Mais um dia de caos na Barra do Açu. Ação “band aid” da PMSJB já foi tragada pelas águas

Os moradores da Barra do Açu continuam vivendo momentos de aflição com a maré alta que está jogando muita água dentro das ruas da localidade. No dia de hoje, a Prefeitura Municipal de São João da Barra tentou realizar uma ação improvisada para criar barreiras de areia na orla da Praia do Açu para invadir o avanço das águas, mas a forte do mar já derrubou tudo o que foi feito de manhã ainda no início desta 6a. feira (20/03).

Enquanto isso, a Prumo Logística continua tentando vender a ideia de que as obras do Porto do Açu não possuem qualquer relação com o desastre ambiental em curso na Praia do Açu. Muitos moradores estão me ligando indignados para dizer que se a situação não estivesse tão preocupante, eles até ririam da piada (de mau gosto, frisam eles).

Agora, até o momento continuo aguardando um pronunciamento do novo superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente, Sr. Luiz Fernando Felippe Guida, para ver quais medidas serão tomadas para dar conta desse problema que, friso novamente, estava previsto no EIA/RIMA que a OS(X) apresentou para obter as licenças ambientais necessárias para a construção da sua Unidade de Construção Naval (UCN) e do Canal de Navegação do Porto do Açu!

Abaixo imagens que acabam de me chegar e que mostram a situação que está se desenvolvendo no dia de hoje na Praia do Açu.

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Ururau faz ampla matéria sobre o avanço na Praia do Açu

Mar volta a avançar e invade ruas, casas e comércios no Açu, em SJB

Erosão na praia teria começado depois da instalação do quebra-mar do Terminal 2 no Porto do Açu

Reprodução/Ururau Arquivo/Erosão na praia teria começado depois da instalação do quebra-mar do Terminal 2 no Porto do Açu

A maré vem avançando rapidamente e a água tomando aos poucos ruas, casas e comércios na Praia do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense. No entanto, além do fenômeno natural há outro agravante, como o avanço do processo de erosão da faixa de praia, que vem ocorrendo há alguns meses naquela região e que segundo especialistas, teriam começado depois da instalação do quebra-mar do Terminal 2 (T2) no Complexo Portuário do Açu.

Na quarta-feira (18/03) o mar voltou a avançar e deixar os moradores apreensivos, porém nesta quinta-feira (19/03), a maré alta pegou a população de surpresa e a água invadiu ruas, principalmente as internas que ficam a menos de sete quilômetros do Terminal 2.

Há uma associação de fatores e o primeiro ponto é a alta da maré, que venha ser um elemento natural. Mas, acontece que depois da construção do quebra-mar do T2 gerou um processo de perda da dinâmica de areia local, dessa forma a areia só vai para o norte e não volta e isso gera um déficit de areia naquela região específica, perdendo assim, a parte de proteção da praia, chamada Berma. Então a culpa pelo que está acontecendo no Açu, não é da maré, mas sim, da falta de areia”, avaliou o professor doutor do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Universidade Estadual Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro, Marcos Pedlowski.

Segundo ele, o Porto está influenciando à erosão, já que a areia que teria de ser jogada de volta para a praia, vem se acumulando dentro do quebra-mar e do canal de navegação. “Se não forem feitas medidas corretivas urgentes, a tendência é que a situação se agrave ainda mais, pois estamos frente a um processo que ameaça engolir uma das localidades mais tradicionais do município de São João da Barra”, alarmou.

O professor disse que esse processo de erosão na praia do Açu já estava previsto no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), feitos na época pela LLX e OSX, como forma de obter as licenças ambientais para a construção do complexo logístico. Porém, segundo ele, quais seriam as medidas de contingência desse processo não constavam no relatório, que foi aprovado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). 

“O que está acontecendo é um ‘jogo de empurra’, porque eles estão vendo que o processo está acontecendo rápido demais, além do previsto. O Inea tinha que ter cobrado essas medidas de contingência, mas não o fez. Agora vamos ver como reagem as autoridades municipais, o Inea e a Prumo Logística, já que as digitais que estão ai são bem humanas, e é só ler os EIAs e RIMAs usados pelo Grupo EBX para obter suas licenças ambientais no Porto do Açu”, disparou.

Em nota, a Prumo esclarece que “realiza um programa de monitoramento da dinâmica sedimentológica marinha e de erosões costeiras, conforme estabelecido no processo de licenciamento ambiental do empreendimento e acompanhadas pelo órgão ambiental licenciador. Além disso, a Prumo contratou a Fundação COPPETEC para realizar um estudo complementar sobre o tema, que foi coordenado pelo renomado Prof. Paulo Rosman, engenheiro civil, Mestre em engenharia oceânica pela COPPE/UFRJ e Doutor em engenharia costeira pelo Departamento de Engenharia Civil do Massachusetts Institute of Technology, uma das maiores autoridades técnicas em engenharia costeira do país.

Os resultados obtidos até agora, a partir do monitoramento e estudo realizado pela Fundação COPPETEC, demonstram que é inviável associar o estreitamento da faixa de areia em questão às obras de construção do quebra-mar do Terminal 2 (T2) do Porto do Açu.

A Prumo esclarece também que mantém o monitoramento na Praia do Açu e que está à disposição para interface com os órgãos públicos e com a comunidade local para colaboração e prestação de todas as informações necessárias sobre o assunto. Aliado a isso, a empresa informa que estudos técnicos complementares sobre o tema estão sendo discutidos com o INEA e a Prefeitura Municipal de São João da Barra com participação técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviária – IPNH e Fundação COPPETEC”.

O Site Ururau tentou um contato com o superintendente do Inea, Luiz Fernando Felippe Guida, mas foi informada que o mesmo estava em reunião.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades54637_Mar-volta-a-avan%C3%A7ar-e-invade-ruas,-casas-e-com%C3%A9rcios-no-A%C3%A7u,-em-SJB

 

Dia de caos na Praia do Açu. E não foi por falta de aviso!

O dia de hoje marca uma nova etapa nas agruras na vida da população da localidade da Barra do Açu, onde há vários meses vem sendo notado o avanço do processo de erosão da faixa de praia. Após dezenas de postagens, relatórios técnicos e entrevistas com a mídia local e estadual, estou recebendo imagens que mostram uma invasão inédita da água do mar dentro das ruas internas daquela localidade, que fica distante menos de 7 quilometros do Terminal 2 do Porto do Açu.

Agora vamos ver como reagem as autoridades municipais, o  INEA e a Prumo Logística frente a um processo que ameaça engolir uma das localidades mais tradicionais do município de São João da Barra. E, antes que comecem, por favor não culpem a Natureza. É que as digitais que estão ai são bem humanas, e e só ler os EIAs e RIMAs usados pelo Grupo EBX para obter suas licenças ambientais no Porto do Açu!

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Marketing acadêmico: defesa de projeto de dissertação que irá analisar o licenciamento do Porto do Açu

Hoje será um dia de “rito de passagem” de uma das minhas orientandas no Programa de Ecologia e Recursos Naturais (PGERN) da UENF. E o tópico que ela escolheu para realizar um trabalho que deverá lhe render o título de Mestre em Ciências é interessante tanto acadêmica quanto socialmente: o processo de licenciamento ambiental do Complexo Logístico Industrial do Porto do Açu.

A minha expectativa é que a partir da conclusão desta etapa, a mestranda possa começar seu minucioso processo de análise de modo a produzir um estudo que examine se todos os pressupostos inerentes à emissão de licenças ambientais foram cumpridos de forma eficiente neste caso que tanto me vem chamando a atenção nos últimos 6 anos.

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Entrevista no Jornal O Diário sobre a crise na UENF e os problemas no Porto do Açu

Uenf com a ‘alma’ comprometida

Por Keylla Thederich

Isaías Fernandes
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Em voga sempre que o assunto tem a ver com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o professor Marcos Pedlowski analisa a atual situação da instituição que está assolada em uma crise, fala sobre o presente e o futuro da universidade, sobre a política ‘antiuniversidade’ do governo Pezão e sobre a importância da universidade para o desenvolvimento da região. Ele fala também sobre o corte de R$ 19 milhões no orçamento da Uenf para este ano, que pode agravar a situação de atraso em pelo menos três meses no pagamento das contas. Pedlowski também fala sobre a salinização e a erosão que ocorrem no município de São João da Barra, principalmente, com a construção do Porto do Açu.

O Diário (OD) – A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) atualmente enfrenta uma de suas piores crises. As contas estão atrasadas, as bolsas não foram repassadas e houve corte no orçamento. Qual é o problema mais grave da Uenf, hoje?

Marcos Pedlowski (MP) – A Uenf simplesmente não tem dinheiro para funcionar. Os problemas são muitos e emergenciais. Hoje, se eu quiser dar uma prova, tenho que comprar cartucho para a impressora, comprar papel, não tem combustível para os alunos fazerem trabalho de campo. As coisas só continuam a funcionar porque temos a verba dos projetos. Estamos vivendo uma situação caótica.

OD – O senhor se lembra de a universidade ter passado por uma crise dessas?

MP – Estou aqui desde 1997. A situação de endividamento da universidade, como está ocorrendo agora, só vi situação parecida no último ano do Governo Marcelo Alencar, em 1998. A última fase áurea da Uenf ocorreu no Governo de Garotinho (1999/2002), que tirou a universidade de uma forte crise.

OD – Hoje, quanto a Uenf custa ao Governo do Estado do Rio de Janeiro?

MP – Hoje, a Uenf custa para o Governo do Estado menos de R$ 13 milhões por mês. Está muito barata. Para termos uma universidade em condições e expandir, como deveria ser, custaria R$ 300 milhões e isso não é nada se compararmos aos orçamentos das universidades de São Paulo, que são bilionários, de primeiro mundo.

OD – O governo cortou R$ 19 milhões do orçamento da universidade para este ano. Isso agrava muito a situação?

MP – Nos últimos oito anos, o orçamento encolheu. Para este ano, o orçamento estipulado era de R$ 173 milhões e passou para R$ 154 milhões, sendo que cerca de R$ 104 milhões serão destinados para pagamento de salários, R$ 10 milhões para as bolsas e sobram R$ 40 milhões para pagar as contas de 12 meses de água, luz, telefone, serviços de limpeza, segurança, entre outros. O governo fez um verdadeiro arrocho nas universidades.

OD – Como o senhor mencionou, o governo “arrochou” as universidades. É um problema só de corte orçamentário?

MP – O PMDB não tem uma visão de desenvolvimento científico e tecnológico. Desde o Governo Sérgio Cabral, houve uma sucessão de secretários que não têm o perfil tecnológico. É uma política que incentiva anomalias e distorções. Eles (Cabral/Pezão) têm uma visão “antiuniversidade”, bem diferente do que Darcy Ribeiro tinha em mente quando criou a Uenf. No Rio de Janeiro, as universidades estão funcionando de maneira caótica e não era pra ser assim, pois somente na Região Metropolitana Fluminense temos a maior concentração de universidades do país. Não estão valorizando esse potencial. A universidade não é um bem de um governante ou partido político, mas sim da população.

OD – O senhor citou o professor Darcy Ribeiro. Pode-se afirmar que a Uenf cumpriu ou cumpre o seu papel, o que foi idealizado há 22 anos quando foi criada?

MP – Cumpriu, mas temo que não cumprirá mais se a situação continuar desse jeito. A Uenf foi criada a partir de um abaixo-assinado da população e idealizada para promover o desenvolvimento político e social do Norte/Noroeste Fluminense e Região dos Lagos. A Uenf foi criada para ser modelo de geração de conhecimento e retorno social. Não pode perder sua visão, o elemento da reprodução intelectual porque senão passa a ser uma fábrica de diplomas, perde sua alma, sua essência. A ciência é a rotina da universidade. Se você asfixia a universidade, acaba produzindo lixo acadêmico. É preciso revisitar a visão de Darcy, não da forma idealista, mas de forma a conceber o desenvolvimento.

OD – A Uenf corre esse risco?

MP – Muitos de nossos alunos estão hoje trabalhando em grandes empresas ou atuando em universidades federais. A Uenf tem produtividade científica, é a melhor do Estado do Rio de Janeiro e a 11ª do Brasil. O que estamos vivendo agora, por exemplo, com os alunos bolsistas que estão fechando a porta da universidade para protestar um direito que lhes é garantido, é o que tem que acontecer quando alguma coisa está errada. A universidade tem que ter capacidade de criticar, tem que ter pensamento crítico, senão não pode ter o título de universidade.

OD – Mesmo com essas dificuldades, a Uenf tem uma importância fundamental para a região. De alguma forma isso pode se perder? Como o senhor vê o futuro da Uenf?

MP – Na verdade, a Uenf não está se dando ao respeito. Não estão respeitando a população que precisa dessa universidade, os professores, os alunos. A Uenf, através de seus organismos, tem que se dar ao respeito para ter o orçamento que merece, para ter o desenvolvimento, para cumprir o seu papel. Eu penso que precisamos fazer alguma coisa agora, para que daqui a 15 anos todo trabalho não se perca, para que não estejamos nos doando, trabalhando à toa, para que essa universidade não consiga cumprir seu destino.

OD – Nesta semana, uma comissão da Uenf em visita à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), conseguiu apoio de deputados estaduais da região em prol das causas da universidade. O senhor acredita que com esse apoio a situação pode melhorar?

MP – A expectativa da comunidade universitária é de que, ao visitar o campus, os deputados voltem para a Alerj mais bem informados e com mais elementos para trabalhar no sentido de que sejam feitos esforços no legislativo a fim de retirar a universidade da situação crítica em que nos encontramos neste momento. Além disso, como os parlamentares em questão são aqui mesmo da região, creio que essa visita é importante porque nos dá a oportunidade de mostrar o que está sendo feito com o dinheiro público que nos é entregue. Em outras palavras, essa também seria uma oportunidade de fazer um tipo de prestação de contas para aqueles que podem ser nossos aliados dentro do legislativo estadual. A expectativa que essas visitas trazem é sempre positiva. Agora, temos que ter uma espécie de otimismo que não esteja isento de uma postura pró-ativa e responsável em torno da defesa da Uenf, especialmente num momento histórico tão adverso como o que estamos enfrentando por causa do arrocho orçamentário que está sendo imposto pelo governador Luiz Fernando Pezão.

OD- Outra questão em que o senhor atua é quanto aos impactos da instalação do Porto do Açu. Desde que as construções foram iniciadas, problemas como a salinização e erosão nas praias de São João da Barra vêm ocorrendo com maior frequência. Pode-se dizer que esses problemas são uma consequência do Porto?

MP – Não creio que seja uma questão apenas de intensidade, mas sim do Porto do Açu ser a raiz desses problemas. É que tanto no caso da salinização como da erosão costeira, esses processos foram previstos nos Estudos de Impacto Ambiental e descritos nos Relatórios de Impacto Ambientais que foram preparados pelo Grupo EBX para obter as licenças ambientais dos diferentes empreendimentos que foram ali implantados, começando pelo próprio porto. A dispersão da areia é outro fenômeno que só está ocorrendo porque a areia dragada do mar foi depositada no entorno do Porto do Açu.

OD – O senhor acredita que essa situação pode ser revertida?

MP – Em relação a reverter a manifestação desses diversos problemas ambientais, e que têm impactos também sobre a produção agrícola e a saúde humana, eu vejo que um primeiro passo seria uma mudança de postura por parte do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e da Prumo Logística em relação à própria magnitude e persistência dos mesmos. Há que primeiro se sair de uma posição de negação de que os problemas estão ocorrendo para depois para a tomada de decisões sobre as medidas corretivas que devem e podem ser executadas. O fato é que saída técnica existe para a maioria dos problemas, mas enquanto perdurar uma postura de negação que resulta numa omissão prática, não há como começar a propor quaisquer soluções que sejam.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/uenf-com-a-alma-comprometida%3Cbr%3E-19708.html

O Diário: Caminhoneiros bloqueiam estrada de acesso ao Porto do Açu

Caminhoneiros que trabalham para empresas que prestam serviços ao Porto do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense, paralisaram suas atividades na manhã desta quinta-feira (12) na principal entrada de acesso ao canteiro de obras do complexo logístico. Em forma de protesto pelo atraso nos salários, os manifestantes bloquearam a pista com pneus e usaram os caminhões para formar um congestionamento gigantesco na estrada.

 Carlos Emir

caminhõesOs caminhoneiros bloquearam a estrada

A interdição dos acessos ao empreendimento também impediu que servidores de outras empresas chegassem para trabalhar.

A manifestação começou pela madrugada, por volta das 4h30, e reuniu mais de 100 caminhões que ficaram parados na pista. No local, motoristas e proprietários dos veículos, que transportam pedra bruta e terra para o porto, disseram que estão se sentindo lesados com o preço injusto que é pago de frete pela empresa, R$ 3,90 e, com isso, são obrigados a rodar com excesso de peso e correm o risco de serem abordados na fiscalização o que gera pagamento de multas. Os caminhoneiros reivindicam um preço justo para o frete de R$ 5,25.

Além disso, os trabalhadores cobram uma solução para que as empresas regularizem seus salários, alguns com seis meses em atraso.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/caminhoneiros-bloqueiam-estrada-de-acesso-ao-porto-do-acu-19650.html

Portal OZK: sem receber, caminhoneiros fecham estradas de acesso ao Porto do Açu

Caminhoneiros fecham acesso ao Porto do Açu por atraso de pagamento

 Por  Leonardo Ferreira
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Caminhoneiros paralisaram os trabalhos e bloquearam o acesso ao Complexo Portuário do Açu, no 5º Distrito de São João da Barra, por causa do atraso de seus vencimentos.

De acordo com informações obtidas pelo Portalozk.com , a paralisação começou às 04h30 da manhã desta quinta-feira (12). Os Caminhoneiros prestam serviços para a empresa Tracomal e estão sem receber, de acordo com relato deles, há três meses. 

FONTE: http://www.portalozk.com/vaf/noticias/economia/caminhoneiros-fecham-acesso-ao-porto-do-acu-por-atraso-de-pagamento/774/

Vozes do Açu: Prumo Logística e sua nova categoria de atingido

Acabo de receber a imagem abaixo e que está colocada na cerca de entrada do Sítio do Birica, propriedade do casal Noêmia Magalhães e Valmir Batista que são dois estertores no processo de resistência às escabrosas desapropriações promovidas pelo (des) governo Sérgio Cabral para beneficiar o grupo econômico do ex-bilionário Eike Batista.

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A colocação dessa faixa na entrada do Sítio do Birica não me supreende. Poucas semanas atrás fui ali participar de um almoço comunitário no local, e pude ouvir a profunda decepção que dona Noêmia dizia estar tendo com a Prumo Logística em função do que ela entendia ser o mesmo padrão de desrespeito aos agricultores do V Distrito que havia durante o curto reinado de Eike Batista.  Na lista de ações que mais causavam essa decepção, a Dona Noêmia colocou a questão do fechamento do acesso aos tanques e bebedouros que causou a perda de um número desconhecido de cabeças bovinas, bem como da persistente falta de pagamento das indenizações devidas a centenas de famílias.  

O interessante é notar que a expectativa inicial era de que com a chegada de um novo operador, o Porto do Açu passaria a trazer alguns dos benefícios que foram prometidos no início de sua instalação. Com a colocação dessa faixa no Sítio do Birica fica claro que os atingidos por esse megaempreendimento acabaram se decepcionando também com a Prumo Logística. Alguém pode culpá-los?

Praia do Açu: caindo, caindo, caiu!

As imagens abaixo mostram uma construção que até ontem estava de pé e abrigava um bar na Praia do Açu, mas que desabou na manhã deste sábado (07/03). 

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Diante destas imagens de destruição, eu fico imaginando qual seria a resposta que seria dada a um jornalista que perguntasse a alguém da Prefeitura de São João da Barra, do INEA ou da Prumo Logística como está a situação na Praia do Açu.  Será que eles repetiriam os mantras “a situação voltou ao normal” e “temos estudos que mostram que não é culpa do Porto do Açu”? Difícil mesmo é convencer os moradores daquela área que é isso mesmo e que eles não têm com que se preocupar!

Terceira Via produz matéria sobre avanço do mar na Praia do Açu

Mar volta a avançar no Açu e deixa moradores apreensivos

Os moradores improvisaram um bloqueio para impedir a passagem de veículos na Avenida Atlântica


Os moradores improvisaram um bloqueio para impedir a passagem de veículos (Foto: JTV)

O avanço do mar tem preocupado moradores e empresários que vivem na praia do Açu, litoral de São João da Barra (SJB). Edificações estão comprometidas e o turismo local já sofre o reflexo da mudança no comportamento da maré, que está invadindo a costa. Esse ano, de acordo com a comunidade, a presença de turistas, comparada há outros anos, ficou abaixo da média. Desde 2013, o mar avançou 30 metros, de acordo com a Defesa Civil do município. Sem uma solução por parte do poder público, na última quarta-feira (4), os moradores improvisaram um bloqueio de pedras e móveis velhos para impedir a passagem de veículos.

Nesta sexta-feira (6), funcionários da Prefeitura de SJB, com o auxílio de um trator, trabalhavam na retirada de um tronco de árvore que teria sido arrastado durante o avanço da maré no dia anterior (5). Eles também estavam recuperando os paralelepípedos da Avenida Atlântica que também teriam sido levados pelo mar.

 Em setembro do ano passado, pela primeira vez, o mar atingiu a Rua Principal da localidade e assustou moradores. Algumas casas, estabelecimentos comerciais e o Departamento de Polícia Ostensivo (DPO)  foram tomados pela água. Na ocasião, a comunidade ficou dividida ao apontar os possíveis responsáveis: a construção do complexo do Porto do Açu ou o fenômeno da natureza.

 Na época, em nota, o coordenador da Defesa Civil de SJB, Adriano Assis, declarou que “o ocorrido já era esperado pelo órgão, uma vez que o fato sempre acontece nesta época do ano”. No entanto, nesta sexta-feira (6), a situação na via pública era a mesma. A rua do DPO estava alagada. Segundo um policial militar que estava de plantão no posto, toda vez que a maré começa a encher, a via é tomada pela água do mar.

 Principal avenida do Açu, a Atlântica teve parte do calçamento da pista à margem da praia destruída pelo mar. Uma centena de casas da região também correm o risco de serem atingidas pela maré a qualquer momento. Segundo o pescador, Antônio Luiz de Almeida, de 47 anos, a cada ressaca, os moradores ficam apreensivos, a pista fica ainda mais estreita e repleta de areia, pedras e troncos de árvores. “A partir das 16h, a preocupação fica ainda maior porque a maré começa a subir, as ondas começam a bater mais forte e o litoral vai ficando ainda mais comprometido”, ressaltou o pescador.

 De acordo com o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Marcos Pedlowski, o processo de erosão na praia do Açu estava previsto no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) produzido pela empresa OSX para a construção da chamada Unidade de Construção Naval (UCN), no Porto do Açu. “O que as autoridades municipais e estaduais estão esperando para iniciar um plano de contingência para minimizar os efeitos desse processo erosivo? Em breve, o fenômeno da Barra do Açu vai superar as imagens de destruição que estão ocorrendo em Atafona”, disse o professor. 

 Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, sem obter respostas. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará as versões para este fato.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/norte_noroeste_fluminense/66039/mar-volta-a-avancar-no-acu-e-deixa-moradores-apreensivos