Movimento dos Pescadores Sem Mar – Forum de Pescadores e Amigos do Mar convida para ato contra mega-barragem do COMPERJ no Rio Guapiaçu

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Dia 27 de fevereiro (5ª. Feira), será realizado protesto de agricultores e moradores do Município de Cachoeiras de Macacu – DIGA NÃO À CONSTRUÇÃO DE MEGA-BARRAGEM DA REFINARIA DO COMPERJ / PETROBRAS NO RIO GUAPIAÇU.

Principais impactos negativos desta obra: REMOÇÃO E DESPEJO de centenas de agricultores familiares e de assentamentos da reforma agrária implantados na região desde os anos 60, no governo João Goulart.

O município é considerado o 2º maior pólo agrícola fluminense: se construída, a barragem provocará a perda de 6 mil empregos e prejuízo econômico estimado em R$ 200 milhões por ano à cidade, além do alagamento criminoso de extensas terras produtivas e de floresta remanescente da Mata Atlântica de rara Biodiversidade.

A proposta alternativa de captar água de boa qualidade em alguns reservatórios abandonados há 20 anos pela CEDAE, que é uma obra bem mais barata e que reduziria drasticamente o número de desapropriações de agricultores, sequer está sendo analisada pelo desgoverno do estado que insiste na realização da mega-barragem para beneficiar as grandes empreiteiras.

A obra impactante é de responsabilidade do desgoverno do estado (CEDAE) e é objeto do “auto-licenciamento ambiental” FAST FOOD por parte do próprio GOERJ (Secretaria Estadual do Ambiente, CECA e INEA), sem dispor de diálogo com as comunidades impactadas e sem prévia avaliação dos graves riscos ambientais e impactos sociais e econômicos a serem provocados pela execução da barragem.

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Protestos nos quatro cantos do Brasil

Como estou em São Luís, capital do Maranhão, tive a oportunidade de ver de perto um protesto de moradores de uma área paupérrima próxima do campus da Universidade Federal do Maranhão por causa da ameaça de remoção para uma região distante. Esse protesto durou mais de quatro horas, e me deu a oportunidade de ver de perto como os pobres maranhenses sofrem na pele os efeitos das mesmas táticas de periferização que está causando situações semelhantes em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

As imagens abaixo mostram um pouco desse protesto e as condições em que essas pessoas vivem atualmente. Ai alguém poderia até se perguntar porque os moradores  do Sá Viana, da área Itaqui-Bacanga, em São Luís, resistem e não querem ser removidos, ainda que a prefeitura da cidade promete unidades habitacionais novinhas na forma de edifícios. Uma explicação possível é que acostumados com esse tipo de promessa,  eles desconfiam desse tipo de “presente” em ano de eleição. É que o povo pode ser pobre, mas não é bobo.

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BBC mostra repressão policial e cinegrafista ferido por bomba em protesto contra aumento de passagens no Rio de Janeiro

As previsíveis reações ao aumento de passagens de ônibus determinadas pelo (des) prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), estão sendo reprimidas com a costumeira selvageria pelas tropas da polícia militar. No dia ontem (06/02), a rotina de protesto e repressão selvagem fez uma vítima inesperada: um cinegrafista da Band TV. Felizmente, ainda que ferido gravemente, o cinegrafista não corre risco de vida.

Agora, uma coisa é certa: ainda teremos mortes de manifestantes nas ruas do Rio de Janeiro, caso a PM do (des) governo de Sérgio Cabral não aprenda a se relacionar com a crescente mobilização popular de um jeito menos truculento, visto que as atuais táticas, além de nada corresponder a uma sociedade democrática, coloca a vida de civis (participantes do protesto ou não) em grave risco.

Vídeo da BBC mostra socorro a cinegrafista ferido em protesto

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Este vídeo não existe

Cinegrafista da Band é ferido em protesto no Rio | Crédito: BBCWyre Davies e Chuck Tayman, da BBC inglesa, prestam os primeiros socorros a cinegrafista ferido

Durante uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na tarde de quinta-feira no centro do Rio de Janeiro, a reportagem da BBC flagrou o momento em que um cinegrafista da TV Bandeirantes foi ferido por um explosivo.

O repórter Wyre Davies e o cinegrafista Chuck Tayman, ambos da BBC inglesa, foram os primeiros a socorrer Santiago Ilídio Andrade. Tayman chegou a tirar a camisa para ajudar a estancar o sangue que escorria da cabeça do cinegrafista.

Segundo um comunicado divulgado pela TV Bandeirantes, ainda não é possível saber se Andrade foi atingido por uma bomba caseira ou por uma bomba de gás lacrimogênio.

O confronto começou do lado de dentro da estação e depois se estendeu mais intensamente nas redondezas da Central do Brasil, a principal estação de trem do Rio de Janeiro, provocando um nó no trânsito e pânico entre os que passavam pelo local.

Policiais atiraram bombas de gás e de efeito moral contra cerca de 1 mil manifestantes, que protestavam contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3. O reajuste, anunciado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, passa a vigorar a partir de sábado, 8 de fevereiro.

Andrade, da Band, chegou em coma ao Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade, e passou por uma neurocirurgia. Ele teve afundamento do crânio e perdeu parte da orelha esquerda. Segundo o último boletim médico, seu estado de saúde ainda é grave.

Outras seis pessoas também ficaram feridas e 20 foram detidas.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigado (Abraji) divulgou uma nota de repúdio ao ataque sofrido pelo cinegrafista da Band.

Em 2013, 114 profissionais da imprensa foram feridos durante a cobertura de protestos.

FONTE: http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/02/140207_cinegrafista_band_atingido_bomba_lgb.shtml

G1: Eike Batista está com nome ‘sujo’ por calote de R$ 840

Mas loja de móveis, que protestou o empresário, diz que dívida foi paga.

Também há protestos de títulos de empresas em 7 cartórios de 3 estados.

Simone Cunha e Lilian Quaino, Do G1, em São Paulo e no Rio

Eike Batista, que já teve a sétima maior fortuna do mundo, está com nome “sujo” por conta de uma dívida de R$ 840 com uma loja de móveis planejados, segundo título protestado no Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro obtido pelo G1. O pagamento deveria ter sido feito em 17 de fevereiro deste ano e foi protestado em março.

A função de um protesto é apontar que houve um calote de dívidas em títulos como cheque, fatura de compra ou serviço (duplicata) ou outros documentos de dívida. Ele torna difícil fazer operações como empréstimos, financiamentos e liberação de cartões de crédito. Segundo a lei de protestos de títulos (9.492 de 1997), é o “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”.

Funcionários da Treselle, loja de móveis planejados que protestou o título em nome de Eike disseram que a conta já foi paga. Até a publicação desta reportagem, no entanto, o título em nome do empresário continuava sob protesto. Cabe a quem teve o título protestado informar o cartório de que a dívida foi quitada.

Por meio da assessoria de imprensa, Eike Batista disse que não iria comentar o assunto.

Gerentes e vendedores da loja contaram, em anonimato, que o filho mais velho do empresário,Thor Batista, fez a compra que resultou no nome sujo. Há cerca de um ano, um casal jovem encomendou móveis planejados da loja que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para equipar cozinha e área de serviço de uma casa no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A conta, em valor não mencionado, foi paga à vista com uma fatura em nome de Eike Fuhrken Batista.

Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)

A cozinha foi montada, mas os trilhos das gavetas ficaram danificados e Thor voltou à loja para comprar novos, que custaram R$ 840. Funcionários da loja levaram o material e a fatura à casa do Jardim Botânico, que estava em obras, e deixaram aos cuidados de operários.

Além de Eike, as empresas OGX e OSX, que pertencem a ele, têm, cada uma, oito títulos protestados no mesmo cartório do Rio de Janeiro. A OGX tem R$ 1,67 milhão em títulos protestados e a OSX tem R$ 280,8 mil protestados. Juntas, as duas empresas do grupo EBX que pediram recuperação judicial têm R$ 1,95 milhão protestados só neste cartório do  Rio.

Além do Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro, o G1 levantou a existência de protestos contra quatro empresas do grupo de Eike Batista em outros seis cartórios no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo: OGX, OSX, MMX e LLX.

No cartório do Rio, a maior dívida protestada é da OGX, a petrolífera do grupo, que deixou de pagar, em julho, uma duplicata de R$ 1,040 bilhão à CP+, empresa de levantamento de dados marítimos e fornecimento de soluções em meio ambiente, do grupo Suzano.

Entre os protestos da OSX, o maior é uma dívida de R$ 255,9 mil a Megawork Consultoria e Sistemas, voltada a soluções em tecnologia. A empresa de impressão corporativa Simpress protestou quatro vezes as companhias de Eike que entraram com pedido de recuperação judicial num total de R$ 9,8 mil, no cartório carioca.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/eike-batista-esta-com-nome-sujo-por-calote-de-r-840.html

Ato contra construção de mega-barragem do COMPERJ

GUAPIAÇU

ATO PÚBLICO

 DIGA NÃO À CONSTRUÇÃO DE MEGA-BARRAGEM DA REFINARIA DO COMPERJ EM CACHOEIRAS DE MACACU

Dia: 29 de Novembro (6a. feira), de 9 às 13 hs.

 Local: sede da FIRJAN – Rua Graça Aranha, 1 (esquina da Rua Santa Luzia) – Centro, Rio de Janeiro.

 A construção de mega-barragem no município de Cachoeiras de Macacu é um projeto do desgoverno Cabral, cuja obra será financiada pela Refinaria do COMPERJ-PETROBRAS por meio de uma Compensação Ambiental estimada em R$ 250 milhões.

Entre seus principais impactos negativos destacam-se: a REMOÇÃO E DESPEJO de mais 3 mil agricultores familiares e o alagamento de extensas terras agrícolas da região que é considerada o 2o. maior pólo agrícola fluminense.

Além de violar o Direito à Moradia, a construção da Barragem no Rio Guapiaçu provocará enorme prejuízo econômico de R$ 200 milhões por ano ao município e aos agricultores devido a redução da produção agrícola no município o que provocará o aumento dos preços dos alimentos no CEASA e feiras da Capital.

Após o ato haverá Marcha dos agricultores, pescadores artesanais, ecologistas até a sede da PETROBRAS na Av. Chile onde será protocolado pedido de informações à Presidência da empresa sobre sua responsabilidade neste Crime Ambiental e Social.

Nesta data (dia 29/11) o governo estadual estará realizando uma fraudulenta e anti-democrática tentativa de aprovação do PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS SEM PARTICIPAÇÃO POPULAR. O processo de elaboração do Plano excluiu os movimentos populares, sindicatos de trabalhadores, pescadores e pequenos agricultores, universidades e a maioria das Prefeituras fluminenses. A proposta do desgoverno Cabral atende apenas os intere$$e$ econômicos das grandes indústrias que tem como objetivo PRIVATIZAR A ÁGUA. Enquanto os governos neoliberais equivocadamente tem priorizado o Uso Industrial para atender as grandes empresas, temos diariamente milhares de moradores, em especial de comunidades pobres e das periferias urbanas, que sofrem com a falta d´água o que é uma violação de Direitos Humanos.

Uma das principais críticas dos movimentos sociais à construção da Barragem é o fato gravíssimo de que não há vazão suficiente no Rio Guapiaçu para atender a enorme demanda hídrica do COMPERJ e municípios vizinhos, além dos impactos econômicos e sociais. Também não foi levado em conta pelo governo estadual a existência e outras alternativas de captação da água em pequenos reservatórios, o que evitaria a destruição da agricultura da região e o alagamento de diversos fragmentos de Mata Atlântica que serão inundados de acordo com a proposta atual.

 Até dia 29 em Defesa da ÁGUA como BEM PÚBLICO e contra a sua MERCANTILIZAÇÃO.

A NATUREZA NÃO É MERCADORIA.

Apoio:

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cachoeiras de Macacu * Sind. Trab. Da Agricultura Familiar * Sind. dos Produtores Rurais * Associação de Produtores, Moradores e Amigos do Vecchi * Projeto Gaya Viva *Sindipetro/RJ * Associação de Geógrafos do Brasil (AGB) * Movimento Atingidos por Barragem (MAB) * SENGE/RJ * Conlutas * Consulta Popular * Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST) * Rede Alerta contra o Deserto Verde Fluminense * Levante Popular da Juventude * Plenária dos Movimentos Sociais * Fórum dos Pescadores e Amigos do Mar * Fórum dos Atingidos pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas Cercanias da Baía de Guanabara (FAPP-BG) * Rede Brasileira de Justiça Ambiental * Movimento SemTerra (MST).

Techint Engenharia entra com pedido de execução de título contra a OSX

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Por Alessandra Saraiva | Valor

RIO DE JANEIRO  –  A Techint Engenharia e Construções , empresa do grupo ítalo-argentino Techint, entrou com pedido de execução de título extrajudicial (CPC) contra a OSX Brasil, empresa de construção naval do grupo EBX, de Eike Batista. O pedido foi encaminhado à 28ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. O valor do título não foi revelado nem pela Justiça, nem pela Techint.

Em julho, a OSX já tinha informado, em comunicado ao mercado, interrupção de encomenda de duas plataformas que a Techint estaria construindo no Paraná. Na época, fontes informaram ao Valor que os contratos somavam em torno de R$ 1 bilhão, e que teriam sido o motivo de um investimento de R$ 300 milhões que a Techint teria feito em obras no Pontal do Paraná.

Reportagem do Valor, também em julho, detalhou que, com o cancelamento do contrato pela OSX, a Techint teria demitido em torno de 900 trabalhadores, um terço do total de seus funcionários em sua unidade em Pontal do Paraná.

Em 2011, a Techint Engenharia e Construção foi contratada pela empresa de Eike Batista para construir duas plataformas de exploração de petróleo, WPH-1 e WPH-2, na Bacia de Campos (RJ). Mas, em meados desse ano, a OGX, petroleira do grupo EBX, divulgou comunicado mostrando a frustração com a produtividade de poços no local.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3330346/techint-engenharia-entra-com-pedido-de-execucao-de-titulo-contra-osx