
Na UENF entre o sonho e o pesadelo, a raiz dos problemas é o autismo institucional da reitoria


A internet é mesmo um lugar que derruba muita gente. No caso do ex-(des) governador do Rio de Janeiro, que agora se ouve não será mais candidato a senador, o pior é ter suas promessas eleitorais descumpridas desenterradas, justamente quando seu candidato, Luiz Fernando Pezão, patina nas pesquisas. Mas a imagem abaixo é um demonstração cabal de que não se pode confiar em Sérgio Cabral nem quando ele coloca sua assinatura no papel. Que o digam o alvo das promessas em questão, os sofridos professores da rede pública de ensino do estado do Rio de Janeiro!
Circulam desde o dia 13 de maio na cidade do Rio dez ônibus com o adesivo da campanha salarial das universidades do estado. Os adesivos podem ser vistos em ônibus das linhas 158A, 176, 415, 341, 422 e 238, que cobrem, juntos, todas as regiões do município (centro, zona sul, zona norte e zona oeste).
Vista de fora, a greve geral que assola a UENF desde 12 de março pode parecer difícil de entender. Agora, a ADUENF acaba de produzir um vídeo de 1 minuto e 22 segundos em que seu presidente explica de forma rápida e didática os últimos acontecimentos da greve, e aproveita para exigir que o (des) governo do Rio de Janeiro trate a UENF com respeito, coisa que foi escassa ao longo dos 7 anos e 5 meses em que Cabral e Pezão comandam o leme da nau desgovernada em que se transformou o governo do Rio de Janeiro.
Quebra de compromisso da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro motivou decisão
Na maior assembleia realizada na greve iniciada no dia 12 de Março de 2014, os professores da UENF ouviram atentamente as informações trazidas do Rio de Janeiro pelo presidente da ADUENF, Prof. Luís Passoni.
Segundo informou, o Prof. Passoni, na visita realizada na ALERJ não houve o envio prometido pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira, do projeto de lei para corrigir os salários dos servidores e professores da UENF. Além disso, outra informação colhida nesta visita foi de que o envio deste projeto deverá ocorrer apenas no início de junho.
Em função desses relatos, a assembleia decidiu de adotar de forma unânime uma série de atividades públicas para divulgar as razões greve, realizar novos contatos com deputados estaduais, e também procurar apoio em entidades científicas como a Academia Brasileira de Ciências.
Um passo importante que também foi acertado foi o aprofundamento da unidades com os servidores técnico-administrativos a partir da pauta da reposição de 86,7% das perdas salariais.
As decisões desta assembleia sinalizam de forma clara que o caminho escolhido pelos professores é o da mobilização até que suas reivindicações sejam atendidas pelo governo do Rio de Janeiro.

Visto de fora, o resultado da assembléia da ADUENF desta 3a. feira (13/05) parece indicar que os professores da UENF entregaram os pontos sem luta de uma greve que se estende por mais de dois meses em troca de uma tabela salarial que os manterá na condição dos recebedores dos piores salários do Brasil. Mas eu, que estive presente e votei com mais 53 professores pela manutenção da greve até o (des) governo do Rio de Janeiro enviasse um projeto de lei para a assembléia legislativa do Rio de Janeiro, atribuo a decisão de suspender a greve até 6a. feira para atender as exigências do (des) secretário de Ciência e Tecnologia, o desconhecido Alexandre Vieira, a uma intervenção direta da reitoria na UENF nas decisões da assembléia da ADUENF.
É que ontem, pela primeira vez em todo esse movimento, apareceram várias pessoas detentoras de cargos comissionados que nunca estiveram em uma atividade de rua, viagem ao Rio de Janeiro, fechamento de BR-101, panfletagens e coisas do gênero, simplesmente para votar pelo fim do movimento. O resultado foi então um total de 61 votos para a suspensão da greve até 6a. feira para ver se o (des) governo do Rio de Janeiro envia a sua proposta salarial (ridícula de passagem) para análise na ALERJ.
Aliás, há que se ressaltar que a proposta de encerrar definitivamente o movimento de greve foi apresentada e rejeitada, contando apenas com os votos de uns poucos apoiadores da reitoria.
Mas o que implica a votação de suspender a greve até 6a. feira? Muitas coisas, e nenhuma delas deverá trazer coisas positivas. A principal dela é que essa suspensão temporária não é o que o (des) governo do Rio de Janeiro exigiu, qual seja, o fim efetivo da greve. Assim, há a possibilidade concreta de que não haja o envio de nenhuma proposta para a ALERJ até a realização da assembleia, o que forçará a continuidade da greve. Ai é que vamos ver qual será a próxima manobra da reitoria da UENF para encerrar um movimento que acordou os professores definitivamente para a situação de extrema penúria em que se encontram não apenas do ponto de vista salarial, mas também da sua liderança institucional.
Ah! Antes que eu me esqueça, para os estudantes e servidores ainda existem assembleias marcadas. Vamos ver como se comportará a reitoria da UENF nesses dois casos.
Finalmente, retomada das aulas que é bom, sabe-se lá quando será possível. E os culpados por isso tem nome e endereço: reitoria da UENF, campus Leonel Brizola, e Luiz Fernando Pezão, Avenida Pinheiro Machado, S/N, Rio de Janeiro, RJ.
A UENF está em greve geral desde 12 de março, mas até hoje o (des) governo estadual comandado agora por Luís Fernando Pezão está tratando o movimento com descaso e intransigência. Pois bem, o (des) governo do Rio de Janeiro demorou tanto a resolver o problema da UENF, que agora talvez tenha que enfrentar movimentos similares na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO).
A principal questão que alimenta a indignação dos professores das três universidades estaduais do Rio de Janeiro é a profunda desvalorização dos salários que os coloca como os mais mal pagos no funcionalismo estadual para os detentores de títulos de pós-graduação.
E ninguém pode dizer que os professores da UENF não avisaram! Enrolaram tanto que agora podem ter que encarar uma greve geral nas três universidades estaduais. Excelente para a campanha eleitoral da oposição, Pezão!
Em greve desde o dia 12/03, os professores da UENF esperam com paciência e múltiplas atividades que o (des) governo liderado por Luiz Fernando Pezão saia de sua indiferença olímpica e envie logo o projeto de lei para corrigir os salários praticados na instituição, e que hoje alcançaram o lamentável posto de piores do Brasil.
Abaixo posto vídeo produzido pela Associação de Docentes da UENF para explicar as razões do movimento de greve.
Uma cena que raramente visto em qualquer universidade do mundo ocorreu hoje no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense em Campos dos Goytacazes. É que cansados do descaso e intransigência do (des) governo comandado até ontem por Sérgio Cabral, membros de todos os segmentos da comunidade universitária lacraram hoje todas as entradas, impedindo o acesso ao seu interior.
Essa situação decorre do lento, porém consistente, processo de sucateamento a que a UENF vem sofrendo ao longo dos últimos 7 anos, e que culmina numa situação de penúria salarial, inexistência de políticas para assistência estudantil e encurtamento orçamentário. Todas essas variáveis somadas é que explicam porque uma medida tão dramática foi tomada, ainda que de forma ordeira e pacífica.
O aspecto mais importante desse evento foi a retomada de uma ação unificada por todos os três segmentos, o que revela que todas as tentativas realizadas para desunir e impedir a ação unificada de professores, servidores e estudantes. A principal demonstração disso foi a reunião de todos os comandos de greve que ocorreu na sede da ADUENF logo após o encerramento do trancamento do campus.
Agora é importante que os representantes do novo/velho (des) governo estadual saibam que não haverá diálogo e retomada da normalidade dentro da UENF com a repetição das chantagens e humilhações que foram a marca do mandato do ex-(des) governador Sérgio Cabral. Assim, quanto antes aparecem negociadores com autoridade e disposição para resolver as diversas pautas existentes, menor será a sangria a que o novo (des) governador Luiz Fernando Pezão sofrerá com a manutenção da greve geral que ocorre atualmente na UENF.