Ururau informa: Polícia Militar realiza prisões por causa de lançamento de esgoto no Rio Paraíba do Sul

Diretor da Águas do Paraíba e mais três presos em operação do MPF

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

 Marcelo Esqueff / Carlos Grevi

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

O Ministério Público Federal (MPF) de Campos com o apoio da Polícia Militar deflagrou nesta quarta-feira (04/06) uma operação contra poluição, lançamento de esgoto in natura, dejetos químicos e industriais no Rio Paraíba do Sul.

Foram detidos um dos diretores da concessionária Águas do Paraíba do Sul e outras três pessoas. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar a ação, que ainda visa à prisão de outras pessoas. Todos os presos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, no Centro, para auto de prisão em flagrante.

O procurador da república Eduardo Santos Oliveira ficou de dar uma coletiva, às 20h30, para informar detalhes da operação, mas o pronunciamento foi transferido para esta quinta-feira (05/06), com horário a ser definido. Segundo informações do MPF a investigação apura denúncias de poluição no Rio Paraíba por parte da empresa Águas do Paraíba, além de outras particulares no leito do rio, que também estariam praticando crime ambiental.

A operação terminou por volta das 20h15, e de acordo com o MPF, outras testemunhas estavam sendo ouvidas na Polícia Federal.

A equipe de reportagem do Site Ururau tentou o contato por telefone com a assessoria de imprensa às 18h25, novamente às 18h50 e pela terceira vez às 19h, mas em todas as vezes o telefone estava desligado. Ainda foi enviado um e-mail para o assessor como forma de obter uma resposta da empresa.

CPI PROPOSTA TEM ASSINATURAS RETIRADAS E NÃO VINGA
A empresa Águas do Paraíba e a poluição no Rio Paraíba do Sul foram temas de acaloradas discussões na Câmara dos Vereadores em Campos nos últimos meses.

Primeiro o Grupo de Trabalho formado pelos vereadores Alexandre Tadeu (PRB), Genásio (PSC), Linda Mara (Pros) e Marcão (PT) realizaram e apresentaram o relatório final com indícios de irregularidades como o mau uso dos caminhões de fossa da Empresa Municipal de Habitação Urbanização e Saneamento (EMHAB), cedidos à concessionária; indício de coleta de esgoto em outro município que seria trazido para estações de tratamento em Campos, além de outros crimes ambientais. Os vereadores destacaram ainda que tais irregularidades, caso comprovadas, seriam suficientes para quebra de contrato entre a empresa e a Prefeitura.

Em seguida o vereador Alexandre Tadeu, relator do Grupo de Trabalho, apresentou a proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da Concessionária Águas do Paraíba, mas depois de anunciar publicamente nas redes sociais que tinha 11 das nove assinaturas necessárias para a aprovação, não teve como seguir com a proposta, já que quatro vereadores voltaram atrás de suas posições e retiraram as assinaturas.

“Pedi a CPI justamente por ter provas de que a Concessionária Águas do Paraíba é caso de polícia”, declarou nesta quarta-feira ao Site Ururau, o vereador Alexandre Tadeu.

“Basta! É preciso sim uma CPI para obrigar a Concessionária Águas do Paraíba a se explicar e corrigir o mais rápido possível as suas falhas. Com a CPI teremos informações que podem possibilitar uma revisão do contrato, ou em último caso o seu cancelamento, e hoje o município encontra-se amparado na Lei do Saneamento, aprovada no final de 2013 e já em vigor, para que a população possa ser atendida com o respeito que merece”, dizia o vereador Genásio, presidente do Grupo de Trabalho.

Com a não aprovação da abertura da CPI, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista anunciou a criação de uma Comissão, formada pelo vereador Magal (PR) e Paulo Hirano (PR), da base do governo, e do vereador Marcão (PT), da oposição, para iniciar o relacionamento e ouvir representantes da empresa. Para o dia 10 de junho foi agendada uma audiência pública com os diretores da empresa.

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População enfrenta polícia em cidade chinesa por causa de obra que pode causar poluição ambiental

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As agências internacionais estão dando destaque a enfrentamentos que ocorreram ontem na cidade chinesa Hangzhou que fica localizada na província de Zhejiang, onde a população não quer que seja concluída a construção de um incinerador de rejeitos urbanos (Aqui! Aqui!). Essas notícias dão conta que a crescente oposição a estruturas que agravem a já problemática situação ambiental de muitas cidades chinesas está levando a distúrbios onde a população exige o fechamento ou a não conclusão de plantas industriais.

Ainda que haja repressão policial, não deixa de ser notável que também em muitos casos, as autoridades locais venham atendendo as demandas da população e unidades bilionárias já foram fechadas. E ai é que eu me pergunto: e se essas situações estivessem acontecendo em “democracias” como a brasileira ou a estadunidense?

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Aliás, o que aconteceria se a população de Santa Cruz decidisse realizar uma manifestação dessa natureza para exigir  fechamento da Companhia Siderúrgica do Atlântico que vem poluindo o ambiente desde que começou a ser construída? 

JBS Friboi segue cometendo crimes ambientais em MT

Frigorífico em Barra do Garças polui solo, ar, águas. Sema-MT local e SIF são coniventes

JBS Friboi de Barra do Garças (MT) sob investigação do Ministério Público Ambiental: chicana burocrática frustra embargo e crimes ambientais ainda estão impunes
Antonio P. Pacheco, do Brasil Notícia

Barra do Garças (MT) – Uma manobra burocrática executada pela diretoria da JBS S/A contrariou as determinações do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE-MT) e mantém em pleno funcionamento a planta frigorífica da empresa em Barra do Garças (MT). Apesar de ter sido embargada, a indústria não paralisou o abate nem um minuto sequer e segue praticando uma série de irregularidades ambientais que vão de poluição atmosférica ao lançamento de efluentes sem tratamento direto no rio Araguaia.

O embargo havia sido determinado pela agencia regional da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sema-MT) no município, no dia 27 de março, após uma força tarefa de fiscalização articulada pelo MPE-MT ter flagrado um cemitério clandestino de bovinos dentro da área de reserva ambiental do frigorífico. Além do cemitério bovino irregular, a fiscalização constatou ainda que o incinerador da unidade estava desativado há pelo menos oito anos e que não há filtros de lavagem de gases no incinerador de partes moles como olhos, cérebro e outras.
 
A empresa também foi multada em R$ 6 milhões naquela ocasião. Apenas a unidade de Barra do Garças já acumula mais de R$ 10 milhões em multas por repetidos crimes e irregularidades ambientais diversas.

Cemitério clandestino de bois foi encontrado dentro  da área do frigorífico JBS Friboi em Mato Grosso onde foram enterrado mais de 300 animais nos últimos anos  (Foto:Arquivo Web/Ilustração)  

Enquanto a promotora Helen Ulian Kuriki, titular da Promotoria Ambiental em Barra do Garças acreditava que a indústria estava embargada até que a sua diretoria apresentasse um Plano Emergêncial de Destinação Adequada para as carcaças bovinas impróprias ao consumo humano e também um Plano de Descontaminação e Recuperação da Área Degradada (PRAD), que tem de cerca de dois hectares e que era usada como “cemitério” para os animais descartados pelo frigorífico, a indústria seguiu funcionando como se nada tivesse ocorrido.

A chicana burocrática que burlou o embargo, levada a cabo pela assessoria jurídica e pela direção da JBS Friboi S/A contou com a conivência do representante do Serviço de Inspeção Federal (SIF) naquela unidade – com apoio e conhecimento da direção regional do órgão federal em Cuiabá – e com a “compreensão” e evidente tolerância de servidores da Sema-MT local e também da capital mato-grossense.

Para “sustar” o embargo, a JBS Friboi propôs, no dia seguinte ao embargo, suspender o sepultamento de bovinos na área do frigorífico, prometendo incinerar as carcaças dos animais mortos durante o transporte ou descartados por problemas de sanidade, em uma caldeira. A medida seria uma saída temporária até que a empresa pudesse construir um novo incinerador, já que o existente na unidade está desativado há quase uma década, conforme admitiu ao MPE-MT, o gerente industrial da unidade, Leandro Serraglio.

O fabricante da caldeira, a H.Bremer, de Rio do Sul (SC), consultado pela reportagem do portal Brasil Notícia, informou que o equipamento não é projetado para a incineração de material orgânico úmido como animais de médio a grande porte ou de resíduos de difícil combustão.

As caldeiras, ainda conforme o fabricante, têm especificações técnicas rigorosas de manuseio e utilização para terem o máximo desempenho. O seu uso para outras finalidades que não sejam a geração de calor e vapor não é recomendado pela indústria. A incineração de materiais que não os recomendados pela fábrica, pode acarretar riscos que vão de perda de potencia e queda de produtividade, danos definitivos ao equipamento e até a geração de poluentes nocivos à saúde da população, já que a mesma não possui filtros para vapores tóxicos, mas apenas para particulados originados da combustão de lenha e outras biomassas vegetais.

A iniciativa emergencial proposta pela direção da JBS Friboi, portanto, não seria tecnicamente viável e nem ambientalmente recomendável. No entanto, os médicos veterinários Luciano Frosi e Eduardo Mesquita Freire, fiscais federais do SIF na unidade, bem como o gerente regional da Sema-MT, Cléber Fabiano Ferreira, aceitaram e endossaram a queima dos animais na caldeira sem exigir, antes de concordarem com a medida, sequer um laudo ou uma consulta prévia formal ao fabricante do equipamento sobre eventuais riscos ou limitações para tal procedimento.

Confrontada com as informações de que a empresa não havia paralisado o abate, que a alternativa cogitada para incinerar os bovinos não seria tecnicamente viável e que por isso os sepultamento de animais dentro da área do frigorífico pode também não ter sido suspenso, a promotora Helen Kuriki mostrou-se indignada. A representante do MPE-MT disse que vai requisitar formalmente uma análise da viabilidade técnica do procedimento, bem como um laudo do fabricante da caldeira e o acompanhamento de um fiscal in loco na incineração de carcaças bovinas no equipamento.

Helen Ulian Kuriki, promotora ambiental e sua luta com o “gigante” da carne: manobra da empresa pode levar à embargo judicial e paralisação  total do frigorífico (Foto:BNoticia)

“Vamos checar se tal medida é eficaz de fato, se não há riscos de danos ambientais e se a empresa realmente está agindo no sentido de corrigir-se. Caso seja comprovado que a medida por ela sugerida não é viável tecnicamente, vamos então recorrer buscar o embargo judicial da unidade já que o embargo administrativo e as multas não parecem surtir os efeitos pedagógicos desejados por esta promotoria e os órgãos ambientais não parecem ter força para exigir que a empresa cumpra as normas legais”, revelou a promotora.  

 Conivência com crime ambiental – Procurado pela reportagem do Brasil Noticia em Barra do Garças para esclarecer porque o SIF não interpôs nenhuma barreira à prática de sepultamento de bovinos na área de preservação da planta industrial e sobre quais foram as os critérios técnicos que sustentaram a convicção dos fiscais federais de que a caldeira poderia ser utilizada como crematório, o médico Eduardo Freire – que assinou sozinho o termo de anuência em favor do uso da caldeira como incinerador –  não foi localizado. Já o seu superior imediato, Luciano Frosi, disse que não poderia falar sem autorização de seu superintendente regional, Leandro Machado.

O superintendente do SIF em Mato Grosso, Leandro Machado, por sua vez, defendeu que os fiscais agiram “estritamente dentro do regulamento das responsabilidades do SIF” ao autorizar a cremação dos animais bovinos mortos durante o transporte na caldeira. Conforme Machado, tal procedimento só é obrigatório quando há suspeita de que a morte tenha sido causada por doença infectocontagiosa. 

Para ele, as informações técnicas fornecidas pelos diretores da indústria frigorífico sobre a capacidade da caldeira para efetuar o procedimento e as técnicas utilizadas para a movimentação dos animais mortos nas dependências da unidade foram “consistentes” o suficiente para convencer os fiscais do SIF de que não haveria problemas sanitários.

Questionado sobre se, ao endossarem o uso da caldeira para a incineração de carcaças bovinas, mesmo que não contaminadas por doenças infecciosas, os fiscais do SIF não estariam sendo coniventes com um crime ambiental, uma vez que tinham o conhecimento de que o crematório da unidade está desativado há quase uma década – período em que, se algum animal doente tivesse morrido naquela indústria não seria possível cremá-lo no local conforme determina a legislação sanitária e as leis ambientais que regulamentam a atividade dos frigoríficos – Machado preferiu ignorar a pergunta e ser sarcástico em sua resposta.

“O problema ambiental é competência da Sema, não do SIF. Somos responsáveis pela sanidade dos animais que chegam vivos e da carne após o abate e quanto a isto, o frigorífico tem atendido às normas. Quanto aos bois que morrem durante o transporte, após a necropsia, se não for constatada nenhuma doença, a destinação da carcaça não compete ao SIF. Se estavam sendo enterradas e sem licenciamento ambiental para isso, o problema é da industria e da Sema. Onde estavam os fiscais da Sema todo este tempo que não viram isso?”.

Cleber Fabiano Ferreira, gerente regional da Sema  em Barra do Garças: embargo “pro-forma”  e jogo de empurra facilitou manobra para JBS Friboi  evitar paralisação de abates e prejuízos (Foto:BNoticia)


Jogo de “empurra-empurra” – O gerente regional da Sema em Barra do Garças, Cléber Fabiano Ferreira, também considera que a incineração dos animais mortos na caldeira não acarretará mais danos ao meio  ambiente além do que já foi causado pela empresa. O gestor do órgão ambiental disse que concordou com a proposta da JBS Friboi “porque o SIF não fez nenhuma objeção e aprovou primeiro a medida”. 

Questionado se não foi precipitado ao endossar a medida sem uma análise da viabilidade técnica e de riscos para o uso do equipamento que, a própria Sema de antemão sabe que não possui sistema de filtragem de gases, Ferreira insistiu na tese de que a prática seria segura “e provisória” e que “será por pouco tempo”. 

O gerente da Sema em Barra do Garças disse que a empresa já teria apresentado o  PRAD  e também as licenças. “A licença de operação do frigorífico está em dia”, garantiu. No entanto, a licença apresentada à promotora Helen Ulian é uma licença provisória, a Licença de Instalação (L.I), e não a definitiva, a Licença de Operação (L.O.), que nunca foi expedida porque o frigorífico jamais cumpriu integralmente todas as exigências legais necessárias para a conclusão do processo. 

Mesmo a L.I. apresentada ao MPE-MT pela JBS, segundo revelou a promotora, pode ser inválida, pois há indícios de que teria sido emitida com data retroativa a fim de favorecer a empresa. A emissão de documentos com data retroativa é crime. Caso seja comprovada as suspeitas da promotora, servidores e gestores da Sema poderão ser processados. 

O gerente da Sema também disse desconhecer que haja outras irregularidades na planta industrial, como por exemplo, o lançamento de efluentes in natura da linha vermelha, do lava-jato de caminhões que funciona dentro da unidade e da graxaria direto no rio Araguaia.

FONTE: http://www.pautaextra.com.br/rec_tudo.php?id=1785

Divullgação da Campanha Pare TKCSA

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Nesse momento precisamos apoiar e participar da Campanha Pare TKCSA (Companhia Siderurgica do Atlântico) ampliando a divulgação para os crimes e violações cometidos pela empresa, no bairro de Santa Cruz, Rio de Janeiro. A empresa funciona desde 2010 sem licença de operação, tipificando a ilegalidade. Os prazos para cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao INEA já expiraram, e, além de não terem cumprindo os acordos, neste momento (próximos dias) o Estado pode conceder a licença de operação para a empresa, o que seria a consagração da poluição e dos impactos sobre a vida de centenas de famílias e trabalhadores.

Peço para que divulguem ao máximo em suas redes a Campanha Pare TKCSA, e que esta mensagem ganhe ressonância no parlamento, nos movimentos sociais, nas redes e demais articulações, aqui, no Brasil e no mundo

Acessem o blog paretkcsa.blogspot.com.br

Abaixo segue link para matéria onde a FIOCRUZ desmente a TKCSA com documento encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

http://www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=NoticiaInterna&Num=298

O caso é muito grave!

DIVULGUEM!

Fundação Oswaldo Cruz desmente Thyssen Krupp no caso da Companhia Siderúrgica do Atlântico

A Thyssen Krupp  (TK) que é investigada por causar danos ao ambiente e à saúde da população do Rio de Janeiro citou a Fiocruz de forma indevida em material institucional distribuído em audiência pública realizada recentemente para decidir o futuro da Companhia Siderúrgica do Atlântico.

Em resposta à TK , a Fiocruz  emitiu documento no dia 02.04.2014 esclarecendo que não assinou o relatório que desvincula a poluição gerada pela CSA das condições de saúde da população e questiona esse documento como resultado de uma auditoria de saúde.

O interessante é que esta auditoria de saúde é uma das exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que no dia 15 de abril.

Para acessar o documento encaminhado pelo Fiocruz ao Ministério Público do Rio de Janeiro, basta acessar o seguinte link:

 http://www.epsjv.fiocruz.br/upload/pdfs%20geral/Of021_2014_MPb_GrupMeioAmb_GAEMA_%281%29.pdf

Governo do Rio cria farsa para favorecer a TKCSA

Órgãos estaduais, como a Secretaria de Ambiente, CECA (Comissão de Controle Ambiental) e INEA (Instituto do Ambiente), facilitam farsa de audiência pública para Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) fugir de multas e obrigações ambientais. O “encontro” está marcado para às 19h dessa quinta-feira, 27 de março, no Clube Oriente – Rua Nestor, nº 1137, em Santa Cruz.

PARE-TKCSA-300x281Num comportamento nada transparente em relação ao seu dever de gestor do Estado, cuja principal obrigação é zelar pelos interesses econômicos e sociais da população, o governo Sérgio Cabral e a Secretaria de Estado do Ambiente, entre outras pastas, não cobram da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) seus deveres legais com o Rio de Janeiro e a nação.

Estima-se que mais de R$ 5 bilhões em recursos públicos municipais, estaduais e federais já foram aplicados na empresa.

A audiência de prestação de contas dos resultados da Auditoria Ambiental e da Avaliação Socioterritorial para cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC 02/2012) foi marcada pela Secretaria com a antecedência obrigatória de 15 dias para sua realização sem a ampla divulgação e publicização dos documentos a serem supostamente avaliados na audiência, conforme determinam os preceitos legais estabelecidos pelos próprios órgãos estaduais envolvidos.

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Conama), por exemplo, estabelece: o empreendedor deve publicar as informações sobre a audiência no Diário Oficial do Rio de Janeiro e no primeiro caderno de, no mínimo, três jornais de grande circulação; usar meios de comunicação adaptados às especificidades locais como informativos, faixas e cartazes em lugares públicos e de grande visibilidade e divulgar a convocação na página inicial de seu sítio na internet.

É fundamental destacar que a TKCSA, apesar de ser um dos maiores empreendimentos privados na América Latina, tem causado sucessivos prejuízos sociais, ambientais, econômicos e de saúde pública não apenas aos habitantes da região oeste da cidade do Rio ou do seu entorno. Desde sua implantação, em 2006/2007, e do início de seu funcionamento, em 2010, a empresa não obteve licença de operação, ainda que sua licença de instalação tivesse sido renovada até o limite máximo de tempo permitido pela autoridade ambiental (seis anos).

Conseguiu operar graças ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC), de 20 de março de 2012, que ampliou para dois anos o prazo para obtenção da licença. Como o prazo findará em 10 de abril, o objetivo desta “audiência pública”- feita às escondidas – é de, mais uma vez, tentar ludibriar a sociedade e os cofres públicos, colocando em risco a saúde de cidadãos, a fauna e a flora da Baía de Sepetiba.

No passado, a TKCSA, que não conseguiu implantar seu projeto de siderurgia no Maranhão, justamente pela forte resistência da população, órgãos estaduais e ambientalistas, já foi investigada por uma Comissão na Assembleia Legislativa, possui duas ações penais movidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e foi alvo de reportagens no Brasil e no Exterior.

Entre os poluentes emitidos pela siderúrgica estão o benzeno, causador de problemas neurológicos, anemia, leucopenia (insuficiência de glóbulos brancos) e trombocitopenia (insuficiência de plaquetas). Em Santa Cruz, a emissão de poluentes vem provocando uma constante “chuva de prata”, poeira de material particulado, que cai sobre casas e pessoas, causando doenças dermatológicas e respiratórias, entre outras.

Os que mais sofrem com essa irresponsabilidade são crianças e idosos, principalmente com problemas pulmonares e dermatológicos.

FONTE: http://global.org.br/arquivo/noticias/governo-do-rio-cria-farsa-para-favorecer-a-tkcsa/

Movimento “Pare TKCSA” lança blog e página no Facebook

Acabo de receber um pedido de divulgação de ativistas que estão empenhados na luta contra os efeitos devastadores que estão sendo causados pela Companhia Siderúrgica do Atlântico no ecossistema e na população que vive no entorno Baía de Sepetiba.

O endereço do blog é paretkcsa.blogspot.com.br) e a página do  Facebook é https://www.facebook.com/events/1431545387091087/?ref_dashboard_filter=upcoming) , ambas para divulgação dos malefícios que estão sendo impostos pelo funcionamento da TKCSA.

Os ativistas que estão impulsionando essas páginas lembram que a TKCSA (Thyssen Krupp Companhia Siderúrgica do Atlântico) continua a poluir a região de forma ilegal, e que os moradores daquela região estão pagando com a própria VIDA.

É preciso lembrar que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) não assinado pelo o Ministério Público vencerá em 10 de Abril e, que em função disso, haverá uma audiência em 27/04  para decidir se uma licença definitiva para a TKCSA será concedida ou não.

Nasa mostra do espaço as algas que espantam banhistas no Rio

Vista do espaço, as águas do Atlântico Sul aparecem escurecidas em manchas que se estendem por 800 quilômetros

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Vanessa Barbosa, de 

NASA Earth Observatory/ Jesse Allen

 Algas que se proliferam na costa do RJ vistas do espaço

Proliferação de algas: as manchas escuras ocupam 800 quilômetros da costa carioca

São Paulo – Olhando rápido, essa supermancha escura na foto acima até poderia ser confundida com uma extensa ilha submarina. Mas está longe disso. Essa é vista espacial das algas que se proliferam aos montes nas águas das praias cariocas, levando desconforto aos banhistas.

No dia 19 de janeiro, a Nasa captou imagens dos micro-organismos que têm aparecido com frequência na costa do Rio de Janeiro, com ajuda do Modis (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer), instrumento no satélite Aqua.

Vistas do espaço, as águas do Atlântico Sul aparecem escurecidas em manchas que se estendem por 800 quilômetros. Na imagem, os fios inchados de branco sobre o mar são nuvens.

Biólogos consultados pela Agência americana afirmam que os micro-organismos são conhecidos como Myrionecta rubra, uma alga que não é tóxica para os humanos, nem para outros organismos marinhos.

Segundo a Nasa, a alga tem uma cor avermelhada, mas na foto espacial ela aparece escurecida devido à forma como o oceano absorve a luz solar.

“A Myrionecta rubra flutua até dois metros abaixo da superfície da água, por isso os fótons de luz vermelha são absorvidos ou espalhados”, explica a Agência em seu site.

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/algas-que-molestam-cariocas-formam-supermancha-escura

Países ricos terceirizam emissões de CO2 para emergentes

Rascunho de estudo da ONU obtido pelo The Guardian mostra que a alta das emissões na China tem relação com a produção de eletrônicos e roupas para EUA e Europa

 

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Vanessa Barbosa, de

Getty Images

Poluição do ar na China, no dia 21 de outubro de 2013Desde 2000, as emissões anuais de CO2 da China e outros emergentes mais do que duplicaram

São Paulo – A busca pela redução de custos na produção tem levado a um grave desequilíbrio na balança de responsabilidade pela emissãode dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, o gás efeito estufa vilão do aquecimento global. Se a China é, hoje, um grande poluidor, isso não se justifica, apenas, por seus meios de consumo e produção internos.

É o que mostra uma minuta do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, o IPCC, obtida pelo jornal britânico The Guardian. Segundo o estudo, as emissões de gases efeito estufa estão sendo terceirizadas pelos países ricos para os emergentes.

O rascunho explora as consequências ambientais de economias interligadas e mostra como a alta das emissões na China e demais emergentes está relacionada à produção e exportação de dispositivos eletrônicos e roupas baratas para os Estados Unidos e a Europa.

De acordo com estudo obtido pelo jornal, as emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa que aquecem o planeta cresceu duas vezes mais rápido na primeira década do século 21, do que nas três décadas anteriores.

Grande parte desse aumento originou-se da queima de carvão, diz o relatório. E muito desse carvão foi usado pelas usinas de energia na China e outras economias emergentes que produzem bens para os consumidores norte-americanos e europeus, o estudo acrescenta.

Desde 2000, as emissões anuais de dióxido de carbono da China e de outras economias emergentes mais do que duplicaram, chegando a cerca de 14 gigatoneladas (Gt) por ano. Mas cerca de 2 Gt deve-se à produção de bens para exportação. O quadro é semelhante para outras economias emergentes que produzem bens para exportação, conclui o relatório.

Na prática, a terceirização de produção não alivia a responsabilidade dos consumidores americanos e de outros países do hemisfério norte dos impactos ambientais de seus hábitos de consumo.

Uma versão editada do resumo da ONU de 29 páginas obtido pelo Guardian deverá ser publicada em abril.

FONTE: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/paises-ricos-terceirizam-emissoes-de-co2-para-emergentes

Poluição de solos agrícolas: a China é o Brasil amanhã

China diz que 3 mi hectares estão poluídos demais para plantio

A Chinese farmer walks through his crop on the outskirts of Leshan, Sichuan

PEQUIM, 30 Dez (Reuters) – Cerca de 3,33 milhões de hectares de terras agrícolas da China estão poluídas demais para o plantio de alimentos, disse um oficial do governo nesta segunda-feira, destacando os riscos que enfrenta a agricultura do país após três décadas de rápido crescimento industrial.

A China tem estado sob pressão para melhorar o ambiente urbano, depois de uma série de incidentes envolvendo poluição,

Por outro lado, limpar áreas rurais poderia ser um desafio ainda maior, num momento em que o governo tenta reverter os danos causados por anos de expansão urbana e industrial e assegurar oferta de alimentos para uma população crescente.

O vice-ministro de terras e recursos, Wang Shiyuan, disse em uma conferência de imprensa que a China está determinada a corrigir o problema e já assegurou “dezenas de bilhões de iuanes” por ano para projetos pilotos que têm o objetivo de recuperar o solo e reservas subterrâneas de água.

A área contaminada na China é equivalente ao tamanho da Bélgica.

Wang disse que nenhum plantio será permitido nestas terras, com o governo determinado a prevenir metais tóxicos de entrar na cadeia alimentar.

(Reportagem de David Stanway)

FONTE: http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE9BT01Q20131230