Site Ururau produz ampla matéria sobre convocação do MPRJ para reitoria da UENF se explicar sobre PCV

Reitoria da Uenf é convocada pelo MPE para uma audiência pública

Denúncia visa esclarecer suposto desrespeito da instituição ao PCV dos funcionários

 Vagner Basilio

Denúncia visa esclarecer suposto desrespeito da instituição ao PCV dos funcionários

O impasse envolvendo os servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro e membros da Reitoria da mesma, que já dura mais de um mês, está longe de um término. Desta vez, a problemática foi parar nas mãos da Justiça, que por sua vez, convocou a universidade para uma audiência pública, a ser realizada no dia 14 de maio, às 14h40, na sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em Campos, a fim de esclarecer um suposto desrespeito da instituição ao Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) dos funcionários, estabelecido na Lei Estadual 4.800/06. A ação foi movida pelo promotor de Justiça de Tutela Coletiva, Marcelo Lessa.

De acordo com o inquérito civil público, n° 208/13 (MPRJ 2013. 01011146), a Uenf criou um adicional de Dedicação Exclusiva (DE) somente para os professores efetivados da instituição, bem como aprovou reajustes significativos para funcionários de nível médio, fundamental e elementar, excluindo os profissionais de nível superior e professores.

A equipe do Site Ururau procurou a Reitoria da Uenf, que por sua vez, disse que o documento oriundo do Ministério Público dá a entender que não houve uma solicitação de aumento para professores e para técnicos de nível superior da instituição, o que segundo ela não é verdade.

“Quando uma instituição pede apenas um determinado aumento para um corpo de funcionários, o chamado aumento linear fica claro que é uma reposição de perdas inflacionárias. Só que no caso da Uenf, além do aumento linear que foi pedido para todos, e o mesmo difere da denúncia, houve uma solicitação de aumento de mais ou menos 32,7% que são as reposições das perdas salariais, desde o último aumento calculado pelo GPM. Então há esse pedido de reposição para todos, e, além disso, que em minha opinião é o que está ocasionando toda essa confusão, é que você tem mais duas pautas: uma é a Dedicação Exclusiva que foi implementada na Uerj, sendo que a universidade não tinha professores nesse regime, e a Uenf tinha, mas os docentes não recebiam o adicional”, explicou o professor de Aquicultura e chefe de gabinete da Reitoria da instituição, Manuel Vazquez.

Manuel disse que o documento faz menção a uma interpretação da pauta salarial da universidade, que, segundo ele, é um pouco complexa, e que talvez, em função de serem diversas demandas, e não apenas um novo valor de salário, teria criado um pouco dessa confusão.

Ainda de acordo com ele, todos os quatro grupos de docentes (elementar, fundamental, médio e técnico de nível superior) e servidores da Uenf, se enquadram em uma ou mais de uma reivindicação, não tendo nenhum grupo excluído.

“A gente até entende que as pessoas acham que estão sendo deixadas de lado, como alguns vêm colocando. Mas, isso está acontecendo porque esses 32,7% (solicitação de aumento dada aos servidores da Uenf) é menos do que o Sindicato está pedindo, reajuste esse que está na casa dos 86% ou 87%. Mais não existe um servidor que não tenha tido seu pleito aprovado em reunião”, afirmou Vazquez informando que a reitoria trabalha com um índice que vem sendo acumulado desde o último aumento. Enquanto que os sindicatos trabalham com um índice que gera um valor maior, índice esse que vem desde a criação da Uenf.

Vazquez explicou que os professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) que tem DE irão receber, assim que for totalmente implementada em janeiro de 2015 que é o prazo final para a implementação, em torno de 35% ou 37% a mais do que os da Uenf, que atualmente estão recebendo aproximadamente 18% a mais.

Ainda de acordo com ele, a Uenf teria aprovado no Conselho Universitário uma solicitação de inclusão de pauta para essas negociações salariais com o governo do adicional de DE no mesmo percentual que foi dado a Uerj, que é de 65%.

“No momento em que foi aprovado o salário da Uenf estava em torno de 18% a 20% dependendo da tabela, e com os 65% até ultrapassaria o da Uerj. Além disso, foi pedido também essa reposição de perdas e o corpo técnico administrativo dos servidores não docentes da Uenf questionavam a relação entre os valores, principalmente os finais das quatro categorias: elementar, fundamental, médio e técnico de nível superior. O que se adotou foi um termo interno, onde pudemos perceber que a tabela tinha uma distorção, ou seja, as distâncias entre o máximo de que cada uma dessas categorias poderiam chegar no seu Plano de Cargos e Valores. Dessa forma, percebemos que elas não tinham uma distância considerada adequada, e isso implicava em um aumento escalonado. Então eu acho que houve certa confusão porque o que ocorre é isso, a DE sendo exclusivamente para os docentes, a distorção gerando um aumento para o elementar, fundamental e médio e a reposição de perdas salariais (32,7%) abraçando todos os profissionais”, enfatizou o chefe de gabinete.

A equipe de reportagem tentou um contato com o promotor Marcelo Lessa, mas foi informada que o mesmo estava em audiência.

GREVE
Insatisfeitos com o não acordo com o Governo, servidores da Uenf vem realizando uma série de atos e manifestações em prol de suas reivindicações. Confira os links do movimento dos docentes desde o início da greve, em 13 de março deste ano.

Grevistas da Uenf bloqueiam novamente entradas da universidade

Docentes e alunos da Uenf e servidores da Fenorte protestam na BR-101

Grevistas da Fenorte, Aduenf e Sintuperj realizam passeata em Campos

Grevistas bloqueiam entradas da Uenf e pedem diálogo com o Estado

Grevistas da Uenf vão se reunir com Comissão de Educação da Alerj

Em assembleia, docentes da Uenf decretam greve por tempo indeterminado

 

FONTE: http://ururau.com.br/cidades44069_Reitoria-da-Uenf-%C3%A9-convocada-pelo-MPE-para-uma-audi%C3%AAncia-p%C3%BAblica

Greve de fome de estudantes: Reitoria da UENF lava as mãos no melhor estilo Pôncio Pilatos

Eu não sei bem quem anda redigindo as manifestações oficiais da atual reitoria da UENF, mas a nota oficial (Aqui!) colocada no site da universidade para apresentar a posição oficial da instituição sobre a greve de fome sendo realizada por dois estudantes que protestam pela falta de uma real política de assistência estudantil é um primor do escapismo.
E apesar de ser ateu, eu tive minhas lições bíblicas ao longo do caminho e encontrei um personagem que me parece perfeito para descrever o conteúdo dessa manifestação oficial: Pôncio Pilatos!
Assim, que se chame essa manifestação oficial pelo nome que ela merece ter: A Carta de Pilatos!
E enquanto o reitor da UENF, Silvério Freitas, lava as mãos, os dois estudantes continuam esperando respostas de sua (des) admnistração. E, sim, ainda em greve de fome!

Estudantes continuam lacrando entrada e impedem realização de reunião na reitoria da UENF

O processo de lacramento da entrada da reitoria da UENF continua e com mais estudantes, servidores e professores chegando para dar apoio à manifestação. Uma primeira consequência desta ação dos estudantes foi a suspensão, ao menos temporária, da reunião semanal do Colegiado Executivo que, apesar de levar esse nome, é apenas um braço executivo da reitoria da UENF e que vem concentrando poderes excepcionais na gestão da instituição.

Abaixo mais imagens da situação formada pelos estudantes na entrada da reitoria da UENF nesta manhã de 3a. feira (08/04).

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Cansados da falta de respostas para suas demandas, estudantes lacram entrada da reitoria da UENF

Após verem suas demandas serem arrancadas da porta de entrada da reitoria, um grupo de estudantes lacrou esta manhã o acesso às dependências ocupadas pela administração da UENF. Os estudantes estão mobilizados por demandas como abertura imediata do restaurante universitário (bandejão), aumento do valor das bolsas acadêmicas e concessão de auxílio-moradia. Estas demandas são de conhecimento antigo da reitoria, mas até hoje permanecem sem solução ou, sequer, qualquer perspectiva de algo será feito para melhorar a situação da assistência estudantil. Há que se lembrar que os estudantes também pedem mais transparência no uso dos recursos enviados pelo Ministério de Educação e Cultura através do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAEST).

Entre os estudantes lacrando a porta de entrada está Luiz Alberto Araujo da Silva, do curso de Agronomia, que se encontra em greve de fome para protestar contra a falta de atendimento das demandas estudantis.

Abaixo imagens da porta de entrada da reitoria da UENF, onde os estudantes já foram abordados pelo vice-reitor Edson Correa da Silva que chegou para trabalhar e se viu surpreendido pela manifestação estudantil.

Mais informações sobre essa situação ao longo do dia de hoje.

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Estudante de agronomia começa greve de fome para cobrar soluções da reitoria da UENF e do (des) governo agora comandado por Pezão

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Cansado da inoperância da reitoria da UENF e do descaso do (des) governo do Rio de Janeiro em relação às demandas dos estudantes (as quais incluem a abertura imediata do bandejão, aumento da cota-auxílio e a concessão de um auxílio moradia), o estudante do curso de agronomia Luiz Alberto Araújo da Silva começou na tarde desta segunda-feira (07/04) uma greve fome por tempo indeterminado. 

Esta decisão já foi comunicado à reitoria da UENF durante a reunião do Colegiado Acadêmico (COLAC) que ocorreu hoje. Para formalizar as razões desta decisão extrema, Luiz Alberto preparou uma carta aberta se declarando em greve de fome, a qual já foi enviada para todos os deputados da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Abaixo segue o documento preparado pelo estudante Luiz Alberto, onde ficam expressas não só as demandas aprovadas na assembléia em que os estudantes decidiram entrar em greve, como também as razões pessoais para a adoção do gesto extremo da greve de fome.

 Vamos ver agora o que farão a reitoria da UENF e o (des) governador Luiz Fernando Pezão. No caso da reitoria, o contato com o Luiz Alberto poderá ser direto, visto que ele pretende conduzir sua greve de fome dentro do campus e bem próximo da reitoria.

 

CARTA ABERTA E DECLARAÇÃO DE GREVE DE FOME

Campos dos Goytacazes, 7 de abril de 2014   

UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Me chamo Luiz Alberto Araujo da Silva, tenho 20 anos, sou de origem humilde em uma favela do Rio de Janeiro, ingressei na Graduação em Agronomia na UENF como Cotista Negro, comprovando minha condição de carência junto a universidade. Sou o primeiro em minha família com oportunidade no ensino superior!

Recebo mensalmente 300 reais a título de COTA-AUXILIO e mais nada. A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro tem o Restaurante Universitario em processo de construção a 6 anos, por falta de recursos não fornece alimentação, temos um elefante branco. Não existem Alojamentos ou auxilio moradia para receber os estudantes que vem de outras cidades, sendo de nossa responsabilidade o custo de vida e de manutenção.

Neste momento estamos em Greve Estudantil, cobrando a assistência necessária a garantia da democratização do ensino superior, combate as desigualdades sociais e a afirmação das Cotas como instrumento de inclusão social. Pedimos o funcionamento imediato do Restaurante Universitário e a implementação de auxilio moradia aos que precisam, condições minimas para garantir a permanência dos estudantes!

Atualmente muitos são forçados a abandonar os estudos por canta das dificuldades, agora, o fantasma da evasão bate a minha porta. NÃO VOU DESISTIR, VOU LUTAR, VOU PERMANECER E CONCLUIR MINHA FORMAÇÃO NESTA UNIVERSIDADE PUBLICA.

Declaro GREVE DE FOME, exigindo da Reitoria UENF e do Estado do Rio de Janeiro providências urgentes na resolução dos problemas, esta e uma luta por todos os carentes que passam dificuldades e pelos que virão e tem o direito de encontrar condições favoráveis ao sucesso em seu caminho na educação pública.

 POVO NEGRO UNIDO, POVO NEGRO FORTE! NÃO TEME A LUTA, NÃO TEME A MORTE ! 

Nota pela reitoria da UENF tem um só propósito: desinformar e criar confusão

 

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Silvério Freitas, reitor da UENF, e o (des) governador Luiz Fernando Pezão. Esta proximidade é que explica as ações da reitoria da UENF para desinformar e criar confusão sobre o real andamento das negociações para encerrar a greve geral que ocorre na instituição.

A reitoria da UENF lançou no final da tarde de 6a. feira uma nota intitulada “Reajuste de docentes e técnicos será enviado em maio à Alerj” (Aqui!) cujo conteúdo é tão dispare da nota lançada pela associação de docentes em seu blog  (Aqui!) que mais parece que aconteceram duas reuniões com os mesmos personagens, só que com enredos e finais completamente opostos.  

Essa aparente dissincronia se explica menos por problemas auditivos, mas mais pelo claro empenho da reitoria da UENF em cumprir o triste papel de interventora do (des) governo do Rio de Janeiro dentro da UENF.  Até agora a principal derrotada pela greve,  a reitoria da UENF continua no seu firme propósito de impedir ganhos substanciais por parte do movimento unificado que reúne os três segmentos da comunidade universitária. É que qualquer vitória substancial servirá para aumentar ainda mais o descrédito em que a gestão do reitor Silvério Freitas está imersa.

Assim ao em vez de se unir com a comunidade que o elegeu, Silvério e sua equipe se comportam como interventores dentro da UENF. Enquanto isso, questões básicas como a reposição das perdas salariais de servidores e professores, abertura do bandejão e elevação dos valores das bolsas acadêmicas continuam sem qualquer solução. 

Deste modo, o lançamento de uma nota que desinforma e serve apenas para criar confusão é apenas a repetição de um padrão que está estabelecido dentro da reitoria da UENF desde que lá adentrou o grupo que controlou as últimas três gestões.   Por isso é tão importante que se tenha conseguido avançar no processo de superação das divisões que foram propositalmente criadas para desunir professores, servidores e estudantes.  

Agora, se a intenção de emitir esta nota era enfraquecer o movimento de greve, o clima dentro do campus Leonel Brizola nesta segunda-feira (07/04) já mostrou que esta finalidade não foi alcançada, e a greve continua firme e forte. E mais do que isso, com todos os segmentos se preparando para novas atividades de natureza unificada para pressionar o (des) governador Luis Fernando, o Pezão.

Reitoria da UENF age com velocidade inédita… só que foi para calar as demandas estudantis

A reitoria da UENF não é exatamente um primor de velocidade quando se trata de resolver problemas básicos que afetam o funcionamento da instituição. Aliás, uma das causas da atual greve é a velocidade de cágado com que a reitoria encaminhou suas tratativas com o (des) governo do Rio de Janeiro. Tanto isso é verdade é que foi só apenas após a deflagração da greve que os representantes do (des) governo Pezão (ex-Cabral) começaram a se mexer.

Agora, num gesto de velocidade inédita para quase 3 anos de profunda letargia, a reitoria da UENF agiu em velocidade digna do personagem “Flash” para arrancar as demandas estudantis que estavam afixadas na sua porta de entrada (basta comparar as duas imagens abaixo).

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Mas até ai nenhuma novidade nessa prática autoritária. É que sempre age de acordo com os interesses do (des) governo do Rio ode Janeiro não iria aceitar esse tipo de questionamento na sua porta de entrada. O problema é que a partir desta ação, a reitoria da UENF deveria se preparar para a reação dos estudantes. Mas tem gente que nunca entende que negociar e aceitar demandas é sempre preferível à reprimir e ignorar. A ver!

Delegado Paulo Cassiano Junior se envolve em confusão no campus da UFSC por causa de estudantes fumando maconha

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Para quem achava que a transferência para a paradisíaca ilha de Santa de Catarina significaria tempos mais calmos para o delegado campista Paulo Cassiano Junior. Não é que ele se envolveu numa turbulenta invasão do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para prender estudantes que fumavam maconha! Como a coisa deu a maior repercussão (negativa, eu acrescento), Paulo Cassiano Junior deverá ser processado pela reitoria da UFSC.

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Mais detalhes sobre essa situação inusitada, basta acessar (Aqui!).

Eu achei o seguinte trecho da matéria citada acima para lá de peculiar: “Mas o delegado, que horas depois disse que não permitiria que a reitoria transformasse a UFSC numa “república de maconheiros”, foi intransigente. Afirmou que buscaria o preso em 15 minutos e, se não conseguisse, como de fato não conseguiu, o Choque faria o serviço por ele. O diretor do Centro de Filosofia e Humanas alertou que aquilo teria consequências e o delegado respondeu, arrogante: “a população me apoia”.

Parafraseando Romário: a reitoria da UENF calada é uma poeta!

A nota abaixo que acaba de ser lançada pela reitoria da UENF numa tentativa débil de impedir a deflagração de uma greve a partir da assembléia de amanhã é uma expressão mais fina daquilo que o filósofo Romário já disse sobre o Pelé, qual seja, calado é um poeta.

A nota abaixo vai especialmente de encontro à verdade dos fatos. Segundo o que sei de informantes internos do alto poder uenfiano, a última reunião na SEPLAG não ocorreu porque a pessoa responsável por redigir a proposta de lei viajou para o Carnaval e “esqueceu” de voltar no dia combinado. Este tipo de descompromisso com a normalidade institucional deveria merecer era um imenso repúdio pelos dirigentes institucionais, em vez de vir a público tentar colocar panos quentes numa situação que já se tornou intolerável.

Além disso, se algo a greve dos garis da COMLURB nos lembrou é que governantes dizem querer a normalidade para negociar, mas só negociam objetivamente sobre forte pressão. Do contrário, vão empurrando o problema para frente, normalmente para impor condições totalmente pífias para os ganhos eventuais que queiram dar.

Outro aspecto que me intriga é a questão da data limite com que podemos ter ganhos concedidos em ano eleitoral. A reitoria está trabalhando com a data de 04 de Julho, mas o fato é que existem leis que vedam concessões de adicionais acima da reposição das perdas salariais após o dia 05/04.  Assim, já que a reitoria está com uma data dilatada seria de bom tom que também nos oferecessem as bases legais desta data dilatada. Do contrário, nos pedir calma e correr o risco de tudo acabar no dia 04/04, me parece temerário, especialmente para os nossos contra-cheques.

 Enfim, tenho que lembrar que no já distante mês de julho de 2013, a reitoria da UENF impôs uma minuta de lei para quebrar o regime de Dedicação Exclusiva na UENF sob a desculpa de que isto iria acelerar a concessão do Adicional de Dedicação Exclusiva. Então cade o resultado daquela pressa toda? Ah, sim, neste pedido intempestivo de calma para possibilitar uma negociação que mais parece estória de Coelhinho da Páscoa!!

Desde já, por é greve a partir de amanhã. Estou cansado desse conformismo que só tem nos empurrado cada vez mais para a condição de piores salários do Brasil.

Basta de enrolação!!

 Esclarecimentos à comunidade sobre Adicional de Dedicação Exclusiva

Tendo em vista o estágio das negociações com o governo do estado quanto ao pagamento do Adicional de Dedicação Exclusiva (ADE) aos docentes, a Reitoria não acredita que uma eventual greve seja a melhor opção para o bom desfecho do caso neste momento, ao passo que uma interrupção poderia trazer retrocessos no encaminhamento do Projeto de Lei à Assembleia Legislativa (ALERJ). Embora o governo tenha protelado o prazo inicialmente acordado para envio do projeto de lei – a saber, em fevereiro, na reabertura dos trabalhos legislativos -, as negociações para tal estão em andamento, com nova reunião a ser confirmada para esta semana.

Atualmente, a visão da Reitoria é que a manutenção das atividades contribuirá para a solução da questão em prazo hábil. Em decorrência da legislação eleitoral, o governo não poderá tomar qualquer iniciativa relativa ao pagamento do ADE a partir de quatro de julho (04/07).

A Reitoria reafirma todo o seu empenho junto ao governo, incluindo contatos frequentes com o governador para a solução dessa e das outras demandas aprovadas pelo Conselho Universitário, quais sejam: o reajuste salarial e a adequação da tabela de cargos e vencimentos.

Silvério de Paiva Freitas
Reitor da UENF

Em resposta a um manifesto político, a reitoria da UENF acena com a judicialização

Como os leitores deste blog já devem saber, eu e mais 62 docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) assinamos e divulgamos um manifesto político em defesa da universidade no dia 07/01/2014 (Aqui!) . Pois bem, após uma semana de silêncio, o reitor da UENF, Silvério de Paiva Freitas,  acaba de me enviar a “simpática” correspondência que mostro abaixo.
carta reitoria manifesto

Como o manifesto é de natureza coletiva,  tratarei com os atuais e futuros signatários a resposta a ser dada a este documento da reitoria. No entanto, não posso deixar de notar que a reitoria da UENF, na figura do seu reitor, em vez de escolher o caminho do debate democrático que deve caracterizar a vida dentro de comunidades universitárias, acena com processos administrativos e judiciais para os signatários deste manifesto.  Mas longe de me surpreender com esta atitude, eu vejo apenas a repetição de um padrão de uso de medidas administrativas (e agora provavelmente judiciais) para sufocar o debate.  Vamos ver se nesse caso o feitiço não se vira contra o feiticeiro.

Em tempo: os apoiadores deste manifesto lançaram um blog cujo endereço é “manifestouenf.blogspot.com“.  E para mim está mais claro do que nunca de que defender o projeto institucional e pedagógico criado por Darcy Ribeiro é uma tarefa que não se resume aos que estão dentro dos muros da universidade. Afinal de contas, a UENF é um patrimônio público, especialmente dos habitantes da região norte fluminense.