No velório do Arquivo Municipal, o culpado de sempre: o mordomo

Algarve-butler

Por Douglas Barreto da Mata

A sabedoria popular ensina, quando alguém não quer assumir responsabilidades ou quer protelar algo, cria uma comissão.  É isso que a reitoria da Universidade Estadual do Norte do Fluminense (Uenf) e outras instituições criaram hoje, como veiculado pela própria universidade. 

Bem, ensina o método científico que um fenômeno tem sempre uma causa, que deve ser escrutinada, a fim de explicar aquele evento, e de acordo com o objetivo pretendido, o conhecimento arrecadado poderá replicar eventos similares, se desejável, evitar essa replicação, ou propor novos eventos, com atualizações e melhoramentos dos processos que o criaram.  No caso da Uenf e da morte do Arquivo Público parece que o corpo será sepultado sem autópsia.

Em resumo, sem definir de quem são as responsabilidades pela omissão que agravou um quadro já dramático, e pior, mantendo a frente as mesmas pessoas que se omitiram, ou a continuidade delas, já que é cediço que a atual reitoria deriva politicamente da sua antecessora, parece que além do “assassinato” do Arquivo Municipal, teremos o mordomo como culpado.

É bom que se diga que há quem entenda que o depositário e responsável pelo uso da verba responde como agente garantidor pelos danos resultantes da omissão, que é indiscutível.  Como garantidores podem responder na forma dos artigos 10 da Lei 14230/2021 e/ou artigo 62, II, da Lei 9605/1998.

Não existe fato sem uma causa.  Por certo, o quadro que exigiria pronta intervenção e um determinado valor para sua execução, é bem provável que requeira valores maiores, já que os danos se agravaram, durante todo o período de contemplação do numerário na conta pelos “gestores”. 

A ressurreição do Arquivo é tarefa similar àquela que levantou Lázaro. A morte do Arquivo Público Municipal é consequência da incompetência e incapacidade, travestidas em um excesso de zelo que, ainda que se justifique, não afasta a imperiosa necessidade de promover alternativas que contornam supostos problemas. O excesso de zelo não pode destruir o que se quer proteger.

Esta é a natureza do serviço público e do ato administrativo, e por essa razão gozam os gestores e seus atos de presunção de legitimidade. Como eu não creio em milagres, nem tampouco em quem comete os mesmos erros e espera resultados diferentes, procuro o mordomo mais próximo.

A reforma do Solar do Colégio, agora vai! Será?

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O ex-reitor da Uenf, professor Raúl Palacio, agora será presidente da Comissão de Fiscalização do Contrato que rege a reforma do Solar do Colégio. E agora prefeito Wladimir?

Durante  a concorrida campanha eleitoral a então candidata e agora reitora da Uenf,  a professora Rosana Rodrigues, disse que a sua equipe não teria nomes da administração que poderia suceder. Conhecendo alguns dos personagens que organizaram, de dentro da reitoria da Uenf, a campanha que terminou vitoriosa, não levei a promessa muito a sério. Alguns colegas, entretanto, acabaram convencidos pelas promessas e votaram na candidata que se elegeu.

Pois bem, o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou hoje duas portarias (267 e 268) que trazem o ex-reitor da Uenf, professor Raúl Palacio, como presidente de duas comissões cujo mote seria fiscalizar o andamento de duas obras: uma na Fazenda Campos Novos em Cabo Frio e outra a polêmica obra do Solar do Colégio que abriga o Arquivo Público Municipal (ver imagens abaixo).

Eu particularmente torço para que na condição de fiscal dessas duas obras importantes e urgentes, o ex-reitor da Uenf mostre uma agilidade maior (muito maior é preciso que se diga) do que aquela que foi apresentada nos tempos em que ele “segurava a caneta” (apenas para utilizar um termo que se tornou corrente durante a campanha eleitoral supra mencionada. Aliás, quem desejar conhecer um pouco dessa “agilidade” é só agendar uma visita ao finado laboratório de línguas que ficava no prédio da reitoria (ficava porque uma desastrada obra do teto daquele prédio resultou em uma inundação que destruiu completamente aquela unidade, que se encontra hoje sem qualquer medida de reconstrução).

Agora, fico imaginando o que pensará dessa novidade o prefeito Wladimir Garotinho que anda tendo sua vida atazanada pela disputa em torno da aprovação da Lei Orçamentária de 2024. Será que o nosso alcaide vai ter a alma apaziguada com a passagem para a condição de fiscal do ex-reitor da Uenf.

Findadas as eleições na Uenf, como ficou o imbróglio da reforma do Solar do Colégio?

raul wladimir

Em algum lugar do passado, Bruno Dauaire, Raúl Palacio e Wladimir Garotinho seguram a planta do Solar do Colégio, sede do Arquivo Público Municipal

Ao longo de 2023 uma das muitas causas de vergonha interna em quem ainda alguma restante dentro da comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) foi o imbróglio relativo à reforma do Solar do Colégio que abriga o Arquivo Municipal de Campos dos Goytacazes. Foram dezenas de matérias jornalísticas e ameaças por parte do prefeito Wladimir Garotinho por causa do ritmo de tartaruga de pata quebrada com que o ainda reitor da Uenf, prof. Raúl Palacio, tratou o uso de R$ 20 milhões destinados pela Alerj para a realização da obra.

O batom na cueca foi tão grande que durante as eleições para a reitoria da Uenf, a atual reitora em exercício e futura reitora, profa Rosana Rodrigues, finalmente deu o ar da graça nas carcomidas instalações do Arquivo Municipal para prometer que com ela as coisas seriam diferentes.

Agora, passadas e vencidas as eleições, o ainda reitor Raúl Palacio resolveu fazer uma espécie de tour de despedida às custas da viúva com visitas em universidades no Chile e Colômbia, deixando a administração nas mãos de Rosana Rodrigues.

Pois bem, e sobre as obras que deveriam ocorrer antes das próximas chuvas de verão? Ninguém fala, ninguém viu. O problema é que ninguém mais fala no assunto, incluindo aí o prefeito Wladimir Garotinho, o seu grande amigo Bruno Dauaire, e os próceres do prefeito na mídia corporativa local.

A única conclusão que posso chegar é que tudo foi resolvido e só nos esqueceram de nos avisar. O problema é que fazer e não avisar não tem sido a prática da reitoria da Uenf nos últimos anos. Dai que….

Ainda sobre o imbróglio dos R$ 20 milhões para a reforma do prédio do Arquivo Municipal

raul wladimir

Acabo der ler um longo arrazoado emitido pelo blogueiro Edmundo Siqueira sobre o imbróglio envolvendo a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes envolvendo o (não) uso de R$ 20 milhões disponibilizados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para realizar obras de recuperação no prédio do Arquivo Municipal de Campos dos Goytacazes.

Já abordei esse assunto diversas vezes aqui neste espaço quando instei ao reitor da Uenf, Raúl Palácio, a devolver essa fortuna para a Alerj e também ao prefeito Wladimir Garotinho para que solicitasse o retorno do dinheiro para os cofres do legislativo estadual.  Até onde ouvi, ambos ignoraram minha sugestão, sabe-se lá por quais razões.

Agora que noto o contínuo e justificado interesse de Edmundo Siqueira nessa querela interminável, aproveito para sugerir o mesmo a ele. É que, meu caro Edmundo, como já disse antes, desse mato não sai coelho.  Se tivesse que ter saído, já teria. E não vai ser agora que o reitor da Uenf vai estar ocupado com a tentativa de manter seu grupo político dirigindo a universidade entre 2024 e 2027 que ele vai gastar tempo com algo que já deveria ter sido resolvido há muito tempo.

Que esse dinheiro volte para a Alerj e que se ache outra via para fazer esses milhões chegarem para pagar a reforma do prédio do Arquivo Municipal. A comunidade universitária da Uenf agradecerá imensamente já que nunca foi ouvida sobre esse espinhoso assunto.

A quantas anda a reforma do entorno do mercado municipal? Veja a imagem

Tenho andado pelo entorno do Mercado Municipal nos últimos meses e sempre curioso sobre o que anda acontecendo dentro da área isolada por placas de zinco, pois nada parece estar efetivamente acontecendo.  Pois bem, hoje uma alma caridosa me enviou uma fotografia tirada de ângulo superior frontal e ai pude verificar o que estava acontecendo: nada! Para quem tiver alguma dúvida, basta analisar a imagem abaixo.

mercado

De quebra, essa mesma alma caridosa me informou que existe hoje uma forte resistência entre as pessoas que operam atualmente dentro do Mercado Municipal a sair do local para permitir as reformas previstas na estrutura deste importante prédio histórico por temerem enfrentar uma sina semelhante aos que estão enfrentando os pequenos comerciantes que atuam na estrutura improvisada do “mercado popular Michel Haddad”.

Uma coisa é certa: não vai ser em 2014 que teremos qualquer avanço dentro da cerca mostrada na imagem. Agora, esperemos que isso ocorra em 2015, já que a área merece ser plenamente recuperada dada sua importância histórica e cultural do mercado municipal de Campos.

Para recordar: Maracanã terá de ser fechado por pelo menos quatro meses por obras da Olimpíada de 2016FONTE:

Gustavo Franceschini, Do UOL, em Londres (Inglaterra
Divulgação/Portal da Copa
  • A reforma no Estádio Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro, já está 50% concluída

O Maracanã terá de ser fechado mais uma vez para obras depois da Copa do Mundo. Após de passar por reformas para o Pan de 2007 e para o Mundial de 2014, o maior estádio do Rio de Janeiro não poderá ser usado por pelo menos quatro meses para se preparar para a Olimpíada de 2016.

O fechamento do estádio foi anunciado nesta sexta-feira pelo diretor-geral do Comitê Olímpico e Paralímpico Rio 2016, Leonardo Gryner. Segundo ele, os jogos no Maracanã serão suspensos para que o local ganhe, entre outras coisas, a pira olímpica dos Jogos de 2016.

“Às vezes são necessárias algumas mudanças como, por exemplo, a implantação da pira olímpica. Então ele [o estádio] deve ser fechado de quatro a seis meses antes dos Jogos, sendo que nos dois primeiros meses desse período ele ainda poderia ser utilizado simultaneamente em jogos de futebol”.Gryner disse que as intervenções necessárias no estádio serão definidas somente a partir de 2014. No ano da Copa do Mundo, será criada uma comissão que decidirá sobre as cerimônias que serão realizadas no estádio durante a Olimpíada.O Maracanã vai sediar a cerimônia de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, além de partidas de futebol. Na Copa do Mundo, o estádio será palco da partida final.O estádio está fechado desde setembro de 2010 para obras. A reforma do Maracanã está oficialmente orçada em R$ 859 milhões e foi iniciada pouco mais de três anos depois do estádio ter sido reinaugurado para os Jogos Pan-americanos de 2007.

FONTE: http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/08/03/maracana-tera-de-ser-fechado-por-pelo-menos-quatro-meses-por-obras-da-olimpiada-de-2016.htm