A Prumo tem uma pedreira de problemas em Campos

Surge uma pedreira de problemas no caminho da Prumo Logística, controladora do Porto do Açu, em São João da Barra. A jazida da Pedreira Sapucaia, comprada pela empresa ao preço de R$ 21 milhões (mais de R$ 40 milhões em valores corrigidos), segundo pedido de alvará judicial em tramitação na 5ª Vara Cível de Campos, está cercada por indícios de fraude e irregularidades, segundo denuncia do ex-funcionário de uma empresa contrata pela Prumo para gerenciar o empreendimento.
A empresa Prumo Logística divulgou nota oficial negando denúncias de corrupção em negócios envolvendo o empreendimento. A denúncia do ex-funcionário da Tracomal, que prestou serviços ao Porto, se refere a pedreira Sapucaia, localizada na Fazenda Serrinha, à margem do rio Muriaé, nas proximidades da usina Sapucaia.
Reportagem publicada na edição do último sábado de O Diário aponta indícios de irregularidades que começam na parte de licenciamento e que pode chegar ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um dos grandes investidores do Porto por meio de empréstimos financeiros.
A Pedreira, segundo o ex-funcionário identificado pelas iniciais J.V., por medida de segurança, “não tinha jazida”. Ele afirma que “a prospecção encontrou apenas barro e para justificar o investimento do BNDES, a empresa teria apanhado amostras de jazidas em outra pedreira”. Se isso ficar comprovado, fica caracterizada uma fraude.
O ex-funcionário está disposto a colaborar com o Ministério Público Federal e Polícia Federal em uma eventual investigação. No processo 0029285-45.2010.8.19.0014, em tramitação na 5ª Vara Cível de Campos, a Prumo pede alvará para exploração da pedreira por meio de medida judicial.
Empresa nega denúncia de ex-funcionário
O ex-funcionário da Tracomal diz que a pedreira realizou trabalhos de pesquisas sem licenciamento e alvará. Também aponta indícios de fraude na extração de pedras, argumentando que a jazida não apresentava condições de produção, mas que ainda assim, teria sido financiada com recursos do BNDES.
Na nota oficial, a Prumo Logística assegura que a pedreira tem toda a documentação exigida por lei. “A Fazenda Serrinha, onde está localizada a Pedreira Sapucaia, foi adquirida pela Prumo em fevereiro de 2010, e mantém todas as licenças necessárias vigentes e regulares. Com o avanço das obras do Porto do Açu, houve a redução da necessidade de utilização de pedras. Por isso, a pedreira não está produzindo neste momento, apesar de manter, como dito, todas as licenças que autorizam sua operação regulares e vigentes. A empresa desconhece qualquer laudo que informe que esta pedreira não é produtiva”, diz um trecho da nota.
Contudo, no processo 0029285-45.2010.8.19.0014, em tramitação na 5ª Vara Cível de Campos, a Prumo pede alvará por meio de medida judicial. Segundo consulta realizada pela reportagem de O Diário na última sexta-feira, o processo ainda não teve despacho do juiz Felipe Pinelli Pedalino Costa. Já no âmbito no Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a licença ambiental está vencida desde dezembro de 2013.
NOTA OFICIAL divulgada pela empresa
Informação à Imprensa
A Prumo Logística S.A. lamenta que a reportagem veiculada sob o título “Denúncias de corrupção chegam ao Porto do Açu” na edição do dia 4 de julho deste jornal tenha sido elaborada com base em informações falsas.
A empresa esclarece que a Pedreira Sapucaia pertence à Pedreira Sapucaia Indústria e Comercio Ltda, empresa subsidiária da Prumo Logística. Como empresa controlada pela Prumo, o seu quadro diretivo é comum, não sendo os diretores da companhia sócios da Pedreira.
A Fazenda Serrinha, onde está localizada a Pedreira Sapucaia, foi adquirida pela Prumo em fevereiro de 2010, e mantém todas as licenças necessárias vigentes e regulares. Com o avanço das obras do Porto do Açu, houve a redução da necessidade de utilização de pedras. Por isso, a pedreira não está produzindo neste momento, apesar de manter, como dito, todas as licenças que autorizam sua operação regulares e vigentes. A empresa desconhece qualquer laudo que informe que esta pedreira não é produtiva.
Sobre empréstimos do BNDES, a Prumo esclarece que a empresa tem R$ 2,3 bilhões contratados junto ao banco, e este empréstimo é garantido, por meio de fiança bancária, pelos bancos Santander e Bradesco. A empresa e todas as suas subsidiarias estão adimplentes com todas as suas obrigações, portanto é falsa a informação de que a Porto do Açu Operações S.A., empresa subsidiária da companhia, está em processo de recuperação judicial. Todas as informações sobre financiamentos assim como a situação financeira da Prumo Logística S.A e suas subsidiarias são públicas e estão disponíveis no site da empresa.
Por fim, reforçamos que não há qualquer vínculo entre a Pedreira Sapucaia e o Grupo EBX.
Assessoria de Imprensa Prumo
FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/assessoria-da-prumo-rebate-denuncia-22756.html