UENF: um aniversário para lembrar o passado e lutar por um futuro melhor

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A Universidade Estadual do Norte (UENF) celebra hoje (15/08) 21 anos de existência. Essa instituição que é fruto das visões de longa profundidade de Darcy Ribeiro e Leonel Brizola, também é produto da organização da população de Campos dos Goytacazes.  Essa junção de vontades gestou uma instituição com ideias e práticas que revolucionaram a forma com que as universidades públicas brasileiras.

Darcy Ribeiro viajou por diversas partes do mundo para produzir um modelo institucional que permitisse a todos os membros da UENF realizar o máximo de suas potencialidades. Darcy começou por quebrar as amarras departamentais que, em sua opinião, sufocavam a criatividade e burocratizavam o cotidiano das universidades brasileiras. Além disso, Darcy Ribeiro elevou a barra dos requisitos para alguém fosse professor na UENF ao estabelecer o título de doutor para que alguém pleiteasse o direito de trabalhar na instituição. Além disso, Darcy estabeleceu que todos os professores deveriam trabalhar em regime de Dedicação Exclusiva.  Com o passar dos anos, todas as universidades públicas brasileiras se dirigiram no sentido de adotar esses pré-requisitos, mesmo esquecendo que toda essa mudança começou com a criação da UENF.

Agora a UENF vive uma crise sem precedentes em sua jovem história. E o principal problema, não o único, é a rala compreensão que os atuais (des) governantes estaduais possuem da importância das universidades públicas fluminenses para um modelo de desenvolvimento econômico, social e ambiental que seja inclusivo e democrático. Ao contrário, nos anos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, o que temos é o encurtamento de salários, o aprofundamento da terceirização e o desrespeito pela autonomia universitária.  Essa visão rala é o ponto de partida da situação de quase insolvência financeira em que não só a UENF, mas também a UERJ e a UEZO se encontram!

Para compor esses problemas, temos na reitora da UENF um grupo de gestores que simplesmente não entendem a estatura dos cargos que ocupam. É por isso que, em vez de enfrentarem o (des) governo de frente, preferem insistir num diálogo de surdos e mudos com o (des) governo Pezão, enquanto precisam assumir que já não conseguem pagar os fornecedores e prestadores de serviços.

Mas como alguém que já está na UENF desde 1998, eu acredito firmemente que a comunidade universitária tem plenas capacidades de superar tudo isso, e continuar realizando as tarefas idealizadas por Darcy Ribeiro e seu parceiro de projeto, Leonel Brizola, nos deixaram. 

Darcy Ribeiro dizia que “a crise na educação não é uma crise, mas um projeto”. Assim, em vez de cairmos no desânimo e na apatia, creio que o caminho devemos ampliar a resistência aos que querem destruir a UENF com um projeto político de privatização do estado do Rio de Janeiro.  Só dessa forma estaremos à altura das tarefas que nos foram deixadas pelos fundadores da UENF.

Por isso tudo, é que devemos celebrar esse aniversário com altivez e não com meras celebrações de fachada. E só lembrando Chico Buarque de Holanda, eu dedico ao (des) governador Luiz Fernando Pezão, que aqui simboliza os inimigos da UENF, a canção “Apesar de você”.

Reitoria reúne Conselho Universitário, mostra números da crise financeira, mas decide não fazer nada a respeito

Eu não sei o que é pior na atual da reitoria da UENF: sua incapacidade gerencial ou a enraizada disposição a aceitar pacificamente todos os desmandos do (des) governo Pezão. Na reunião do Conselho Universitário (CONSUNI) que ocorreu nesta 5a. feira (14/08), a reitoria entregou documentos que mostram o processo encolhimento das verbas a partir de repetidos contingenciamentos e cancelamentos de verbas, mas ficou por ai.

E o pior é que apenas poucos conselheiros manifestaram a necessidade de que a sociedade fluminense seja informada da situação gravíssima por que passam as finanças da UENF neste momento. Em resposta a estes conselheiros, o reitor Silvério Freitas apresentou a posição de que o CONSUNI não é um órgão político (como assim?) e que o caminho que será trilhado envolve apenas a continuidade das negociações com o (des) governo Pezão. Após a manifestação de três conselheiros e do presidente da ADUENF, Luís Passoni, o CONSUNI decidiu que uma moção deverá ser enviada a todos os candidatos ao governo do estado explicando a grave situação financeira em que a UENF se encontra. Isso aconteceu, é preciso que se saliente, a contra-gosto do reitor e do seu vice.

Um momento de especialmente constrangimento para o reitor (eu se fosse ele teria me sentido muito constrangido, mas eu sou eu e ele é ele) foi o desmentido dado pelo diretor geral de administração da UENF de uma afirmação do reitor de que não haveria risco do (des) governo dar calote nas dívidas da UENF. Segundo o que me foi informado por um dos membros do CONSUNI, o diretor geral de administração afirmo que é possível que o (des) governo Pezão não repasse os recursos necessários para a UENF honrar todos os seus compromissos!  Pois é, não há que esteja muito ruim que não possa piorar mais!

Abaixo os documentos entregues pela reitoria aos membros do CONSUNI que mostram de forma cabal a evolução do processo de asfixia financeira que a UENF vem sofrendo nas mãos do (des) governo Pezão/Cabral.

Carta Congentenciamento Contingenciamentos UENF

A esquizofrenia eleitoral de Pezão: sucateia a UENF, mas quer a UERJ em São João da Barra

Pezao-Acu

Campanhas eleitorais são cheias de promessas vãs, isso todos nós sabemos. Mas o (des) governador em exercício e candidato a reeleição, Luiz Fernando Pezão, anda exagerando. É que segundo matéria do “O GLOBO” (Aqui!em uma visita/ato de campanha no Porto do Açu, teria proferido a seguinte frase:

–— “Precisamos fazer os centros) principalmente na área do petróleo. E não apenas cursos profissionalizantes. A Uerj , que já está vindo para cá, tem que trazer cursos de Engenharia, Logística, Mineração e Engenharia Metalúrgica.”

Não estivesse o (des) governo Pezão sucateando a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) que dista algo em torno de 40 km do centro de São João, até poderia se aceitar que ele quisesse a vinda da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), cujo campus principal se encontra a mais de 300 km da cidade que hoje já sofre os efeitos negativos do porto idealizado por Eike Batista.

Mas essa esquizofrenia é facilmente explicável no campos das promessas eleitorais. O duro é saber que esse mesmo (des) governo mantém os campi avançados da UERJ em completa petição de miséria e sem as mínimas condições de funcionamento. Aliás, numa situação muito parecida com aquela que hoje é vivida pela UENF e pela UEZO.

Depois o (des) governador Pezão não reclame se sair publicado algum manifesto de repúdio coletivo contra a sua política de destruição das universidades estaduais. Afinal, quem semeia promessas eleitorais, acaba colhendo repúdio da comunidade universitária.  Aliás, o que tem de gente na UENF twittando o #ForaPezãoinimigodaeducação” é, como diria um amigo meu aqui de Campos dos Goytacazes, coisa de doido!

A UENF agoniza por falta de recursos enquanto o governo Pezão e as empreiteiras vão num relacionamento cheio de aditivos e doações de campanha

Fornecedoras do governo Pezão doam milhões ao PMDB

Empresas que firmaram aditivos recentes em contratos com o governo fluminense aparecem como financiadoras do PMDB e da campanha de Pezão

Thiago Prado e Daniel Haidar, do Rio de Janeiro
Pezão na inauguração da UPP da Vila Kennedy

Pezão na inauguração da UPP da Vila Kennedy (Divulgação/VEJA)

Fornecedores do governo do Rio de Janeiro ajudaram a financiar as campanhas eleitorais do PMDB neste ano, segundo dados da primeira parcial de pestações de contas das campanhas entregues à Justiça Eleitoral. Em dois casos, as doações foram feitas simultaneamente à autorização de pagamentos do governo Luiz Fernando Pezão (PMDB), que tenta a reeleição. No total, prestadoras de serviço do Estado, que receberam pagamentos em 2014, doaram 7,13 milhões de reais para o Comitê e o Diretório do PMDB no Rio de Janeiro.

O caso mais emblemático é o da empresa Ipê Engenharia, que obteve a prorrogação de um contrato exatamente no mesmo dia em que sua contribuição caiu na conta do Comitê Financeiro Único do PMDB. A Ipê Engenharia contribuiu até agora para as eleições com 1,5 milhão de reais em duas transferências eletrônicas, nos dias 14 e 23 de julho, destinadas ao Diretório do PMDB. Em 18 de julho, o diretório transferiu os recursos para o Comitê Financeiro Único do partido. No dia, foi autorizada no Diário Oficial a segunda prorrogação de um contrato com previsão de pagamento de 1,4 milhão de reais para a empresa, pela locação de equipamentos para drenagem e pavimentação de rodovias na Região Serrana.
 
Leonel Gonçalves da Costa Júnior, sócio da Ipê Engenharia, alegou que foi “coincidência” ter recebido a prorrogação de um contrato milionário, poucos dias depois de doar recursos para o PMDB. Ele não soube informar exatamente quais rodovias receberiam seus serviços, mas disse que o contrato garante a pavimentação e a drenagem apenas nos momentos em que houver necessidade. “Não sei dizer quem pediu a doação. Foram pessoas do partido, que a gente convive e conhece. Meu faturamento do ano passado (90 milhões de reais) permitiu fazer esse valor de contribuição”, afirmou Leonel ao site de VEJA. A Ipê faturou mais de 148 milhões de reais do governo do Rio de Janeiro entre 2013 e 2014, sendo que 5,2 milhões de reais foram desembolsados no dia 27 de junho.
 
A assessoria de do governo Pezão informou apenas que houve um “aditivo de prazo da obra (prorrogado por 180 dias) e não de valor”.

A construtora Colares Linhares passou por uma situação semelhante. No dia 24 de julho, garantiu 655.000 reais ao renovar um contrato, iniciado em 2010, de contenção de encostas em rodovias da Região Serrana. No dia seguinte, contribuiu com 1 milhão de reais para o Comitê Financeiro Único do PMDB. No início de junho, a Linhares já havia obtido a prorrogação de um convênio para fornecimento de equipamentos para pavimentação da malha rodoviária, por 1,4 milhão de reais. Somente neste ano, a empresa faturou pouco mais de 17 milhões de reais do governo fluminense.Procurado, Renardo Linhares Colares, sócio da empresa, não quis dar declarações. A assessoria de imprensa do governo informou que os 655.000 reais se referem a um reajuste anual de contrato (neste caso de 2010) previsto em lei. 

Outra empresa beneficiada por um aditivo, pela quinta vez no mesmo contrato, foi a Hécio Gomes Engenharia. Uma prorrogação do serviço subiu o valor da contratação para 63,7 milhões de reais no dia 16 de junho. No dia 31 de julho, a empresa contribuiu com 230 mil reais para o Comitê Financeiro Único do PMDB.  A empresa já faturou 27,1 milhões de reais do governo fluminense neste ano. “Todas as doações são legais cumprindo a legislação eleitoral”, informou a assessoria de campanha de Pezão.
 
Grandes empreiteiras, como a OAS e a Carioca Christiani-Nielsen Engenharia, também aparecem na lista de doadores e fornecedores do Estado. Contribuiram respectivamente com 2 milhões de reais e com 1,3 milhão de reais. A Carioca embolsou 17 milhões de reais por serviços prestados ao governo Pezão somente neste ano e é sócia do consórcio RioBarra, que atua na construção da Linha 4 do Metrô do Rio. A OAS faturou diretamente 54 milhões de reais do governo fluminense, incluindo obras da construção do Arco Metropolitano, e é acionista da Invepar (operadora do metrô do Rio).
 
Almeida e Filho Terraplenagens e Collet & Sons Engenharia também deram respectivamente 1,1 milhão de reais e 200.000 reais para o PMDB. Faturaram, pela ordem, 33,2 milhões de reais e 552.855 reais do governo do Rio neste ano.

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/fornecedoras-do-governo-pezao-doam-milhoes-ao-pmdb

UENF: crise financeira aguda força reitor a convocar reunião extraordinária do Conselho Universitário

Num claro sinal de que a crise financeira imposta pelo (des) governo comando por Luiz Fernando Pezão é muito série, o reitor da UENF, Prof. Silvério de Paiva Freitas, convocou uma reunião extraordinária do Conselho Universitário (CONSUNI) para esta 5a. feira (14/08) que tem como único ponto de pauta justamente o sufoco econômico que a instituição está passando. Aliás, esta situação pode se agravar ainda mais nos próximos meses, já que a Secretaria Estadual e Planejamento e Gestão (SEPLAG) está querendo cortar mais R$ 2 milhões do orçamento da UENF de 2014.

Eis a convocação que o reitor Silvério Freitas enviou hoje aos membros do CONSUNI da UENF.

convocação

A única coisa que me deixa intrigado é porque se deixou chegar a essa situação, já que os problemas financeiros que a UENF vem vivendo em 2014 já são mais do que conhecidos. Agora eu só espero que os conselheiros encontrem uma solução para este imbróglio.

Aliás, como  o  (des) governador Luiz Fernando Pezão anda fazendo campanha pela região Norte-Noroeste Fluminense, quem sabe o CONSUNI não aproveita para vim ver pessoalmente as comemorações dos 21 anos da UENF que tem um ponto alto na sexta-feira. Afinal, já que Pezão anda dizendo que vai ganhar as eleições no primeiro turno, quem sabe uma visita à UENF não o coloque um pouco mais em contato com nossa lamentável realidade, e evite o mesmo tratamento indecoroso em seu futuro (des) governo.

Diretoria da ADUENF emite declaração pública sobre protesto dos estudantes da UENF

Fomos surpreendidos na manhã e ao longo de todo o dia de ontem (11/08/2014) pela manifestação dos estudantes, organizada pelo DCE/UENF, que fechou as entradas do campus.

 Infelizmente, não causou a mesma surpresa a noticia de que este governo do Sr Luiz Fernando Pezão não honrou compromisso assumido pelo próprio Governador. Há muito tempo, ‘honra’ deixou de ser um adjetivo adequado a descrever esse grupo que se instalou no governo do Estado do Rio de Janeiro. 

Infelizmente, não causa a mesma surpresa, as reiteradas notícias de cortes e contingenciamentos por parte de um governo que não honra sequer o orçamento da UENF enviado polo próprio governo à, e aprovado pela, ALERJ. Orçamento que já nasce mutilado frente ao solicitado pelo CONSUNI e que vem diminuindo em números absolutos ano a ano.

 O problema do reajuste no valor das bolsas, não para valores nababescos mas para deixá-las iguais aos valores praticados pela UERJ!, é parte de um problema maior, que atinge a todos nós em todos os níveis. É o problema do próprio estrangulamento por que passa a UENF, que está inserido num contexto que envolve toda a dinâmica das forças políticas que disputam corações e mentes mundo afora. Como alertou o próprio Darcy Ribeiro “a crise na educação não é uma crise, mas um projeto”. Um projeto de sociedade neoliberal que vê nos serviços, educação inclusive, uma fonte de lucro e não alavanca do progresso e desenvolvimento. Por isso deve ser destruída uma Universidade que, pública e gratuita, apesar deste governo, consegue se projetar como alavanca do desenvolvimento social ao oferecer ensino de qualidade.

 O caminho para a destruição da Universidade pública já é conhecido, e foi aplicado com esmero e grande êxito, do ponto de vista neoliberal, no ensino médio: aviltamento dos salários e verbas insuficientes para a manutenção das condições mínimas de trabalho, como telefone, água, luz entre outras tantas contas atrasadas.

 Em paralelo, temos a criminalização dos movimentos sociais e a tentativa do governo do estado de introduzir o aparato repressivo estatal dentro da UENF, via o Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS). Ora, senhoras e senhores abram os olhos! Se existe algum problema de segurança no campus é o problema de o orçamento da Universidade, que previa verbas para pagar aos terceirizados, não ser cumprido. Por um lado, o Estado corta a verba para a segurança e, por outro, oferece verba para contratar o aparelho repressor do próprio estado

O pior nessa história toda é notar que alguns colegas nossos não conseguem enxergar além das barricadas e veem nelas o problema. A manifestação dos Estudantes, por mais que possa ter causado transtornos momentâneos, faz parte da solução e não do problema. Se nós estamos cansados e desgastados depois de três meses de dura greve contra um governo que não está nem um pouco interessado em resolver os problemas da UENF, ao contrário, age para ampliá-los, isso é compreensível. Mas que nós neguemos apoio, ou pior, ameaçemos usar das nossas aulas como instrumento de repressão ao movimento estudantil, isso é inadmissível.

Por isso a ADUENF conclama a todos os colegas a apoiar e incentivar a luta dos estudantes em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade.

DIRETORIA DA ADUENF

GESTÃO 2013-2015

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2014/08/diretoria-da-aduenf-faz-declaracao.html

UENF: apertem os cintos, a reitoria sumiu!

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Estive na entrada da UENF em torno do meio-dia desta segunda-feira para prestar solidariedade aos estudantes que estão realizando um protesto contra o não-cumprimento do acordo feito com a reitoria e com o (des) governador Luiz Fernando Pezão que visava, entre outras coisas, equiparar o valor das bolsas de auxílio-cota e de apoio acadêmico ao que é pago pela UERJ. 

Uma coisa que perguntei aos estudantes é se alguém da reitoria já havia aparecido para estabelecer um diálogo que permitisse uma solução imediata para o impasse que foi criado pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (SEPLAG) que se recusou a liberar os recursos prometidos por Pezão.  E a resposta foi um sonoro NÃO! 

Eu sei que já havia previsto aqui neste blog que a reitoria seria a grande derrotada da greve geral que paralisou a universidade entre março e junho deste ano (Aqui!).Mas o que eu não havia antevisto seria a completa falência desta gestão em administrar coisas básicas, como é o caso do cumprimento de um acordo que foi sacramentado com os estudantes e que custaria muito pouco para ser efetivamente implementado. 

E pensar que essa gestão durará ainda até Dezembro de 2015!

 

Estudantes lacram entrada da UENF para protestar contra descaso de Pezão e omissão da reitoria

As entradas do campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) estão lacradas na manhã desta segunda-feira pelo movimento estudantil, numa forma de protesto que visa denunciar a quebra do compromisso pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão em equiparar os valores das bolsas de auxílio-cota e apoio acadêmico ao que já é praticado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). As lideranças do Diretório Central dos Estudantes (DCE) que estão presentes na manifestação também apontam para o inconformismo dos estudantes contra o que muitos deles consideram uma postura de omissão da reitoria frente ao processo de asfixia financeira a que a UENF vem sendo submetida pelo (des) governo estadual liderado por Luiz Fernando Pezão.

O protesto deverá ocorrer durante toda esta segunda-feira, o que significa que as aulas, pesquisas e atividades administrativas estarão suspensas no dia de hoje. 

O que mais causa inconformismo aos que trabalham na UENF é saber que o custo geral da instituição é muito baixo, e que o reajuste prometido por Pezão em sua visita ao campus da UENF representa uma verdadeira ninharia no orçamento estadual.

Abaixo algumas imagens do fechamento que está ocorrendo até este momento de forma pacífica e ordeira, ,com muitas pessoas aproveitando para conversar sobre a situação dramática em que se encontra a UENF do ponto de vista financeiro nas mãos do PMDB.

O curioso é que nesta sexta-feira (15/08) haverá uma reunião do Conselho Universitário da UENF para comemorar os 21 anos do início das atividades da instituição criada por Darcy Ribeiro. Eu fico imaginando como estará o clima nesse dia, e haverá espaço para um daqueles “coffee breaks” que alguns gestores da UENF tanto parecem apreciar.

 

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Folha de São noticia suspeita de desvio de dinheiro público em apreensão de material de campanha do PMDB

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A Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre a apreensão feita por fiscais do Tribunal Regional Eleitoral de material de campanha de Luiz Fernando Pezão e diversos candidatos a deputado (Aqui!). De uma maneira mais explícita, a Folha de São Paulo cita a ocorrência de dois crimes nesse episódio: o desvio de dinheiro público para bancar a campanha eleitoral do PMDB e de seus partidos aliados, e a falsificação dos dados relativos ao material efetivamente produzido em relação aos declarados à justiça eleitoral. Além disso, a gráfica onde o material foi apreendido seria uma espécie de laranja de um esquema maior de apropriação de recursos públicos para fins privados, especificamente a campanha eleitoral.

Alguém se surpreende com essa situação? Na verdade, a única surpresa que eu tenho é que o alvo dessa operação tenha sido Luiz Fernando Pezão e diversos candidatos de sua colossal coligação que une gregos e troianos, de variados tamanhos e coloração ideológica.

Mas nunca é demais citar os nomes dos candidatos que tiveram material apreendido nessa operação para que se evite a tentação de escolhê-los para ocupar cargos que deveriam ser ocupados por pessoas cujo único interesse é servir ao público: Pedro Paulo (PMDB), Lucinha (PSDB), Leonardo Picciani (PMDB), Sávio Neves (PEN), Osório (PMDB), Serginho das Pastelarias (PTdoB), André Lazaroni (PMDB) e Rafael Picciani (PMDB). Em tempo, Rodrigo Bethlem (PMDB) também tinha material sendo produzido na gráfica em questão. Mas desse, Vanessa Felippe já cuidou.

Finalmente, uma curiosidade que muitos eleitores devem ter: quantas gráficas estão envolvidas neste tipo de esquema neste momento?

O Globo: TRE-RJ lacra gráfica envolvida em suposto esquema de fraude para coligação do PMDB

Segundo o órgão, empresa tem contratos com prefeitura e governo do Rio, com indícios participação em esquema de desvio de dinheiro público

POR CHICO OTÁVIO
TRE-RJ lacra gráfica suspeita de envolvimento em fraude para coligação do PMDB – TRE-RJ/ Divulgação

RIO – A fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) lacrou na sexta-feira, por tempo indeterminado, a empresa de comunicação visual High Level Signs, no Méier, Zona Norte do Rio. Segundo o tribunal, a gráfica mantém contratos com a prefeitura do Rio e o governo estadual e pode participar de um esquema de desvio de dinheiro público para elaboração da propaganda de candidatos da coligação PMDB, PP, PSC, PSD e PTB, em especial do ex-chefe da Casa Civil do prefeito Eduardo Paes (PMDB), o deputado federal Pedro Paulo (PMDB), candidato à reeleição.

Em nota o órgão afirmou que, além de Pedro Paulo, a empresa produzia material gráfico de ao menos nove políticos: Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição ao governo estadual; Pedro Paulo; Leonardo Picciani (PMDB); Sávio Neves (PEN); Rodrigo Bethlem (PMDB); Lucinha (PSDB); Osório (PMDB); Serginho da Pastelaria (PTdoB); André Lazaroni (PMDB); e Rafael Picciani (PMDB).

Procurada pela reportagem, a assessoria de Pezão afirmou:

“A campanha segue rigorosamente a lei e defende que toda denúncia deva ser apurada pelos órgãos competentes”.

Já o deputado Pedro Paulo negou que tenha usado recursos públicos para imprimir material de campanha na gráfica High Level Sign. Por intermédio da assessoria de imprensa da candidatura, ele disse que tem como comprovar com notas que as despesas, incluindo a gráfica, foram cobertas por doações privadas. Pedro Paulo repudiou as acusações e disse que pretende prestar contas ao TRE.

As investigações foram iniciadas após os candidatos a deputado federal Pedro Paulo e a deputada estadual Lucinha terem espalhado placas no bairro de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Como a tiragem declarada era pequena, a responsável pela fiscalização da propaganda, juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, determinou a verificação do endereço da gráfica. Os fiscais do TRE-RJ descobriram que no local funcionava apenas um salão de beleza, levando à suspeita de que a empresa era usada como laranja. A alguns metros dali estava a High Levels Signs, que impressionou pela quantidade, variedade e sofisticação das máquinas do parque gráfico e pelo volume de propaganda política, inclusive de placas semelhantes às de Sepetiba.

Os fiscais do TRE-RJ simularam, então, serem assessores de candidatos interessados na produção de material de campanha, desde que a gráfica concordasse em fazer constar nas placas uma tiragem inferior à efetivamente entregue.

“Claro que fazemos, essa é uma prática muito comum”, respondeu a recepcionista, que passou a elencar nomes de candidatos que encomendam material com tiragem adulterada, sem saber que tudo estava sendo gravado.

Pela legislação eleitoral, a tiragem, o CNPJ do candidato e o da gráfica devem ser divulgados na propaganda. Os fiscais notaram ainda que o CNPJ da empresa de fachada aparecia em várias placas no depósito da High Level Signs, que agora está lacrado.

Na operação, foram apreendidos R$ 28 mil em dinheiro, farto material de campanha, oito computadores e documentos – TRE-RJ/ Divulgação

Entre os documentos apreendidos estão algumas ordens de serviço, que mostravam uma tiragem de placas, banners e panfletos menor que a quantidade realmente entregue aos candidatos. Também há o e-mail de um cliente, que pode revelar um provável esquema de maquiagem de CNPJ e lavagem de dinheiro. Dizendo seguir instruções de uma “conversa no escritório”, o cliente repassa um CNPJ, que diz ser de sua empresa, para emissão “das notas fiscais da campanha”. Em seguida, ele escreve que receberá 10% e pagará 6,5%, “como combinamos”. Nas placas e banners produzidas na High Level Signs, foram identificados pelo menos três CNPJ diferentes.

Na operação, foram apreendidos R$ 28 mil em dinheiro, farto material de campanha, oito computadores e documentos. O dinheiro ficará sob a custódia do TRE-RJ, que vai encaminhar fotos, a gravação, documentos e material irregular de campanha ao Ministério Público Eleitoral e ao Ministério Público Estadual, responsáveis por ajuizar ações nas áreas eleitoral e criminal contra a empresa e os candidatos suspeitos de participar da fraude.

Ainda segundo o tribunal, a High Level Signs aparecia também como beneficiária em pelo menos onze boletos bancários de pagamento da Secretaria de Estado da Casa Civil, com valor total de R$ 340 mil.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/brasil/tre-rj-lacra-grafica-envolvida-em-suposto-esquema-de-fraude-para-coligacao-do-pmdb-13550765#ixzz39x64EDD2