RJ: erupções de greves localizadas sinalizam uma ampliação na crise no (des) governo Pezão

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Ontem repercuti a informação de que os analistas da Fazenda, os analistas de Controle Interno e os analistas de Finanças Públicas tinham decreto o início de uma greve por tempo indeterminado (Aqui!).

Essa decisão dessas três categorias estratégicas foi seguida pelo pedido de demissão do Contador Geral do Estado, Francisco Pereira Iglesias, e que estava no cargo de 2011. Além do Contador Geral, . diversos superintendentes da Contadoria Geral do Estado (CGE-RJ) também pediram exoneração de seus postos  (Aqui!).

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Esse processo de crise foi agravado pela decisão dos dos servidores do Centro de Tecnologia do Estado (Proderj) de também entrar em greve por causa da falta do pagamento de salários (Aqui!). É importante notar que a folha de pagamento do funcionalismo estadual do Rio de Janeiro é confeccionada pelo Proderj, o que impediria o pagamento dos salários de Dezembro das categorias que vêm sendo polpadas da crise como os servidores da Educação e da Segurança.

O fundamental aqui é que aparentemente o (des)governador Pezão e seus (des) secretários desprezaram a disposição de enfrentamento de determinadas categorias que eles mesmos consideram estratégicas. 

Como várias manifestações estão ocorrendo hoje e nos próximos dias na cidade do Rio de Janeiro, eu não ficaria surpreso se até as celebrações do Reveillon tiverem algum tipo de protesto contra o (des) governo Pezão.

Ah, hoje o jornal O DIA publicou previsões de três videntes apontando que o (des) governador Pezão poderá não terminar 2017 na posição de (des) governador do Rio de Janeiro. Com todo o respeito aos videntes consultados pelo O  DIA, esse tipo de previsão é daquelas que até uma criancinha de 6 anos consegue fazer. Se for filha ou neta de servidor público então, nem se fala!

RJ: Analistas da Fazenda, Analistas de Controle Interno e Analistas de Finanças Públicas decretam greve

Em assembleias ocorridas na porta do prédio-sede da Secretaria de Fazenda (nesta segunda-feira, 26/12), as 3 categorias (Analistas da Fazenda, Analistas de Controle Interno e Analistas de Finanças) deflagraram greve por tempo indeterminado.

Anaferj, Ascierj e Gest-Rio formalizaram a paralisação por tempo indeterminado.

Pauta:

1) Pagamento do salário
2) Pagamento do 13°
3) Pagamento até o 10° dia útil do mês subsequente

Todas as reivindicações para servidores ativos, aposentados e pensionistas.

FONTE: http://anaferj.blogspot.com.br/2016/12/analistas-da-fazenda-analistas-de.html

RJ: (Des) governos Pezão e Temer se juntam para tripudiar sobre os direitos dos servidores

No início desta 5a. feira (22/12) um grupo de servidores públicos ocupou a Secretaria de Planejamento do Rio de Janeiro para exigir explicações sobre a situação dos salários de Novembro de quase 40% do funcionalismo estadual do Rio de Janeiro (Aqui!). Esta ação é apenas uma das que deverão ocorrer nos próximos dias para exigir o pagamento dos salários, já que são quase 200 mil servidores que deverão passar o Natal de 2017 no mais completo abandono.

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A última peripécia cometida pelo (des) governo Pezão foi a suspensão do pagamento de duas parcelas do salário de Novembro ainda em 2016 que somariam minguados R$ 640,00. A desculpa usada foi o arresto de cerca de R$ 150 milhões de recursos estaduais pelo governo Temer que estaria cobrando o pagamento de empréstimos não honrados pelo de Janeiro.

Essa ação parece uma daquelas combinadas para que um leve a culpa do outro, pois como se sabe Pezão e Temer rezam pela mesmíssima cartilha desde que traíram Dilma Rousseff e apearam do poder com um golpe de estado light. Em outras palavras, Pezão e Temer estão fingindo que brigam, mas no fundo estão mesmo é tripudiando os servidores.

A verdade é que a ocupação da Secretaria de Planejamento já deveria ter ocorrido há bastante tempo, pois não é de hoje que o (des) governo Pezão adotou uma prática de pagamento de salários que fere a isonomia entre os servidores, penalizando aquelas categorias que possuem menos poder de pressão. Mas agora, pressionados pela falta de salários, é provável que este tipo de ação seja repetida por membros das diversas categorias que estão sendo relegadas ao fim da fila de pagamentos.

Em relação a essas manifestações, eu diria que antes tarde do que nunca. E como já se declarou que em 2017 a estimativa é de que serão pagos apenas 7 salários, talvez estas manifestações não sejam assim tão tardias, ainda que tampouco sejam precoces. 

Câmara de Deputados derrota Temer empurra pepino gigantesco de volta para o (des) governador Pezão

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O (des) governo Pezão decidiu se fazer de morto enquanto a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sitiada pelos servidores resolveu (por certo em comum acordo com o executivo) retornar a parte substancial do pacote de Maldades para o Palácio Guanabara. 

Lá do Palácio, o (des) secretário de Fazenda e ex-presidente do RioPrevidência, Gustavo Barbosa, declarou que entendia e respeitaba a posição soberana da Alerj, e de lá foi-se para a Sefaz parcelar em nove vezes os salários de Novembro de mais da metade dos servidores do executivo.

Essa posição de aparente calma e entendimento se baseava em algo simples: distrair os servidores, enquanto se ia a Brasília para negociar um mega pacote de Maldades muito pior do que se havia proposto no Rio de Janeiro. A chancela do Senado Federal deu a entender que tudo parecia que ia dar certo.

Parecia que ia, mas não deu. É que hoje a Câmara de Deputados rejeitou todas as condicionantes que puniam os servidores como condição para um alongamento das dívidas estaduais.  

O resultado dessa decisão da Câmara dos Deputados é que agora serão as assembleias legislativas que terão que aprovar medidas punitivas para os servidores caso queiram garantir que seus estados possam ter o tal alongamento da dívida.

Em suma, quando terminar o recesso na Alerj e os trabalhos recomeçarem lá no Palácio Tiradentes, o (des) governo Pezão e sua base parlamentar vão tentar empurrar medidas ainda piores contra os servidores estaduais do que tentaram ao longo deste mês.

Com os salários atrasados e parcelados e com a perspectiva de reberem míseros R$ 370,00 até o Natal é de se imaginar que os servidores estaduais do Rio de Janeiro vão estar com pouquíssima paciência para aceitar reduções salariais, aumentos de recolhimento da previdência, extinção do triênio, e outras cositas más.

Diante disso, é de se esperar que cresce o movimento pró-impeachment do (des) governador Pezão. É que está mais do que evidente que nem mesmos os deputados mais submissos vão estar dispostos a enfrentar a fúria dos servidores para servir um (des) governador que já se mostrou bastante incompetente. E, pior, com toda chance de entrar 2017 enrolado no enredo da Lava Jato.

De toda forma uma coisa é certa: o pepino está de volta  nas mãos do (des) governador Pezão. Vamos ver como ele se sair dessa enrascada toda.

Sob a batuta de Gustavo Barbosa, (des) governo Pezão transforma servidores e aposentados em meros joguetes

No dia 20 de Julho previ que se o Sr. Gustavo Barbosa repetisse na Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) a performance que teve no RioPrevidência, o Rio de Janeiro iria estar totalmente frito e falido (Aqui!).

Pois bem, passados quase 5 meses da minha previsão, eis que o Sr. Gustavo Barbosa informou ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Jorge Picciani (PMDB), que só concluirá o pagamento do mês de Novembro no dia 20 de Janeiro de 2017 (Aqui!).

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A notícia é tão ruim e potencialmente causadora de forte ebulição no conjunto dos servidores que a Alerj anunciou que vai transferir dos dois projetos que mais atingem o bolso dos servidores para a próxima segunda-feira (19/12).  A intenção dessa transferência é aparentemente causar divisões dentro dos servidores para ganhar fôlego para depois passar literalmente o rodo em salários e pensões.

Agora, uma coisa que está ficando algo como um óbvio ululante é que o (des) governo Pezão transformou os servidores e aposentados em joguetes nas diferentes negociações que está travando para se salvar financeira e politicamente.

O preço dessa política de aprisionamento dos salários  é deixar quase 500 mil servidores (da ativa e aposentados) numa condição de verdadeiros párias sociais, ao mesmo tempo em que aplica um forte arrocho salarial. Em suma, o (des) governo Pezão aposta na política do quanto pior, melhor. Resta ver como vão reagir os servidores e suas famílias.

Salários de Outubro: secretaria de Fazenda aplica o princípio “farinha pouca, meu pirão primeiro”

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As informações inicialmente liberadas pelo (des) governo Pezão é de que os salários de Outubro teriam sido pagos integralmente apenas aos servidores das áreas da educação e da segurança, ficando os demais setores submetidos ao calendário draconiano de 7 parcelas que pode nem ser cumprido.

Agora, graças a uma matéria do jornal O DIA, apareceu a informação de que o procurador do estado mais os servidores da Secretaria Estadual de Fazenda, alguns com salários bem graúdos, também já foram pagos na primeira leva que não teve seus salários parcelados (Aqui!).

Se essa não for a melhor aplicação prática do princípio “farinha pouca, meu pirão primeiro”, eu não sei o que seria.

Por outro lado, o que esta revelação do O DIA mostra é que o (des) governador não merece confiança nem na hora em que faz anúncios sobre parcelamento de salários. Essa constatação é uma nova mostra de que o baixo nível desse (des) governo parece mesmo não ter limites.

Finalmente, deve ser basrante reconfortante aos servidores que atuam na Secretaria Estadual de Fazenda saber que apesar de deixaram milhares de seus colegas na mais completa indigência financeira, os seus salários saíram em dia. 

 

(Des) governo Pezão e sua conta de mentiroso: salários de outubro em 7 parcelas

O (des) governo Pezão é useiro e vezeiro de deixar suas más notícias para vésperas de feriados. Suponho que seja uma dessas vãs esperanças de que tendo um tempinho para absorver a péssima notícia, a vítima da atrocidade tenda a se acalmar.

Mas, convenhamos, que a notícia dada nesta 6a feira (11/11) sobre o pagamento dos salários de outubro de 38% dos servidores estaduais da ativa e sabe-se-lá quantos de aposentados e pensionistas ultrapassa limites conhecidos. É que o número de parcelas chega a ser irônico (i.e. sete!!), pois todos sabemos que sete é conta de mentiroso.

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Mas o pior é que nem o esdrúxulo calendário abaixo tem garantia absoluta de que será cumprido!

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É que segundo matéria publicada no G1 o cumprimento plenamente deste calendário só ocorrerá se não houver nenhum outro bloqueio das contas do estado (Aqui!). Em outras palavras, pode ser uma dupla conta de mentiroso!

Os inúmeros dramas pessoais que esta situação criada pelo (des) governo Pezão vai criar terão consequências reais para milhares de famílias. Não falo apenas das contas atrasadas e da impossibilidade de que idosos comprem seus remédios vitais. É que vai ter gente simplesmente passando fome!

Agora, eu tenho a impressão de que se a ideia do anúncio numa sexta-feira pré-feriado ponto facultativo seguido de feriado é jogar um pouco de água na fervura, o tiro poderá sair solenemente pela culatra. É que já na próxima quarta-feira (16/11) quando está agendado o pagamento da primeira parcela de vultosos R$ 800,00, também está marcada uma manifestação que deverá congregar todos as categorias do funcionalismo estadual na frente do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Como a manifestação deverá ser iniciada às 10:00 da manhã, imaginemos o clima que estará reinando entre os manifestantes que ainda estarão esperando para ver se o (des) governo Pezão consegue o honrar a primeira parcela do calendário “Made in Casas Bahia”. 

Os deputados estaduais que estarão discutindo no dia 16/11 as duas primeiras mensagens do pacote de Maldades do (des) governo Pezão certamente dormirão este final de semana agradecendo bastante por mais essa saída genial que os estrategistas do Palácio Guanabara tiveram. E haja arame farpado e tapumes para conter a ira legítima dos  servidores!

 

Servidores como massa de manobra

As últimas notícias dando conta que parte dos servidores terá seu salário de Outubro pago apenas em Dezembro certamente vão deixar muita gente sem sono e com altos níveis de ansiedade. É que sendo o salário praticamente a única fonte de renda de muitas famílias, a ausência do salário implicará em problemas imponderáveis para milhares de famílias.

Mas como é que chegamos a esse ponto e até que medida essa situação reflete apenas problemas de fluxo de caixa?  Essa pergunta me parece plausível em função das últimas declarações do (des) governador Luiz Fernando Pezão que, entre coisas, aponta para uma possível perda da condição de governabilidade no estado do Rio de Janeiro caso o governo federal comandado pelo presidente “de facto” Michel Temer não, digamos, alivie um pouco a barra em relação ao pagamento da dívida pública estadual.

Essa repentina menção da perda de governabilidade que se deu imediatamente após O (des) governador Pezão levar um não às suas pretensões de novo socorro financeiro faz parecer que com o sequestro de seus salários, os servidores públicos estaduais foram transformados em massa de manobra no cabo de guerra que está estabelecido entre estado e união.

Essa situação, afora situação financeira desesperadora, expressa um nível de desrespeito inédito em relação aos servidores públicos por parte de um mandatário de plantão no Palácio Guanabara.

Enquanto isso sequer menciona várias possibilidades bastante exequíveis para sanear as finanças estaduais,   a partir da adoção de medidas básicas que incluiriam acabar com a farra fiscal, cobrar dividas antigas e reduzir gastos inúteis com mordomias para as elites políticas que se refastelam ao mesmo tempo em que negam a servidores e a setores mais pobres da população as condições mínimas para uma sobrevivência minimamente digna.

Esse (des) governo Pezão é acima de tudo muito, mas muito, lamentável.

Dia da independência da vergonha na terra das generosidades fiscais

O dia 7 de Setembro está sendo marcado por manifestações anti-Temer em diferentes partes do território brasileiro. Mas no estado do Rio de Janeiro, também (des) governado pelo PMDB, milhares de servidores aposentados há quem não consiga sequer sair de casa, seja para protestar ou para aproveitar o feriado, por absoluta falta de dinheiro.

A causa desta situação embaraçosa, como mostra uma matéria do jornal Extra, é o descumprimento pelo (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles de uma determinação emanada do Supremo Tribunal Federal (STF) de pagar os salários e aposentadorias refeentes ao mês de Agosto até o terceiro dia útil de Setembro.

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Essa indisposição de arcar com suas responsabilidades financeiras com servidores e aposentados vai diretamente de encontro com as generosidades fiscais dispensadas em favor de corporações multinacionais e empresas “muy amigas”. 

Há ainda que se lembrar que os servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro possuem um fundo próprio de Previdência, o RioPrevidência, que deveria arcar com o pagamento de aposentadorias. Entretanto, graças a uma operação desastrada que foi realizada pelo (des) governo do Rio de Janeiro no paraíso fiscal de Delaware para captar US$ 3,1 bilhões colocou o RioPrevidência uma condição ainda mais desesperadora do que o tesouro estadual.

Assim, o dia 7 de Setembro que deveria simbolizar o processo de independência do Brasil em relação a Portugal está sendo um dia de apreensão e amargura para milhares de famílias fluminenses. cujo maior pecado foi ter servido por décadas inteiras à população.

Mais vergonhoso que isso só mesmo o (des) governo Pezão/Dornelles!