Reitoria da Uenf “esquece” que decretou férias coletivas e joga para a plateia

Fred Pontes  /Divulgação

Seria cômico não se beirasse o trágico o comunicado oficial do Comando de Greve da Associação de Docentes da Universidade Estadual Fluminense (ADUENF) postou em sua página oficial na rede social Facebook, a qual segue logo abaixo.

ANUNCIO

É que se sabe lá por quais razões, a reitoria da Uenf decidiu colocar todos os servidores (técnico-administrativos e professores) em férias no mês de Janeiro de 2018, mas “esqueceu” de informar esta decisão sua administrativa unilateral aos estudantes que aguardam com justificada ansiedade o fim do movimento paredista que paralisa os trabalhos de técnicos e professores desde meados de Agosto.

Não bastasse este “lapso” de memória, a reitoria da Uenf informou em nota oficial que está convocando uma reunião ampliada do chamado Colegiado Executivo (órgão assessor da própria reitoria) para discutir a situação da Uenf no dia 30 de Janeiro, dia em que a maioria dos professores estarão ainda de férias. Aí é que se pergunta: por que não fazem essa tal reunião ampliada no dia 01 de Fevereiro quando os professores deverão retornar ao campus Leonel Brizola?

Eu pessoalmente reclamei desta determinação unilateral de que eu deveria gozar férias em Janeiro, mas meus reclamos caíram  em ouvidos surdos. A mim apenas foi dito que essa era uma decisão da reitoria e cabia a mim cumprir a determinação de entrar de férias.

Por isso é que eu digo: essa reitoria se transformou numa feitoria, pois tenta jogar os estudantes contra os professores, enquanto continua agindo de forma submissa frente ao (des) governo Pezão. O interessante é que vários ocupantes de altos cargos na atual administração da Uenf ocuparam cargos na ADUENF, fato esse que até os credenciou para estarem onde estão agora.   

Entretanto, espero que com essa nota da ADUENF as eventuais reclamações pela postergação de uma assembleia que eventualmente suspenderá o movimento de greve sejam dirigidas a quem é de direito, qual seja, a reitoria da Uenf.

 

A Uenf tem reitoria ou feitoria?

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Após longo e tenebroso inverno, a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) veio a público para, tal qual a montanha, parir um rato. Falo aqui da nota lançada nesta 4a. feira para, aparentemente, dar satisfações públicas para os que demandam o retorno às aulas, sem que tenham sido resolvidas questões básicas para assegurar um funcionamento com um mínimo de condições de trabalho e de transmissão das cargas pedagógicas [1].

O conteúdo desta nota é uma espécie de repetição dos argumentos surrados que a reitoria da Uenf apresentou ao longo do segundo semestre de 2017 primeiro para impedir a deflagração da greve de professores e técnico-administrativos e segundo para quebrar decisões democráticas que foram tomadas pelas assembleias de categoria.

Mas o pior dessa nota é que, num momento em que as universidades públicas estão sob forte ataque nos estados e em nível federal, a postura de naturalizar a ausência de um calendário de pagamentos e a inexistência de verbas de custeio,  a reitoria da Uenf joga para a plateia ao pregar a volta às aulas “mesmo considerando que não temos ainda as condições ideais, como a garantia do pagamento dos salários em dia, a infraestrura ideal nos campi e a garantia da total execução do orçamento, é importante retomarmos as aulas, pois o ensino – base para o desenvolvimento da pesquisa e extensão – é um dos pilares e razão de existência da Universidade.

Digo que a reitoria joga para a plateia na medida em que existem segmentos do estudantado que insistem em que os professores da Uenf trabalhem sem salários, como se fosse aceitável que qualquer profissional tivesse que passar por essa situação degradante; sejam eles professores com doutorado ou trabalhadores de campo com nível de ensino elementar.  Ao fazer isso, a reitoria da Uenf legitima a visão neoliberal de que para qualquer trabalhadores ficar sem salários não passa de um “mero aborrecimento” , tal como escreveram vários juízes em sentenças em que negavam o direito dos servidores estaduais de receberem seus salários em dia.

A reitoria da Uenf comete ainda um desserviço ao usar o fato do ensino “ser um dos pilares e razão da existência da Universidade” para demandar o retorno às aulas sem que existam garantias mínimas no sentido de garantir serviços de segurança e limpeza, bem como o suprimento de materiais de ensino. Da forma que a Uenf se encontra, o máximo que poderá ser oferecido serão aulas conteudistas no melhor estilo “cuspe e giz”. Além disso, no período noturno sobrará aos que frequentam o campus Leonel Brizola a decisão de assistir às aulas resultará na aceitação do risco e da insegurança pessoal.

Por mais desagradável que possa soar, não hesito dizer que esta reitoria aceitou se transformar numa espécie de feitoria do (des) governo Pezão. Só isso se explica a propensão de aceitar a desconstrução do modelo de universidade idealizado por Darcy Ribeiro e na transformação da Uenf em um “escolão” onde a inovação do conhecimento será, quando muito, uma mera declaração de intenções.

Reconheço que todo movimento de greve tem início e fim. Mas não cabe à reitoria da Uenf ditar quando greves começam ou terminam. E muito menos cabe à reitoria da Uenf impor sobre os servidores que aceitem ter seus direitos trabalhistas violados em nome de um retorno às aulas que ela mesma reconhece se daria sob condições precárias.

Mas é importante  notar que apesar da reitoria da Uenf, o ano de 2018 será fundamental para que se avance mecanismos de defesa da Universidade do Terceiro Milênio e do modelo de consciência cidadã que guiou o seu desenho institucional revolucionário. E muito fará a reitoria da Uenf, se não atrapalhar quem quiser cumprir o papel que ela aceitou abandonar em nome da boa convivência com o (des) governo Pezão.

Finalmente, há que se lembrar algo que está ausente na nota da reitoria. Por decisão da própria reitoria, professores e servidores técnico-administrativos foram colocados efetivamente em férias coletivas neste mês. Assim, se ainda não foram realizadas assembleia para discutir os próximos passos da luta em defesa da Uenf, as reclamações devem ser encaminhadas ao reitor e ao Colegiado Executivo que decidiram por essas férias coletivas. Simples assim.


[1] http://www.uenf.br/dic/ascom/2018/01/24/nota-da-reitoria-24-01-18/

Reitoria da Uenf lança nota de solidariedade aos servidores em luta contra o pacote de maldades do (des) governo Pezão

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A reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) acaba de lançar uma nota de solidariedade aos servidores mobilizados no dia de hoje (24/05) contra o pacote de maldades do (des) governo Pezão (Aqui!).

ar sendo tomada por todos os dirigentes de órgãos governamentais que possuam um mínimo de compromisso com a qualidade do serviço público e a condição de vida dos servidores que já estão sendo duramente penalizados por um (des) governo completamente desacreditado e acoçado por grossas denúncias de corrupção.

NOTA DE SOLIDARIEDADE

A Reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) vem solidarizar-se com os servidores mobilizados no dia de hoje, 24/05/17 contra  o pacote de medidas que penaliza os servidores públicos, sem resolver o problema do financiamento do Estado.

 Entendemos que este pacote não ataca as causas estruturais desta crise, não mexe na estrutura das receitas, nem promove a retomada do crescimento.

A defesa do serviço público é a própria defesa do papel do Estado na nossa sociedade, ainda muito carente de medidas que diminuam a desigualdade e promovam o bem estar social.

Luis Passoni
Reitor da UENF

Os significados da vitória da chapa 10 na reitoria da UENF

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Passadas as eleições para a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), este blog voltará sua atenção a outros temas que foram secundarizados nas últimas semanas. Mas antes disso, quero analisar um pouco os números desta eleição, principalmente entre os estudantes.  Vejamos então os resultados por segmento: nos docentes o placar foi 148 votos para a chapa 10 e 117 para a chapa 11. Já entre os técnicos, tivemos 172 votos para a chapa 10 e 178 para a chapa 11. E, finalmente, entre os alunos, 1.139 votaram na chapa 10 e 602 na chapa 11.

Ainda que numericamente o resultado que mais salta aos olhos seja o dos estudantes, eu diria que nos três segmentos a reversão foi absoluta em relação a quatro anos atrás quando Silvério Freitas foi eleito com a maioria nos três segmentos. Agora, após uma campanha acirrada, o que se viu foi que a chapa apoiada por Silvério Freitas venceu, e de forma apertada,  entre os técnicos.

Como participante do processo eu poderia me deixar levar por análises que percam o essencial dessa disputa. E para mim um elemento essencial é que tivemos uma vitória das novas tecnologias de comunicação social sobre as velhas formas de fazer política partidária. É enquanto a chapa apoiada pela reitoria teve um claro insucesso nas redes sociais e se concentrou na política do “toma lá, da cá” no seu propalado “corpo a corpo”, a chapa 10 nadou de braçadas no Facebook com uma forma bastante dinâmica de comunicar sua plataforma eleitoral.  Talvez essa diferença tenha sido, inclusive, a chave da impressionante diferença alcançada entre os estudantes.

Por outro lado, há que se narrar aqui o sentimento que eu percebi entre a maioria das pessoas com que conversei no dia seguinte à vitória da chapa 10: alívio! É que mesmo entre pessoas que se sentiram compelidas, sabe-se lá por quais motivos, a vitória da dupla Luís Passoni e Teresa Peixoto é um sinal de que a Uenf poderá agora retomar os trilhos que foram abandonados por mais de uma década. E acima de tudo alívio porque deveremos agora ter uma universidade que realmente se pense como parte da região onde está localizada como um agente fundamental para a geração de respostas estratégicas. E só isso já deixa as pessoas bem aliviadas.

Eleições na UENF: a chapa 11 e a sua incansável fábrica de boatos

logo fabrica boatos

O debate desta quarta-feira passada (29/07) entre as chapas que concorrem à eleição para a reitoria da UENF foi marcada por uma série de momentos agudos, onde o candidato a reitor da chapa 10, Prof. Luís Passoni, acusou os membros da chapa 11 de estarem mentindo e espalhando boatos que estariam contribuindo para a geração de um clima de conflito e antagonismo.

Em qualquer condição semelhante, um candidato que fosse acusado de mentir e espalhar boatos deveria reagir com indignação e pular nas tamancas. Mas não foi o que se observou, pois a resposta a serie de afirmações contundentes do Prof. Passoni, mereceu apenas olhares e faces petrificadas dos dois candidatos da chapa 11.

Num caso como esse, poderia ser suficiente dizer que “quem cala consente”. Mas não, resolvi listar algumas das coisas que são ditas de forma privada apenas para enxovalhar os membros da chapa 10 (Passoni e Teresa) sem que se apresente um indício mínimo de fatos que corroborem a usina de boatos.

Vejamos alguns exemplos:

Boato 1. Luís Passoni é um sindicalista, sem qualquer experiência de gestão 

Fato: O Prof. Luís Passoni foi chefe do Laboratório de Ciências Químicas; coordenador do curso de Licenciatura em Química na modalidade presencial e duas vezes do curso oferecido na modalidade EAD no Cederj. Além disso, Passoni foi membro dos dois principais colegiados da UENF: o Conselho Universitário e o Colegiado Acadêmico. Além disso, o Prof. Passoni tem uma larga experiência na gestão de unidades industriais,  pois trabalhou no “chão da fábrica” na multinacional 3M.

Boato 2: Teresa Peixoto não é bem vista pelos professores do CCH, centro do qual foi diretora no período entre 2007 e 2011.

Fato: A gestão como diretora da Profa. Teresa Peixoto foi marcada por procedimentos democráticos e transparentes, e decorreu de forma tranquila durante os 4 anos de sua duração. No CCH, a chapa 10 deverá ter uma das melhores votações proporcionais entre os professores, e muito em função do desempenho que a Profa. Teresa teve à frente do centro.

Boato 3: Luís Passoni não lutou por qualquer benefício salarial para os servidores da UENF, e pensou apenas nos professores quando foi presidente da ADUENF.

Fato: Os 19% que foram concedidos aos servidores não docentes em 2014 decorreu de gestões feitas pelo Prof. Passoni junto à Comissão de Educação da Alerj, pois ele considerava que seria extremamente injusto que a proposta do governo Pezão de não conceder qualquer reajuste aos servidores prevalecesse. Quem impediu a unidade entre professores e servidores foram os apoiadores da chapa 11 que naquele momento controlavam a delegacia do Sintuperj na UENF.

Boato 4: A Professora Teresa Peixoto passa muito tempo no exterior à custa de recursos da UENF.

Fato: A Professora Teresa Peixoto, cujo título de doutorado foi obtido na França, realizou seu pós-doutorado naquele país entre 2011 e 2012, e tem viajado com recursos próprios ou de projetos em que ela participa para consolidar parcerias de pesquisa com seus colegas franceses. Essas viagens de trabalho foram todas aprovadas nos órgãos colegiados da UENF, e ela nunca se ausentou da UENF sem a devida permissão da reitoria.

Boato 5: O Prof. Passoni participou de projetos em que recursos foram usados sem qualquer transparência ou retorno para a UENF.

Fato: Todos os projetos de pesquisa em que o Prof. Passoni já participou jamais ofereceram benefícios financeiros individuais para ele. Tampouco há qualquer evidência de que ele tenha se apropriado de recursos ou que suas atividades não tenham dado retorno para a UENF. A opção preferencial do Prof. Passoni pela atuação no ensino de graduação lhe custou inclusive o acesso a editais que apenas privilegiam a realização de pesquisas.

Boato 6. Luís Passoni é um esquerdista radical que não tolera qualquer ideia discordante.

Fato: Todos os depoimentos disponíveis na página da campanha da chapa 10 e que conhecem o Professor Passoni desde o ensino médio dão conta que ele é uma pessoa com grande capacidade de ouvir e ponderar, e que ele é um negociador que procura agregar os grupos onde atua. Pessoalmente posso testemunhar que o Prof. Passoni é uma das pessoas mais ponderadas e incansáveis no trato com os que possuem ideias diferentes das suas. De forma básica direta, Passoni é uma pessoa essencialmente democrática e que acredita no diálogo como ferramenta de resolução de problemas.

Boato 7. Se a chapa 10  for eleita, o Pedlowski vai ser Pró-Reitor de Extensão e colocará tudo o que foi feito por água abaixo.

Fato: Já disse pessoalmente que não estou apoiando a chapa 10 em troca de cargos. Além disso, encaro que meu papel será o de continuar construindo a Uenf desde o meu grupo de pesquisa.  Há ainda que se lembrar que o comitê eleitoral da chapa 10 já definiu critérios claros para a possível ocupação de cargos, os quais incluem experiência prévia nos cargos que serão ocupados. Como nunca fui, por exemplo, sequer coordenador de extensão no CCH, o meu nome está automaticamente eliminado da lista de nomes que poderão ocupar esse cargo.

Boato 8.   A chapa 10 aparelhou a ADUENF e o DCE e por isso a chapa 11 não compareceu nos debates organizados pelos sindicatos nos campi de Campos dos Goytacazes e Macaé.

Fato:  Nem o DCE ou ADUENF fizeram qualquer apoio material ou político a qualquer uma das chapas. O que houve é que diretores e ex-diretores das duas entidades declararam apoio à chapa 10. Agora, em contraposição professores que ocupam cargos indicados na gestão de Silvério Freitas estão usando seus cargos para pedirem votos para chapa 11.

Boato 9. Se Passoni for eleito não haverá mais diálogo com o goverrno Pezão porque ele é um radical e incapaz de dialogar 

Fato: Este boato é uma variação do boato 6. Mas é importante que se lembre que na última gestão em que foi presidente da Aduenf, o Prof.  Passoni se reuniu diversas vezes com o presidente da Alerj, com o presidente da Comissão de Educação da Alerj, com os secretários de Planejamento e Gestão, Sèrgio Ruy, e de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, e até com o então vice-governador, Luis Fernando Pezão. Foi com essa cpaacidade de dialogar com os diferentes níveis de governo que o Passoni conseguiu fechar uma negociação que beneficiou professores e servidores, a qual encerrou a greve que ocorria na Uenf. Aliás, quem sempre mostrou forte incapacidade de negociar foi a reitoria da Uenf na qual o vice-reitor da chapa 11, Antonio Amaral, participava.

Boato 10. O Prof. Luís Passoni não possui título de doutorado e entrou na Uenf num concurso “mutretado” (isto é, eivado de irregularidades).

Fato: No primeiro debate, o Prof. Passoni mostrou a todos o seu título de doutor em Ciências obtido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e esse boato morreu no nascedouro da campanha.

Boato 11. O Professor Passoni é contra a correção das “distorções salariais” existentes na Uenf e não se importa com a situação dos servidores com menores salários.

Fato: O Prof. Passoni vem afirmando em reuniões e debates que uma prioridade de sua administração será a correção salarial em todos os níveis, mas principalmente naquelas faixas onde a depreciação salarial é maior, especificamente nos servidores de nível elementar e fundamental. Há que se lembrar que esse boato é uma variação dos boatos 3, 6 e 9. Na verdade, a postura do Passoni tem sido justamente a de lutar pelo direito de todos, mesmo quando presidia a Aduenf.

Eu poderia continuar com a lista interminável de boatos que andam circulando na UENF. Mas a pergunta que deve ser feita a toda pessoa que estiver empenhada em dar força para essa verdadeira máquina de boatos é de por que estão se ocupando em difamar os membros da chapa 10 quando poderiam estar apresentando e debatendo o programa da chapa 11.

A verdade que esse comportamento antiético e antidemocrático dos apoiadores e dos membros da chapa 11 apenas procura esconder um fato básico: a chapa 11 representa o continuísmo de um grupo que está instalado na reitoria da UENF desde 2003. Aliás, no debate de ontem, sob a pressão das respostas bem colocadas pela chapa 10, os candidatos Edmilson e Antônio Amaral finalmente revelaram que são sim representantes da atual reitoria.

Tanto isto é verdade é que ao final do debate, o candidato Edmilson Maria gritou em alto e bom som que “nós vamos ganhar de novo!”. Nada mais continuísta do que isto!

Talvez por isso, a chapa 11 tenha fugido dos dois debates organizados pelos sindicatos da UENF, e tenham optado pela disseminação de boatos e inverdades. E isto é lastimável em qualquer eleição, mas principalmente para uma reitoria de universidade pública, onde o debate deveria ser sobre projetos e ideias.

Mas a verdade é que quem não tem substância, acaba sempre apelando no final.

E aqueles que ainda tiverem dúvidas, sugiro que visitem a página que a chapa 10 possui no Facebook e leiam todos os depoimentos que ali estão. Após isto, tenho certeza que nos dias 01 e 04 de Agosto iremos fechar para sempre a incansável fábrica de boatos que a chapa 11 montou para encobrir suas responsabilidades na pífia gestão que dominou a UENF nos últimos 8 anos.  Para acessar a página da chapa 10 basta clicar (Aqui!)

fabrica de boatos

Eleições na UENF: o adorável mundo novo da chapa 11 e a realidade que ela não mostra

Ainda que não haja qualquer pesquisa científica sendo realizada acerca das intenções de voto nas eleições para a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que ocorrerão nos dias 01 e 04 de agosto, a campanha eleitoral da chapa 11 dá indícios que percebe que seus candidatos se encontram em dificuldade. Uma pista disso é a página oficial da chapa 11 no Facebook que vem se esmerando em apresentar um desenho gráfico de excelência para nos prometer uma “UENF com qualidade”.

Vejamos dois exemplos dessa excelência gráfica da campanha da chapa 11:

campo 0Chapa 11 prometendo que “veio para transformar a UENF”, tendo no fundo uma produção visual com o campus Leonel Brizola que transmite um sentido futurístico.

Na segunda imagem que segue abaixo, o que temos é um suposto compromisso com a “a qualidade”.

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Propaganda da chapa 11 que promete “alta qualidade” utilizando uma estudante que não deve sequer ter visitado o Brasil em sua vida, mais parecendo um daqueles posters produzidos por universidades norte-americanas para atrair estudantes.

Esse esforço de imagem procura esconder vários aspectos básicos do envolvimento dos professores que compõe a chapa 11 com as administrações dos reitores Almy Junior e Silvério Freitas que eles agora prometem “transformar”

edmilson silverio -convenio-unifluReunião no gabinete do  reitor Silvério Freitas com a presença dos professores Edmilson Maria (então diretor do CCT) e do Professor Antonio Amaral (então Pró-reitor de Pós-Graduação).

Mas mostrar esse continuísmo entre as reitorias de Almy Junior e Silvério Freitas que a chapa 11 representa é pouco para mostrar aos potenciais eleitores. Assim, mostro imagens que colhi recentemente numa unidade de experimental que a Uenf mantem na cidade de Campos dos Goytacazes, onde colhi depoimentos que mostram o que de fato acontece aos que constroem a nossa universidade todos os dias, e que não aparecem nas propagandas estilosas da chapa Edmilson-Amaral.

campo 1Bezerros que são usados nos experimentos recebem diariamente ração de alta qualidade e possuem até um bebedouro próprio que aparece ao fundo da imagem.

 Mas e a condição que os servidores que cuida com o maior zelo desses animais? Abaixo um pequeno comodo mostrando o único sofá existente na unidade para possível descanso dos servidores

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Se a situação das  condições para descanso já são lamentáveis, vejamos a situação do bebedouro que foi disponibilizado para uso dos servidores dessa área e as condições em que o mesmo se encontra a poucos dias da eleição em que a chapa 11 promete “transformar a UENF”!

campo 3Bebedouro e tanque sem utilização porque a reitoria da UENF nunca realizou a ligação dos mesmos com a rede de abastecimento de água.

E os estudantes de carne e osso que ajudam a construir a Uenf como uma das melhores universidades brasileiras da atualidade? Esses padeceram nos últimos anos, com a presença do candidato a vice-reitor da chapa 11 na gestão da reitoria que ele agora diz querer transformar, de todos os tipos de desrespeito, a começar pelo atraso no pagamento de bolsas acadêmicas. Isto acabou ocasionando ao longo de 2015 uma série de manifestações legítimas do movimento estudantil uenfiano, inclusive com o fechamento das entradas do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes.

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Estudantes fecham o campus Leonel Brizola em 2015 para protestar contra o atraso crônico no pagamento de bolsas acadêmicas.

Para completar os problemas dos alunos presenciais também no sistema Cederj existem uma série de problemas que hoje dificultam a vida dos estudantes, a começar pela demora na entrega  material didático impresso, o que contraria toda a estrutura de aprendizagem e, acima de tudo, contraria a própria propaganda oficial. Isto sem falar no fato de que quando algum estudante procura se informar sobre quando o material será entregue, a resposta é “Quanto a distribuição do material didático, impresso, não é de responsabilidade desta Coordenação e Tutoria.

Cederj

A propaganda do Cederj diz que os estudantes com material didático. No caso de muitos estudantes de EAD da Uenf, isso é só propaganda mesmo!

O fato é que a distância entre as promessas glamourosas da chapa 11 e a realidade em que a Uenf está colocada neste momento é abissal. Afinal, se não fizeram até agora, vão fazer depois de eleitos por quê? Talvez por isso, apesar dos esforços, a propaganda da chapa 11 só tenha conseguido convencer poucos até o momento. É que não basta propaganda bonita, há que se trabalhar com respeito e transparência para mudar a realidade. Simples assim!

 

 

Eleições na UENF: chapa 11 muda layout pela quarta vez e mostra que está perdida na disputa eleitoral

A campanha da chapa situacionista para as eleições da reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) acaba de mudar novamente o layout da sua página no Facebook. Essa é a quarta versão do layout e, em cada uma delas podemos observar modificações que refletem uma clara tentativa de melhorar o desempenho da imagem dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral, enquanto se aproveita para inserir mensagens subliminares que contribuem para confundir os potenciais eleitores.

Vejamos a sequência do primeiro layout até o lançado no dia de hoje.

 

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A imagem acima é o primeiro layout da propaganda da chapa 11, inclusive no Facebook

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Layout que foi ao ar no dia 12/07 na página da chapa 11 no Facebook,

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Layout que foi ar no dia 18/07 na página da chapa 11 no Facebook,

Agora vejamos o quarto layout que foi lançado nesta 6a. feira (24/07):layout 5

As principais mudanças que podem ser vistas é a retirada do amarelo no número 11 e a inserção da frase “Temos orgulho da Uenf“. A primeira modificação pode ser entendido como um esforço de retirar a confusão com a cor usada pela chapa 10 para identificar o seu numeral. Mas o uso da frase “Temos orgulho da Uenf” pode ser entendido como um esforço para criar a impressão de que a chapa 10 não compartilha deste sentimento, o que não é efetivamente o caso. 

Mas uma questão que me parece mais contundente é que mudanças de layout tem sido acompanhadas por um campanha informal em que diferentes estratégias vem sendo tentadas para desqualificar os professores Luís Passoni e Teresa Peixoto e sua capacidade para fazer a reitoria da Uenf funcionar de uma forma que seja transparente e respeitosa.  E tantas modificações de layout mostram ainda que todas essas tentativas não estão dando certo. Aliás, a impressão que fica é que o comando da campanha da chapa 11 está sem o devido norte político. Simples assim!

Eleições na UENF: debate organizado pelos sindicatos aconteceu, apesar do boicote da chapa 11

A tarde desta 4a.feira (22/07) serviu para a realização de um importante debate acerca das eleições que ocorrerão para a reitoria da Universidade Estadual do Norte (Uenf) no próximo dia 04 de agosto. A organização deste debate que ficou a cabo dos sindicatos que representam estudantes, servidores técnicos e professores (DCE, Sintuperj e Aduenf) lamentavelmente foi boicotado pelos membros da chapa 11 (professores Edmilson Maria e Antonio Amaral) que se recusaram a comparecer com alegações objetivamente insustentáveis.

O que poderia ter sido um debate sem maiores cobranças aos candidatos da chapa 10 (professores Luís Passoni e Teresa Peixoto) acabou servindo para que membros dos três segmentos fizessem perguntas objetivas e diretamente relacionadas a problemas que efetivamente hoje impedem o pleno desenvolvimento das potencialidades que a Uenf possuem. E este parece ter sido o principal ganho para todos os que lá foram e que, de forma objetiva, desmontaram a tentativa de boicote da chapa 11 a um debate poderia ter sido mais rico se seus membros não tivessem fugido da discussão.

Abaixo imagens do debate que ocorreu na quadra do Prédio E-1 no campus Leonel Brizola.

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Da conversa que tive com várias pessoas presentes no debate surgiram duas questões principais:

1) Quem se nega a debater com os sindicatos antes de eleitos, vai debater depois de eleito?

2) Quem não consegue encontrar disposição para debater com os sindicatos, vai debater com o governo do Rio de Janeiro em condições de firmeza?

Eleições na UENF: pressionada pelo andamento da campanha, chapa 11 foge do debate organizado pelos sindicatos

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Com desculpas esfarrapadas, os membros da chapa 11, professores Edmilson Maria e Antonio Amaral enviam documento avisando que não comparecerão ao debate organizado pelas entidades sindicais da UENF. Amarelaram ou é mesmo a prova cabal de indisposição para o debate democrático? 

Trabalho como professor na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) desde janeiro de 1998 e comecei a e participei do processo de reorganização  da Associação de Docentes da Uenf- Aduenf (sindicato que representante os professores nas negociações com o governo do Rio de Janeiro) em meados de 1999. Desde então tentei contribuir com a Aduenf em diferentes funções dentro dos organismos decisórios que existem em nosso sindicato. Participei de centenas de assembleias ao longo desses 16 anos, muitas delas em momentos cruciais não apenas para os interesses corporativos dos professores.

Lembro que o principal momento de atuação da Aduenf e das demais organizações representativas de servidores não docentes e estudantes foi a belíssima luta pela autonomia universitária da Uenf que ocorreu entre os anos de 2000 e 2001. Naquela luta memorável pela criação de fato da Uenf, que até então não possuía existência jurídica, os sindicatos foram decisivos para que o então governador Anthony Garotinho concedesse a nossa autonomia em relação à Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte) que até então era quem geria todos os aspectos da vida institucional da nossa universidade. Aliás, do movimento da autonomia, gosto sempre de lembrar aos mais novos dentro da universidade que o movimento foi iniciado pelos estudantes. Outro episódio mais recente, mas igualmente memorável, foi a mobilização realizada para impedir a quebra do regime de Dedicação Exclusiva dos professores, onde a unidade de todos os segmentos que compõe a nossa comunidade universitária impediu o esfacelamento do modelo de docência idealizado por Darcy Ribeiro.  

Como participante, e não como mero observador, da história da Uenf e, por extensão da Aduenf, posso dizer que jamais presenciei um pronunciamento dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral em quaisquer assembleias da Aduenf ou das organizadas de forma conjunta com as demais entidades que representam servidores não docentes e estudantes! E olha que o professor Edmilson Maria chegou na Uenf em 1996 e o professor Antonio Amaral em 1997, como atestam seus currículos depositados na Base Lattes do CNPq.  No caso do professor Edmilson Maria ele sequer é associado da Aduenf. Já o professor Antonio Amaral, em que pese ser associado, compareceu em raríssimas ocasiões nas assembleias da Aduenf. Aliás, na última vez que compareceu, ainda como pró-reitor da gestão comandada pelo reitor Silvério Freitas, foi para votar o fim da greve ocorrida em 2014!

Pensei que esta campanha eleitoral me daria a oportunidade de pela primeira vez ouvir os dois fora da seara dos organismos dirigentes da Uenf onde estão presentes quase desde quando chegaram no campus Leonel Brizola.  É que as entidades representativas de estudantes, servidores técnicos e professores organizaram um debate que ocorrerá nesta 4a. feira (22/07), onde poderíamos ouvir as posições das duas chapas aos problemas concretas que afligem o cotidiano da Uenf, começando pelo necessário reajuste de salários e bolsas acadêmicas, cujos valores estão claramente corroídos por um processo inflacionário que pode ser baixo, mas é persistente.

Mas qual é o meu desapontamento ao ler o documento abaixo, onde com base em desculpas esfarrapadas, os membros da chapa 11 avisam que vão fugir do debate organizado de forma democrática pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), pelo Sintuperj/Uenf e pela Aduenf

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Entretanto, apesar de desapontado, não posso dizer que estou surpreso. É quem esteve presente, por exemplo, nas diversas manifestações que lacraram a entrada do campus Leonel Brizola nos últimos anos pode testemunhar que os membros da chapa 11 não foram exatamente entusiastas das atividades que explicitavam os diferentes aspectos da crise que aflige a Uenf. Também pudera, esta crise está diretamente ligada à forma que a atual reitoria, com a qual os dois estão alinhados politicamente, é a executora no plano interno.

Creio que a melhor lição que se poderá dar aos membros da chapa 11 é encher a quadra de esportes do prédio E-1 para inquirir e ouvir respostas das chapas que lá aparecerem. Se só os professores Luís Passoni e Teresa Peixoto decidirem honrar o convite feito pelas entidades que representam os interesses de estudantes, servidores técnicos e professores, os membros da chapa 11 só terão a si mesmo a culpar.

 

Eleições na UENF: sob pressão, chapa 11 agora clama ser uma família. Só falta agora dizer que defende a tradição e a propriedade

Há coisa que a gente não discute em processo eleitoral, e uma delas é a estratégia que se faz para se vender a imagem dos candidatos e seus programas.  Mas eu não tenho como deixar de perguntar: será que a escolha ou não dos candidatos no dia 04/08 se dará com base em quer ou não se juntar à “família” chapa 11?
familia chapa 11

O que resta ainda no estoque de argumentos para que se vote na chapa 11 no dia 04 de agosto?  A defesa da tradição e da propriedade? 

A coisa  é a seguinte: que família é essa onde se aceita o atraso de bolsas acadêmicas como corriqueiro e natural, e o uso da Polícia Militar para controlar a segurança interna do campus universitário, enquanto assaltos continuam ocorrendo do lado de fora? 

Será que alguém quer mesmo ter a família da chapa 11 continuando a dirigir a Uenf como fizeram na última década?