase duas décadas, o PT do Rio de Janeiro que nunca foi uma força sólida dentro da estrutura nacional do partido se perdeu de forma tão completa e incurável que nem mesmo tendo sido esnobado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão na formação do seu processo secretariado, os dirigentes do partido conseguem ir para a oposição que é o lugar que lhes pertence neste momento.

Ao invés disso, ainda se vê a maioria da bancada dentro da ALERJ anunciar um envergonhado apoio a Pezão, na forma de “apoio crítico”, numa demonstração de que Anthony Garotinho estava mais do que certo quando vaticinou que o PT/RJ era o partido da boquinha.

Também com “quadros” como o ex-ambientalista Carlos Minc e o inexpressivo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, alguém teria ilusão de que o PT/RJ iria, repentinamente, marchar para uma ação política independente e comprometida com as necessidades da maioria pobre da população fluminense? Claro que não! O PT/RJ é a vanguarda do atraso em que o PT se meteu nacionalmente.

Confrontado com a falência das UPPs, Pezão que manter o exército nas ruas do Rio de Janeiro

A matéria abaixo, publicada pelo Valor Econômico, é curta mas muito reveladora. É que a mesma contem uma declaração de reconhecimento explícito de que o (des) governo do Rio de Janeiro não tem como controlar a segurança pública nas comunidades que formam o Complexo da Maré sem a ocupação contínua por tropas militares.

Tivesse essa declaração sido dada durante o processo eleitoral, talvez o (des) governador Luiz Fernando Pezão não teria sequer passado para o segundo turno. É que muito do pouco crédito que ele pode clamar dos anos em que está à frente do executivo fluminense depende muito da manutenção da falsa política de pacificação social representada pelas chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Agora que o exército brasileiro teve sua primeira baixa no processo de ocupação militar daquela área sensível da cidade do Rio de Janeiro, Pezão está quase implorando para que as tropas continuem por lá de forma aparentemente indefinida. Como essa receita é, quando muito, de validade de curto prazo, além de ser extremamente onerosa para o governo federal, é possível que em 2015 a coisa se complique ainda mais.

De toda forma, o que se vê é que a política de militarização da segurança pública, ainda que coberta por um espesso véu publicitário, não se sustenta mais. E o pior é que a única receita que Pezão parece ter é a manutenção inconstitucional das forças armadas no patrulhamento da segunda cidade brasileira. E para para definir essa situação esdrúxula há uma boa palavra: lamentável!

Governador do Rio pede extensão de permanência do Exército na Maré

RIO  –  O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse neste sábado (29) que pedirá a prorrogação da permanência do Exército no Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A informação é da assessoria de imprensa do governo do estado. Por enquanto, o governo federal autorizou até dezembro a permanência das tropas militares, que ocupam o conjunto de favelas desde abril deste ano.

José Lucena/Futura Press/ Folhapress

Ontem (28), o cabo do Exército Michel Mikami, de 21 anos, foi morto durante confronto com criminosos no Complexo da Maré. Os militares abriram inquérito para apurar a morte de Michel. Baleado na cabeça, ele chegou a ser levado para uma unidade de pronto atendimento (UPA).

Por meio de nota, o governo do estado informou que Pezão pretende conversar com a presidenta Dilma Rousseff para pedir a prorrogação do prazo. A ideia é manter as tropas na comunidade até que novos policiais militares sejam formados e, assim, implantar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região.

Segundo a nota, o governador considera difícil o estado conseguir ocupar a Maré sem ajuda das tropas federais.

(Agência Brasil)

FONTE: http://www.valor.com.br/brasil/3798176/governador-do-rio-pede-extensao-de-permanencia-do-exercito-na-mare#ixzz3KUAM5Xgm

A agonia do Paraíba do Sul e a irresponsabilidade da transposição

Uma das muitas características nefastas da mídia corporativa é a sua crescente inaptidão de pautar questões que realmente interessam aos seus leitores dentro da escala de magnitude que estas merecem. Esse fato fica cristalinamente transparente no tratamento que está sendo dado à questão da transposição negociada no Supremo Tribunal Federal para permitir a transposição de águas do Rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira, basicamente para isentar o governo de São Paulo de mexer em outro sistema, o de distribuição dos lucros da Sabesp.

Como os termos do “acordo” não foram explicitados, alguém mais cético pode apenas desconfiar de que não vem nada de bom para quem vive dentro da faixa limítrofe que separa o Rio de Janeiro de Minas Gerais. É que dada as características da bacia do Paraíba do Sul associadas à densidade urbana no trecho paulista a jusante da transposição, fica fácil adivinhar que quaisquer prejuízos serão jogados nas costas de mineiros e fluminenses.

Mas o problema não para ai. É que segundo o que foi transpirado a transposição terá como uma das suas condicionantes a contenção de despejos urbano-industriais que hoje transformam porções significativos do Paraíba do Sul em esgoto a céu aberto. Como já conhecemos o exemplo terrível da Baía da Guanabara e suas pretensas políticas de despoluição que já sugaram bilhões de dólares do erário público, essa condicionante terá tanto valor quanto uma nota de 3 dólares americanos. 

Como especialistas já apontaram a transposição seria desnecessária se as corporações que controlam o processo de captação e distribuição de água no Brasil se dessem ao trabalho de diminuir as perdas que seus sistemas decrépitos implicam. Além disso, qualquer esforço sério de aumento dos estoques hídricos teria de atacar o problema do desperdício em unidades industriais e agrícolas que juntas consomem quase 90% da água efetivamente consumida. Mas as concessionárias, além de não cuidar da parte material que lhes compete, são preguiçosas demais para fazer isso, e ficam com suas campanhas inócuas para controlar o consumo doméstico que representa em torno de 10% do consumo total. 

Agora, lamentável mesmo foi a posição dos (des) governadores do Rio de Janeiro e de Minas Gerais que aquiesceram com essa proposta de transposição no palco do STF em vez de convocar os comitês de bacia para uma reunião emergencial sobre os usos presentes e futuros das águas do Rio Paraíba do Sul. Em relação ao (des) governador tampão de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho do PP,  isto de ser entendido porque ele entregará em breve o cargo a Fernando Pimentel do PT, mas quanto ao (des) governador Luiz Fernando Pezão, a complacência com São Paulo é indesculpável. Afinal de contas, se o Palácio da Guanabara pode ser abastecido com água mineral às custas do cofre estadual, o mesmo não pode se dizer de milhões de residências fluminenses e cariocas que dependem diretamente do Paraíba do Sul para suas necessidades básicas.

Alguém precisa avisar a Pezão o segredo mais conhecido do Século XXI: a água, não o petróleo, é o recurso mineral verdadeiramente estratégico. Mas uma dúvida, será que Pezão sabe o significado de “estratégico”? Sinceramente acho que não. Mas Geraldo Alckmin sabe. E esse é o grande problema!

Pezão e a limonada da transposição do Paraíba do Sul: só ser com água barrenta!

barro

Ao final da reunião que abriu caminho para a realização da transposição do Rio Paraíba do Sul para atender as demandas do governo de São Paulo, o (des) governador Luiz Fernando Pezão teria dito que “desse limão saiu uma grande limonada”, se referindo ao processo eleitoral. “Cada um estava cuidando das campanhas e não deu pra gente sentar e dialogar. Ninguém vai perder. A população dos três Estados vai ganhar com a solidariedade nossa”, teria dito Pezão.

Agora, alguém por favor avise ao Sr. Pezão que para se fazer a diluição do limões há que se ter água.  Mas do jeito que a coisa anda, o que sobrar para diluir os limões vai ser, quando muito, água barrenta.

Será que o Pezão encararia essa limonada cheia de barro? A ver!