Saque em caminhão transportando carne: as portas do caos estão sendo abertas no Brasil

carne

Voltei ao Brasil em 1997 e em 1998 e orientei um estudo sobre a forma como a mídia corporativa cobria os saques que ocorriam em todo o Brasil por causa da crise criada por FHC e suas políticas neoliberais.

21 anos depois acabo de encontrar via redes sociais um vídeo mostrando saque de um caminhão, justamente um carregando carne bovino, supostamente no bairro de Acari no município do Rio de Janeiro. Esse é o resultado de pelo menos 5 anos de medidas ultraneoliberais impulsionadas por Michel Temer e Jair Bolsonaro (se contarmos o primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff serão 6).

Em 2020 deveremos ter mais dessas cenas em todo o território nacional. A razão é simples: quando não se levam em conta as necessidades básicas dos pobres e se acha que tudo se resolve com repressão e violência, a ação direta deles é inevitável.

A Argentina é o Brasil amanhã?

saques

Até bem pouco tempo atrás as medidas ultraneoliberais inciadas em 2016 pelo governo do bilionário Maurício Macri  eram saudadas no Brasil como o exemplo a ser seguido em termos de ajuste econômico, venda de estatais e imposição de tarifas salgadas para saciar a forma de lucro das corporações multinacionais.

Pois bem, os últimos meses têm sido de completa derrubada das cânones ultraneoliberais na Argentina, e o país começa a se defrontar com a possibilidade cada vez maior de calote nas sua imensa dívida pública, o que fez com que o peso argentino se desvalorizasse de maneira rápida e impiedosa.

Com isso, estão voltando à cena argentina, os saques de supermercados como o mostrado abaixo que ocorreu em uma filial da rede Átomo na cidade de Mendonza,  que é capital da província de Mendoza na Argentina.

Como temos até banqueiro concorrendo às eleições presidenciais no Brasil, vamos ver que rumo vamos tomar.  Mas que ninguém se surpreenda se cenas semelhantes voltarem a acontecer no nosso país, caso insistam no receituário imposto pelo governo “de facto” de Michel Temer.