Da série “Procura-se” : Os resultados dos estudos da USP sobre salinização no Porto do Açu

Montagem (2)

Há pouco mais de um ano quando o caso da salinização causada pelas dragagens feitas no Porto do Açu ganharam manchetes nacionais e internacionais (Aqui! Aqui!), o diretor do Centro de Pesquisas de Água Subterrânea da Universidade de São Paulo, Ricardo Hirata, declarou que fora contratado pela LLX para realizar dois estudos científicos sobre o impacto da dragagem sobre a qualidade das águas na região impactada pelo empreendimento. Segundo o que Ricardo Hirata declarou à Agência Reuters, o primeiro estudo examinaria maneiras de controlar o impacto de futuras dragagens, e o segundo seria uma avaliação do impacto dos depósitos originais para evitar a repetição do problema da poluição com sal do final de 2012.

Como também lembro que os estudos do Prof. Hirata abrangeriam a modelagem dos possíveis caminhos do sal em águas superficiais e subterrâneas, fico imaginando a que resultados ele teria chegado.  E isso me traz à lembrança de que passado mais de um ano, os resultados desses dois estudos não foram divulgados.

A questão que se coloca, especialmente dada as evidências existentes de que a salinização não foi o fenômeno pontual em termos de tempo e espaço, é a seguinte: onde andam os relatórios dos estudos que foram produzidos pelo Prof. Ricardo Hirata? Ainda que no ano passado ele tenha declinado prestar informações em função de uma suposta confidencialidade contratual, a questão colocada hoje para os responsáveis, tanto pela implantação do empreendimento ( Prumo Logística) como pelo monitoramento de seus impactos ambientais (INEA e IBAMA) é a seguinte: quais são os resultados destes estudos e porque ainda não foram devidamente publicizados? 

Como há supostamente uma audiência agendada na Câmara de Vereadores de São João da Barra no dia 03 de Setembro de 2014 para se discutir o problema da erosão em curso na Praia do Açu, esta poderá ser uma boa oportunidade para que empresa e órgãos ambientais nos informem também sobre esta questão.

Porto do Açu: construção e impactos na faixa de praias

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Hoje recebi novas imagens da Praia do Açu, e a linha de praia continua onde eu fotografei pela última vez. Mas isso quer dizer exatamente o que? Que o problema da erosão não é tão grave quanto parece? Para começar a dar respostas cientificamente válidas para essa pergunta, pedi uma análise da variação da área de areia que vai desde a Barra do Açu até o terminal 1 do Porto do Açu, e o resultado aparece na imagem abaixo.

Alteração da Linha de Costa Açu

 Os mais céticos sobre a validade destes números poderão argumentar que a série temporal considerada é curta, e isto é um fato inegável, o que compromete qualquer prognóstico mais duradouro. Agora, duas coisas são inegáveis no que a imagem mostra: 1) que após a construção do Porto do Açu, a área diminuiu, e 2) que a canal que permite o acesso de navios até o interior do empreendimento é um colosso de trabalho de engenharia. Resta-nos apenas acompanhar e medir ao longo do tempo, os efeitos que já foram notados, seja na diminuição da faixa de areia ou na salinização de águas e solos na região no entorno do empreendimento.

Eu sei que pode parecer ingenuidade minha, mas seria muito legal que em um dos seus futuros comunicados sobre o iminente início das operações do Porto do Açu, a Prumo Logística também disponibilizasse os dados que diz estar produzindo sobre estas duas variáveis. Afinal, se é para ser transparente, tem que compartilhar informações que não sejam só para mostrar que tudo vai na ex-Eikelândia. 

A costa Norte Fluminense está sendo sitiada e loteada. O mar definitivamente não vai estar para os pescadores artesanais!

Estou escrevendo mais um artigo científico sobre o caso do Porto do Açu e resolvi construir um mapa com todos as unidades portuárias projetadas ou em construção apenas entre os municípios de Presidente Kennedy (ES) e Macaé (RJ), e o resultado vai logo abaixo para deleite ou pânico dos leitores deste blog.

Mapa 2

Como a minha equipe de pesquisa também analisando o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) apenas do Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB), posso adiantar que já elencamos os tipos de impactos esperados por tipo de meio afetado (por ex: físico, biota e sociedade) e identificamos um padrão que não atingiu padrões internacionais de transparência para a confecção deste tipo de documento usado em licenciamentos ambientais. Além disso, o mais preocupante é que dos 70 impactos elencados no RIMA do DISJB  (27 no físico, 10 na biota e 33 no social), apenas 10 seriam positivos e não requereriam medidas de mitigação!

Os problemas referentes à confecção de EIA/RIMA também apareceu recentemente em mais uma unidade que aparece na figura acima, o Terminal Portuário de Macaé. Diante disto eu fico me perguntando se alguém no INEA ou no IBAMA está se preocupando em ter um olhar integrado sobre todos esses empreendimentos cujo potencial impactante, quando tomados de forma global, deverá ser muito mais amplo do que o que aparece nos EIAs individuais. Um exemplo disso é a questão das áreas de exclusão para pesca que todos esses empreendimentos devem ter, mas poderíamos também considerar a expropriação de terras de agricultores familiares, apenas para começo de conversa.

Mas uma coisa é certa: material para pesquisa é que não vai falar. Pena que ninguém possa comer ou sobreviver apenas do conhecimento que os estudos vão produzir.

Filha de agricultor do V Distrito denuncia Prefeitura de São João da Barra por descaso com a saúde da população

Recebi hoje um e-mail contendo uma denúncia feita pela filha de um agricultor que foi desapropriado pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN), e que hoje se encontra em uma situação bastante grave causada pela deterioração da sua saúde.

Como este não é o único caso entre os agricultores desapropriados, e como a narrativa da filha deste agricultor é bastante clara, o que eu espero é que as autoridades municipais de São João da Barra apurem essa denúncia o mais rápido possível. Se demorarem muito é possível que o caso receba uma atenção maior por parte da mídia corporativa.

Denuncio São João da Barra

É com esperança de resultado que denuncio a Prefeitura de São João da Barra, em meu nome e de toda população do 5º Distrito e proximidades. Meu pai encontra-se no Centro Municipal de Emergência Dr. Pedro Otávio Enes Barreto aguardando vaga para internação desde 30 de julho 2014. Ele é idoso e já sofreu 3 Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), e se encontra com pneumonia e outras complicações. O único hospital da cidade (de São João da Barra) não tem recursos para internar meu pai, e minha preocupação era de a qualquer momento ele ser transferido para o hospital de Itaperuna RJ que fica em média 3 horas de distância, o que vem acontecendo com grande parte da população que precisa de internação numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) É frequente encontrar familiares em prantos revoltados de ver quem ama internado em Itaperuna sem condições de estar viajando ou alugando casa para ficar próximo de seu parente.

infelizmente o que temia aconteceu ,e foi a vez minha e de toda família chorar, pois fomos informados que meu pai piorou e que seria transferido para Itaperuna. Mas a dois dias, melhor em 2 de agosto, saiu uma vaga no sistema para enfermaria clínica médica no Hospital Santa Casa de Campos, vaga essa solicitada pelo centro de emergência. Meu pai foi transferido para lá, e o médico “Dr. ESTIVI” avaliou meu pai, e ele foi recusado e mandado de volta para São João da Barra. O médico me afirmou por telefone que a médica se omitiu a passar as reais condições do paciente.

O médico ainda me disse que meu pai entrou na fila de espera errada, pois o caso do meu pai seria para UTI,  e não para enfermaria. Aliás, o médico falou mais: ele disse que já é de costume passar informação errada de pacientes com tentativa de transferir para Campos, e se livrar da responsabilidade com o paciente

Fiquei sabendo por outros que a Prefeitura de São João da Barra não paga os convênios aos hospitais de Campos, e por esse motivo, não estão aceitando pacientes vindos dali. 

Pergunto:  Cidade  em está sendo construído o Superporto do Açu, Prefeitura que gasta com shows caríssimos, e na saúde não cuida, será por quê? Fico grata por interesse na reportagem.

Meus telefones de contato são os seguintes: (21) 99734-0896  e  (21) 3340-3041.

Hoje estarei viajando para São João da Barra RJ, e aguardo contato.

REPASSE, ATÉ QUE TODOS ACORDEM E APRENDAM A REIVINDICAR SEUS DIREITOS DE CIDADÃO PAGANTES DE SEUS IMPOSTOS.   

Atenciosamente,

Edilânia Ribeiro de Almeida

Eike continua entregando seus “assets”: Fundo Mubadala também abocanha a MM(X)

A saga morro abaixo de Eike Batista tem outro capítulo envolvendo o fundo Mubadala que pertence nominalmente ao emirado de Abu Dabhi. É que além de sua parte na Prumo que hoje controla o Porto do Açu, Eike também teve de entregar ações e junto com elas o controle da MM(X). Com isso, ele também perde sua participação em outro porto, o do Sudeste.

Com esse encolhimento de Eike Batista, o que estamos assistindo é também o fracasso da lógica dos “campeões nacionais” idealizada no governo Lula que, por tabela, entrega áreas estratégicas e bilhões de dólares de dinheiro público a fundos de investimentos estrangeiros. 

E pensar que a este tipo de entrega se arriscou dar o nome de “Neodesenvolvimentismo”. O nome correto, agora podemos ver com mais clareza, deveria ser “Neoentreguismo” ou “Neosocialliberalismo”. Mas seja o nome que se dê, já sabemos bem quem são os maiores perdedores. E uma pista, Eike Batista não é um deles!

Eike vai transferir 10,52% do capital total da MMX para fundo Mubadala

Por Natalia Viri | Valor

SÃO PAULO  –  A mineradora MMX informou que o controlador Eike Batista vai transferir 10,52% do capital total da companhia para o fundo Mubadala, de Abu Dahbi. A transferência faz parte da reestruturação do investimento do fundo árabe no grupo EBX.

Com a transferência, Eike deve perder  controle absoluto da companhia, com redução de sua participação dos quais 59,3% para pouco menos de 49%. 

O Mubadala já é sócio da MMX no projeto do Porto do Sudeste. O controle do projeto, o mais promissor da companhia, foi vendido para um consórcio formado pelo fundo árabe e a operadora de portos holandesa Trafigura, por US$ 400 milhões, em meados do ano passado. A MMX ficou com 35% do empreendimento.

Em comunicado divulgado há pouco, a mineradora ressaltou que a transferência de ações está sujeita a “condições precedentes usuais” e está prevista para acontecer ainda o terceiro trimestre. Hoje, os papéis da MMX encerraram o pregão em alta de 1,42%, a R$ 1,43. Na máxima do dia, contudo, chegaram a R$ 1,48, com avanço de quase 5%. 

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/3639054/eike-vai-transferir-1052-do-capital-total-da-mmx-para-fundo-mubadala#ixzz39Yid1DOj

Leitor envia mais imagens mostrando evolução da erosão na Praia do Açu e reclama do descaso

Professor,
Com o objetivo de enriquecer um pouco mais sua postagem sobre o problema da erosão enfio fotos  da Praia do Açu em JANEIRO DE 2013, JULHO DE 2013 e JANEIRO DE 2014 e JULHO DE 2014. Essas imagens dão uma boa ideia de como acompanhar a evolução na erosão da nossa praia.
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01/01/2013
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02/01/2014
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 03/07/2013
açu 29072014
29/07/2014
Envio também 2 imagens de satélite (vide Google Earth) que mostram o  Estaleiro em JANEIRO DE 2012 e JANEIRO DE 2014, mostrando claramente que se comparados com as fotos que conforme o quebra-mar do Terminal 2 (T2) avança também a erosão na Praia do Açu
Janeiro de 2012
Janeiro de 2012       
janeiro de 2014Janeiro de 2014
Não queremos culpar esse ou aquele governo, esse ou aquele empreendimento, mas o que estava no EIA/RIMA já dizia que poderia ocorrer essa processo erosivo, mas das medidas e monitoramento que deveriam ser feitos, não temos qualquer conhecimento.

Enquanto agricultores amargam prejuízos, Eike Batista continua recebendo prêmios e voando de jatinhos

Enquanto centenas de famílias de agricultores, pescadores e até proprietários de lotes urbanos amargam sérios prejuízos econômicos, sociais e ambientais com a implantação do megaempreendimento (seria mesmo mega a estas alturas do campeonato?) conhecido como Porto do Açu, o ex-bilionário não se dá por vencido e continua voando dentro do Brasil apenas em jatinhos fretados, como mostra o jornalismo Lauro Jardim em sua blog na Revista Veja (ver abaixo).

Agora, isso nem me espanta, pois a desgraça de Eike Batista foi mais no ego do que na sua condição de vida que, apesar da perda de muitos bilhões de dólares, continua muito bem obrigado. O que me espanta mesmo é que ainda tem entidade dando prêmio para Eike Batista por ter criado os problemas que criou no V Distrito de São João da Barra. 

É por isso que eu digo: com esse tipo de mentalidade não há como mesmo sairmos do atraso em que estamos historicamente metidos e do lado de profunda exploração em que ele nos coloca, apenas para a felicidade de uns poucos oligarcas.

E, contrariando Lauro Jardim, eu digo que há algo não tem limite no Brasil: a cara-de-pau dos que se locupletam com o dinheiro público.

 

Tudo tem limite

Por Lauro Jardim

eike

Eike Batista vendeu todos os jatinhos e helicópteros que possuía – e não eram poucos. Neste ano, já foi visto algumas vezes pegando aviões de carreira para voos internacionais.

Mas tudo tem um limite. Quando faz rotas domésticas, nem discute – aluga um jatinho.

Um voo Rio-São Paulo-Rio, seu trajeto mais frequente, sai entre 12 000 reais e 55 000 reais, dependendo do modelo do avião.

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/diversos/eike-se-desfez-de-frota-de-avioes-e-helicopteros-veja-como-o-ex-bilionario-tem-feito-rotas-domesticas/

 

Salinização no Porto do Açu: o que era para ser pontual, parece ser permanente. Cadê a força tarefa do INEA?

Em 2013, no auge do problema causado pela salinização causada pelo extravasamento de água do mar que saia do aterro hidráulico construído pela OS(X), a então presidente do INEA visitou a UENF e determinou a criação de uma força tarefa que ficaria responsável por monitorar os desdobramentos do problema (Aqui!). Pois bem, desde então se estabeleceu o mais profundo silêncio em torno do problema, e esporadicamente se ouve falar que existe um monitoramento em curso, mas dados públicos que seria bom, nada!

Pois bem, acabo de receber o resultado da análise da condutividade da água que continua fluindo no entorno do aterro hidráulico, e o resultado deveria preocupar os membros da força tarefa do INEA, pois o valor medido foi de 31.000 µs/cm,sendo que o valor da condutividade da água do mar gira em torno de 56.000  µs/cm. Em suma, a água que continua fluindo do aterro hidráulico está mais para sal do que para doce! Essa medida desmente a versão amplamente divulgada de que o impacto do derrame de água salgada seria apenas pontual no tempo e no espaço, e seus efeitos não seriam permanentes.  E a questão fica mais gritante ainda, quando se lembra que o evento que era para ser pontual completará dois anos em novembro de 2014 (ou seja em cerca de 4 meses)!

Mas mais do que no caso de um plano de gerenciamento costeiro que foi previsto para a Praia do Açu, o problema da salinização resultou numa multa ( que aliás nem foi paga) e na criação da tal força tarefa. Isto sem falar no processo que, ao que se sabe, continua correndo dentro do Ministério Público Federal.

Abaixo algumas cenas da situação da área de entorno de uma das faces do aterro hidráulico do Porto do Açu, onde fica aparente que os canais que impediriam o extravasamento para áreas vizinhas precisam ser efetivamente avaliados, bem como ter os resultados destas avaliações disponibilizados aos principais interessados que são os agricultores que, porventura, tenham sido atingidos pelo processo de salinização.

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Porto do Açu: cadê a praia que estava aqui? O mar comeu!

Puxando um pouco pela memória e para evitar erros nas postagens deste blog, lembrei que em janeiro de 2012 estive na Praia do Açu participando de uma atividade política em defesa de agricultores e pescadores do V Distrito.  Em função disso, acabei fotografando a mesma área da Praia do Açu que fotografei ontem, e isto permitiu que se faça a comparação visual que vai logo abaixo. 

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Praia do Açu, com pier do Porto do Açu no dia 21/01/2012

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Praia do Açu com pier e quebra-mar do Porto do Açu no dia 29/07/2014

Agora que o problema da erosão na Praia do Açu me parece estar visualmente constatado, fico no aguardo de notícias de algum órgão ambiental, INEA ou IBAMA, bem como da atual proprietária do empreendimento, a Prumo Logística, sobre o programa de monitoramento que estava previsto no EIA/RIMA da UCN da OS(X). É que nas palavras de um morador da Barra do Açu, a população quer logo saber quem vai se responsabilizar para resolver ou, pelo menos, mitigar essa situação.

A odisseia ambiental do Porto do Açu promete novos ( e talvez inglórios ) capítulos

Tive minha atenção chamada por duas postagens no blog do Prof. Roberto Moraes (Aqui!) e (Aqui!) sobre a situação da dinâmica costeira na área do Porto do Açu, e resolvi ir ver no local como anda a situação durante a tarde desta 3a. feira. Mas para ter uma ideia mais ampla da situação, fiz um trajeto desde a Lagoa do Açu até o quebra mar do Porto do Açu para tentar o que está acontecendo por lá.

Primeiro é preciso lembrar que toda a área costeira, especialmente em áreas de formação relativamente recentes, existe um processo dinâmico de construção e destruição. Na região em questão é historicamente afetada pela ação das correntes marinhas e por um equilíbrio instável que é causado pelo aporte de água doce vinda da calha principal do Rio Paraíba do Sul. Além disso,  há que se incluir neste cenário os dois quebra-mares que foram construídos no Porto do Açu. 

Assim levando em conta essa combinação de forças naturais e antrópicas que controlam hoje a dinâmica na paisagem da região em torno do Porto do Açu é que, lembrando o que já escreveu o Prof. Roberto Moraes, riscos da ocorrência de problemas na alteração da dinâmica costeira local já estavam previstos tanto no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) como no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Unidade de Construção Naval da OS(X). tanto que ficou prevista a realização de um programa de monitoramento costeiro cujo intuito seria monitorar e agir em caso de problemas mais sérios.

Pois bem, pelo que eu vi hoje no trabalho de campo, a situação em curso requer realmente que este programa seja efetivamente implementado, pois observei não apenas o problema da erosão na porção central da Praia do Açu, mas também sinais de que está ocorrendo uma intrusão do pacote de areia em direção à Lagoa do Açu. De quebra, o próprio quebra-mar me pareceu continuar sendo um desafio técnico a ser superado, já que notei que as ondas continuam vencendo a barreira, o que pode se agravar em períodos de atividade oceânica mais intensa.

Para ilustrar o que estou dizendo posto abaixo algumas imagens do trabalho de campo que realizei hoje, pois imagens falam muito mais do que qualquer um possa expressar. 

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