Reitor da Uerj suspende aulas por falta de segurança e condições de insalubridade

Em uma resposta à situação crítica que se abateu sobre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que convive com a ausência de serviços de segurança e limpeza, o reitor Ricardo Vieiralves decidiu suspender as atividades acadêmicas na maior universidade estadual fluminense por uma semana, como mostra o documento abaixo.

uerj

Entretanto, esta situação não se resume à Uerj, e se estende também à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) onde a empresa prestadora de serviços de segurança sustou os trabalhos após cinco meses de atraso de pagamentos. A segurança do campus Leonel Brizola é atualmente feita por um contingente de policiais militares ligados ao chamado Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis).

Como já postei aqui, esta situação deverá se tornar rotina em 2016, visto os dramas cortes realizados pelo (des) governo Pezão no orçamento das três universidades estaduais, sendo que o caso mais dramático é o Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) que sequer possui um campus para funcionar!

A crise das universidades estaduais e o papel vergonhso das reitorias-estafetas no seu aprofundamento

ricardovieiralves

A crise instalada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) possui características variadas, indo desde os aspectos financeiros até o profundo autoritarismo com que seu reitor (ou seria feitor?) Ricardo Vieiralves vem dirigindo a instituição. Contudo, os conflitos ocorridos na última 5a. feira estão sendo jogados nas costas de “estudantes radicalizados” que querem apenas atentar contra o bom funcionamento de uma instituição que, convenhamos, faz tempo anda muito mal das pernas.

Os atores que tentam objetivamente esconder a natureza da crise são muitos, a começar pelo causador dos problemas, o (des) governador Luiz Fernando Pezão. O (des) governador teve o desplante de declarar ao notório “O Globo” que todos os recursos financeiros estão sendo repassados à Uerj. Esqueceu Pezão de dizer que não apenas a Uerj, como também a Uenf e a Uezo, vive hoje com orçamentos insuficientes e contingenciados (em outras palavras cortados ao limite). Essa é a principal causa dos problemas que estão sendo vividos nas universidades estaduais do Rio de Janeiro.

Agora, os malfeitos desse (des) governo só são possíveis com a presença de figuras do quilate de Ricardo Vieiralves e Silvério Freitas, no caso da Uenf, no cargo de reitor. É que eleitos sabe-se lá por quais combinações de interesses, esses reitores se transformaram desde o primeiro dia de seu mandato em meros estafetas do (des) governo do Rio de Janeiro dentro de suas universidades. E para melhor cumprir isso não hesitam em transformar os órgãos colegiados em simulacros de uma falsa governança democrática que só se presta a naturalizar o estado de caos que é gerado pela asfixia financeira. No caso da Uerj, a situação é mais dramática porque Vieiralves não tem hesitado em suspender reuniões de colegiados, e nem tem se sentido constrangido quando ordena suspensões precoces de calendário escolar ou adota o fechamento do campus Maracanã como estratégia de cerceamento da livre manifestação política dos que se opõe às suas formas autoritárias de gestão.

Sair dessa situação não é tarefa fácil, pois parte substancial dos corpos docentes e técnicos estão bem ajustados a essa forma canhestra de tocar a vida universitária, e especialmente porque veem seus interesses privados melhor atendidos por esse tipo de governança antidemocrática. Quebrar essa lógica que é uma expressão pura da “Lei de Gerson” levará tempo, e necessitará uma dose extra de paciência e foco. Sem isso, as forças que apoiam a privatização na prática das universidades estaduais não se sentirão nenhum um pouco constrangidas e não hesitarão em usar todos os meios para se manter no poder.

E uma palavra sobre o que eu tenho visto no movimento estudantil dentro desse processo de reação às políticas de sucateamento impostas pelo (des) governo Pezão. Apesar de erros pontuais e de excessos pontuais, os estudantes têm representado a única forma organizada de resistência a esse processo de desmanche. Assim, ao ler todos os ataques que estão sendo feitos contra o movimento estudantil da Uerj, fico com a impressão de que os inimigos da universidade pública e gratuita também já entenderam a centralidade que os estudantes ocupam na sua defesa neste momento.

Reitor da UERJ suspende início do semestre por causa da crise financeira causada pelo (des) governo Pezão

UERJ adia início do semestre para 23 de março

ricardo

O Reitor Ricardo Vieiralves assinou o Ato Executivo de Decisão Administrativa Nº 005 considerando: 1) A grave crise fiscal que atravessa o Estado do Rio de Janeiro, com consequências sobre a UERJ; 2) A obrigação de zelar pela segurança dos indivíduos e pelo patrimônio público; 3) 0 dever de ofertar as condições necessárias para o funcionamento da UERJ; 4) 0 compromisso com os estudantes, técnico-administrativos e docentes com a educação de qualidade; 5) A ausência momentânea de solução por parte do Estado para o problema de pagamento de empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza, segurança externa e manutenção.

Leiam o documento abaixo!

uerj

Reitor da UERJ assume estado de insolvência financeira e antecipa recesso de fim de ano

O reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)Ricardo Vieiralves fez circular uma carta dramática à comunidade universitária onde admite que, por completa falta de recursos orçamentários, resolveu antecipar o recesso de fim de ano.

Os termos são tão claros quanto poderiam ser, e mostram o que o (des) governo Pezão/Cabral anda fazendo com a UERJ e, por extensão, com a UENF e a UEZO. A única coisa que a carta de Vieiralves não explica é porque decidiu tomar essa medida sem consultar os órgãos colegiados da instituição. Além disso, tampouco explica porque passa a maior parte do tempo sem se manifestar acerca da situação calamitosa em que UERJ se encontra por causa do (des) governo comandado por Pezão.

NOTAREITOR

 

Bom, pensando bem, pelo menos Vieiralves não está promovendo um evento beija mão para Pezão como está fazendo a reitoria da UENF!