O Diário: Trabalhadores do Açu prestam queixa-crime

O Diário

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Um grupo de 25 trabalhadores prestou queixa-crime contra a empresa K-Mendes, que presta serviços de Recursos Humanos para FCC Tarrio, do Porto do Açu, nesta quarta-feira (14) na 134ª Delegacia Legal (DL/Centro). Eles alegam que a empresa K-Mendes não pagou os salários, além dos direitos trabalhistas em função de uma rescisão contratual. Os trabalhadores estavam acompanhados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO), José Carlos da Silva Eulálio. 

Na última segunda-feira, uma manifestação já havia sido realizada no Porto do Açu por conta destes salários não pagos. A promessa da empresa era de que o pagamento seria efetuado nesta quarta-feira (14), o que não aconteceu.

Os 25 trabalhadores que estiveram na delegacia nesta quarta estavam hospedados em pousadas em São da Barra à disposição da K-Mendes. A empresa FCC Tarrio havia se comprometido a repassar o dinheiro para a K-Mendes a fim de que a indenização fosse paga. 

Um grupo de trabalhadores da mesma empresa chegou a receber parte dos direitos e esperava receber o restante hoje, assim como os outros.

Segundo José Eulálio, o próximo passo agora será acionar o Ministério do Trabalho para denunciar as empresas.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/trabalhadores-do-acu-prestam-queixa-crime-11580.html

 

 

Salários corroídos e prédios com goteiras: esse é o retorno que o (des) governo Cabral dá ao sucesso da UENF

A imagem abaixo não é de uma das muitas ruas que se encontram alagadas na cidade de Campos dos Goytacazes neste momento em função do alto volume de chuvas que estão se abatendo na região. A imagem, a despeito dos barquinhos que imitam o Rio Paraíba do Sul, é de uma das salas existentes no Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da UENF que ficou alagada por causa de vazamentos existentes no telhado do prédio. Como essa não é a única sala que está com este problema no momento, é de se esperar que vários equipamentos valiosos estejam sendo protegidos contra goteiras no dia de hoje.

sala de aula

E isso tudo na melhor universidade do Rio de Janeiro pelo índice Geral de Cursos (IGC) do MEC e naquela onde a pós-graduação acaba de ser bem avaliada pela CAPES,  sediando inclusive um programa que atingiu nível de qualidade internacional.

Esse sucateamento, além dos piores salários do Brasil, é o reconhecimento que o (des) governo de Sérgio Cabral dá ao esforço que é realizado todos os dias pela comunidade universitária da UENF. E o pior é que o orçamento do ano que vem promete ser ainda menor. Assim, desculpem-me o trocadilho, mas esse (des) governo não dá mesmo Pé(zão) em 2014!

Paradoxo da UENF: melhor universidade do Rio, piores salários do Brasil

A divulgação dos resultados da avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério de Educação e Cultura (MEC) que coloca a Universidade Estadual do Norte Fluminense como a melhor universidade do Rio de Janeiro e a décima-segunda do Brasil não poderia vir num momento mais paradoxal, pois os seus professores estão terminando o ano sem que o (des) governo de Sérgio Cabral tenha cumprido a promessa de resolver a grave crise salarial instalada na instituição.

Para quem não se lembra, os professores suspenderam uma greve no final de 2012 sob o compromisso do (des) governo Cabral que neste ano haveria uma resposta positiva para o problema salarial que aflige todos os servidores da UENF. Mas nada de positivo aconteceu, apesar das dezenas de viagens e manifestações da Associação de Docentes da UENF (ADUENF).

Aliás, o que houve por parte desse (des) governo, sob a batuta do Sr. Sérgio Ruy, (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, de destruir o modelo de universidade criado por Darcy Ribeiro, que se baseia no regime de Dedicação Exclusiva para todos os seus professores-doutores. Para isso, o (des) governo estadual contou com a valorosa ajuda da reitoria da UENF que fez aprovar a toque de caixa uma minuta de lei no Conselho Universitário que não apenas quebrou a espinha dorsal do modelo institucional, mas instituiu uma escabrosa figura do professor titular 20 horas.

Agora, voltando ao ranking do MEC, há que se dizer que não sou um desses fãs ardosos deste tipo de classificação, pois se nivelam maças com batatas sob um viés normalizador que certamente causa distorções graves. Mas mesmo assim, não deixa de ser interessante que, ao menos neste ranking, a UENF se mantenha consistentemente bem posicionada desde 2008, enquanto os salários dos seus servidores vão morro abaixo. A conta simplesmente não fecha, e as consequências já são vistas dentro do campus, pois está cada vez mais difícil trabalhar.

E se cedo ou tarde a UENF implodir pela evasão incontrolável de seus professores-doutores, o principal culpado disso  será o (des) governador Sérgio Cabral e seus (des) secretários, tendo o Sr. Sérgio Ruy à frente. Por outro lado, que ninguém reclame se os professores voltarem à greve no início de 2014. Pois paciência tem limite, até a de professores-doutores que precisam pagar contas e criar seus filhos como qualquer outro trabalhador.