Decreto do (des) governador Pezão oficializa atraso salarial dos servidores estaduais

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O servidor público do Rio de Janeiro vai ficar de cabeça ainda mais preocupada quando tiver acesso ao teor do Decreto 45.593/2016 que foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro no dia de hoje (09/03).

É que como mostra a imagem abaixo, o (des) governador Luiz Fernando Pezão determinou que a partir deste mês, o pagamento dos salários estaduais passará a ser realizado até o DÉCIMO dia útil de cada mês!

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Com isso, a situação dos servidores que já se encontrava em estágio desesperador vai subir (ou seria descer) mais um degrau em direção ao precipício. É que com esse atraso, as dívidas com empréstimos consignados e cheques especiais certamente alcançaram mais trabalhadores. E, pior, numa condição de alta inflacionária.

Já as joalherias, montadoras e cervejarias, estas continuam recebendo suas bilionárias isenções fiscais do (des) governo Pezão.

TCE desnuda isenções fiscais bilionárias do (des) governo Cabral/Pezão

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A matéria abaixo publicada por Fábio Vasconcellos em seu blog no O GLOBO mostra de forma sintética os resultados de um relatório preparado pelo Tribunal de Contas do Estado sobre as bilionárias isenções fiscais concedidas pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão à frente do (des) governo imposto pelo PMDB e seus aliados no Rio de Janeiro.

Apesar de porta-vozes do (des) governo Pezão agora tentarem justificar concessões milionárias até joalherias (!!), não há qualquer justificativa para que apenas em 2013, quando a crise já desenhava forte no Rio de Janeiro, que tenham sido concedidos R$ 32,3 bilhões de reais em isenções fiscais com resultados sabe-se-lá de que tipo para a economia estadual.

Enquanto isso, o que se assuste em termos da precarização dos serviços públicos essenciais assume elementos inéditos e ameaça tornar o Rio de Janeiro uma zona de catástrofe permanente. 

Isenções fiscais do governo do Rio para empresas somam R$ 138 bi, diz relatório do TCE

POR FÁBIO VASCONCELLOS

Mergulhado numa crise fiscal que já afeta a prestação de serviços básicos nas áreas da saúde e educação, o governo do Rio pode ter nos seus livros contábeis parte da explicação para a situação de desequilíbrio nas contas que se arrasta desde o ano passado. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que o governo do estado deixou de recolher em ICMS cerca de R$ 138 bilhões entre 2008 e 2013. O valor, fruto das isenções fiscais que o Executivo concedeu a várias empresas, representa mais que o orçamento do estado para este ano (R$ 80 bilhões). A Secretaria de Fazenda afirma desconhecer o valor das isenções apontadas pelo tribunal e contesta o relatório do conselheiro.

Com a queda das receitas, reflexo também da desaceleração da economia e a crise no setor de petróleo, a outra ponta do problema nas contas do estado refere-se ao seu crescente endividamento, na avaliação do TCE. Nos últimos cinco anos, a dívida estadual saltou de R$ 59 bilhões para R$ 107 bilhões, ampliando o volume dos pagamentos anuais. Todos esses dados constam no relatório produzido pelo conselheiro José Gomes Graciosa, a partir da análise feita pelo corpo técnico do tribunal. No documento, apresentado dia 1º deste mês e que vai ser votado pelo TCE, o conselheiro critica várias isenções concedidas, afirma que houve falhas no planejamento do impacto desses benefícios e solicita que o governador Luiz Fernando Pezão avalie a pertinência da continuidade dessa política.  

Embora identifique isenções autorizadas no valores de R$ 138 bilhões, o relatório ressalta que parte desse valor pode não representar renúncia fiscal efetiva do período porque há exclusões no decorrer dos anos que podem ser feitas em razão de suspensões, reduções ou mudanças da etapa de recolhimento do tributo. Segundo o documento, as principais empresas beneficiadas com isenções foram a Petrobras (R$ 4,4 bilhões), seguida da CP-RJ Implantes especializados comércio e importações (R$ 3,8 bilhões) e a GE Celma Ltda (R$ 925 milhões).

Isenções de ICMS
Isenções de ICMS | TCE/Base de Dados

Isenções para joalherias somam R$ 230 milhões

O conselheiro Graciosa analisou indícios de distorções na concessão de isenções citando casos em que as empresas tiveram mais benefícios em ICMS do que o valor que gastaram para instalação de fábricas em alguns municípios do Estado do Rio, como em Seropédica. As isenções, segundo o relatório, acabaram impactando a distribuição de ICMS para os demais municípios do estado. Ou seja, eles tiveram perda de receita, embora não tenham sido beneficiados diretamente pela instalação das fábricas. O relatório lembra ainda o setor de comércio de joias e pedras preciosas que deixou de arrecadar R$ 230 milhões entre 2008 e 2013. Para Graciosa, “nada justifica, sob o ponto de vista do interesse público, a concessão de benefícios e incentivos fiscais para fortalecer a produção e comercialização de joias confeccionadas com metais preciosos, cujos produtos só podem ser adquiridos por contribuintes de elevadíssimo poder aquisitivo”

O conselheiro lembra também o caso específico Grupo Nissan, beneficiado com isenções de R$ 353 milhões entre 2012 e 2013. A fábrica da empresa, que também recebeu financiamento do Estado no valor de R$ 5,9 bilhões, só foi inaugurada em 2014. “Neste diapasão, significa dizer que o Estado do Rio de Janeiro financia duas vezes o grupo empresarial tomado como exemplo: quando empresta recursos com prazo de carência para pagamento de 30 anos e quando renuncia receitas em favor dos contribuintes”, diz o relator.

Em outro trecho, o conselheiro ressalta que, “diante do cenário caótico que vive as finanças públicas do Estado, é possível inferir que tal situação, ao menos em parte, deve-se à renúncia de receita aqui examinada, demonstrando que houve falhas ou ausência de adequado planejamento no tocante ao impacto das concessões outrora conferidas a conglomerados empresariais”. Para Graciosa, as isenções e a crescente dívida do estado ajudam a explica a situação fiscal do Rio. “A existência simultânea das duas variáveis, quais sejam, a não arrecadação de receitas em virtude do aumento da renúncia fiscal, combinado com aumento da dívida consolidada, indubitavelmente, pode ser considerado fundamental para a grave crise fiscal em que se encontra o Estado”  

Governo desconhece isenções de R$ 138 bilhões e contesta relatório

Em nota, a Secretaria estadual da Fazenda informou desconhecer o valor de R$ 138 bilhões em isenções fiscais apontado pelo TCE. Embora não tenha informado de quanto é esse montante no período, a Secretaria explicou que a política de incentivos fiscais teve como objetivo ” a descentralização e diversificação da economia do Estado, além da geração de emprego e renda” e que esse tipo de ação não é exclusividade do Rio, como das demais unidades da Federação.”Hoje, no Brasil, os incentivos são a única forma de atração de investimentos. As empresas decidem seus investimentos a partir dos benefícios concedidos pelos estados. O Rio de Janeiro, inclusive, perdeu investimentos importantes por causa da agressividade maior de outros estados na concessão de incentivos”, diz a nota da secretaria.

Em relação aos benefícios para a população, o órgão estadual informou que “somente o setor automotivo foi responsável, desde a instalação do Polo Automotivo do Médio Paraíba, pela geração de 16 mil empregos na região, com a atração de fabricantes de automóveis e fornecedores”. De acordo com a Secretaria, o setor automotivo teve um total de crédito liberado entre 2011 e 2016 foi de R$ 1,33 bilhão. Somente em 2015, o setor foi responsável pelo recolhimento de R$ 1,2 bilhão em ICMS”, e “geraram 5,3 mil novos postos de trabalho”.

Benefícios não têm relação com crise fiscal, diz governo

Na avaliação do governo do Rio, “no que diz respeito à arrecadação, não há como dizer que o Estado perdeu tributos que não tinha. Se as empresas não tivessem se instalado no Estado ou não tivessem ampliado suas instalações, não gerariam imposto algum. Por isso, não é possível dizer que o Estado do Rio perdeu em geração de tributos. Isso não faz sentido”, avalia a nota da Secretaria.

Sobre a relação das isenções e a situação da crise fiscal do Estado, o governo nega que exista associação entre esses dois dados. “As isenções, ao contrário, evitaram uma crise ainda maior para o Estado. No que diz respeito ao endividamento, a maior parte da dívida do Estado foi contraída na década de 90. Além disso, as dívidas contraídas foram cruciais para a realização de investimentos importantes, sendo o mais recente a construção da Linha 4 do metrô”.

No caso das isenções para a Nissan, o governo explicou que as isenções foram, sobretudo, para as instalações da fábrica. “Todos os incentivos fiscais são concedidos pelos estados a partir do momento em que a empresa decide se instalar, já que os incentivos visam viabilizar o investimento”. Já os benefícios para as joalherias, o governo afirma que não há relação entre o valor dos produtos comercializados e a concessão de benefícios fiscais. “Os fatores levados em consideração são o local de instalação da empresa e o potencial de desenvolvimento, geração de empregos e competitividade em relação a empresas de outros estados, entre outros”, conclui a nota da Secretaria de Fazenda.

FONTE: http://blogs.oglobo.globo.com/na-base-dos-dados/post/isencoes-fiscais-do-governo-do-rio-para-empresas-somam-r-138-bi-diz-relatorio-do-tce.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

 

 

A mensagem do (des) governo Pezão aos servidores: às cervejarias isenções, a vocês o atraso de salários

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Após participar de uma interessante assembléia dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) onde se debateu a crise que a instituição atravessa em função do calote generalizado em prestadores de serviços essenciais e estudantes, me deparo com a informação mostrada abaixo de que o salário de fevereiro poderia não ocorrer.

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Agora que já se confirmou que o pagamento será atrasado pelo menos até sexta-feira (Aqui!), fico me perguntando qual é o tipo de compreensão que o (des) governador Luiz Fernando Pezão espera do funcionalismo estadual.

É que até o mais desconectado dos servidores já sabe que a crise recai só nos membros dos servidores, já que isenções fiscais bilionárias continuam sendo concedidas a montadoras de automóveis e, pasmem, cervejarias!

A mensagem de Pezão deve ser a seguinte: se não dá ir de Antarctica, Brahma ou Skol (leis-se Ambev), que o servidor vá de Crystal, Itapaiva ou Loka (leia-se Cervejaria Petrópolis).  O problema é daqui a pouco, os servidores nem dinheiro para comprar cerveja ruim vão poder afogar as suas mágoas.

Esse é o (des) governo Pezão!

Sem condições de pagar salários, K9 ameaça se retirar da UENF

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Acabei de presenciar uma conversa entre o proprietário da K-9, empresa campista que presta serviços de segurança patrimonial,  e o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Prof. Luís Passoni, e o “papo” não foi nada calmo.

É que segundo o Sr. Domingos Dutra, caso não haja o pagamento de um dos meses atrasados, a empresa não terá como continuar prestando serviços para a Uenf.  O curioso é que ouvi que alguns deputados estaduais do Norte Fluminense estariam se apresentando como interlocutores para que o pagamento da K-9 seja feito. Pelo jeito, esses parlamentares estão sem muita moral dentro do (des) governo Pezão, apesar de alardearem o contrário na imprensa local.

No meio desse imbróglio causado pelo descompromisso do (des)governador Luiz Fernando Pezão com o pagamento de servidores terceirizados que prestam serviços em praticamente todos os órgãos estaduais no Rio de Janeiro, acaba sobrando para os trabalhadores. A situação para a maioria dos segurança da K-9 que trabalham na Uenf é de profunda preocupação, pois alguns já estão ficando sem dinheiro até para colocar comida dentro de casa. 

Ai é que eu pergunto: como há dinheiro para continuar concedendo concessões bilionárias para os financiadoras das campanhas eleitorais (como foi o caso da Cervejaria Petrópolis e seus R$ 687 milhões em isenções fiscais), e não há para pagar o pagamento dos terceirizados e demais servidores? 

Finalmente, cadê o Ministério Público do Trabalho que não está comparecendo nos órgãos estaduais para investigar essa condição degradante de trabalhadores que continuam trabalhando sem receber um mísero centavo?

Terceirizados da FAETEC também estão sem salários

A prática vergonhosa e ilegal de deixar trabalhadores terceirizados sem seus salários está se tornando uma marca registrada do (des) governo Pezão. Abaixo duas imagens vindas do Pólo da Faetec em Quintino Bocaiuva, bairro localizado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro e quem tem o ex-jogador Arthur Antunes Coimbra, o Zico, como um dos seus filhos mais ilustres.

Esse desrespeito aos direitos básicos dos trabalhadores terceirizados está disseminado em todo o aparelho estatal no Rio de Janeiro.

O mais aviltante é que, enquanto atraso salários de estatutários e terceirizados, o (des) governador Luiz Fernando Pezão continua distribuindo bilhões de reais de dinheiro público, na forma de isenções fiscais, a alguns dos principais doadores de campanha, como no caso da Cervejaria Petrópolis.

Servidores terceirizados da UENF paralisam atividades para cobrar pagamento de salários atrasados

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Como já havia ocorrido em outubro quando paralisaram suas atividades para demandar o pagamento dos salários atrasados de setembro, nesta quarta-feira (18/11) todos os trabalhadores terceirizados que prestam serviços de jardinagem, limpeza e segurança na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realizam uma paralisação total de suas atividades em função do atraso do pagamento do mês passado, o que deveria ter ocorrido já no dia 05/11.

Os trabalhadores estão especialmente incomodados com a falta de uma posição pública da reitoria da Uenf que ainda não informou sequer qual é a expectativa de data do pagamento. Como a maioria destes trabalhadores depende apenas dos salários que fazem jus, a situação de muitos é dramática.

Agora, o que mais me causa espécie nisso tudo é a forma parcimoniosa com que o (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, do PMDB, vem tocando a crise econômica causando por quase uma década de domínio do PMDB, com ele sempre como integrante de ponta, no estado do Rio de Janeiro. O mais lamentável é que devido ao corte de 46% feito no orçamento da Uenf para 2016, esse problema tenderá a se repetir muitas vezes.

Abaixo segue uma declaração do presidente do Sindicato dos Vigilantes, Luiz Carlos Rangel da Rocha, sobre a paralisação que está ocorrendo na Uenf.

Como diria Bóris Casoy, esta é situação é uma vergonha!

Braços cruzados nesta 6a. feira no Porto do Açu

Acabo de receber um informe vindo de dentro do Porto do Açu que hoje o dia por lá é de braços cruzados. A razão para mais este movimento paredista será o atraso nos repasses devidos pela Prumo Logística Global às diversas empresas que atuam nas obras ainda em curso dentro do empreendimento.]

Segundo o que me foi informado, uma das empresas mais afetadas por esta paralisação seria a “Engesique Engenharia, Construções e Montagens” cujos trabalhadores estão com salários atrasados. Ainda segundo essa fonte, a direção da Engesique teria se comprometido a pagar parte dos salários ao longo dessa semana, mas como isto não ocorreu, os trabalhadores resolveram cruzar os braços. A explicação para isto seria prosaica: a Prumo Logística não teria feito o repasso financeiro necessário para a Engesique honrar seus compromissos com os operários.

Há que se lembrar que essa não é a primeira vez em que a falta de pagamento de salários causa a realização de movimentos paredistas. Mas no presente momento essa situação serve para colocar em xeque o discurso corporativo de que tudo é um mar de rosas no Porto do Açu. Pelo jeito, está cada vez mais longe disso.