Agricultores do V Distrito e os processos judiciais “missing in action”

processos

Estive ontem visitando o V Distrito de São João da Barra onde estou realizando uma série de coletas de amostras de água para um projeto financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Eis que entre uma conversa e outra, um agricultor veio me dar conta de que o processo que trata da desapropriação de uma propriedade de sua família teria, pasmem todos, tomado um verdadeiro chá de sumiço no Fórum de São João da Barra, o que estaria lhe trazendo ainda mais preocupação.

Essa narrativa de algo que me parece inédito me deixa bastante curioso sobre se 1) isso está de fato ocorrendo, e 2) e se estiver, quantos processos estariam enquadrados nesta situação.

De toda forma, em se confirmando essa situação de processos “missing in action“, eu fico imaginando o que mais ainda falta surgir no imbróglio em que esse processo de desapropriações no V Distrito de São João da Barra!

Eike Batista: tapete vermelho na prefeitura de Campos, processos na CVM

CVM rejeita acordo com administradores de OGX e CCX

Divulgação
Funcionário da OGX, do Grupo EBX

Funcionário da OGX, hoje conhecida como OGPar: CVM sinalizou que pretende levar os processos do caso X a julgamento

Mariana Durão, do Estadão Conteúdo

Rio – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou propostas de acordo no total de R$ 1,4 milhão apresentadas por administradores acusados de cometer irregularidades na OGX e na CCX, empresas fundadas pelo empresário Eike Batista.

Nas decisões, o órgão regulador sinalizou que pretende levar os processos sancionadores abertos no caso X a julgamento, dando um posicionamento claro ao mercado de capitais.

“Diante das repercussões públicas de fatos correlatos a outras companhias do grupo empresarial de que faz parte a OGX, entende-se que o efeito paradigmático de maior relevância e visibilidade junto à sociedade e, mais especificamente, junto aos participantes do mercado de valores mobiliários, dar-se-á por meio de um posicionamento do Colegiado da autarquia em sede de julgamento”, diz o parecer do Comitê de Termo de Compromisso.

Os termos de compromisso extinguem o processo sancionador sem presunção de culpa ou julgamento do mérito.

Os processos administrativos sancionadores da CVM podem levar à pena de multa de até R$ 500 mil ou três vezes o valor da vantagem econômica obtida ou da perda evitada.

Também cabem penas como inabilitação para atuar em companhias abertas e advertência.

Para tentar fugir de uma condenação, cinco administradores da OGX propuseram pagar um total de R$ 650 mil.

O ex-conselheiro Aziz Bem Ammar e os executivos José Roberto Faveret, Luiz Eduardo Carneiro, Paulo Guimarães e Reinaldo Belotti – ainda diretor de produção da empresa – propuseram pagar R$ 100 mil cada.

Já o ex-diretor financeiro Roberto Monteiro pretendia pagar R$ 150 mil.

Todos são acusados de terem protelado a divulgação de fato relevante sobre a alienação de 40% dos blocos BM-C-39 e BM-C-40 à estatal malaia Petronas, apesar do vazamento de informações na mídia e de intensa cobrança da autarquia no mês que antecedeu a conclusão do acordo. A venda das fatias no campo de Tubarão Martelo acabou não se concretizando.

O fundador do grupo, Eike Batista, também é acusado no processo. Ele chegou a propor um acordo no fim do ano passado, mas voltou atrás alegando que não incorreu em qualquer irregularidade e que não se sustenta a infração que lhe é imputada pela CVM: não agir para divulgar a informação relevante frente à omissão do então diretor de Relações com Investidores da companhia, Roberto Monteiro.

A Instrução 358 da CVM estabelece que os administradores podem deixar de divulgar fatos relevantes quando entenderem que isso põe em risco interesse legítimo da companhia.

Mas determina a divulgação imediata se a informação escapar ao controle ou ocorrer oscilação atípica na negociação de ações. Já a Lei das S.A. exige a comunicação imediata de fato capaz de influir na decisão de investidores em negociar os papéis da empresa.

O caso da CCX também trata de irregularidades na prestação de informações relevantes ao mercado. Dessa vez, a CVM questiona a ausência de divulgação de estudos para a realização de uma oferta pública de aquisição de ações para cancelamento do registro de companhia aberta da empresa de carvão do grupo X.

Os executivos José Gustavo de Souza Costa, Leonardo Pimenta Gadelha e Eduardo Karrer enviaram proposta de pagamento de R$ 200 mil cada. Já o ex-conselheiro Aziz Bem Ammar pretendia pagar R$ 150 mil.

Além deles, são acusados Eike Batista, Luiz do Amaral de França Pereira, Rodolpho Tourinho e Samir Zraick, que fizeram parte do conselho da CCX.

Tanto no caso de OGX quanto da CCX, a xerife do mercado de capitais considerou que a aceitação das propostas não traria ganhos para a administração pública em termos de celeridade e economia processual, uma vez que os processos continuariam correndo em relação a outros acusados.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/cvm-rejeita-acordo-com-administradores-de-ogx-e-ccx

A interminável via crucis de Eike Batista: enquanto ciceroneia no Porto do Açu, acumula processos na CVM

Segundo o que nos informa em seu blog o Prof. Roberto Moraes (Aqui!) e (Aqui!), o ex-bilionário Eike Batista anda dando uma de cicerone no Porto do Açu, aparentemente num esforçou de alicerçar a sua posição como acionista minoritário da Prumo (ex-LL(X). Outra possibilidade para esta retomada das visitas de Eike ao Açu é a tentativa de fazer caixa para enfrentar a tempestade de processos que está se formando no horizonte contra ele na justiça comum e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

É que, como mostra a mostra abaixo, de autoria da jornalista Mariana Durão, só na CVM já são quatro processos contra Eike Batista. E olha que estes podem ser apenas os primeiros de uma longa lista. A ver!

CVM abre quarto processo contra Eike Batista

A autarquia apura se ele foi responsável, enquanto controlador da MPX (atual Eneva), por descumprir uma instrução

Mariana Durão, do 
 
 AGNEWS
 Eike Batista, dono do Grupo EBX

 Eike: o empresário tinha até o último dia 17 para apresentar sua defesa e encaminhou no dia 30 um pedido para extinguir o processo sem julgamento

Rio – O empresário Eike Batista é alvo de um novo processo administrativo sancionador na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Dessa vez a autarquia apura se ele foi responsável, enquanto controlador da MPX (atual Eneva), por descumprir o artigo 6º da Instrução 358/02.

O dispositivo trata de exceção à regra da imediata divulgação de fato relevante, que se dá quando os administradores entenderem que sua revelação colocará em risco interesse legítimo da companhia.

Determina, entretanto, a obrigação de fazê-lo quando a informação escapar ao controle ou se ocorrer oscilação atípica na cotação, preço ou quantidade negociada dos papéis da empresa.

Eike tinha até o último dia 17 para apresentar sua defesa e encaminhou no dia 30 um pedido de termo de compromisso para extinguir o processo sem julgamento.

Este é o quarto processo sancionador aberto pela CVM contra o empresário desde o ano passado, quando as empresas do grupo EBX mergulharam numa forte crise de confiança. Há ainda casos que apuram infrações na OGX, CCX e LLX.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/cvm-abre-quarto-processo-contra-eike-batista-2

Problemas judiciais de Eike Batista agora alcançam Pedro Malan

Minoritários da OGX processam ex-ministro Pedro Malan por negligência

RAQUEL LANDIM, DE SÃO PAULO

Eles cobram o ressarcimento dos prejuízos que tiveram com a queda das ações da petroleira, que está em recuperação judicial, e também pedem uma indenização por danos morais.

Se a ação for vitoriosa, os valores serão estipulados pela Justiça. As ações da OGX caíram 98,7%, saindo de R$ 23 em outubro de 2010 para menos de R$ 0,30.

Malan -ministro da Fazenda do governo FHC de 1995 a 2002 e um dos economistas mais conceituados do país por colaborar com o grupo que “domou” a inflação- fez, desde 2008, parte do conselho de administração da OGX como membro independente.

Os minoritários acusam o ex-ministro de “omissão e negligência” por “não se informar, fiscalizar, investigar, se opor ou denunciar as irregularidades cometidas pela empresa”, conforme o processo obtido pela Folha.

A OGX informou ao mercado possuir reservas de petróleo muito superiores às que realmente existiam. Os números reais só vieram à tona com as primeiras frustrações de produção. A empresa foi obrigada a abandonar vários campos de petróleo.

“O nome do Malan tem peso e levou muitos acionistas minoritários a comprar ações da OGX. Quem ia imaginar que uma empresa que tinha ele como conselheiro pudesse mentir?”, disse o advogado Márcio Lobo, do escritório Jorge Lobo Advogados, que representa os minoritários e que também perdeu dinheiro com a OGX.

Procurado pela reportagem, o ex-ministro informou por meio de sua assessoria de imprensa que não tinha “nada a declarar”. Ele hoje é presidente do conselho consultivo internacional do Itaú Unibanco, o maior banco privado do país.

Malan deixou o conselho de administração da OGX de forma abrupta em junho de 2013, quando a crise na empresa já era evidente. Também renunciaram a seus cargos no conselho os ex-ministros Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) e Ellen Gracie (Supremo Tribunal Federal).

Nenhum deles explicou publicamente seus motivos.

Adriano Vizoni – 29.abr.2013/Folhapress
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan em evento em São Paulo em abril do ano passado
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan em evento em São Paulo em abril do ano passado

PROCESSOS EM SÉRIE

Esse é o segundo processo aberto pelos minoritários da OGX com pedido de indenização. O primeiro foi contra Eike, CVM e Eliezer Batista, pai de Eike e também membro do conselho.

Um grupo de cerca de 30 minoritários tem trabalhado em conjunto e pretende abrir uma série de processos contra vários conselheiros, ex-diretores da OGX, a CVM e a BMF&Bovespa.

“São todos responsáveis pelo o que aconteceu. Foram negligentes”, diz o economista Aurélio Valporto, um dos líderes informais do grupo.

Cada processo é capitaneado por acionistas minoritários diferentes. Na primeira ação, foram quatro pessoas. Nesta, outras sete. Pelo menso mais dois processos devem ser abertos em breve.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1401017-acionistas-minoritarios-da-petroleira-ogx-processam-ex-ministro-pedro-malan-por-negligencia.shtml