Destruição na Amazônia brasileira retoma ritmos explosivos. E novo estudo aponta que desmatamento já calculado pode estar subestimado

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O Jornal Folha de São Paulo produziu uma reportagem especial sobre a situação vergonhosa que está ocorrendo em trechos da Rodovia Transamazônica entre os municípios de Lábrea (AM) e Altamira (PA). A reportagem assinada pelos jornalistas Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida levantam alguns dos elementos mais agudos do processo que combina desmatamento, exploração ilegal de madeira e mineração de ouro.

Um fato que é mencionado, mas não aprofundado, se refere ao encurtamento da ação de fiscais ambientais  a partir do enxugamento do orçamento de órgãos como FUNAI, IBAMA E ICMBIO. Apesar deste enxugamento já vir ocorrendo há algum tempo, as perspectivas de congelamento associado à chamado PEC 241 prometem um agravamento do ambiente de faroeste que já está estabelecido nessa nova frente de desmatamento.

Aqui também é importante mencionar que em um estudo que já foi aceito, mas ainda está em fase de editoração, pela revista CONSERVATION LETTERS, um grupo de pesquisadores liderado pelo professor Peter Richards da Brown University (EUA), são apontados diversos elementos que apontam para uma subestimação do total já desmatado na Amazônia Brasileira (Aqui!). Essa subestimação estaria relacionada basicamente a problemas metodológicos na mensuração que é feito pelo projeto PRODES que é executado pelo Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais.

Em outras palavras, o cenário de devastação, violência e pobreza que é mostrada pelos jornalistas da Folha de São Paulo pode ser apenas um fragmento do que está acontecendo em toda a Amazônia. 

As implicações para o Brasil e para outros países que possuem porções da bacia Amazônia em seus territórios podem ser devastadoras, tanto no plano interno como no internacional, já que a perspectiva de um avanço na devastação de seus biomas certamente terão repercussões econômicas profundas.

Abaixo a primeira parte da reportagem da Folha de São Paulo. Quem quiser ler o material por completo, basta clicar Aqui!

TRANSAMAZÔNICA crime e abandono

Pobreza, desmatamento e extração ilegal de madeira e ouro margeiam rodovia na floresta

transamazonica

Por  FABIANO MAISONNAVE E LALO DE ALMEIDA,  ENVIADOS ESPECIAIS À TRANSAMAZÔNICA

Na Amazônia, nenhuma intervenção humana provoca tantas transformações como uma rodovia. E nenhuma rodovia causa tanto impacto na maior floresta tropical do mundo como a Transamazônica.
Pouco mais de 40 anos após a inauguração da estrada símbolo da ditadura militar, a reportagem da Folha percorreu quase todo o seu trecho amazônico, entre Lábrea (AM) e Altamira (PA). Do total de 1.751 km, pouco menos de 10% estão asfaltados.
Tal qual ouroboros, a mítica serpente que morde o próprio rabo, a Transamazônica parece andar em círculos desde que foi aberta, sob o lema nacionalista de “Integrar para não entregar”.
Último município da rodovia, Lábrea (a 700 km em linha reta de Manaus) é uma das mais novas e destrutivas frentes de desmatamento ilegal da Amazônia, acompanhadas por grilagem e violência. A zona rural do município soma sete assassinatos por disputa agrária em dez anos, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Em Altamira (a 450 km em linha reta de Belém), outra megaobra estatal, a hidrelétrica Belo Monte, vem aprofundando impactos negativos na rodovia, como o encurralamento de populações indígenas e a aceleração do desmatamento. A ameaça de violência é permanente: em 13 de outubro passado, o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Araújo, foi assassinado em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Entre as duas pontas da rodovia, predominam na paisagem pastos subutilizados, intercalados por unidades de conservação e terras indígenas sob pressão de madeireiros e garimpeiros. As grandes queimadas continuam no período seco, e, com a exceção de urubus, é raro avistar um animal silvestre.

As cidades têm IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média do país e são dependentes de repasses federais. Todas sofrem de administração ineficiente, segundo o ranking de municípios da Folha (REM-F), incluindo Placas (a 691 km em linha reta de Belém), a última colocada.

A maioria sobrevive do comércio ilegal do ouro e da madeira, cujos lucros compensam os custos de extração em remotas áreas protegidas. O saque se beneficia da repressão esporádica –em duas semanas, a reportagem testemunhou apenas uma ação fiscalizatória.

“Aqui é o mundo da ilegalidade”, afirma a irmã franciscana Ângela Sauzen, que desde 1986 atua em favor de pequenos agricultores em Uruará (a 635 km em linha reta de Belém), onde até o prefeito é madeireiro. “Quem pode mais, domina.”

Com os cortes orçamentários, órgãos como a Funai (índios) e o Ibama (ambiente) vêm diminuindo as suas ações na região. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem 52 servidores para cuidar de uma área pouco maior que o Paraná: 20,7 milhões de hectares, divididos em 21 unidades de conservação.

“Na Amazônia, o fiscal está em extinção, é uma espécie rara”, diz o chefe da Reserva Extrativista Médio Purus, José Maria de Oliveira, que dispõe de dois servidores para atender a uma área de 604 mil hectares (cerca de quatro vezes a área da cidade de São Paulo), 600 km de rios e 6.000 moradores.

Em meio ao desmatamento crescente, uma constatação comum de índios e fazendeiros é o aumento da temperatura e a diminuição das chuvas. “O sol está mais forte” foi uma das frases mais ouvidas ao longo estrada.

É uma época de extremos climáticos. Em Humaitá (distante 590 km em linha reta de Manaus), o rio Madeira registrou neste ano sua terceira pior seca desde o início da medição, em 1967. Dois anos atrás, a cidade foi submersa na maior enchente da história.

Tratores fazem terraplanagem em trecho da rodovia Transamazônica ainda em construção (Foto: Folhapress)

 

Mas a estrada também reserva surpresas mais agradáveis. À beira do rio Maici, os misteriosos índios pirahãs mantêm alguns dos mesmos hábitos relatados no primeiro contato com os brancos, há três séculos, e se recusam a aprender português.

Em Medicilândia (a cerca de 540 km de Belém, em linha reta), maior produtor de cacau do país, uma cooperativa que fabrica chocolate viu as perspectivas melhorarem após a recente pavimentação da Transamazônica até Altamira –uma viagem de 90 km que, antes disso, podia durar quatro dias por causa dos atoleiros.

Em reservas extrativistas, comunidades ribeirinhas têm superado os desafios logísticos e de financiamento para viver da exploração da floresta em pé por meio da castanha-do-pará e de outros produtos.

“A gente tem uma população que conseguiu construir coisas boas aqui”, diz Lucimar Souza, coordenadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) para a Transamazônica. “Se os projetos dialogassem com as pessoas da região, teríamos melhores resultados.”

As passagens aéreas dos repórteres Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida foram custeadas pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), por meio do Projeto Ford Movimentos Sociais e do Projeto Assentamentos Sustentáveis da Amazônia, financiado pelo Fundo Amazônia.

 
FONTE: http://arte.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/transamazonica/#territorio-livre

Desigualdade no Brasil lembra Europa do século 19, diz Le Monde

Por RFI

 

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A reportagem do Le Monde traz uma imagem da comunidade de Paraisópolis, com os prédios do bairro do Morumbi ao fundo. lemonde.fr

O jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (2) traz reportagem de página inteira sobre a crise brasileira. O texto explica que apesar dos esforços feitos nos últimos anos para combater a pobreza, diante da recessão, a luta contra a pobreza deixou de ser a prioridade do governo e a desigualdade social continua flagrante.

A reportagem é ilustrada com a história de uma moradora de Paraisópolis, em São Paulo, que vive em situação de extrema pobreza. “O cheiro de urina se mistura ao odor de fritura das cozinhas nas vizinhança, em meio ao barulho ininterrupto que gera a promiscuidade”, descreve a correspondente do Le Monde no Brasil, lembrando que esse cenário pode ser visto a poucos metros dos apartamentos “valendo milhões de reais, com piscina, varanda e sauna”, do bairro do Morumbi.

A jornalista explica que a comunidade de Paraisópolis é um exemplo “do contraste chocante e das desigualdades vertiginosas” existentes no país, confirmando as estatísticas que apontam que, no Brasil, a repartição das riquezas é equivalente à da França e do Reino Unido no século 19. “Como na época dos clássicos ‘Os Miseráveis’, de Victor Hugo, ou dos romances de Charles Dickens”, enfatiza a correspondente, em alusão a uma comparação feita recentemente pela revista Carta Capital. O texto continua sua análise lembrando que, segundo a ONG Oxfam, 62 bilionários possuiriam metade das riquezas do planeta, e que dois desses super-ricos são brasileiros: o empresário e ex-campeão de tênis Jorge Paulo Lemann e o banqueiro Joseph Safra.

Distribuição de riquezas não mudou com abolição da escravidão

A correspondente do Le Monde ouviu a opinião do pesquisador Marc Morgan Mila, que explica que uma das razões dessa desigualdade é um sistema de impostos, que dá ao Brasil ares de paraíso fiscal. “A renda dos lucros das empresas, paga a pessoas físicas, não é tributável; os impostos sobre o patrimônio são quase inexistentes; os sobre as heranças são muito fracos e o imposto de renda, pouco progressivo, com um limite de pagamento de 27,5%, contra 40% na França”, diz o especialista, que prepara uma tese sobre as desigualdades no Brasil. Além disso, ressalta o texto, a maior parte das receitas fiscais é fruto de impostos indiretos, vindos do consumo, o que faz com que ricos e pobres sejam tributados “de forma idêntica e desigual”.

Já André Calixtre, diretor de estudos do IPEA, lembra que desde a abolição da escravatura, em 1888, o Brasil não teve uma verdadeira reforma agrária. “Congelamos as desigualdades de riquezas, de gênero e de raça”, explica o pesquisador. “Os latifundiários, brancos, transformaram suas fortunas agrárias em patrimônio industrial, financeiro e imobiliário, enquanto os descendentes de escravos foram mantidos na pobreza”, completa Calixtre.

Luta contra a desigualdade perdeu força com a crise

O Brasil, que era a estrela dos países emergentes, vinha perseguindo, desde o início dos anos 2000, um modelo de desenvolvimento que beneficiava principalmente os mais modestos, analisa a reportagem. No entanto, “a recessão, a inflação de dois dígitos e o aumento de desemprego relançam o temor de um retrocesso”, diz Le Monde.

Diante da situação, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado, desde de 2014, sua política social baseada no modelo implementado por Lula, bifurcando para uma estratégia de rigor. “Até os gastos sagrados do carnaval foram revistos para baixo”, assinala o jornal. “Essas medidas de austeridade podem se mostrar positivas se Brasília conseguir reformar um Estado pouco eficaz e que gasta demais, mas também pode ter um resultado negativo se os cortes no orçamento forem realizados de forma precipitada, afetando os programas sociais, a ponto de comprometer a ambição brasileira de fundar uma sociedade mais igualitária”, conclui a correspondente do Le Monde no Brasil.

FONTE: http://br.rfi.fr/brasil/20160202-desigualdade-no-brasil-lembra-europa-do-seculo-19-diz-le-monde

Aquecimento global pode levar 100 milhões de pessoas à pobreza, alerta Banco Mundial

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100 milhões de pessoas ficarão em situação de extrema pobreza até 2030 por causa de aquecimento global

Redação | São Paulo 

Relatório da organização indica que impacto será particularmente forte na Ásia, onde o preço dos alimentos pode aumentar em até 12%
O Banco Mundial alertou, em relatório divulgado no domingo (08/11), que se nada for feito para diminuir o aquecimento global, 100 milhões de pessoas estarão vivendo em situação de extrema pobreza até 2030.

O documento indica que o impacto será particularmente forte na Ásia, onde o preço dos alimentos pode aumentar em até 12%, devido às mudanças climáticas. O resultado será “um golpe para uma região onde o consumo alimentar das famílias mais pobres já representa mais de 60% de seus gastos”, diz o texto.

No sul da Ásia, principalmente na Índia, além da crise agrícola, ocorreria uma rápida propagação de doenças resultantes de perturbações climáticas – malária, febre amarela, diarreias agudas, entre outras. Com isso, mais de 45 milhões de pessoas acabariam vivendo abaixo do limiar da extrema pobreza, isto é, com uma renda de menos de US$ 1,90 por dia (aproximadamente R$ 7,20). 

O documento foi publicado nas vésperas da COP21, Conferência de Paris para o Clima, que acontecerá a partir de 30 de novembro. Nela, os representantes de 196 países irão se reunir para negociar um novo acordo para diminuir a emissão dos gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global e o aumento da temperatura média do planeta.

Para cumprir com este objetivo serão negociadas medidas de redução da emissão de carbono, de adaptação climática e os gastos necessários para que isso se realize.

FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/42204/aquecimento+global+pode+levar+100+milhoes+de+pessoas+a+pobreza+alerta+banco+mundial.shtml

Documentário: “Plantar Pobreza, O negócio florestal no Chile”

[“Plantar Pobreza, O negócio florestal no Chile” é um documentário do Jornal “Resumen” que aborda a origem e as consequências da expansão da indústria florestal na zona centro sul do país.]

 chileAs plantações de pinos e eucaliptos, as plantas de celulose e toda a infraestrutura viária e portuária a seu serviço são elementos que, ao invés de constituir a engrenagem de um substancioso e exclusivo negócio, representa a exploração dos territórios que ocupam e o empobrecimento de suas comunidades.

 Atualmente, os lugares que suportam plantações e possuem plantas de celulose não oferecem condições de habitabilidade para sua gente, obrigando-a a emigrar, deixando a completa disposição do negócio florestal os espaços anteriormente usados na produção ou coleta de alimentos e na conservação do bosque. Mostra desta realidade é que as comunas apresentadas como “de vocação florestal” alcançam índices de migração e pobreza que superam a media nacional.

 No entanto, todo este processo se configurou ante o favorecimento e o servilismo das autoridades de turno. Desde a Ditadura Militar até os governos civis, todos defenderam este empresariado, chamando desenvolvimento a abertura de novos focos de extração e serviços para a indústria florestal, chamando as plantações florestais de bosques e chamando estado de direito à imposição da vontade empresarial através da repressão e do terrorismo de Estado.

 “Plantar Pobreza” tem o propósito de contribuir para entender o processo em que se tem expandido esta indústria e seus efeitos em diferentes escalas. Sem ficar em uma constatação de desastres e misérias, “Plantar Pobreza” mostra a possibilidade de reverter as condições provocadas pelo negócio florestal, através do testemunho de comunidades invisibilizadas que realizam experiências de recuperação do bosque, recuperação da água e da soberania alimentar.

A nós que vivemos neste território tentaram convencer de um falso dilema: “Ou há florestais ou há pobreza”. Na realidade, temos visto que nosso empobrecimento se tem agravado na medida que estas se tem expandido. Hoje, a recuperação de nossos territórios se impõe como condição necessária para nossa subsistência e nisto não cabem ambiguidades, a indústria florestal deve acabar e devem implementar-se políticas de reparação ambiental e social. O documentário “Plantar Pobreza”, tenta contribuir para esta luta.

 Abaixo segue o documentário:

Riqueza não é problema, mas pobreza sim. Como assim?

Tem horas que eu acho que o neoliberalismo ferveu o cérebro de seus defensores! É que agora ando lendo um argumento recorrente, principalmente como reação aos achados do francês Thomas Piketty que em seu “best seller” O Capital no Século XXI mostrou os problemas que está sendo causados pela extrema acumulação da riqueza.

Segundo esses neoliberais o argumento de Piketty está errado porque o que causa os problemas são a pobreza, e que estão na base de tudo o que há de errado no mundo.

Essa afirmação é requentada das falácias malthusianas que semearam uma série de formulações desastradas após a Segunda Guerra Mundial. Fora isso, fica sempre a questão básica de que pobreza e riqueza são as duas faces do funcionamento do sistema capitalista.

Assim, qualquer um que tiver um mínimo de discernimento sobre as coisas realmente operam no mundo do capitalismo não terá dificuldade de entender a besteira que é culpar os pobres pela pobreza, enquanto idolatram os super-ricos pela riqueza nababesca em que vivem. Bom, pelo menos aqueles que não tiverem caído na esparrela do neoliberalismo. Para esses não há mais jeito!

 

Alerj: Açu pode virar uma ‘nova Macaé’

Alerta é de comissão que votou relatório propondo melhorias em infraestrutura para evitar crescimento desordenado

O DIA

Rio – Impactos sociais e ambientais causados pelo Complexo Logístico do Porto do Açu ameaçam o desenvolvimento das regiões Norte e Noroeste Fluminense. É o que aponta o relatório final da Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), criada para analisar o processo de instalação do megaempreendimento no município de São João da Barra. Aprovado nesta quarta por unanimidade, o documento aponta deficiências no projeto e traz diversas melhorias a serem implantadas na região.

Para o presidente da comissão, deputado estadual Roberto Henriques (PSD), apesar do potencial de alavancar a economia regional, com reflexos positivos para todo o estado e o país, o porto traz grandes riscos à região. “Nosso principal objetivo é evitar que aconteça o que ocorreu em Macaé e em Duque de Caxias, e o que está acontecendo com Itaboraí, com a instalação do Comperj. Em Macaé, pegaram um elefante branco, a Petrobras, e jogaram em cima de uma formiga, a cidade. Isso trouxe diversos efeitos colaterais negativos”, disse. 

Documento aponta que empreendimento em São João da Barra emprega apenas 30% de mão de obra local

Foto:  Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

O relatório propõe sugestões aos governos federal e estadual para tentar minimizar os problemas que podem ser causados, especialmente à logística de transporte, energia, saneamento, urbanização, habitação, educação, segurança e capacitação profissional. O Ministério do Trabalho também será acionado para atuar na fiscalização das empresas que operam no porto e inibir a violação de direitos dos trabalhadores. O documento será enviado ainda à Prumo Logística, que opera o porto, e às prefeituras da região. 

No relatório, foram listadas obras necessárias para garantir o pleno desenvolvimento da região, como a duplicação da rodovia BR-101; a criação da estrada Translitorânea — que vai ligar os municípios do Norte Fluminense à cidade de Presidente Kennedy, no Espírito Santo — e dois novos hospitais, com estruturas que vão beneficiar não só os trabalhadores, mas também os moradores de toda a região. 

Outro ponto abordado na audiência foi a urgente qualificação da mão de obra local, já que, segundo levantamento do Sindicato da Construção Civil da região, dos 11 mil trabalhadores atuantes no porto, apenas 30% são locais — 70% são de outros estados e até de fora do país

FONTE: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2014-12-17/alerj-acu-pode-virar-uma-nova-macae.html