JBS joga bomba atômica no governo Temer, e ainda leva Aécio Neves junto

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Michel Temer ao lado de Joesley Batista, um dos donos do Grupo JBS, durante inauguração de fábrica de celulose em Três Lagoas (MS) em 2012.

A situação política brasileira que já andava complicada subiu mais um degrau no sentido do caos no dia de hoje com a delação dos donos do Grupo JBS envolvendo diretamente o presidente “de facto” Michel Temer em uma série de atos nada republicanos.   O furo de reportagem que foi dado inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim  (Aqui!), mas está se alastrando como fogo em canavial seco pela mídia nacional, internacional e na blogosfera (Aqui!AquiAqui! e Aqui!).

O teor da delação dos donos do JBS é especialmente danoso para Michel Temer, na medida em que as tratativas envolveram não apenas a passagem de dinheiro quando ele já era presidente, mas também a informação de que após ser informado empresa estava comprando o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha,  Temer sinalizou com a necessidade de que o mesmo fosse mantido calado.

Outro que foi envolvido nas delações da JBS, surpresa das supresas, é o senador tucano Aécio Neves que teria sido gravado requerendo  R$ 2 milhões sob a justificativa de que precisava dos recursos para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato.

Um detalhe particularmente explosivo é que as entregas feitas pelo Grupo JBS para atender os pedidos de Michel Temer e Aécio Neves teriam seguido orientações da Polícia Federal que não apenas gravou as entregas, mas também utilizou mecanismos de rastreamento das cédulas e das malas em que as mesmas foram carregadas.

Diante de tanto detalhe, não há como esperar que os próximos dias não sejam especialmente atribulados em Brasília e em outras partes do Brasil, começando por Minas Gerais. É que a estas alturas, outros políticos já sabem que também foram gravados pelo pessoal do JBS. Haja rivotril!

Delator afirma que R$ 900 mil recolhidos em propina foram usados para pagar dívida do (des) governador Pezão

A situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão que já não era boa, agora está tomando o rumo do precipício. É que tendo passado incólume pelo vendaval que colocou na cadeia o seu mentor e ex (des) governador Sérgio Cabral, a situação de Pezão está ficando insustentável a partir de relatos que emergiram hoje em diversos veículos da mídia corporativa.

A “novidade” é que o advogado Jonas Lopes Neto teria declarado em sua delação premiada que um assessor  do (des) governador Pezão, que também é parente por laços de matrimônio, Marcelo Santos Amorim, lhe confidenciou ter utilizado R$ 900 mil obtidos por meio de propina para pagar dívidas pessoais do chefe do executivo fluminense (Aqui!Aqui! Aqui!).

Para complicar ainda mais esse enredo tétrico, há o fato de que o Sr. Marcelo Santos Amorim foin conduzido coecertivamente para depor na Polícia Federal no âmbito da operação “Quinto do ouro” (Aqui!). E como já afirmei aqui, essas conduções coercitivas tem resultado em múltiplas delações premiadas. Daí que não seria surpresa que o atual subsecretário de Comunicação do (des) governo Pezão tenha sido levado para depor como uma forma de pressão para que aceite assinar uma delação premiada.

Seja qual for o contexto em que se analisa o caos instalado no Rio de Janeiro, a revelação do uso dessa pequena fortuna para pagar despesas pessoais do (des) governo Pezão vai cair muito mal com os quase 200 mil servidores estaduais que ainda não viram a cor dos salários de Fevereiro.  

E com isso tudo somado, o  mais provável que haja ainda mais revelações cercando o (des) goverador Pezão, o que criaria um contexto ainda mais complicado no Rio de Janeiro.

BR 247: Cabral cobrou propina no Guanabara, dizem delatores

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247 – Virou moda. Depois de Michel Temer ter pedido R$ 10 milhões em doação da Odebrecht para campanha do PMDB de dentro do Palácio do Jaburu, segundo delatores da Lava Jato, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Só informou nesta terça-feira 7 ao juiz Sergio Moro que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral cobrou R$ 2,7 milhões em propina pelas obras do Comperj de dentro do Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

Segundo o empreiteiro, na reunião estavam, além dele e de Cabral, outro executivo da Andrade Gutierrez e Wilson Carlos, braço direito e secretário de governo de Sérgio Cabral. “Houve uma reunião no Palácio com o governador e o Wilson Carlos na presença do nosso representante comercial Alberto Quintaes e foi dito que o Wilson Carlos é que coordenaria essa divisão das obras e que sobre essas obras haveria um pagamento de 5% sobre as faturas das obras que as empresas executassem”, relatou o empreiteiro ao juiz.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/283837/Cabral-cobrou-propina-do-Comperj-no-Guanabara-dizem-delatores.htm

 

Sérgio Cabral e as múltiplas delações envolvendo seu nome em propinas por obras públicas

O ex (des) governador Sérgio Cabral é um daqueles exemplos de ascensão meteórica que grassam na política brasileiro, seja em termos de poder ou no aumento do patrimônio pessoal.  Há que se lembrar que essa ascensão foi parcialmente possibilitada por uma forte blindagem que a mídia coporativa carioca (a começar pelas Organizações Globo) forneceu para Sérgio Cabral ao longo de seus oito anos no comando do executivo fluminense.

Agora com a evolução das apurações envolvendo as grandes empreiteiras pegas com negócios pouco republicanos na chamada Operação Lava Jato, o número de delações que colocam Sérgio Cabral no centro de uma mega operação de cobrança de propinas estão se avolumando. Pelo menos é o que mostra a reportagem assinada pelo jornalista Marco Antonio Martins e publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo que aponta que Sérgio Cabral teria cobrado propinas milionárias da empreiteira Andrade Gutierrez em troca da participação em obras envolvendo a reforma do Maracanã, e a construção do Arco Metropolitano e do Comperj (Aqui!). Essa nova denúncia se soma à feita pela Odebrecht e que a própria Folha de São Paulo noticiou na semana passada.

Cabral petrolão

Como de hábito, Sérgio Cabral negou mais essa denúncia envolvendo o seu nome em negócios escusos. Entretanto, é provável que a blindagem que costumeiramente recebeu ao longo dos anos não vá livrá-lo de oferecer respostas mais concretas (caso as tenha) para a justiça.

Enquanto Sérgio Cabral se enrola, os servidores públicos do Rio de Janeiro continuam sua epopéia de não saber quando receberão a segunda parcela do salário de Maio ou, tampouco, os salários de junho. Essa é uma das facetas da herança maldita que Sérgio Cabral deixou aos seus herdeiros políticos.

 

JB calcula número de trabalhadores desempregados por caso de corrupção envolvendo o ex-(des)governador Sérgio Cabral

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A imagem acima é uma reprodução parcial de uma matéria publicada neste sábado (14/05) pelo Jornal do Brasil sobre as denúncias feitas por delatores ligados à empreiteira Andrade Gutierrez no âmbito da chamada operação Lava Jato (Aqui!). 

Ainda que essa não seja a primeira denúncia que surge sobre o envolvimento do ex-(des) governador Sérgio Cabral nos últimos anos, a matéria levanta informações interessantes sobre o número de trabalhadores que a Andrade Gutierrez teria dispensado em função dos valores pagos. Além disso, também é apresentado um cálculo sobre quantos salários mínimos Sérgio Cabral receberia em função do montante declarado nas delações em que foi citado.

Não é preciso que os custos da alegada propina para os trabalhadores é enorme com um número estimado de 69 mil desmpregados. Mas um número que chama a atenção é de quanto salários mínimos Sérgio Cabral receberia se a propina declarada pelos delatores da Andrade Gutierrez tiver sido mesmo paga: 1 salário mínimo por hora num turna de 24 horas, o que época seria equivalente a R$ 12.000 por dia, R$ 350 mil por mês e R$ 4.2 milhões por ano!

Entretanto, há que se lembrar que, com raras exceções, a mídia corporativa (a começar pelas Organizações Globo) sempre ofereceu e continua oferecendo uma imensa blindagem a Sérgio Cabral e ao PMDB fluminense. Se essa proteção não tivesse ocorrido é bem possível  que mais escândalos envolvendo o ex_(des) governador Sérgio Cabral já tivessem surgido antes.

cavalo

Finalmente, não custa lembrar que Sérgio Cabral e seu herdeiro político, Luiz Fernando Pezão, geriram muitos mais obras como as envolvidas nas tratativas com a Andrade Gutierrez. Assim, mais do que nunca, há que se exigir uma imediata auditoria das contas estaduais. Quem sabe assim possamos entender o que de fato está acontecendo com os impostos recolhidos da população. É que eu desconfio que esta denúncia da Andrade Gutierrez é apenas uma pequena ponta de um imenso iceberg.

 

Sérgio Cabral, mais uma vez é citado por delatores ligados a empreiteiras

Bem que eu andava estranhando o silêncio em torno do ex (des) governador Sérgio Cabral, especialmente num período tão rico de delações de políticos pelos muitos empreiteiros transformados em informantes da justiça.

Mas não mais. A revista Época publicou no início desta 3a. feira uma matéria assinada pelos jornalistas Samantha Lima, Hudson Correa e Daniel Haider que colocam Sérgio Cabral no centro de mais uma delação relacionada ao pagamento de propinas pela construtura Andrade Gutierrez na reforma bilionário do estádio do Maracanã (Aqui!)

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O interessante nessa história não é a delação de Sérgio Cabral, mas o fato de que quem comandou essa obra com mão de ferro foi o então vice-governador Luiz Fernando Pezão que na época acumulava o cargo de secretário estadual de Obras (Aqui!). Em outras palavras, pode acabar sobrando delação para Pezão também.