Protestos de funcionários do McDonald’s aumentam nos EUA

Empregados da rede de fast-food pedem aumento do salário mínimo

Ansa

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Cerca de cem manifestantes foram presos durante protesto em ChicagoAFP

Protestos pelo aumento do salário mínimo e melhores condições de trabalho no McDonald’s se estendem pelos Estados Unidos. Uma manifestação em Chicago resultou ontem em mais de cem detenções — de um grupo de 1.500 funcionários que protestavam em frente a sede central do restaurante.

Eles ignoraram ordens para deixar o local e acabaram presos.

As detenções, no entanto, não impediram a realização de outros protestos ocorridos hoje, em paralelo à reunião anual de acionistas do McDonald’s em Oak Brook, nas proximidades de Chicago.

Os protestos tiveram início há cerca de um ano atrás, quando os funcionários começaram a exigir melhores condições de trabalho e, em particular, um aumento de salário para R$ 33 (US$ 15) por hora.

Atualmente, o salário mínimo de um empregado de um “fast food” nos Estados Unidos é de cerca de R$ 19 (US$ 9) por hora. Funcionários do McDonald disseram que se sentiam frustrados com os baixos salários e falta de resposta da empresa mesmo diante das várias greves realizadas nos últimos meses.

“Queremos ter certeza de que nos escutem e vejam como estamos perto da linha de pobreza”, disse um dos manifestantes.

FONTE: http://noticias.r7.com/internacional/protestos-de-funcionarios-do-mcdonalds-aumentam-nos-eua-22052014

População enfrenta polícia em cidade chinesa por causa de obra que pode causar poluição ambiental

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As agências internacionais estão dando destaque a enfrentamentos que ocorreram ontem na cidade chinesa Hangzhou que fica localizada na província de Zhejiang, onde a população não quer que seja concluída a construção de um incinerador de rejeitos urbanos (Aqui! Aqui!). Essas notícias dão conta que a crescente oposição a estruturas que agravem a já problemática situação ambiental de muitas cidades chinesas está levando a distúrbios onde a população exige o fechamento ou a não conclusão de plantas industriais.

Ainda que haja repressão policial, não deixa de ser notável que também em muitos casos, as autoridades locais venham atendendo as demandas da população e unidades bilionárias já foram fechadas. E ai é que eu me pergunto: e se essas situações estivessem acontecendo em “democracias” como a brasileira ou a estadunidense?

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Aliás, o que aconteceria se a população de Santa Cruz decidisse realizar uma manifestação dessa natureza para exigir  fechamento da Companhia Siderúrgica do Atlântico que vem poluindo o ambiente desde que começou a ser construída? 

Mais uma tentativa de golpe

É preciso exigir o fim da violência política das forças desestabilizadoras da democracia

Por João Batista Damasceno

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Rio – Já não bastam manifestos por uma cultura de paz. É preciso exigir o fim da violência política das forças desestabilizadoras da democracia. Ao Estado cabe possibilitar o desarmamento dos ânimos e fazer valer os preceitos da Constituição.

A morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, não é a primeira morte de profissional de comunicação em cobertura de conflitos. A morte do repórter cinegrafista Gelson Domingos, também da Band, já denotava a necessidade de segurança aos profissionais das empresas de comunicação. A violência que suportam não é apenas a simbólica, entremeada no produto de suas atividades.

A Associação Brasileia de Jornalismo Investigativo (Abraji) apurou casos de agressões contra jornalistas durante as manifestações e protestos. Agentes do Estado cometeram 75% delas, e manifestantes, 25%. Ninguém, menos ainda um trabalhador no exercício da função, há de ser agredido.

Assim como a opção pela luta armada serviu para justificar a truculência do regime empresarial-militar, a ação de infiltrados nas manifestações concorre para legitimar o Estado Policial que ascende. Da resistência à ditadura participaram jovens que hoje dirigem o país, a quem compete evitar a supressão dos direitos.

A liberdade de imprensa não há de ser apenas um discurso ou um artigo da Constituição. Há de compreender garantias, também, aos jornalistas. Desde junho, milhões de cidadãos se expressam pelo Brasil, demonstrando a vitalidade da nossa democracia.

Mas há quem — dentre os manifestantes e no aparato do Estado — acrescente a elas o ingrediente inapropriado da violência. O direito de manifestação não há, também, de ser apenas um discurso ou um artigo da Constituição. O Golpe de Estado que não se consumou quando da denúncia do Mensalão — porque faltou povo que o apoiasse — nem durante as legítimas manifestações de junho não pode ser convertido em golpe contra os direitos, seja de manifestação, de reunião, de ampla defesa e de exercício da advocacia.

Com tal golpe, o legado da Copa haverá de ser o entulho do autoritarismo. É inadmissível a supressão dos direitos e o ataque aos que os defendem, sejam militantes, jornalistas, defensores públicos, promotores, magistrados ou advogados.

Quem ler matérias em determinados veículos de empresas de comunicação que patrocinaram o golpe empresarial-militar de 1964 saberá o quanto os ministros Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva foram atacados por seus posicionamentos em favor das liberdades públicas. Ao final, restaram todos vitimados pelo arbítrio: os ministros cassados e a liberdade de informação cerceada. Havemos de reafirmar o Estado Democrático de Direito.

João Batista Damasceno é doutor em Ciência Política pela UFF e juiz de Direito

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/opiniao/2014-02-15/joao-batista-damasceno-mais-uma-tentativa-de-golpe.html