Infográfico explica esquema de propinas da Fetranspor com a Alerj

O Infográfico abaixo foi preparado pelo jornal “O GLOBO” e apresenta o suposto esquema de propinas que teria sido iniciado  nos anos de 1990, com a Alerj sob o comando de Cabral, sendo herdada por seus dois sucessores, Picciani, Melo e Albertassi [1]. 

FETRANSPOR INFOGRÁFICO


[1] https://oglobo.globo.com/brasil/infografico-como-funcionava-caixinha-da-fetranspor-22067113?utm_source=LinkedIn&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

 

Viu! informa: Listão da propina do Detro tem 51 deputados

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Da redação

A Operação Ponto Final, que desbaratou um mar de lama no sistema de transporte do Estado do Rio de Janeiro, está chegando aos 51 deputados estaduais que aparecem no listão da propina. O material recolhido pela Polícia Federal é farto.

O valor da merenda era seletivo, variando de R$ 10 mil a R$ 200 mil mensais por empresa. Cada fiscal ganhava uma cala boca entre R$ 2.500 e R$ 10 mil. Já os deputados variavam entre R$ 10 mil, R$ 100 mil ou R$ 1 milhão por mês. Cada um vale quanto pesa.

Não será difícil chegar aos gabinetes dos contemplados no Palácio Tiradentes. É só saber quem apadrinhou a indicação de chefes de postos do Detro nas regiões. Esses cargos, geralmente, são preenchidos com as chamadas formigas carregadeiras. É o andar de baixo que tem a tarefa de passar a sacolinha e repassar. Tudo indica que as recentes operações da PF e do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro terão desdobramentos ainda no setor de transportes.

Já existem as digitais dos deputados que indicaram nomeação de fiscais.

A Polícia também vai descobrindo que a propina no Detro costuma ser contabilizada, nem que seja por meio de manuscritos em papel de pão. Afinal, criminoso também presta contas. Confira alguns dos manuscritos:

As investigações estão avançando. Observe que na lista acima, os dos últimos nomes se refere ao “Porto”. São, na verdade, os ônibus da BK e FK que transportam trabalhadores para o Porto do Açu, em São João da Barra.

Alguém precisa explicar a razão de manter essas charangas circulando, mesmo em situação irregular, sem qualquer perturbação dos fiscais.

Além da capital, o esquema do Detro era forte em Friburgo, na Região Serrana, e também no Norte Fluminense.

Pagamento de propina no Detro já tinha motivado denúncia no órgão, só que nunca foi alvo de apuração. Observe os documentos abaixo:

Detro-RJ

FONTE: https://www.viuonline.com.br/2017/07/listao-da-propina-do-detro-tem-51-deputados/

JBS joga bomba atômica no governo Temer, e ainda leva Aécio Neves junto

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Michel Temer ao lado de Joesley Batista, um dos donos do Grupo JBS, durante inauguração de fábrica de celulose em Três Lagoas (MS) em 2012.

A situação política brasileira que já andava complicada subiu mais um degrau no sentido do caos no dia de hoje com a delação dos donos do Grupo JBS envolvendo diretamente o presidente “de facto” Michel Temer em uma série de atos nada republicanos.   O furo de reportagem que foi dado inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim  (Aqui!), mas está se alastrando como fogo em canavial seco pela mídia nacional, internacional e na blogosfera (Aqui!AquiAqui! e Aqui!).

O teor da delação dos donos do JBS é especialmente danoso para Michel Temer, na medida em que as tratativas envolveram não apenas a passagem de dinheiro quando ele já era presidente, mas também a informação de que após ser informado empresa estava comprando o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha,  Temer sinalizou com a necessidade de que o mesmo fosse mantido calado.

Outro que foi envolvido nas delações da JBS, surpresa das supresas, é o senador tucano Aécio Neves que teria sido gravado requerendo  R$ 2 milhões sob a justificativa de que precisava dos recursos para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato.

Um detalhe particularmente explosivo é que as entregas feitas pelo Grupo JBS para atender os pedidos de Michel Temer e Aécio Neves teriam seguido orientações da Polícia Federal que não apenas gravou as entregas, mas também utilizou mecanismos de rastreamento das cédulas e das malas em que as mesmas foram carregadas.

Diante de tanto detalhe, não há como esperar que os próximos dias não sejam especialmente atribulados em Brasília e em outras partes do Brasil, começando por Minas Gerais. É que a estas alturas, outros políticos já sabem que também foram gravados pelo pessoal do JBS. Haja rivotril!

Delator afirma que R$ 900 mil recolhidos em propina foram usados para pagar dívida do (des) governador Pezão

A situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão que já não era boa, agora está tomando o rumo do precipício. É que tendo passado incólume pelo vendaval que colocou na cadeia o seu mentor e ex (des) governador Sérgio Cabral, a situação de Pezão está ficando insustentável a partir de relatos que emergiram hoje em diversos veículos da mídia corporativa.

A “novidade” é que o advogado Jonas Lopes Neto teria declarado em sua delação premiada que um assessor  do (des) governador Pezão, que também é parente por laços de matrimônio, Marcelo Santos Amorim, lhe confidenciou ter utilizado R$ 900 mil obtidos por meio de propina para pagar dívidas pessoais do chefe do executivo fluminense (Aqui!Aqui! Aqui!).

Para complicar ainda mais esse enredo tétrico, há o fato de que o Sr. Marcelo Santos Amorim foin conduzido coecertivamente para depor na Polícia Federal no âmbito da operação “Quinto do ouro” (Aqui!). E como já afirmei aqui, essas conduções coercitivas tem resultado em múltiplas delações premiadas. Daí que não seria surpresa que o atual subsecretário de Comunicação do (des) governo Pezão tenha sido levado para depor como uma forma de pressão para que aceite assinar uma delação premiada.

Seja qual for o contexto em que se analisa o caos instalado no Rio de Janeiro, a revelação do uso dessa pequena fortuna para pagar despesas pessoais do (des) governo Pezão vai cair muito mal com os quase 200 mil servidores estaduais que ainda não viram a cor dos salários de Fevereiro.  

E com isso tudo somado, o  mais provável que haja ainda mais revelações cercando o (des) goverador Pezão, o que criaria um contexto ainda mais complicado no Rio de Janeiro.

BR 247: Cabral cobrou propina no Guanabara, dizem delatores

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247 – Virou moda. Depois de Michel Temer ter pedido R$ 10 milhões em doação da Odebrecht para campanha do PMDB de dentro do Palácio do Jaburu, segundo delatores da Lava Jato, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Só informou nesta terça-feira 7 ao juiz Sergio Moro que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral cobrou R$ 2,7 milhões em propina pelas obras do Comperj de dentro do Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

Segundo o empreiteiro, na reunião estavam, além dele e de Cabral, outro executivo da Andrade Gutierrez e Wilson Carlos, braço direito e secretário de governo de Sérgio Cabral. “Houve uma reunião no Palácio com o governador e o Wilson Carlos na presença do nosso representante comercial Alberto Quintaes e foi dito que o Wilson Carlos é que coordenaria essa divisão das obras e que sobre essas obras haveria um pagamento de 5% sobre as faturas das obras que as empresas executassem”, relatou o empreiteiro ao juiz.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/283837/Cabral-cobrou-propina-do-Comperj-no-Guanabara-dizem-delatores.htm

 

Sérgio Cabral e as múltiplas delações envolvendo seu nome em propinas por obras públicas

O ex (des) governador Sérgio Cabral é um daqueles exemplos de ascensão meteórica que grassam na política brasileiro, seja em termos de poder ou no aumento do patrimônio pessoal.  Há que se lembrar que essa ascensão foi parcialmente possibilitada por uma forte blindagem que a mídia coporativa carioca (a começar pelas Organizações Globo) forneceu para Sérgio Cabral ao longo de seus oito anos no comando do executivo fluminense.

Agora com a evolução das apurações envolvendo as grandes empreiteiras pegas com negócios pouco republicanos na chamada Operação Lava Jato, o número de delações que colocam Sérgio Cabral no centro de uma mega operação de cobrança de propinas estão se avolumando. Pelo menos é o que mostra a reportagem assinada pelo jornalista Marco Antonio Martins e publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo que aponta que Sérgio Cabral teria cobrado propinas milionárias da empreiteira Andrade Gutierrez em troca da participação em obras envolvendo a reforma do Maracanã, e a construção do Arco Metropolitano e do Comperj (Aqui!). Essa nova denúncia se soma à feita pela Odebrecht e que a própria Folha de São Paulo noticiou na semana passada.

Cabral petrolão

Como de hábito, Sérgio Cabral negou mais essa denúncia envolvendo o seu nome em negócios escusos. Entretanto, é provável que a blindagem que costumeiramente recebeu ao longo dos anos não vá livrá-lo de oferecer respostas mais concretas (caso as tenha) para a justiça.

Enquanto Sérgio Cabral se enrola, os servidores públicos do Rio de Janeiro continuam sua epopéia de não saber quando receberão a segunda parcela do salário de Maio ou, tampouco, os salários de junho. Essa é uma das facetas da herança maldita que Sérgio Cabral deixou aos seus herdeiros políticos.