No reino da barata voa: Pezão desmente Meirelles, mas é desmentido pela Sefaz

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O imbróglio criado pela declaração do dublê de ministro e banqueiro Henriques Meirelles acerca da necessidade de aval do Banco Mundial para a operação envolvendo o banco francês BNP Paribas ganhou um novo capítulo com um desmentido público do (des) governador Pezão [1 & 2].

Segundo o que Pezão declarou à mídia corporativa, ele afirmou que o contrato que envolve a CEDAE com o Banco Mundial já teria “sido resolvido”, sem explicar nem quando ou como este milagre teria sido concebido.

Para enrolar aquilo que já está enrolado, a Secretaria Estadual de Fazenda e Planejamento (Sefaz) teria emitido uma nota à imprensa onde teria  confirmando a informação passada por Pezão, ao mesmo tempo que reforçou a necessidade de um aval por parte do Banco Mundial em função de outros contratos. Em outras palavras, a Sefaz conseguiu o milagre de confirmar e desconfirmar Pezão num só parágrafo.

O produto dessa confusão é que os quase 200 mil servidores que estão com seus salários atrasados que já andavam desconfiando que estavam sendo enrolados, a partir das ditas e contraditas envolvendo Henrique Meirelles e Luiz Fernando Pezão agora têm certeza que enrolação é a única coisa certa nesse imbróglio todo.

O interessante é que a partir da saia justa criada, sabe-se lá porquê por Henrique Meirelles, o (des) governador Pezão vai ter que se virar para pagar os atrasados. Ou é isso ou a conflagração se tornará inevitável  Ainda que trágico, simples assim!


[1]  https://oglobo.globo.com/rio/pezao-diz-que-meirelles-se-equivocou-afirma-que-contrato-em-que-cedae-garantia-ja-esta-resolvido-22149273

[2] https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/pezao-corrige-meirelles-diz-que-contrato-em-que-cedae-garantia-ja-esta-resolvido-22149070.html

Pezão e Gustavo Barbosa lançam nova modalidade esportiva, o silêncio sincronizado

Ao final de mais uma semana recheada de incertezas e dívidas para pagar,  uma parcela significativa dos servidores públicos do Rio de Janeiro continua sequer sem qualquer tipo de comunicado oficial por parte do (des) governo Pezão sobre quando (ou até mesmo se) serão pagos os salários atrasados de Setembro e Outubro, e também o 13o. salário de 2016.

Este silêncio oficial parecer ser a melhor expressão de uma modalidade esportiva que o (des) governador Luiz Fernando Pezão e seu (des) secretário estadual de Fazenda e ex-diretor-presidente do RioPrevidência resolveram criar: o silêncio sincronizado.

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Os servidores que não tem os salários polpudos de Pezão e Gustavo Barbosa que, aliás, são pagos em dia não estão achando a menor graça nessa nova modalidade esportiva.

 

 

O massacre do casal Garotinho, por Luis Nassif

Por Luís Nassif

Pouco sei da carreira política do casal Garotinho. Cada vez que escrevo sobre eles, amigos correm para sugerir cautela. Mas a perseguição que lhes é movida pelo sistema do Rio de Janeiro – Tribunal de Justiça, procuradores e Globo –, sob silêncio geral, é um massacre.

Garotinho é um político local que tentou um voo mais alto. Não conseguiu se transformar em um líder nacional, capaz de mntar alianças com os sistemas de poder – Judiciário, Congresso, mídia -, mas ficou grande demais para se abrigar nas asas de algum padrinho político, em partidos ou nos tribunais superiores. Não tem vinculação nem com esquerda, nem com direita, nem com intelectuais, nem com juristas. Não tem aliados nos partidos maiores, menos ainda na mídia.

Mesmo assim, é politicamente atrevido nos desafios que faz e fez. Já desafiou o Tribunal de Justiça do Rio, a Globo.

Com esse atrevimento – e essas vulnerabilidades – tornou-se um prato para esse pessoal. Podem aprontar o que quiser com seus direitos que não haverá gritos de revolta, manifestações dos órgãos de defesa dos direitos humanos, clamor dos juristas mais conhecidos ou a defesa do Gilmar Mendes. Não haverá manifestações internas, menos ainda as internacionais.

Leio, agora, que o bravo TJ-RJ tirou os direitos políticos de Rosinha Garotinho por 2 a 5 anos, pela acusação de ter usado recursos públicos para um anúncio no qual respondia a ataques a uma política que implementou em Campos. Seu advogado diz que é armação.

A prisão do casal Garotinho, a humilhação a que foram expostos por procuradores – que permitiram cenas da prisão no Fantástico -, a perseguição implacável da mídia, cobrando até a submissão de Rosinha às faxinas do presídio, mostram o Rio de Janeiro definitivamente como uma terra de ninguém.

É covardia dos eminentes magistrados, é covardia da Globo, é covardia de todos os que se calam, porque as vítimas não se enquadram a nenhum dos escaninhos do poder ou da oposição.

Defender Garotinho não enriquece currículos.

Por isso, mais do que os prisioneiros políticos da Lava Jato, a prisão do casal Garotinho é o maior desafio que os direitos individuais enfrentam nesse país sem leis.

FONTE: https://jornalggn.com.br/noticia/o-massacre-do-casal-garotinho-por-luis-nassif

As lorotas do (des) governo Pezão aumentam agonia dos sem salários

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O jornal “O DIA” publicou matéria no dia de hoje (30/11) informando que o famigerado empréstimo do BNP Paribas sequer foi protocolado oficialmente junto ao Ministério da Fazenda [1].

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Com isto, qualquer prazo para uso dos R $ 2,9 Bilhões relativos à essa operação financeira não vão passar de uma lorota.  Aliás, mais uma contada pelo (des) governo Pezão. 

O problema é que com mais essa revelação de uma lorota contada e recontada pelo (des) governo Pezão, o pagamento dos salários atrasados se torna uma completa incógnita. 

Aí é que eu pergunto:  o que vão fazer os principais sindicatos ligados aos servidores públicos estaduais? A ver!


[1] http://odia.ig.com.br/economia/2017-11-30/servidor-ate-quando-vai-durar-a-espera-para-receber-em-dia.html

A tática vitoriosa do (des) governo Pezão: dividir para privatizar

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Muito se fala da incapacidade e inoperância do (des) governo Pezão para cuidar dos interesses do estado do Rio de Janeiro em suas trataticas com o governo “de facto” de Michel Temer.  Essa incapacidade apareça em cada tentativa frustrada de liberar ou adiantar recursos pertencentes ao povo fluminense. Até no famigerado Regime de Recuperação Fiscal (RRF),  o (des) governador Pezão mostrou-se bastante dócil quando aceitou uma cláusula onde terá que renunciar a uma série de processos legítimos onde o estado do Rio de Janeiro demanda direitos negados pelo governo federal.

Entretanto, se olharmos a situação aflitiva em que se encontram mais de 200 mil servidores da ativa e aposentados, veremos que há uma área onde o (des) governo Pezão estabeleceu uma ferramenta bastante eficaz para alavancar o projeto de privatização de bens públicos pertencentes ao povo do Rio de Janeiro. Esta ferramenta é tão simples quanto efetiva: a divisão do funcionalismo estadual em duas categorias, uma que recebe salários em dia e outra que foi deixada propositalmente à mercê da própria sorte.

Ainda que haja evidentes pitadas de maldade nessa ferramenta, há que se ver ao que ela realmente presta, além de deixar milhares de pais e mães de famílias sem as condições mínimas para honrar compromissos, incluindo o pagamento da escola de filhos e o do plano de saúde. Aliás, existem inúmeros casos documentados onde servidores aposentados estavam vivendo da caridade de amigos e familiares.  

Resultado de imagem para dividir para conquistarO fato é que essa divisão do funcionalismo estadual tem sido fundamental para que  o (des) governo Pezão avance os seus planos de privatização e o caso da CEDAE é apenas a ponta deste icerberg. É que ao criar essa clivagem entre os “com salários” e os “sem salários”, o que se consegue é ruptura dos laços de solidariedade política que são fundamentais neste momento para que o funcionalismo estadual possa participar do processo de resistência à destruição dos seus empregos e, pior, do caráter público dos mesmos.

Até aqui o (des) governo Pezão tem conseguido manobrar com rara eficiência os sindicatos que dizem representar os servidors públicos. O máximo que se tem visto são ações alegóricas e sem qualquer contundência.  Aliás, um protesto que deverá ocorrer na frente da Cadeia de Benfica por convocação do chamado Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) se inscreve no verdadeiro festival de manifestações alegóricas que vem ocorrendo no Rio de Janeiro sem que haja qualquer impacto sobre o (des) governo Pezão.  É que o local para protestar e causar impacto continua sendo o Palácio Guanabara. Mas como é para ficar na alegoria e não na ação contudente, ficamos sendo convidados para ações que não mobilizam ninguém.

De toda forma,  resta saber até quando o (des) governo Pezão vai conseguir manter os servidores divididos e desunidos.  Com a prisão dos mandarins da Alerj e a permanente possibilidade de que mais prisões estejam a caminho, é possível que uma hora dessas essa tática desande.  O problema é que se não desandar logo, o risco é que não sobre mais nada para ser defendido.

(Des) governador Pezão: a face mais visível do projeto de extermínio do estado no Rio de Janeiro

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No meio da crise colossal que o Rio de Janeiro atravessa, vivemos um complexo jogo de espelhos onde nada é efetivamente o que parece, a começar pelo próprio processo que convencionamos denominar de “crise”.  A primeira coisa que precisa ser dita neste momento é que a crise nunca atingiu e nunca atingirá determinados segmentos, inclusive dentro do que se convenciona chamar de “funcionalismo público estadual”.   O problema é que se criou uma narrativa tão forte de que vivemos uma crise generalizada que é muito difícil discernir o que é real nela e o que apenas é fabricado para manter o plano estratégico sendo executado pelo (des) governo Pezão para ampliar o processo de privatização do que ainda resta do setor público fluminense.

A segunda coisa que precisa ser dita é que o jeito bisonho com que o (des) governador Luiz Fernando Pezão se comporta em público não passa de uma performance de um ator bem treinado. É que ninguém sai do completo anonimato em Barra do Pirai (simpática cidade encrava no sul fluminense e que possui uma população estimada de menos de 100 mil habitantes) para ficar em cargos chaves do executivo estadual por tanto tempo. Além disso, há que se lembrar que sob o comando de Pezão, as principais políticas engendradas por Sérgio Cabral continuam sendo exemplarmente executadas, a começar pela farra fiscal que já consumiu em torno de R$ 200  bilhões aos cofres públicos do Rio de Janeiro. Mas graças ao seu jeito aparentemente tíbio, o (des) governador Pezão continua fazendo o que bem lhe dá na telha. Ele ainda se permite vir a público para pedir seguidas desculpas por não pagar os salários dos servidores, sem que seja objeto de qualquer tipo de reação mais enérgica por parte de suas vítimas principais. Em suma, Luiz Fernando Pezão é uma peça central na estratégia de saque absoluto que está sendo executada sob a complacência de todos, a começar pelo Ministério Público Estadual e terminando nos principais sindicatos dos servidores públicos estaduais.

Por outro lado, como nem todos que vivem no Rio de Janeiro são tão bobos quanto Pezão e sua turma desejariam, o fato é que o PMDB fluminense está em um processo claro de desintegração. Esse fato foi agravado pela recente prisão dos três mandarins da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas já vinha ocorrendo, como ficou demonstrado na derrota eleitoral do apadrinhado e companheiro de ingestão de vinhos de Eduardo Paes, o inexpressivo deputado federal Pedro Paulo.

Mas como nenhum grupo político abandona o poder sem luta, o que no presente caso é agravado pela necessidade de manter o avanço do projeto estratégico, há que se começar um forte processo de organização política que permita à população varrer o PMDB não apenas do Palácio Guanabara, mas também da Alerj. E dada a fraqueza objetiva dos partidos que se dizem de oposição ao PMDB, a organização vai ter que ultrapassar os limites partidários e alcançar todo tipo de organização social que esteja disposta a se engajar na superação do projeto de rapinagem que foi e continua sendo aplicado no Rio de Janeiro. Falo aqui não apenas de sindicatos, movimentos sociais, mas também organizações de igrejas, independentes de afiliação.

Ou fazemos essa ampla mobilização em prol de um futuro melhor para o Rio de Janeiro ou nos defrontaremos com o mais completo caos. Qual será a escolha que faremos?

Ensaio contra a cegueira: ideologia antiestado X interesses do RJ

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Quem diz que para a ‘solucionática’ ideal basta aprofundar a austeridade, tem que ter a seriedade de dizer onde vai cortar sem afetar as políticas públicas. Todo o esforço relevante de reduzir despesas é inócuo diante do quadro de recessão e queda de receitas dessa magnitude

(…) penso que não cegámos, penso que estamos cegos, cegos que veem, cegos que, vendo, não veem” (José Saramago).

Por Bruno Leonardo Barth Sobral*

O cerne do problema fluminense envolve múltiplas dimensões associadas, em particular: os efeitos da debilidade produtiva e as disputas federativas sobre a arrecadação tributária; a lógica pouco federativa com que se conduziu o endividamento público estadual, somada ao sacrifício de ativos previdenciários; e a visão ideológica sobre a máquina pública, em que a busca de eficiência sem buscar eficácia tende a gerar não uma estrutura mais leve e enxuta e sim ampliar a desestruturação de uma máquina já desestruturada. Sendo que esse reforço da desestruturação é também imposto por uma relação contratual sob a ordem federativa (vide contrapartidas do acordo federal).

Nesse sentido, julgar que haja saída fácil é desconsiderar que o problema do Rio de Janeiro tem dimensões econômicas fundamentais. E pior, fica-se a reboque de denuncismos e perplexidades que se afastam de uma análise propositiva e se sustentam apenas em um discurso antiestado e de negação da política. Para isso ser evitado, é preciso que sejam superados consensos apriorísticos e arbitrários. Trata-se da caixa de ressonância de uma crise nacional profunda. A crise no Rio de Janeiro (e não do Rio de Janeiro!) é para ser entendida e tratada como sinalização de um sistema federativo em perigo. Essa é a essência da crise, esse é o cerne de toda luta. Centrando nisso, cariocas e fluminenses reassumirão seu protagonismo, ao invés de ser estigmatizados e humilhados em uma desorientação sem fim.

A falta de reflexão séria sobre economia fluminense e carioca faz acreditar recorrentemente em efeitos manada e manipuladores de expectativas. Uma falsa euforia feita de alimentação midiática de expectativas de mercado que, ao sabor do próprio ciclo econômico, ora gera um otimismo exagerado ora gera uma pessimismo exagerado. Diante disso, hoje, alguns formadores de opinião seguem com um discurso tolo de que a economia do Rio de Janeiro desperdiçou “anos de ouro” (bonança).

Assim, confunde-se desenvolvimento com balcão de negócios. Em muitos casos, isso beneficiou esses formadores de opinião seja por consultorias, seja por contratos de publicidade, seja por parcerias empresariais em algumas políticas. Por isso, agora é uma boa oportunidade para que se diferencie com mais rigor o que é ser um Estado facilitador de negócios e o que é ser um Estado planejador.

Aqueles que fazem o discurso dos “anos de ouro” desperdiçados insistem que o cerne do problema é gestão administrativa perdulária. Diferentemente, o cerne da questão se refere à falta de um sistema de planejamento econômico que garantisse uma estrutura sustentada de receitas. A falta de adensamento produtivo, vulgo “estrutura produtiva oca” do ponto de vista regional, continua sendo ausente na retórica dominante. Além disso, em plena crise federativa explicitada por uma severa recessão, nada é falado. Dessa forma, isola-se estrategicamente mais o Rio de Janeiro, fragilizando sua capacidade de articulação política para alternativas.

Nesse ínterim, não se deve aceitar que uma inversão de valores societários se realize por trás do discurso de austeridade. Um dos pressupostos de uma boa gestão pública é não só a busca de eficiência como de eficácia. Uma questão não está subentendida na outra. Pode ser eficiente e não ser eficaz, basta querer fazer certo o que não é certo.

Afinal, eficiência se pode obter por uma ação operacional, enquanto eficácia exige uma ação gerencial que tenha atenção ao resultado total sobre a qualidade do serviço público. O objetivo do atual governo estadual é a busca da eficiência tendo como principal meta reduzir o déficit público (no limite, eliminá-lo) o mais rápido possível. Para aqueles que acham que a crise financeira está no “tamanho” do Estado e de seus gastos de uma maneira geral, isso pode ser visto como o caminho certo.

O discurso da austeridade se torna enganoso quando permite dar salvo-conduto para um “enxugamento” da máquina de forma pouco criteriosa. Cabe alertar o quanto é falacioso associar “enxugamento” automaticamente com melhoramento da qualidade do serviço público. Em especial, na máquina fluminense que está desestruturada especificamente para o atendimento de atividades-fim. Essas atividades são trabalho-intensivas, logo, possuem gasto relevante com pessoal e são assumidas como despesas obrigatórias justamente porque são essenciais. Toda a atenção deve estar voltada para lutar para que esses gastos obrigatórios não sejam ignorados nem sejam tratados como facultativos.

Cabe destacar que, em 2016, o Estado do Rio de Janeiro foi aquele com a maior retração de arrecadação própria entre as unidades da federação, e esse ano até outubro de 2017, a receita tributária registra queda real. Como consequência, avolumam-se consideráveis restos a pagar e riscos reais de não cumprimento de mínimos constitucionais em áreas essenciais. Diante disso, o governo estadual só sabe reiterar que tudo se deve ao momento difícil, que sacrifícios são necessários e que a União é uma grande parceira (mesmo sem oferecer um real de orçamento federal ou revisão da dívida como fez com as empresas através do Refis em escala nacional).

Tal equívoco estratégico tem impactos socioeconômicos que o processo democrático não poderá impedir facilmente, dado que foi posto em um contrato assinado com a União passando por cima até do ciclo político-eleitoral. Contudo, insistir que a crise do Rio de Janeiro é por excesso de gastos é ser irresponsável. Quem diz que para a “solucionática” ideal basta aprofundar a austeridade, tem que ter a seriedade de dizer onde vai cortar de maneira significativa sem afetar as políticas públicas. Todo o esforço relevante de reduzir despesas é inócuo diante desse quadro de recessão e queda de receitas dessa magnitude.

Diante isso, devem ser revistos alguns pressupostos para evitar insistir em um ajuste fiscal que vem demonstrando não levar a lugar nenhum:

Primeiro, receita corrente não está dada para a tomada de decisão do gestor público. Na falta de conseguir inventar novos mecanismos irresponsáveis de receitas extraordinárias (como empréstimos lastreados em ativos a serem privatizados, antecipação de receitas futuras etc.), o dilema não se resume a escolha entre “sacrificar” duas categorias de gasto (por exemplo, entre segurança e educação ou entre previdência e investimento em ativos fixos). A retórica de que a falta de gasto em uma função é por excesso de gasto em outra função não tem validade universal e apriorística. O quanto se gasta em cada função depende de consenso social. A opção de impor sacrifício na maioria das vezes não é técnica e sim juízo de valor sobre área que deseja enfraquecer a responsabilidade pública direta.

Segundo, despesa e receita públicas não são variáveis independentes uma da outra. Ou seja, menos despesa muitas vezes pode levar a menos receita. Tratar como variáveis independentes entre si é não reconhecer por ideologia que o Estado é um agente econômico e julgá-lo mero “sugador” de recursos úteis da economia.

Terceiro, ajuste fiscal é meio e não fim. Logo, deve-se evitar uma visão etapista.  Ajuste fiscal não é etapa inicial, pois em si mesmo é uma busca de eficiência às cegas, não tem visão estratégica nem discute eficácia da política pública. Essas duas dimensões são fundamentais de serem somadas e têm especificidades próprias a serem observadas para que o interesse público seja discutido concretamente.

O diagnóstico não pode ser irresponsável e a recomendação de solução não pode ser demagogia para manipular o desespero das massas. Qualquer solução exige visão estratégica e retirar o Rio de Janeiro desse contexto de isolamento e humilhação federativa. A falácia da neutralidade técnica se explicita. Falência das políticas públicas é mais danoso que qualquer “risco moral”. Estado não é empresa, é coordenador de decisões. Sem isso, é caos. Não se pode oferecer veneno como remédio enquanto busca eficiência às cegas. Caso contrário, é fazer laboratório de teses com o sofrimento alheio.

Tudo que seus principais inimigos querem é tratar o Rio de Janeiro como contraexemplo para o país, que não se aceite essa infantilização estereotipada. Grifo, seus principais inimigos são quem usa essa retórica. O Rio não é contraexemplo! Ou nacionaliza-se essa crise e defende-se o lugar do Rio de Janeiro na federação ou deixarão seu povo isolado do resto do país, sendo sacrificado e expropriado sem dó enquanto se engalfinham em disputas políticas internas.

Convoco a sociedade a se mobilizar não apenas pela revolta e indignação, mas de forma propositiva. A estrutura de dominação que se está instalando vai muito além do que se pode imaginar. A gestão estadual não é mentirosa quando não cumpre o que promete. O governador é humilhado pela banca financeira e passa vergonha em Brasília. Aí o cerne da luta: defender os interesses fluminenses que nosso governador e assessores se mostram incapazes de fazer.

Crédito da foto da página inicial: Tânia Rêgo/Agência Brasil

* Bruno Leonardo Barth Sobral  é economista e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, tendo doutorado pelo Instituto de Economia da Unicamp.

FONTE: http://brasildebate.com.br/ensaio-contra-a-cegueira-ideologia-antiestado-x-interesses-do-rj/#.WhxRd1Z0jeY.facebook

A volta dos mandarins da Alerj para a cadeia como mera cortina de fumaça

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Durou pouco a alegria dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Já devolvidos ao cárcere privilegiado de Benfica onde também está o ex (des) governador Sérgio Cabral, os três mandarins da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro talvez nem fiquem por lá muito tempo. Mas o estrago já está feito e seus animados correligionários agora devem ter voltado ao estado de pânico que os levou a tentar colocar em liberdade o trio de mandarins do PMDB.

A situação do Rio de Janeiro, ao contrário do que possa parecer, não vai melhorar um milímetro com o imbróglio jurídico-policial que circunda os três mandarins. É que enquanto muitos se alegram com a imagem de vê-los presos, a engrenagem ultraneoliberal que está sendo imposta sobre os pobres mortais que habitam esse belo e tripudiado trecho do território brasileiro continua avançando firmemente. 

E o tal do Regime de Recuperação Fiscal, principal instrumento da anulação da autonomia dos entes federados continua se movendo no sentido de tornar o Rio de Janeiro e sua população em meros peões no tabuleiro geopolítico que hoje busca retornar o Brasil à sua condição de mera colônia dos interesses imperialistas. Ignorar essa situação em nome de um sentimento de vingança pessoal contra Picciani, Melo e Albertassi é um daqueles graves equívocos que somos todos tentados a cometer em nome da auto satisfação em face de injustiças sofridas ou percebidas.

Em minha modesta opinião, o circo montado em torno dos três mandarins é mero distracionismo. É a velha tática do boi de piranha, onde enquanto somos distraídos pela chicana jurídico-policial, as receitas ultraneoliberais continuam sendo aplicadas de forma tão impiedosa quanto metodicamente.

Aos que verdadeiramente desejam uma mudança no estado de coisas que perdura no Rio de Janeiro neste momento é preciso lembrar-se do que está realmente em jogo para que não nos percamos nesse jogo de cortinas de fumaça em que fomos postos.  Há que se lembrar, por exemplo, que apesar de todas as evidências que a farra fiscal foi utilizada para fornecer vantagens para ocupantes de cargos eletivos, ainda não houve uma decisão judicial que anulação uma mísera concessão de benefícios fiscais que fosse.  Além disso, a estranhíssima privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) que foi aprovada a toque de caixa pela Alerj segue avançando sem que nenhuma decisão judicial a interrompa, mesmo que se saiba do papel estratégico que foi cumprido por Jorge Picciani e os outros dois deputados em sua aprovação.

Assim há que se evitar a cortina de fumaça para que se ataque não personagens, mas as engrenagens que eles colocam em funcionamento, mesmo de dentro do cárcere de luxo que foi montado para garantir que façam sua dose de sacrifício pessoal de forma obsequiosa. 

(Des) governador Pezão se transformou num cadáver político ambulante

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Até recentemente o (des) governador Luiz Fernando Pezão vinha fazendo cara de paisagem para as poucas denúncias que surgiram para colocá-lo no lamaçal política em que se transformou o Rio de Janeiro.  Para isso que pudesse acontecer alguns elementos conspiraram a seu favor, a começar pela queda acachapante do seu padrinho político, o ex (des) governador Sérgio Cabral.

Essa paz aparente parece estar sendo rompida com a acusação direta de que Pezão teria recebido apenas da Fetranspor a “pequena” soma de R$ 4,8 milhões em propinas [1]. A quantia, convenhamos, são meros trocados em relação ao que já apareceu sobre outros personagens do esquema montado para literalmente saquear o estado do Rio de Janeiro. A novidade é que dessa vez temos não apenas uma citação direta ao (des) governador Pezão, mas também o valor entregue e a indicação de quem entregou.

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Como o processo de desembaraçar o emaranhado de personagens envolvidos no esquema da Fetranspor está apenas começando, as consequências que ainda poderão advir de novas conexões com o (des) governo Pezão ainda poderão ser mais graves e profundas.   Com isso, a condição do (des) governador Pezão passou de ser um político incompetente e inepto para a de um verdadeiro cadáver político, levando de roldão o que ainda havia de capacidade de governar o Rio de Janeiro. Certamente o efeito disso será um agravamento da crise política cujos efeitos aprofundarão também os seus efeitos econômicos e sociais.

O surpreendente é que no meio disso tudo ainda vemos o avanço do processo de privatizção da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) sob os olhares cúmplices do judiciário e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Se estivéssemos num país minimamente sério, essa privatização já estaria suspensa até que fossem apuradas as condições pelas quais a mesma está sendo realizada por um (des) governo claramente afundado em grossas denúncias de corrupção.

Por outro lado,  em que pese eventuais êxitos do (des) governador Pezão em se blindar contra denúncias é quase certo que 2018 não será um ano fácil para ele.  É que tudo indica é que o melhor cenário que  o (des) governador Pezão terá pela frente será se arrastar de forma melancólica para o final de seu mandato.  Interessante notar será o comportamento de muitos deputados, incluindo os senhores Geraldo Pudim e João Peixoto, que ainda têm pretensões eleitorais para 2018. Em condições normais, mesmo tendo pertencido à base (des) governista o tempo todo,  muitos parlamentares irão iniciar um processo rápido de descolamento da figura desgastada de Luiz Fernando Pezão. A ver!

 


[1] https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/delator-diz-ter-pago-r-48-milhoes-em-propina-a-pezao-governador-nega-ter-recebido-recursos-ilicitos.ghtml

Pais e alunos iniciam movimento em defesa da UENF

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MOVIMENTO EM DEFESA DA UENF:  APROVAÇÃO DA  PEC 47

Senhores Pais de Alunos , Alunos, Professores,  servidores e toda a sociedade Campista e  Região.

Diante da atual situação em que a UENF se encontra, mesmo depois de tanto empenho de todos que lá trabalham, nós como Pais não poderíamos deixar de manifestar o nosso apoio .

Somos parte interessada em que tudo se resolva o mais breve possível.

Em função dos transtornos, frustações, inquietação, causadas em nós Pais, filhos e em toda a comunidade que indiretamente também sofre com as paralisações, resolvemos nos unir à essa luta.

Todos nós sabemos o quanto a UENF impacta diretamente no município, por ser uma Universidade  que acolhe alunos de  cidades vizinhas e de  outros Estados.

E isso se dá por ser uma Universidade  a nível nacional de grande representatividade nos cursos que lá existem e considerada um ensino público de qualidade que é direito de todos.

Acreditamos que  esse documento ainda não foi assinado porque a Educação e a Pesquisa não são prioridade desse Governo.

Mas temos que ser fortes e lutar pela realização dos nossos planos e sonhos dos nossos filhos.

Não podemos ficar omissos….

Através desse abaixo assinado demonstramos a nossa força. É através da assinatura  que demonstramos aos governantes  o que realmente queremos e porque os elegemos.

Sabemos que a situação do País nos deixa  apáticos e sem ação, mas nós temos nesse momento o que eles mais precisam que é o nosso VOTO.

Essa PEC 47/2017 pode salvar a universidade, e agradecemos a quem idealizou esse projeto, porque no momento é o que nos impulsiona  e nos  motiva .

Estamos dando início a outras ações e temos certeza que estamos no caminho certo.

Em anexo esta  uma mobilização paralela que pressiona individualmente cada deputado e abre  um espaço para expressar sua reivindicação, liderada por alunos.

Pelo que estamos sabendo, o Estado do Rio de Janeiro está sendo o piloto desse processo de extinção do ensino público de qualidade,  e que posteriormente se estenderá  para todo País.

Não podemos deixar que  essse Governo frágil e corrupto tome decisões  tão importantes, provocando esse retrocesso .

Esse Governo não nos representa!

Pedimos a vocês alunos que encaminhem esse e-mail  a seus Pais e os comuniquem  que estamos aqui para representá-los.

 Contamos com apoio de todos vocês!!!

Vamos Votar!!!

 https://www.change.org/p/governo-do-estado-do-rio-de-janeiro-uenf-pela-pec-47

  Sign the Petition

www.change.org

Governo do estado do Rio de Janeiro: UENF PELA PEC 47

 

 INTEGRANTES DA COMISSÃO LIDERADAS POR PAIS DE ALUNOS EM DEFESA DA UENF

–  MARIA VALERIA PIRES – email: mvp123_@hotmail.com  

– MARIA RITA  COUTINHO CARVALHO – email: mariaritacarvalho@outlook.com

– MARTA PATRICIA ISAAC VIEIRA – email: marthinhaisaac@hotmail.com

–  GUSTAVO JOSE MENDES  – email : gustavojm123@hotmail.com

– SOLANGE APARECIDA  FLAUSINO –  email: solange.flausino10@gmail.com

– WILSON CÉSAR  ARAÚJO – Wilson_cesar_araujo@hotmail.com

– MARTA PATRICIA ISAAC VIEIRA – email: marthinhaisaac@hotmail.com

– BENEDITO FRANCISCO OLIVEIRA JR. –email : marthinhaisaac@hotmail.com  

– FABIO HIDEO SAKAI – email: fabiosakai@tecmag.com.br

– MARIA LUZIA FERNANDES SAKAI – fabiosakai@tecmaq.com.br

– SANDRA REGINA DE LIMA MACIEL – sandrasartori2008@hotmail.com

– ELISANGELA MELO FERANDES – thaismfernandes18@gmail.com

-LUIS CARLOS PEREIRA FERNANDES – thaismfernandes18@gmail.com