Michel Temer e o “Portolão”: tudo a ver

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A mídia corporativa local tem anunciado que o presidente “de facto” (leia-se ilegítimo) Michel Temer deverá visitar o megaempreendimento conhecido como Porto do Açu para  objetivo da visita  seria o lançamento do projeto de implantação de uma siderúrgica no local.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que se anuncia a construção de uma siderúrgica no Porto do Açu, já que outros anúncios foram feitos para posteriormente serem desfeitos sem nenhum tipo de cerimônia.

Além disso, dado o fato que a China, uma das principais compradoras do minério de ferro exportado via o Porto Açu está adotando uma prática de beneficiar o produto dentro dos navios que o carregam para seus portos, fica a dúvida se este anúncio tem alguma chance de não repetir os anúncios fracassados do passado.

Do ponto de vista político, não deixa de ser coerente que o Porto do Açu (ou Portolão como já foi rotulado em reportagem da RevistA Viu! [1]) seja alvo de uma das últimas visitas do ano de Michel Temer. É que ali vão se encontrar um dos governantes mais impopulares da história da república brasileira com uma das obras que bem exemplificam o uso da violência estatal contra os pobres, vide o caso das escabrosas desapropriações de terras comandadas por Sérgio Cabral em benefício do mentor inicial do Porto do Açu, o ex-bilionário Eike Batista.

Resta apenas saber se o presidente Temer vai mesmo aparecer pelas bandas do V Distrito em pleno final de ano. A ver!


[1]https://www.portalviu.com.br/cidades/mais-uma-pegadinha-para-eike-batista/

Porto do Açu: Revista Viu faz matéria especial sobre o “Portolão”

A Revista Viu (Aqui!) cujo alcance regional vem garantindo uma ampla repercussão a vários problemas ocorrendo na região Norte Fluminense traz no seu último número um artigo especial sobre o caso da Pedreira Sapucaia que para alguns analistas é apenas a ponta de um iceberg de problemas que envolve a implantação do Porto do Açu.

Posto abaixo a matéria e recomendo a leitura do seu conteúdo!

Portolao viu

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Porto do Açu: O Diário traz nova denúncia sobre o “Portolão”

“Portolão”: denúncias podem apontar propina para políticos

Divulgação / Drone Dib´s
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Porto do Açu, em São João da Barra, recebeu recursos do BNDES e teria favorecido empresas ligadas a políticos da região
Prumo logística
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Esquema possivelmente instalado no Complexo do Açu pode ter beneficiado políticos da região

O principal denunciante do ‘Portolão’ – escândalo que aponta indícios de corrupção no Porto do Açu, em São João a Barra -, diz que vai apontar um suposto esquema de contratação de empresas para beneficiar políticos da região. As empresas em nome de parentes e pessoas próximas aos políticos seriam contratadas por meio de licitações forjadas. O porto atualmente é operado pela Prumo Logística.

Todas, segundo ele, constam como fornecedoras do porto, atuando em diferentes ramos, que vai da segurança, construção civil, aluguel de carros a hotelaria. Os relatos são do ex-funcionário da Tracomal, J.V., de 34 anos, identificado apenas pelas primeiras iniciais do seu nome, por medida de segurança.

Os relatos aumentam as suspeitas sobre o empreendimento que chegou a ser cultuado pela propaganda oficial como maior Complexo Industrial Portuário da América Latina, com financiamento de R$ 8,8 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A suspeita é de que os recursos do banco de fomento tenham sido empregados numa série de atividades fraudulentas. “São políticos com fortes ligações com o porto. Eles indicaram as empresas e não será difícil comprovar que foram beneficiados diretamente”, declarou o ex-funcionário.

Denúncias estão na alçada Federal

O uso de recursos do BNDES nas obras do Porto do Açu leva às investigações das denúncias sobre este suposto escândalo para a esfera federal. O ex-funcionário da Tracomal diz que está disposto a colaborar com uma eventual investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal desde que tenha garantia de vida.

Atualmente ele mudou a rotina para evitar eventuais represálias. J.V. fica em lugares alternados e sempre muda a rotina do seu percurso.

Os investidores do porto são conhecidos no Açu pela forma truculenta no trato com a comunidade. As propriedades, terras desapropriadas e entregues ao grupo privado são vigiadas por homens armados. 

Os proprietários desalojados são impedidos de entrar até mesmo para resgatar animais perdidos. “Quero cooperar com as autoridades, mas preciso ter total garantia de que nada vai me acontecer”, disse J.V., que também já denunciou indício de irregularidades na compra da Pedreira Sapucaia.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/portolao:-denuncias-podem-apontar-propina-para-politicos-22981.html

O DIÁRIO dá sequência ao escândalo do “Portolão”

A Prumo tem uma pedreira de problemas em Campos

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Surge uma pedreira de problemas no caminho da Prumo Logística, controladora do Porto do Açu, em São João da Barra. A jazida da Pedreira Sapucaia, comprada pela empresa ao preço de R$ 21 milhões (mais de R$ 40 milhões em valores corrigidos), segundo pedido de alvará judicial em tramitação na 5ª Vara Cível de Campos, está cercada por indícios de fraude e irregularidades, segundo denuncia do ex-funcionário de uma empresa contrata pela Prumo para gerenciar o empreendimento.

A empresa Prumo Logística divulgou nota oficial negando denúncias de corrupção em negócios envolvendo o empreendimento. A denúncia do ex-funcionário da Tracomal, que prestou serviços ao Porto, se refere a pedreira Sapucaia, localizada na Fazenda Serrinha, à margem do rio Muriaé, nas proximidades da usina Sapucaia.

Reportagem publicada na edição do último sábado de O Diário aponta indícios de irregularidades que começam na parte de licenciamento e que pode chegar ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um dos grandes investidores do Porto por meio de empréstimos financeiros.

A Pedreira, segundo o ex-funcionário identificado pelas iniciais J.V., por medida de segurança, “não tinha jazida”. Ele afirma que “a prospecção encontrou apenas barro e para justificar o investimento do BNDES, a empresa teria apanhado amostras de jazidas em outra pedreira”. Se isso ficar comprovado, fica caracterizada uma fraude.

O ex-funcionário está disposto a colaborar com o Ministério Público Federal e Polícia Federal em uma eventual investigação. No processo 0029285-45.2010.8.19.0014, em tramitação na 5ª Vara Cível de Campos, a Prumo pede alvará para exploração da pedreira por meio de medida judicial.

Empresa nega denúncia de ex-funcionário

O ex-funcionário da Tracomal diz que a pedreira realizou trabalhos de pesquisas sem licenciamento e alvará. Também aponta indícios de fraude na extração de pedras, argumentando que a jazida não apresentava condições de produção, mas que ainda assim, teria sido financiada com recursos do BNDES.

Na nota oficial, a Prumo Logística assegura que a pedreira tem toda a documentação exigida por lei. “A Fazenda Serrinha, onde está localizada a Pedreira Sapucaia, foi adquirida pela Prumo em fevereiro de 2010, e mantém todas as licenças necessárias vigentes e regulares. Com o avanço das obras do Porto do Açu, houve a redução da necessidade de utilização de pedras. Por isso, a pedreira não está produzindo neste momento, apesar de manter, como dito, todas as licenças que autorizam sua operação regulares e vigentes. A empresa desconhece qualquer laudo que informe que esta pedreira não é produtiva”, diz um trecho da nota.

Contudo, no processo 0029285-45.2010.8.19.0014, em tramitação na 5ª Vara Cível de Campos, a Prumo pede alvará por meio de medida judicial. Segundo consulta realizada pela reportagem de O Diário na última sexta-feira, o processo ainda não teve despacho do juiz Felipe Pinelli Pedalino Costa. Já no âmbito no Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a licença ambiental está vencida desde dezembro de 2013.

NOTA OFICIAL divulgada pela empresa

Informação à Imprensa

A Prumo Logística S.A. lamenta que a reportagem veiculada sob o título “Denúncias de corrupção chegam ao Porto do Açu” na edição do dia 4 de julho deste jornal tenha sido elaborada com base em informações falsas.

A empresa esclarece que a Pedreira Sapucaia pertence à Pedreira Sapucaia Indústria e Comercio Ltda, empresa subsidiária da Prumo Logística. Como empresa controlada pela Prumo, o seu quadro diretivo é comum, não sendo os diretores da companhia sócios da Pedreira.

A Fazenda Serrinha, onde está localizada a Pedreira Sapucaia, foi adquirida pela Prumo em fevereiro de 2010, e mantém todas as licenças necessárias vigentes e regulares. Com o avanço das obras do Porto do Açu, houve a redução da necessidade de utilização de pedras. Por isso, a pedreira não está produzindo neste momento, apesar de manter, como dito, todas as licenças que autorizam sua operação regulares e vigentes. A empresa desconhece qualquer laudo que informe que esta pedreira não é produtiva.

Sobre empréstimos do BNDES, a Prumo esclarece que a empresa tem R$ 2,3 bilhões contratados junto ao banco, e este empréstimo é garantido, por meio de fiança bancária, pelos bancos Santander e Bradesco. A empresa e todas as suas subsidiarias estão adimplentes com todas as suas obrigações, portanto é falsa a informação de que a Porto do Açu Operações S.A., empresa subsidiária da companhia, está em processo de recuperação judicial. Todas as informações sobre financiamentos assim como a situação financeira da Prumo Logística S.A e suas subsidiarias são públicas e estão disponíveis no site da empresa.

Por fim, reforçamos que não há qualquer vínculo entre a Pedreira Sapucaia e o Grupo EBX.

Assessoria de Imprensa Prumo

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/assessoria-da-prumo-rebate-denuncia-22756.html

Coluna do jornalista Roberto Barbosa dá seguimento às denúncias em torno do “Portolão” do Açu

A coluna que o jornalista Roberto Barbosa mantém no jornal O DIÁRIO traz na edição desta segunda-feira (06/07) novidades sobre o caso envolvendo acusações de uso indevido de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico  e Social (Bndes), os quais teriam sido desviados das suas finalidades declaradas no processo de implantação do Porto do Açu.

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O que mais chama a minha atenção nesse caso é que, ao contrário da chamada Operação Lava Jato, o denunciante diz ter provas documentais que dispensam, por exemplo, a necessidade da agora famosa “delação premiada”. Também me chama a atenção de que ainda não ouvi notícia de que o Ministério Público (federal ou estadual) já tenha entrado em cena para recolher as provas documentais que o Sr. “J.V.” disse possuir nas entrevistas concedidas ao jornal O DIÁRIO e no programa que o jornalista Roberto Barbosa leva ao ar cotidianamente na Rádio O DIÁRIO.

É de se esperar que esta entrada em cena ocorra do MP em futuro próximo. A ver!