Porto do Açu: apesar de todas as contínuas promessas, o desrespeito ainda é a única coisa real para centenas de famílias de agricultores

Tenho assistido a uma nova onda de promessas e repercussões das mesmas sobre o megaempreendimento portuário (será mesmo que conseguira ser mega?) idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista, o Porto do Açu. Se olharmos todas as “novas” indicações de futuro lustroso, parece (notem que eu disse parece) que parte dos planos virará realidade em algum momento do segundo semestre de 2014.

Me perdoem os crédulos, mas o empreendimento, que agora pertence à corporação EIG Global Partners com sede em Washington DC e que aqui atende sob o nome de Prumo, não parece que viverá à altura das promessas grandiloquentes de Eike Batista, que sonhava (como um dia sonhou Percival Farquat) ser uma espécie de novo Henry Ford.

Entretanto, não é a diferença entre a propaganda, custeada sabemos por bilhões de reais saídos do BNDES, que me incomoda. É que eu sou desses que acredita que o mercado, com todas as suas imperfeições e idiossincrasias, acaba separando o que é espuma de projetos reais.

O que me incomoda mesmo é constatar que o desrespeito em relação à centenas de famílias de agricultores familiares, iniciado sob a batuta de Sérgio Cabral, Júlio Bueno e Eike Batista perdura até o dia de hoje.  Digo isso porque estive hoje no V Distrito de São João da Barra iniciando mais um projeto de pesquisa que resultará num estudo sobre algumas das consequências sociais e ambientais do Porto do Açu, e conversando com algumas dessas famílias pude ver que nada mudou, e que elas ainda não viram um centavo de propriedades que lhes foram tomadas para a construção de um distrito industrial cujo localização efetiva continua sendo alguma gaveta empoeirada na Companhia de Desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro (CODIN).

Mas numa prova que a generosidade e a disposição de trabalhar incansavelmente para produzir alimentos que vão matar a fome na cidade, fui presenteado com queijo, abacaxi, jiló, berinjela, e até o maxixe que um dia o (des) secretário Júlio Bueno um dia desdenhou em nome de uma pseudo siderúrgica que hoje sabemos era só outra lorota de Eike Batista.

Para quem ainda não foi até o V Distrito de São João da Barra e conversou de perto com pessoas da estatura moral do Sr. Reinaldo Toledo e seus filhos, compartilho as imagens abaixo. E, sim, são essas as pessoas que fazem brotar daquelas areias alimentos em uma quantidade que chega realmente a surpreender até pessoas que, como eu, estudam a agricultura familiar há quase três décadas. Por isso, é que mantê-las constrangidas e sem as devidas compensações financeiras não pode ser tolerado como algo inerente a qualquer coisa que se queira chamar de “desenvolvimento” ou “progresso”.

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Quotidiano: Caminhoneiros fecham todos acessos ao Porto do Açu

Cerca de 150 motoristas reivindicam aumento no valor do frete.

Caminhoneiros fecham todos acessos ao Porto do AçuTodos são contratados pela empresa Tracomal, Crédito: Breno Costa

As vias de acesso ao Porto do Açu ( Caetá, Cajueiro e Rua Nova) foram fechadas por caminhoneiros da empresa Tracomal. Cerca de 150 motoristas reivindicam aumento no valor do frete. Outro ponto de reclamação é a questão do excesso de carga. Segundo os motoristas, as empresas assumiram o compromisso de pagar as multas, mas não estão cumprindo o acordo.

De acordo com informações da Folha da Manhã, o valor recebido por tonelada é de R$ 18,26, e eles propõem R$ 24,90 para carreta e R$ 29,05 para truck. “Não queremos mais isso. Para pagarmos uma multa desse valor, temos que trabalhar três meses. Sabemos que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está cumprindo seu papel. Além da multa, perdemos pontos na carteira e colocamos vidas em risco. Danifica as estradas e prejudica o meio ambiente. Não queremos andar contra a lei. O lucro era em cima do peso. Como o peso deve ser regular, queremos o aumento do frete, senão vamos pagar para trabalhar”, desabafou um deles, que preferiu não se identificar.

Na tarde de ontem (terça-feira) , os manifestantes também realizaram um ato na BR-356, na altura de Outeiro. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1197/caminhoneiros-fecham-todos-acessos-ao-porto-do-acu

O Diário: Caminhoneiros bloqueiam entradas do Porto do Açu

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Kelly Maria

Menos de 24 horas depois de caminhoneiros de a empresa Tracomal terem interditado a BR-356, na altura de Boa Vista, em Campos, por cerca de uma hora nos dois sentidos da rodovia, os manifestantes voltaram a protestar na manhã desta quarta-feira (16).

Segundo informações dos 150 caminhoneiros que realizam a manifestação, as entradas e saídas do Super Porto do Açu, só serão liberadas após os representantes do Ministério do Trabalho e do Sindicado chegarem ao local. Eles atearam fogo em galhos de árvores no meio da BR-356. 

Os manifestantes trabalham prestando serviços para o Porto do Açu e reivindicam melhores condições de trabalho e aumento do frete.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros estão no local

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/caminhoneiros-bloqueiam-entradas-do-porto-do-acu-13220.html

SJB Online: são caminhoneiros os que trancam o acesso ao Porto do Açu por falta de pagamentos

Caminhoneiros fecham entrada de acesso ao porto

 

Caminhoneiros da empresa F.C.C que presta serviço ao Porto do Açu fecham entrada de acesso ao porto por falta de pagamento na manhã desta quarta-feira, 16.

As vias que dão acesso por Caetá, Cajueiro e Rua Nova estão fechadas. 

De acordo com a Polícia Militar que está no local, os carreteiros estão reivindicando aumento no frete e nesse momento mais de 150 carretas e motoristas estão no local. Informa ainda que a Br 356 que liga Campos à São João da Barra está liberada.  

Mais informações em instantes.

FONTE: http://www.sjbonline.com.br/noticias/caminhoneiros-fecham-entrada-de-acesso-ao-porto

 

Porto do Açu: novo protesto “tranca” estrada de acesso principal

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Acabo de receber uma informação que um novo protesto fecha a principal estrada de acesso ao Porto do Açu na manhã desta 4a. feira a partir da rotatória que existe no final da estrada de acesso à localidade de Cajueiro. Esse protesto, aparentemente realizado por operários ou ainda caminhoneiros trabalhando nas obras do porto, é apenas mais um de uma longa sucessão de eventos que refletem negativamente no megaempreendimento que continua a ser regiamente alimentado pelo BNDES com vultosos empréstimos. Um dia o motivo são as violações de direitos trabalhistas, e noutro são as pressões para que caminhoneiros transportem cargas acima do permitido pela lei.

Mais informações sobre esse novo protesto virão ao longo dessa manhã, e com certeza vão ganhar novamente as páginas dos veículos de mídia na região Norte Fluminense.

Jornal Terceira Via também traz matéria sobre protesto de motoristas servindo ao Porto do Açu

Carreteiros do Porto do Açu fazem manifestação na BR-356

Eles se negam a trabalhar com excesso de carga e reivindicam aumento no frete

Carreteiros do Porto do Açu fazem manifestação na BR-356. (Foto: Silvana Rust)

Cerca de 160 carreteiros que transportam pedras para o Porto do Açu fecharam a BR-356 na tarde desta terça-feira (15 de julho) na altura da localidade de Sapucaia. Eles estão manifestando contra o excesso de carga proposto pela empresa Prumo Logística, que seria contra a lei. A manifestação causou retenção em quatro quilômetros da rodovia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local para auxiliar o tráfego.

Os manifestantes são funcionários da empresa terceirizada Tracomal e, segundo eles, quando assinaram o contrato de serviço, a empresa teria exigido que eles transportassem uma quantidade excessiva de carga. No entanto, existe uma lei federal que proíbe o excesso de carga por diversas razões, como o risco de acidentes e a degradação do asfalto.

Os carreteiros disseram ainda que, por causa da infração cometida pelas empresas, eles têm recebido multas exorbitantes, além de perderem pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Somente em um caminhão, a multa chegou a mais de R$ 15 mil.

Eles contaram também que há pelo menos 10 dias os trabalhadores estão tentando conseguir uma negociação com a empresa Prumo Logística, responsável pelas obras do Porto do Açu, mas eles estariam se negando a ouvi-los.

Além de se recusarem a trabalhar com excesso de carga, os carreteiros também propuseram um aumento no frete. Atualmente, eles recebem R$ 18,26 por tonelada em carreta e caminhão truck, com excesso de carga. A proposta dos manifestantes é de R$ 24,90 para carreta e R$ 29,05 para caminhão truck por tonelada, mas com a carga regular.

Os trabalhadores atearam fogo em galhos de árvores no meio da BR-356 para chamar a atenção da empresa. Até às 18h, a rodovia ainda estava com retenção.

FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/51931/carreteiros_do_porto_do_acu_fazem_manifestacao_na_br-356

Ururau: motoristas que carregam pedras para o Porto do Açu fecham rodovia para protestar contra sobrecarga em seus caminhões

Caminhoneiros do Porto fecham a BR-356, em Boa Vista, em protesto

Manifestação causou engarrafamento aos motorista que estiveram na rodovia

 Vagner Basilio

Manifestação causou engarrafamento aos motorista que estiveram na rodovia A BR-356, na altura de Boa Vista, em Campos, ficou interditada por cerca de uma hora nos dois sentidos da rodovia. Caminhoneiros que prestam serviço para o Porto do Açu, da empresa Tracomal resolveram reivindicar no final da tarde desta terça-feira (15/07) por melhores condições de trabalho.

De acordo com os funcionários, a empresa estaria obrigando aos trabalhadores a carregar um volume de cargas além do permitido por lei. Os caminhoneiros também reivindicaram com relação ao preço do frete recebido. Atualmente os caminhoneiros recebem uma quantia de R$ 18,26 por tonelada de carga, eles pedem que este valor seja de R$ 24,90 para carretas e R$29,05 para caminhões. 

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o congestionamento na rodovia já chega a 5 km nos dois sentidos. Manifestantes colocaram fogo em galhos que foram controlados pelo Corpo de Bombeiros Militar.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46868_Caminhoneiros-do-Porto-fecham-a-BR-356,-em-Boa-Vista,-em-protesto

Do Blog do Prof. Roberto Moraes: Prumo (ex-LLX) recebe o maior crédito do BNDES em 2014

Por Roberto Moraes

A matéria está no Valor Online. Este novo volume de recursos de R$ 1,8 bilhão foi contratado em fevereiro deste ano, volume dividido em R$ 900 milhões para renegociação de empréstimos e outros R$ 900 milhões em dívida nova. Ao todo a Primo (ex-LLX) fica com um crédito contratado ao BNDES de R$ 2,3 bilhões.

Hoje, o fundo (banco) de investidores controla 52% do capital do Porto do Açu e, o empresário Eike batista, seu antigo controlador tem apenas 11,6% da empresa. A Prumo diz que até maio de 2015 os investimentos no Porto do Açu deverão estar concluídos.

Observem que a reportagem ainda trata projetos descartados ou adiados (sine-dia) como importação e movimentação de cargas de carvão (o projeto da Usina Termelétrica a carvão da ex-MPX, atual Eneva, teve sua licença ambiental caçada e o grupo alemão E.ON. controlador atual da Eneva, nada fala sobre o projeto da UTE à gás), e de produtos siderúrgicos (já que as duas siderúrgicas que forma desenhadas para o Distrito Industrial (DISJB), a Ternium e a Whuan desistiram dos seus projetos com a oferta em demasia de aço no mercado mundial.

Prumo tem maior contrato de crédito do BNDES no ano

Por Fábio Pupo | De São Paulo
A Prumo Logística (ex-LLX) figura no topo do ranking dos maiores empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, de acordo com balanço divulgado nos últimos dias pela instituição. O montante de R$ 1,8 bilhão, contratado em fevereiro, reforça a política da instituição de dar prioridade a infraestrutura. Mas o mercado e o próprio banco veem o financiamento dos investimentos no setor como um desafio nos próximos anos.
A campeã Prumo faz as obras de implantação do porto de Açu, no município de São João da Barra (RJ), dedicado à movimentação de cargas gerais (carvão mineral, produtos siderúrgicos, granito e contêineres) e a serviços de logística para o setor de óleo e gás na Bacia de Campos.
O empréstimo do BNDES aprovado para a Prumo se divide entre R$ 900 milhões de dívida nova e outros R$ 900 milhões destinados a uma renegociação de empréstimo detido anteriormente por um banco privado.
Ao todo, a Prumo contratou com o BNDES R$ 2,3 bilhões de empréstimo-ponte com garantia dos bancos Bradesco e Santander. Além disso, emitiu R$ 750 milhões em debêntures, distribuídas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Outros R$ 2 bilhões são capital próprio (chamado de “equity”). Segundo a Prumo, o montante de empréstimos se justifica pelo porto ser “um dos maiores empreendimentos de infraestrutura em execução no país atualmente”.
O novo empréstimo do BNDES vem após mudança de controle. Antes, a empresa era comandada pelo empresário Eike Batista, cujo conglomerado (o EBX) recebeu vários empréstimos do banco de fomento nos últimos anos – o que chegou a ser alvo de críticas do mercado. Hoje, o grupo americano EIG controla a Prumo (com 52% do capital) e Batista tem uma fatia minoritária de 11,6% da companhia.
A expectativa da Prumo é que os investimentos sejam terminados em maio de 2015, mas a operação já está ocorrendo com autorizações pontuais. “Esperamos, dentro de algumas semanas, obter todas as autorizações necessárias para o início da operação”, diz nota enviada pela assessoria de imprensa da Prumo. Nove empresas já assinaram contrato para instalação no Açu – entre elas, Anglo American, BP e GE.
Além da Prumo, outros exemplos contribuem para a força da infraestrutura na carteira do BNDES. Dos 15 maiores contratos do banco no ano (a análise se baseia no relatório mais recente disponível, sobre o primeiro trimestre), nove estão relacionados ao setor. Entre os responsáveis por influenciar os números, estão as recentes concessões em logística.
O segundo colocado no ranking do BNDES é o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Foram dois contratos que somam R$ 1,5 bilhão. Outra concessionária, a do aeroporto de Brasília, obteve quase R$ 800 milhões para as obras de expansão. Ainda foram contempladas a concessionária da BR-101 no Espírito Santo e parte da Bahia (controlada pela EcoRodovias), que conseguiu R$ 267 milhões, e a concessionária de ferrovias MRS Logística (com R$ 114 milhões).
O peso maior da infraestrutura na carteira do banco no começo deste ano é uma tendência iniciada há cerca de três anos. Em 2010, por exemplo, a indústria tinha 47% de participação nos desembolsos, contra 31% da infraestrutura. Neste ano (dados até abril, os mais recentes), o cenário está invertido: a infraestrutura tem 37% de participação nos desembolsos, enquanto a indústria, 26%.
Claudio Frischtak, fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, vê como um movimento natural o fato de a infraestrutura ocupar mais espaço no cenário do banco – o que pode ser explicado também por uma baixa demanda de crédito da indústria. “A indústria está indo mal e o setor de comercio e serviços também não está ‘bombando’. O que está acontecendo de maneira mais significativa são as obras de infraestrutura, impulsionada também por conta da Copa”, diz.
Apesar de ainda haver crescimento de desembolso neste ano em relação a um ano antes, a preocupação do mercado com a falta de fôlego do banco continua. “Eu sou um pouco cético no ritmo de o banco sustentar esse desembolso. A grande questão é se é sustentável. Acho que o problema maior será em 2015, por causa do progressivo deterioração da situação fiscal do país”, diz Frischtak. O economista se refere à preocupação sobre as contas públicas do país, já que o Tesouro Nacional tem feito repasses ao BNDES para garantir a liquidez da instituição.
Recentemente, foram mais R$ 30 bilhões repassados. Segundo Claudio Leal, superintendente de planejamento do BNDES, o montante foi “fundamental” para dar tranquilidade ao banco frente aos investimentos.
Leal afirma que é um desafio o volume de investimentos exigido pelas obras de infraestrutura no país, impulsionado pelas concessões. “É um desafio inclusive para o país. É preciso mecanismos alternativos e o desenvolvimento do mercado de capitais”, diz.
Apesar de haver prioridade ao setor de infraestrutura, Leal esclarece que essa política se refere a melhores condições de apoio, como em maiores níveis de participação no financiamento, mais prazo e menos custos. “Jamais haveria uma opção do banco de reduzir empréstimo para a indústria, que é algo tão importante”, diz.
Para Leal, a redução dos desembolsos para indústria reflete o momento econômico da atividade privada. “Os projetos de infraestrutura são definidos muito pelo calendário de licitações. Então o ritmo parte de definições regulatórias, ao contrário da definição privada da indústria de investir.”
FONTE: http://www.robertomoraes.com.br/2014/07/prumo-ex-llx-recebe-o-maior-credito-do.html?m=1

Ururau: acidente na BR-356 mata operários que iriam participar de treinamento de salvatagem no Açu

Duas vítimas fatais e 18 feridos em acidente na BR-356

Um acidente grave envolvendo um Micro-ônibus, um caminhão de gás e um Astra, na BR-356, trecho que liga São João da Barra a Campos dos Goytacazes deixou várias vítimas.

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Com o impacto da colisão várias vítimas foram parar na pista. Crédito: Foto: Kelly Silva

Um acidente grave envolvendo um microonibus, um caminhão e um Astra, na BR-356, altura de Martins Lage, em Campos, deixou dois mortos e 18 feridos, na tarde desta sexta-feira (11/07).

As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Ferreira Machado (HFM) por ambulâncias do Corpo de Bombeiros Militar de Campos e o Resgate de São João da Barra. A colisão aconteceu no Km 154, próximo ao Casarão.

De acordo com informações do local do acidente, o caminhão da empresa Ultra Gás, com placa de Salvador, seguia sentido Campos e o microonibus no sentido contrário, nas durante uma ultrapassagem acabaram colidindo de frente. Um Astra de cor preta, com placa de São João da Barra, também foi atingido.

Com o impacto da colisão, o microonibus perdeu o controle bateu em um poste e tombou as margens da rodovia. Nele havia 16 passageiros, sendo que dois foram projetados para fora do veículo, ficando um corpo caído no meio da pista e outro preso a uma cerca de arame farpado. Os demais, que chegaram a ficar presos às ferragens, foram resgatados pelos bombeiros. Eles seguiam de Rio das Ostras para a Praia do Açu onde fariam um treinamento de salvatagem.

No caminhão, além do motorista, que precisou ser socorrido para o Ferreira Machado, estava um carona, que saiu ileso. Ele contou que foi tudo muito rápido.

De acordo com Rogério da Glória, membro do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário, que estava no local do acidente, o socorro às vítimas foi dificultado por enxame de abelhas que caiu sobre o microonibus. As abelhas estavam em um buraco no poste de iluminação pública atingido pelo veículo. “Alguns populares ajudaram no socorro às vítimas que gritavam muito, alguns chegaram a ser picados pelas abelhas”, disse Rogério.

O motorista do Astra, o caldeireiro Waltemir Fanz, de 45 anos, sofreu um corte no rosto. De volta ao local do acidente, uma hora depois do ocorrido, ele contou que deixou o local por estar sendo atacado por abelhas.

“Eu seguia para São João da Barra quando o microonbus passou pelo meu carro. Chovia muito no momento e o microonibus chegou a derrapar na pista e não conseguiu voltar para a mão dele. Só vi quando capotou e foi deslizando em direção ao meu carro que ficou preso na traseira”, relatou o caldeireiro acrescentando ainda que alguns passageiros que conseguiram sair do coletivo foram atacados pelas abelhas, inclusive ele levou picadas na cabeça.

Uma das pessoas que morreu [homem que teve corpo preso ao arame fardado] teve o corpo tomado por abelhas. O Corpo de Bombeiros Militar chegou a usar um extintor com a finalidade de dispersar os insetos e prestar socorro à vítima, mas a mesma não resistiu e foi a óbito no local.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46692_Dois-mortos-e-18-feridos-em-colis%C3%A3o-com-tr%C3%AAs-ve%C3%ADculos–na-BR-356

Ururau: noticia forte possibilidade de nova greve no Porto do Açu

Funcionários do Porto ameaçam parar as atividades na próxima semana

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

 Isaias Fernandes – O Diário / Marcelo Esqueff

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

Trabalhadores de empresas do Porto do Açu, em São João da Barra, compareceram ao Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Campos (Sticoncimo), na tarde desta terça-feira (01/07), para formalizarem um aviso de manifestação contra suas empregadoras que não cumpriram com as reivindicações exigidas pela categoria.

Na última sexta-feira (26/06), cerca de 400 funcionários fecharam os dois acessos ao Porto, impedindo a passagem dos funcionários. As principais reivindicações eram: reajuste de 30% de periculosidade; uma área de convivência (lazer); alimentação adequada; reajuste por desvio de funções, Participação nos Lucros e Resultados das empresas (PLR) e horas in itinere. Outra reclamação dos funcionários se refere a maus tratos. 

A insatisfação é de trabalhadores das empresas FCC –Tarrio, Acciona e Armatek. De acordo com um dos funcionários da empresa FCC, a presença dos funcionários no sindicato é uma forma da manifestação ser regularizada.

“Na última sexta-feira, quando realizamos a manifestação ficamos sabendo que ela foi considerada ilegal, por não termos avisado ao Sindicato. Após a manifestação apresentamos um documento com as reivindicações às empresas, mas até o momento nenhuma posição positiva nos foi apresentada, portanto, decidimos vir aqui hoje para pedir uma liberação para realizarmos a manifestação que deverá acontecer até a próxima segunda-feira (07/07)”, explicou o funcionário ressaltando que na próxima manifestação cerca de 3 mil funcionários devem fechar a rodovia que dá acesso ao Porto.

Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos da Silva Eulálio, um ofício será enviado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MPT) ainda nesta terça-feira, para que a manifestação seja feita de forma correta.

“Na primeira manifestação, que ocorreu na sexta-feira, não recebemos nenhum aviso dos trabalhadores, ou seja, ela se tornaria irregular para o Ministério Público do Trabalho e Emprego, o que arrecadaria em uma multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato, o que nos impossibilitou de estarmos presentes”, disse José Eulálio.

Ainda de acordo com o presidente, estas mesmas reivindicações já foram enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego desde o mês de maio. “Desde o dia 19 de maio deste ano, quando também foi feita uma manifestação de trabalhadores, enviamos um ofício ao MPE para que alguma solução fosse dada, mas até agora nenhum fiscal compareceu ao Porto para constatarem estas irregularidades”.

A equipe do Site Ururau entrou em contato, por telefone, com  as empresas citadas. A advogada da FCC – Tarrio, Fernanda Santana, explicou a situação da empresa.

“A empresa FCC está absolutamente aberta para qualquer tipo de reivindicações que seja dentro dos limites legais. Com relação a Participação de Lucros e Resultados da empresa que os funcionários pedem, no próximo dia 07 de julho será iniciada uma negociação para tratar deste assunto, ou seja, estamos dentro do prazo. Com relação a área de convivência, ela está sendo construída, portanto, não tem porque a reivindicação. Já com relação aos maus tratos, precisamos que alguma prova seja apresentada, para que a partir daí possamos tomar uma providência penal e administrativa. Com relação a alimentação, constantemente são feitos teste bacteriológicos destes alimentos e nunca ficamos sabendo de alguma irregularidade quanto a isso, portanto a empresa acha que a esta manifestação prevista para os próximos dias é totalmente contra a lei de greve”, disse a advogada.

Já a assessoria de comunicação da Acciona, informou que as reivindicações nada tem haver com seus funcionários e que os compromissos trabalhistas da empresa estão em dia. A empresa Armatek não se posicionou.  

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46300_Funcion%C3%A1rios-do-Porto-amea%C3%A7am-parar-as-atividades-na-pr%C3%B3xima-semana