Jornal da Band mostra ao Brasil o avanço do mar na Praia do Açu

Como informado aqui, a edição do Jornal da Band desta sexta-feira (26/09) trouxe uma matéria mostrando o processo de erosão em curso na Praia da Açu, contando com a participação de moradores e do professor Eduardo Bulhões, coordenador do curso de Geografia da UFF.

As imagens e declarações de moradores e do professores Bulhões foram resumidas num sumário bastante ácido do âncora do Jornal da Band, jornalista Ricardo Boechat. Abaixo segue um vídeo da matéria.

Erosão no Açu vai ser mostrada hoje na edição nacional do Jornal da Band!

O caso do processo erosivo que está ocorrendo na Praia do Açu deverá sair da mídia local. É que na edição do Jornal da Band desta sexta-feira, o caso será apresentado a partir do levantamento de campo feito por uma equipe  de jornalistas que esteve visitando a região esta semana.

Para quem estiver interessado, a matéria deverá ser apresentada em torno das 19:20.

 

 

Folha da Manhã notícia invasão do mar na Praia do Açu e descreve susto da população

Após invasão do mar, população assustada

Por Patrícia Barreto

Foto: Héllen Souza

Enquanto o rio Paraíba do Sul atinge a maior seca da história, o mar avança na praia do Açu, em São João da Barra. De acordo com a Defesa Civil do município, na quarta-feira (24) à tarde havia ainda a possibilidade da água invadir casas e comércios da rua Principal, como aconteceu na terça-feira (23), o que não aconteceu, para alívio da população local. Os cerca de 2 mil moradores da comunidade que dá nome ao Porto do Açu está cada vez mais preocupada. O fenômeno que vem se tornando constante nunca ocorreu antes. A água invadiu a rua da localidade por volta das 15h. Após uma hora de cheia, no momento de maré mais baixa, o mar deixou de jogar água na via. Até a manhã de quarta, a rua estava com muita lama. Especialistas apresentam diferentes análises sobre as possíveis causas para o problema. Uma delas seria consequência da construção dos terminais do Porto do Açu. Os moradores da localidade cobram a mobilização das autoridades para que os técnicos ajam sobre o problema e ao mesmo tempo identifiquem as causas. Quarta à tarde, após receber denúncias de moradores e saber da situação pela imprensa, uma equipe do Ministério Público Federal foi enviada pelo procurador Eduardo Santos Oliveira ao Açu para fazer se inteirar da situação, para definir se o órgão vai intervir.

A Câmara de Vereadores de São João da Barra arguiu a empresa Prumo Logística Global S.A., a partir da aprovação de um requerimento do vereador Frankis Arêas de Freitas. Assim, a Prumo confirmou a presença de representante numa reunião pública na sede do Legislativo Sanjoanense para dar informações sobre o tema. Inicialmente marcada para o dia 3 de setembro, a reunião acabou suspensa e depois adiada para a próxima quarta-feira, dia 1º de outubro. Neste intervalo a empresa Prumo entregou à Câmara um relatório elaborado pelo professor Paulo Cesar Colonna Rosman, do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ, através da Fundação Coopetec. A pedido do Ministério Público Federal, através de ofício do procurador da República, Eduardo Santos Oliveira, o professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) elaborou outro relatório sobre o assunto.

O Relatório do professor Pedlowski indica que em 2011 a área em questão estava em relativo equilíbrio sedimentar, entretanto, após a conclusão da abertura do canal de navegação em 2012, ocorreu uma forte perda de sedimentos, provocando a diminuição da faixa central da praia do Açu, indicando que um processo erosivo está em curso.

Defesa Civil diz que invasão era esperada

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de SJB, Adriano Assis, o que está ocorrendo na praia do Açu era esperado, mas atípico. “O fenômeno pode ser passageiro, mas pode não ser. Não dispomos de uma série histórica de ressacas que possam nos ajudar, mas as empresas do Complexo Logístico Industrial Portuário (CLIPA) não podem simplesmente se omitir de participação maior no problema, como, por exemplo, implantar o prometido programa permanente de controle de alterações costeiras”.

Até a manhã de quarta-feira (24), nenhuma família precisou ser retirada de suas residências, assim como não houve registro de imóvel alagado. Ainda segundo o coordenador, os agentes da Defesa Civil do município estão em alerta para qualquer chamado ou solicitação, enquanto existir a previsão de novas cheias.

Morador comenta sobre situação da praia

Nem todos os moradores do Açu atribuem o avanço do mar às obras de construção do Porto. “Se isto fosse verdade era para Atafona e especialmente Grussaí estarem mais atingidas que o Açu. Além disso, também os terminais do próprio Porto do Açu estariam sofrendo tanto quanto a própria localidade”, argumentou o aposentado Durval da Silva, de 66 anos. Ele ainda ressaltou que, observando tudo que está sendo comentado, inclusive após a invasão da água na avenida Principal, na terça-feira (23), não há como a comunidade não ter o direito de participar ativamente do acompanhamento científico da movimentação e das alterações da linha da costa, a partir da construção dos terminais 1 e 2 do Porto do Açu. “Defendo o planejamento de medidas de prevenção e contenção dos problemas que já estão atingindo o balneário. Com certeza, estarei presente à reunião”, afirmou o aposentado.

FONTE: http://www.fmanha.com.br/geral/apos-invasao-do-mar-populacao-assustada

Erosão na Praia do Açu é objeto de reportagem na Rede InTerTV

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A Rede InTerTV do Norte Fluminense produziu uma matéria sobre o processo erosivo em curso na Praia do Açu e a mesma foi veiculada na edição da segunda-feira passada (23/09).

Abaixo segue o link de acesso a mais esta matéria que trata de um assunto que está deixando a população da Barra do Açu, localizada no entorno imediato do Porto do Açu, para lá de preocupada.

http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/rjintertv-2edicao/videos/t/edicoes/v/faixa-de-areia-da-praia-do-acu-em-sao-joao-da-barra-rj-encolheu-2km-em-dois-anos/3653415/

O DIÁRIO: MPF apura invasão do mar no Açu

 
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Um dia após mar avançar pela orla e tomar ruas do Açu, 5º distrito de SJB, equipe do Ministério Público realizou inspeção no local

Danielle Macedo

O avanço do mar sobre a área costeira na praia do Açu, em São João da Barra (SJB), levou ontem à tarde uma equipe técnica do Ministério Público Federal (MPF) de Campos à área para fazer uma inspeção e ouvir os moradores. Com a situação na comunidade cada vez mais delicada, as ondas avançaram sobre a Avenida Principal na última terça-feira e alagaram um trecho próximo a escola municipal. O MPF faz averiguações nas áreas onde estão sendo construídos o quebra mar e o canal que é mantido aberto a todo tempo pela empresa Prumo Logística, que administra o Porto do Açu.

Segundo a equipe técnica, um diagnóstico será feito pelo procurador Eduardo Oliveira e divulgado em breve para que providências sejam tomadas em relação ao problema enfrentado pela comunidade do 5º distrito, que soma 1/3 da população sanjoanense.

Defesa Civil – Por todo o dia, a Defesa Civil Municipal esteve ontem em alerta para o caso de novo alagamento, o que não ocorreu. “No dia do alagamento todos ficaram assustados, pois a água atravessou a avenida, mas tivemos outras ocorrências”, disse o sargento Adriano Assis.

Sobre possíveis causas, ambientalistas, moradores e a empresa Prumo Logística divergem nas opiniões. O ambientalista Aristides Soffiati pesquisou o caso num estudo do colega Eduardo Bulhões, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e afirmou que o caso do alagamento poderia até ser considerado normal para a estação do ano, que tem marés altas. “O MPF solicitou a pesquisa a Bulhões na área do estaleiro no Açu, que conclui que como há um obstáculo no caminho na transposição da areia flutuante, dois espigões de pedras construídos no canal acabam atrapalhando o fluxo. A erosão é crescente no local porque há esse bloqueio na transposição da areia”, avalia Soffiati.

Ainda segundo o ambientalista, desde as primeiras audiências públicas em 2011 e 2012, era prevista a erosão. Eleobserva que o Açu e Barra do Furado jamais poderiam ter estaleiros. “Em Barra do Furado (entre Csmpod e Quissamã) há o mesmo problema de erosão, com a transposição da areia, mas está tudo parado”, concluiu.

Preocupação – Segundo o morador e comerciante local Denis Toledo, que acompanha desde o início a instalação do estaleiro, nenhum tipo de monitoramento é feito sobre o impacto ambiental que já vem ocorrendo desde 2012. “Nas audiências realizadas aqui pela Unidade de Construção Naval (UCN), eles documentaram que a erosão aconteceria, mas disseram que o monitoramento seria constante e que criariam soluções”, lembra.

A posição da Prumo Logística, até o fechamento desta edição, era de que as obras do porto não teriam qualquer relação com o avanço do mar sobre a comunidade do Açu. A Câmara Municipal de SJB remarcou para o dia 1º/10, às 19h, uma reunião pública, já adiada uma vez, para esclarecer questionamentos sobre as obras do Porto que estariam contribuindo para a erosão e o avanço do mar na praia. No pedido, o autor do requerimento, vereador Franquis Arêas, solicitou informações sobre o assunto à Prumo Logística.

Segundo a assessoria da Câmara, a Prumo confirmou presença e ficou de apresentar o estudo denominado “Sobre a evolução da linha de costa adjacente aos molhes do Terminal TX2 do Porto do Açu e a necessidade de transposição de sedimentos”.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/mpf-apura-invasao-do-mar-no-acu-15193.html

Moradores do Açu se assustam com o avanço do mar

A maré esteve tão alta, que o mar invadiu boa parte do Destacamento de Polícia Ostensiva (DPO) e o Posto de Urgência

Moradores do Açu se assustam com o avanço do mar (Foto: Montagem/JTV)

Cerca de duas mil pessoas poderão ser afetadas com o avanço do mar na Praia do Açu, em São João da Barra. Na tarde de terça-feira (23 de setembro), a água invadiu a Rua Principal e assustou moradores. Algumas casas e estabelecimentos comerciais  foram tomados pela água.

Um dia depois do avanço repentino, nesta quarta-feira (24), a equipe de reportagem do jornal Terceira Via esteve na Praia do Açu e conferiu os prejuízos deixados pela fúria do mar. A maré esteve tão alta, que o mar invadiu boa parte do Destacamento de Polícia Ostensiva (DPO) e o Posto de Urgência.

Olga Almeida, de 64 anos, que é nascida e criada na praia do Açu, conta que nunca viu um fenômeno da natureza tão ameaçador como a invasão do mar na tarde de terça. 

“Em 64 anos de vida nunca vi tamanha fúria da natureza. Acho que isso se deve à modernidade chamada Porto do Açu. Antes desse mega empreendimento ser construído aqui, natureza e homem sempre viveram em perfeita harmonia”, desabafou a moradora.

Já a aposentada Nelzira Gomes, que mora há menos de 100 metros de onde a água invadiu, diz que apesar de nunca ter visto o mar chegar ao asfalto, declara que não temeu a força das águas.

“Isso já é esperado por nós, moradores. Sinceramente não sei até que ponto o complexo portuário interfere no avanço do mar, mas como diz a palavra de Deus, quem tem fé não há o que temer”, disse.

Segundo Adriano Assis – coordenador da Defesa Civil de São João da Barra – nenhuma família precisou ser removida e a situação na praia já foi normalizada. Ele enfatiza que o que aconteceu na terça-feira foi um fenômeno já esperado pelo órgão. “A maré estava muito alta e, como a estrada é baixa, é normal acontecer este tipo de situação. De qualquer forma, mesmo após a situação já ter praticamente voltado ao normal, estamos atentos para que ninguém sofra nenhum incidente”, explicou.

Preocupada com a situação, a Câmara de Vereadores da cidade vai promover uma reunião pública para tentar responder aos questionamentos do vereador Franquis Arêas, sobre se as obras do Porto estariam causando a erosão e o avanço do mar na praia do Açu. A audiência pública acontecerá no dia 1º de outubro.

FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste-fluminense/56269/moradores-do-a

Praia do Açu: enquanto os anônimos reclamam dos números, o mar avança

Enquanto anônimos tentam desclassificar os meus números, eis que o mar continua dando demonstrações que não podemos ficar apenas nas avaliações qualitativas e sem evidências de campo para entender o que está, de fato, acontecendo na Praia do Açu neste momento.

Para clarificar um pouco mais a situação, posto abaixo imagens tiradas no início desta tarde de 3a. feira, onde fica evidente a intrusão das águas oceânicas na rua principal da Barra do Açu.

E mais do que nunca, há que se iniciar um efetivo monitoramento deste processo para que se determina, inclusive, as medidas de mitigação que contenham o processo em curso, caso o mesmo se mostra algo além de um evento pontual, seja no tempo ou no espaço.

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O relatório sobre a erosão na Praia do Açu e os incomodados anônimos

Tenho acompanhado uma polêmica que está ocorrendo no blog do Prof. Roberto Moraes (Aqui!) e (Aqui!) e venho lendo uma série de comentários anônimos furiosos que procuram desclassificar o que eu relatei ao Ministério Público Federal seguindo um conjunto de perguntas formuladas pelo procurador Eduardo Santos Oliveira.

De cara afirmo que não me surpreende nem o anonimato nem o conteúdo dos comentários que procuram desclassificar o que relatei. É que desde 2009 venho acompanhando o comportamento desses anônimos que então defendiam os desmandos de Eike Batista e hoje continuam o serviço de defender as mazelas causadas pela implantação do Porto do Açu e que, pasmem todos os sinceramente preocupados com o desenvolvimento da nossa região, estavam previstos nos diversos Relatórios de Impacto Ambiental (RIMAs) que foram produzidos para obter as licenças ambientais de forma fatiada, de modo a dificultar a análise dos impactos totais que os diversos empreendimentos trariam para a região do entorno do Porto do Açu.

O que eu tenho a dizer aos comentaristas anônimos é que as medidas pedidas foram entregues no tempo determinado pelo MPF, e que cabe agora ao procurador Eduardo Santos Oliveira determinar se minhas medidas são superficiais ou não. 

Mas o interessante é que enquanto se preocupam comigo, é bem provável que o caso referente ao processo erosivo em curso na Praia do Açu, e que estava sim previsto no RIMA da UCN da OSX esteja evoluindo dentro do silêncio que cabe ao MPF trabalhar.

Deste modo, vamos esperar pela manifestação do MPF. Enquanto isso, que esperneiem, pois sei que o que eu fiz está balizado pelo devido rigor que a ciência requer. E quem tiver números, e não opiniões anônimas, melhores que apresente ao procurador Eduardo Santos Oliveira.  A ver!

Praia do Açu tem dia de mar entrando nas ruas

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Em que pese a polêmica em torno do processo erosivo em curso na Praia do Açu e da expectativa em torno da manifestação do Ministério Público Federal sobre o assunto, hoje os moradores da Barra do Açu ficaram mais uma vez vendo o mar entrando dentro de suas ruas, num espetáculo que deixa muitos moradores preocupados com o futuro daquela localidade.

Abaixo vídeo que foi postado por um morador da Praia do Açu onde fica explícito esse processo de intrusão das águas marinhas dentro da localidade.

Visita do vereador Franquis Arêas para entregar relatório da Prumo sobre erosão na Praia do Açu

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Acabo de receber o vereador sanjoanense Franquis Arêas (PR) na sala que eu e meu grupo de pesquisas ocupamos no Centro de Ciências do Homem da UENF. A razão da visita de Franquis Arêas foi a entrega  de uma cópia do relatório preparado pelos especialistas contratados pela Prumo Logística sobre o processo erosivo em curso na Praia do Açu. 

Me comprometi com o vereador a ler o relatório e atender quaisquer solicitações que ele me faça acerca do problema no futuro, já que considero que é meu papel oferecer todas as informações que meu grupo está colhendo sobre este problema.

Em tempo, o vereador Franquis Arêas me confidenciou sua preocupação com o problema, já que como morador da Barra do Açu nunca havia presenciado este fenômeno. Pela disposição que notei no vereador, a audiência do dia 01 de outubro deverá ser para lá de interessante. A ver!