Lauro Jardim e o Rio falido por Cabral e Pezão

lauro jardim

A imagem acima reproduz uma postagem do jornalista Lauro Jardim ontem em seu blog no O Globo,  A postagem é curtam as traz duas informações indigestas: a primeira é de que a estimativa de que o déficit financeiro do estado do Rio de Janeiro deverá ser de R$ 20 bilhões em 2016, enquanto que a segunda é de que o (des) governador Pezão não sabe ainda de onde vai tirar para pagar os salários de janeiro dos servidores estaduais.

Lauro Jardim deixou de dar duas informações importantes nesta postagem. A primeira é de que os servidores do Rio de Janeiro não tem nada a ver com esse déficit, pois são os que consomem a menor porção do orçamento estadual entre todos os estados brasileiros.  Jardim também deixou de mencionar que se o (des) governador Pezão e seu padrinho político, Sérgio Cabral, não tivessem feito uma verdadeira farra com o dinheiro público com obras faraônicas ou com concessões bilionárias com isenções fiscais, é bem provável que não estivéssemos na pindaíba em que o Rio de Janeiro se encontra neste momento.

Mas pensando bem, pedir essas duas últimas informações de Lauro Jardim talvez seja demais dado o veículo de imprensa para o qual ele trabalha.

A crise do (des) governo do Pezão é seletiva: perde a população, ganham as corporações

cabral pezao

O final de 2015 está sendo duro de engolir para centenas de milhares de servidores públicos que estão sendo lesados no seu direito de receber o seu décimo terceiro salário. Mas a perda dos servidores é apenas uma das muitas que estão sendo impostos pelo (des) governo do PMDB comandado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão. O desmantelamento do serviço público está por todo lado, e paira como uma ameaça sobre o futuro do Rio de Janeiro em todas as áreas.

O argumento sendo vendido por Pezão e sua trupe é de que vivemos uma crise sem precedentes e que estaria ligada à crise geral pela qual passam o Brasil e o resto do mundo. Não bastasse o fato de que a maioria dos estados e municípios brasileiros estão honrando suas obrigações trabalhistas com seus servidores, a notícia abaixo que foi publicada no dia 12 de Dezembro de 2015 mostra que sob a égide do PMDB e de Pezão, a crise que consome o Rio de Janeiro é acima de tudo seletiva.

crise

O fato é que em meio ao caos instalado em hospitais e escolas, bem como no sistema privatizado de transporte, quem perde é a população para que as corporações ganhem bilhões na forma de isenções fiscais. E o pior é que essas mesmas corporações estão em sua maioria na lista dos grandes devedores de impostos. 

supervia

Uma pessoa menos ingênua perguntaria qual é a razão de tamanha generosidade que nada recebe em troca. Eu indicaria que a resposta para isso está em algo muito simples: a lista dos grandes contribuintes da campanha eleitoral de Pezão e seus deputados na Alerj.

Por último, permitam-me voltar ao escabroso empréstimo que o (des) governo Pezão negociou e que quer empurrar para as costas dos servidores para que eles tenham um final de ano menos intranquilo e que possam pagar suas primeiras contas de 2016. Essa proposição é vergonhosa e humilhante, pois Pezão e o (des) secretário de Fazenda Júlio Bueno sabem que a depreciação salarial imposta no Rio de Janeiro nas últimas décadas tornou incontáveis servidores prisioneiros de empréstimos bancários e até com agiotas. Assim, para muitos será impossível recusar a fórmula do empréstimo bancário para receber o resto de seu décimo terceiro.  De minha parte, já que felizmente não estou em situação financeira desesperadora, eu recurso este verdadeiro “Cavalo de Tróia” imposto por Pezão e Júlio Bueno. É que a última coisa que eu quero fazer é ajudar os bancos a ganharem ainda mais dinheiro com a desgraça dos servidores estaduais.

E humildemente sugiro aos servidores estaduais que puderem que recusem esse empréstimo descabido.  E que em 2016 estejamos mais atentos e dispostos a defender o Rio de Janeiro e seu povo da crise seletiva que o (des) governo Pezão está nos impondo.

No ranking do déficit público, o Paraná é o segundo pior. Adivinhem qual estado é o campeão da ruindade!

O professor Roberto Moraes traz em seu blog uma nova análise sobre o peso da folha de pagamentos em todos os estados brasileiros, e nos mostra que o Rio de Janeiro continua a ser o ente federativo que menos gasta com seus servidores (Aqui!), Em suma, qualquer explicação sobre a situação da saúde financeira do Rio de Janeiro não pode, nem deveria, ter os servidores como alvo de qualquer explicação. 

Mas qual é exatamente a situação da saúde financeira do Rio de Janeiro. Uma entrevista no jornal Folha de São Paulo com o (des) governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), mostra que o estado que menos gasta com servidores é também o que está nas piores condições em termos de déficit financeiro nas suas contas! (Aqui!)

E como se conseguiu essa “mágica”? Se olharmos a combinação de custos com megaeventos esportivos (Copa do Mundo e Jogos Olímpicos) e concessão de isenções fiscais, a coisa começa a ficar mais clara. Entretanto, há mais coisa nesse angu que merece e deve ser analisada. A verdade é que contando com completa hegemonia no estado, onde controla os governos municipal e estadual, e também a ALERJ, o PMDB conseguiu nos colocar numa situação totalmente deplorável. Fosse o estado do Rio de Janeiro uma empresa, a sua falência já teria sido decretada.

Resta saber se aqui também teremos a mesma reação que ocorreu no Paraná quando Beto Richa tentou emplacar um pacote de maldades contra os servidores públicos. A ver!

Torre sem fio, placas desbotadas no chão… essa é a realidade no entorno do Porto do Açu

Quem anda pelas terras tomadas dos agricultores do V Distrito de São João da Barra e que foram inicialmente entregues ao ex-bilionário Eike Batista para a construção de um “distrito industrial” pode ver duas coisas que eu considero altamente simbólicas e que aparecem nas imagens abaixo: uma linha de transmissão de energia que espera há anos pelos cabos, e  um número incalculável de placas (muitas delas caídas pelas propriedades tomadas) os “donos” das terras tomadas como pertencentes à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) ou à extinta LL(X).

torres sem fio

Torre de transmissão incompleta, o que obriga o uso de geradores movidos a óleo diesel para fazer o Porto do Açu funcionar.

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Placa anunciando a área como destinada a abrigar instalações de uma siderúrgica, e que hoje jaz caída e desbotada numa terra desapropriada.

Essas imagens são altamente simbólicas do que aconteceu no V Distrito sob a batuta de Sérgio Cabral, Eike Batista e Júlio Bueno, aquele que um dia desdenhou o maxixe e hoje virou o secretário de Fazenda do Rio de Janeiro. Aliás, se alguém nutrir alguma esperança nas habilidades de Júlio Bueno para tirar o Rio de Janeiro da enrascada em que Sérgio Cabral e Pezão nos colocaram, basta olhar as imagens para ter sérias dúvidas sobre nosso futuro!

Porto do Açu: Conflito de terras no V Distrito agora virou conflito pelo acesso à água presa dentro das áreas desapropriadas

reginaldo

Coincidência ou não, o conflito de terras que acontece no entorno do Porto do Açu desde 2009 agora parece ter ganho um novo e preocupante capítulo para se tornar também um conflito pelo acesso à água que está cercada dentro de propriedades que foram tomadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) de agricultores familiares, e que hoje estão sob o controle da Prumo Logística Global.

A prova disso está num acontecimento em curso nesta 6a. feira (30/01) envolvendo o agricultor Reginaldo Toledo, um dos 29 signatários da notícia-crime contra o trio formado por Sérgio Cabral, Eike Batista e Luciano Coutinho. Acabo de falar com o agricultor neste momento e ele me informou que está se dirigindo à 145a. Delegacia Policial em São João da Barra para prestar depoimento, após ter sua moto confiscada ao tentar salvar uma cabeça de gado que se encontrava dentro de uma área pertencente à sua família, mas que é reclamada como desapropriada pelos atuais controladores do Porto do Açu.

Mas o mais grave que o Reginaldo Toledo me revelou é que o gado dos agricultores desapropriados está morrendo de sede, enquanto as terras tomadas pela CODIN permanecem abandonadas, sem qualquer tipo de uso.  Assim, estão aumentando as perdas econômicas que já são altas, enquanto os agricultores e suas famílias são deixados à mercê da própria sorte.

Essa situação cria um grande impasse entre os agricultores e a CODIN, bem como com a Prumo Logística. O estranho nisso tudo é saber que dentro desse verdadeiro latifúndio improdutivo que a CODIN criou existe água que está sendo negada aos agricultores do V Distrito de São João da Barra.

Esse é mais uma das facetas absurdas de todo esse processo. Afinal, no caso específico das terras da família do Reginaldo Toledo, quem continua arcando com os custos do Imposto Territorial Rural (ITR) são os agricultores.

Mais informações sobre a situação envolvendo o Reginaldo Toledo deverão aparecer até o final de hoje. 

Notícia-crime dos agricultores do V Distrito contra Eike Batista, Sérgio Cabral e Luciano Coutinho está tramitando na 5a. Vara Federal

Para quem não se lembra mais, em Agosto de 2013 um grupo de 29 agricultores do V Distrito de São João entrou com uma notícia-crime contra a trinca formada pelo ex (des) governador Sérgio Cabral, pelo ex-bilionário Eike Batista e por Luciano Coutinho, presidente do BNDES, por supostos crimes cometidos no processo de implantação do Porto do Açu (Aqui!).

Pois bem, hoje fui informado que depois de muitas idas e vindas, este processo agora está tramitando na 5a Vara Federal que está localizada na cidade do Rio de Janeiro, como mostram as imagens abaixo.

processo 1 processo 2Agora vamos ver se a justiça vai começar a fazer justiça em defesa dos direitos das centenas de famílias de agricultores do V Distrito de São João da Barra que tiveram suas vidas destroçadas em nome de um projeto econômico que, convenhamos, pouco saiu do papel.

 

Sérgio Ruy “mãos de tesoura” corta mais 2,7 bilhões do orçamento estadual

A matéria abaixo saiu publicada hoje no site de “O GLOBO”, e dá conta de mais uma tesourada bilionária no orçamento estadual de 2015 sob a batuta do secretário Sérgio Ruy “mãos de tesoura” Pereira. O alvo como sempre são as áreas estratégicas como saúde e educação, e os carcomidos salários dos servidores estaduais. A desculpa é a queda da arrecadação com os royalties do petróleo.

O que Sérgio Ruy “mãos de tesoura” sequer toca em suas declarações são aquelas generosas isenções fiscais dadas pelo (des) governo de Sérgio Cabral que beneficiaram o salão de cabeleireiro frequentado pela esposa de Cabral, bem como o restaurante favorito do serelepe ex-(des) governador.

Também seria cabível perguntar se os gastos bilionários com serviços terceirizados receberão o mesmo efeito “tesoura”. Cá entre nós, eu aviso logo que é claro que não! Afinal, Pezão não deixar os financiadores de sua campanha bilionária na mão. Já a pobre população fluminense. Bom, essa já podemos adivinhar como vai ficar.

Estado vai cortar mais R$ 2,7 bilhões do Orçamento

Redução da arrecadação é fruto da queda na atividade econômica brasileira e das receitas com royalties do petróleo. Todas as pastas serão afetadas

POR CLARICE SPITZ
Os secretários de Fazenda, Sérgio Ruy Barbosa, e de Planejamento, Cláudia Uchôa, anunciam medidas após primeira queda na arrecadação de ICMS desde 2008 – Dhavid Normando/Divulgação
RIO – O governo do Estado do Rio vai apertar ainda mais os cintos em 2015. Com a redução da arrecadação, fruto da queda na atividade econômica brasileira, e das receitas com royalties do petróleo, o Tesouro estadual vai contingenciar R$ 2,683 bilhões do Orçamento previsto para este ano (R$ 54 bilhões, sem levar em conta os descontos). Todas as pastas serão afetadas. Mesmo Saúde e Educação, áreas consideradas prioritárias, terão cortes de R$ 900 milhões em despesas de custeio em relação ao previsto na Lei Orçamentária. Entram na conta ainda despesas com transferências para municípios, que serão R$ 1,1 bilhão menores que o planejado. Outros R$ 700 milhões de cortes virão de despesas de custeio em todas as secretarias e autarquias, incluindo a área de Segurança. Trata-se de um aperto fiscal adicional aos cortes que já tinham sido anunciados no início de janeiro (R$ 1,5 bilhão).

O secretário de Fazenda do estado, Sérgio Ruy Barbosa, afirma que o cenário fiscal mudou muito desde meados do ano passado, quando o Orçamento foi programado. A economia desacelerou, o que trouxe impacto sobre a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O PIB (soma de todos os bens e serviços produzidos no país) registrou contração nos dois primeiros trimestres, o que configura uma recessão técnica. No terceiro, ficou perto da estabilidade, com alta de 0,1%. A previsão é que feche o ano pouco acima de 0%. A receita com ICMS no ano passado ficou em R$ 31,4 bilhões, abaixo dos R$ 34 bilhões que tinham sido previstos. Foi a primeira vez que houve perda real com arrecadação desde a crise financeira internacional de 2008. Em 2013, a receita com ICMS tinha avançado 15%. Para este ano, o governo previa recolher R$ 36,7 bilhões com o imposto, mas agora estima que a receita alcance R$ 33,6 bilhões.

— Foi uma virada de expectativas muito grande, então temos que contingenciar o orçamento — afirma Ruy Barbosa.

Até agora, o esforço fiscal do governo de Luiz Fernando Pezão chega a cerca de R$ 4,5 bilhões. O contingenciamento vem se somar às ações anunciadas pelo governador após a posse. No início de janeiro, uma série de decretos estipulou uma redução de R$ 1,5 bilhão por ano nos gastos de custeio e pessoal, nas pastas e em outros órgãos da administração direta do estado. Entre eles, o corte de 25% a 35% em contratos de telefonia, transporte, alimentação e serviços terceirizados. As despesas com gratificações especiais de servidores também foram enxugadas em uma economia de R$ 191 milhões por ano.

SEM CONCURSOS E REAJUSTES DE SALÁRIO

Por ora, o governo do estado descarta aumento de impostos, mas estão fora de cogitação a abertura de concursos ou reajustes salariais além dos que já foram autorizados. A secretária de Planejamento, Cláudia Uchôa, afirma que vem fazendo uma peregrinação em cada uma das secretarias para conscientizar sobre o corte de despesas. Segundo ela, investimentos de grande porte não serão atingidos pelo enxugamento de despesas.

— Os maiores investimentos no estado estão com financiamento contratado, então agora é a fase da execução, de continuar trabalhando — afirma Cláudia.

Mesmo com a previsão de que a economia brasileira deva repetir em 2015 o fraco desempenho do ano passado, o governo de Pezão espera um aumento de receitas com um reforço da fiscalização. Segundo Sérgio Ruy, dois novos órgãos foram criados para acompanhar os grandes contribuintes, cruzar dados e identificar discrepâncias. Ele lembra que o Tesouro estadual tem lançado mão de outros mecanismos para aumentar a arrecadação, como o uso do regime de substituição tributária, que concentra a cobrança de ICMS num só elo da cadeia produtiva — em geral, o primeiro, a indústria ou o distribuidor. Outra medida é o parcelamento de dívidas tributárias, que, no ano passado, representou um aumento de R$ 2 bilhões nas receitas de ICMS.

Além dos cortes anunciados, o governo estadual estima uma perda de cerca de R$ 2 bilhões de receita com o repasse de royalties em consequência da baixa cotação do petróleo. A redução forçará um desembolso adicional de R$ 2,1 bilhões com os gastos do Rioprevidência, fundo de previdência do estado responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores inativos. As receitas com as compensações do petróleo no estado servem para o pagamento de cerca de 220 mil aposentados e pensionistas.

Sérgio Ruy Barbosa explica que a queda brutal no preço do barril do petróleo começará a ter impacto nos cofres públicos a partir deste ano, já que os royalties recebidos referem-se ao petróleo extraído três meses antes. Os preços internacionais do petróleo caíram à metade desde junho do ano passado. No fechamento da semana passada, o preço do barril do petróleo leve (WTI), para entrega em março, ficou em US$ 45,59, a menor cotação em seis anos. Já o Brent ficou em US$ 48,79 o barril.

— Sem dúvida alguma, é a situação mais grave que enfrentamos nos últimos tempos. Em 2008, o petróleo deu uma escorregada forte para baixo, mas recuperou rápido — afirma o secretário. — Pegamos um momento adverso em que uma guerra de mercado está derrubando cotações. Vamos fazer o que tiver que ser feito para manter o pagamento do Rioprevidência, porque é uma obrigação mandatória, não podemos falhar com o compromisso de sobrevivência das pessoas.

FALTA DE ENERGIA PODE COMPLICAR ARRECADAÇÃO

O governo do estado reconhece que está analisando uma alteração da legislação da Previdência Social estadual nos moldes do que foi feito pelo governo federal em relação à pensão por morte. No fim do ano passado, o governo Dilma lançou mão de uma Medida Provisória (MP) para revogar o benefício vitalício e integral para cônjuges jovens (até 35 anos). A partir desta idade, o prazo dependerá da expectativa de vida, e cada filho significará um acréscimo de 10%, até o limite de 100%. Quando o dependente completa a maioridade, sua parte é suspensa. Além disso, passa a ser exigido tempo mínimo de casamento ou união estável de dois anos.

— Uma coisa que é plausível de ser discutida e está na linha do que o ministro (Joaquim) Levy está levando é se a viúva, por não depender financeiramente da pensão, tem o direito de percebê-la. O tempo de casada também é um fator; se casou jovem, o marido morreu no terceiro ano de casada. São questões que estão sendo analisadas. Está em estudo e sujeito a interpretações. O estado pode adotar a mesma postura do governo federal — afirma Ruy Barbosa.

Apesar das dificuldades com o passo da economia e com o repasse de royalties, o governo estadual prevê um efeito positivo sobre a arrecadação do aumento do preço da gasolina e da energia elétrica no país. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou um pacote de aumento de impostos que deve elevar em R$ 20,63 bilhões a arrecadação este ano e que prevê, entre outras coisas, a alta da alíquota do PIS/Cofins e o retorno da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que estava zerada desde 2012, sobre os combustíveis. Como o ICMS é recolhido no fechamento da venda, isso pode elevar a receita.

No entanto, uma eventual redução do consumo, que poderia ocorrer na esteira do contingenciamento ou racionamento de energia, poderia complicar ainda mais a situação das contas públicas estaduais, ao puxar para baixo o recolhimento de impostos.

— Em 2001, a situação era diferente. Naquele momento que tivemos nos estados as metas de redução do consumo, o Estado do Rio foi o primeiro a alcançá-la, o que recaiu (sobre o recolhimento) do ICMS. O que salvou na época foi a subida do preço do petróleo. Conseguimos contrabalançar a queda do ICMS, que foi dramática com a alta do petróleo — lembra Cláudia Uchôa.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/estado-vai-cortar-mais-27-bilhoes-do-orcamento-15148952#ixzz3PxGkM78G 

Juca Kfouri e o descobrimento do Brasil

Descobrindo o Brasil

Por  Juca Kfouri

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Este jovem, de 23 anos, estudante de Direito na PUC carioca, é o novo secretário de Esportes do Rio de Janeiro, o estado que receberá os Jogos Olímpicos de 2016.

De cara boa, o menino se elegeu deputado federal nas últimas eleições.

Marco Antonio Cabral, este o nome do garoto, é filho do ex-governador fluminense de triste memória, Sérgio Cabral.

Um dos primeiros atos do mancebo foi ir beijar a mão dos cartolas da CBF.

Imagine o que fará quando se encontrar com os do COB.

Pastores da IURD/PRB em Brasília, em São Paulo, Minas Gerais e no Ceará, no ministério e nas secretarias de Esportes.

No Rio, um inexperiente menino estudante do PMDB.

Mais um Cabral para descobrir o que já está mais que descoberto: esporte, no Brasil, é troco.

FONTE: http://blogdojuca.uol.com.br/2015/01/descobrindo-o-brasik/

Pezão asfixia universidades estaduais, e reitoria da UENF promove inauguração “beija mão” do bandejão para recepcionar o algoz

A matéria abaixo dá conta da manutenção do vero do (des) governador Pezão a uma emenda proposta pela Comissão de Educação da ALERJ que tiraria as três universidades estaduais do Rio de Janeiro do estado quase insolvência em que se encontram neste momento.

Esse veto como mostra a matéria assinada pelo jornalista Djalma Oliveira representará uma perda de 917 milhões de reais que poderiam alavancar a recuperação da condição de coma em que o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e Pezão colocaram a UENF, a UERJ e a UEZO.

Mas quem pensa que este tapa na cara serviu para colocar um pouco de brio na reitoria da UENF, tire o cavalo da chuva. É que mesmo após essa veto, a reitoria comandada por Silvério Freitas vai promover uma inauguração “beija mão” do restaurante universitário que já começou a funcionar nesta 3a. feira (16/12). 

Como uma postura submissa como essa apresentada pela reitoria, não será de se surpreender que 2015 seja um ano ainda mais difícil para  o funcionamento básico da UENF. Mas, convenhamos, aprenderam a beijar a mão com o Sérgio Cabral. Que mais poderíamos esperar?

Veto deixará as universidades estaduais com menos recursos em 2015

Veto do governador foi mantido pelos deputados
Veto do governador foi mantido pelos deputados Foto: Urbano Erbiste / Urbano Erbiste
Djalma Oliveira

A Assembleia Legislativa do Rio manteve o veto do governador Luiz Fernando Pezão à emenda, de autoria do deputado Comte Bittencourt (PPS), à Lei de Diretrizes Orçamentárias, que garantia 6% da receita líquida para as quatro universidades estaduais (Uerj, Uezo, Uenf e Cecierj). Se ele tivesse sido derrubado, as instituições de ensino ganhariam, no próximo ano, mais R$ 917 milhões.

FONTE: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/veto-deixara-as-universidades-estaduais-com-menos-recursos-em-2015-14825088.html#ixzz3M5szk4mk

Alguém se surpreende? Com Cabral e Pezão, Rio de Janeiro é o campeão nacional da falta de transparência governamental

RJ tem pior resultado em pesquisa sobre transparência governamental

Por Guilherme Serodio | Valor

RIO  –  O poder executivo municipal do Rio de Janeiro teve o pior resultado em uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feita para aferir a transparência governamental. De 21 pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação à Prefeitura do município, apenas cinco, o equivalente a 23%, tiveram resposta. 

A pesquisa Estado Brasileiro e Transparência, realizada pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV/Ebape) em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade, é o maior estudo feito ao longo dos dois anos e meio de vigência da Lei de Acesso à Informação. O estudo envolveu 138 órgãos públicos de todos os poderes nos três níveis de governo. 

A pesquisa, liderada pelo professor Gregory Michener, da Ebape, foi feita em oito jurisdições – as administrações estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e suas capitais, além do Distrito Federal e da União. Ao todo, dos 453 pedidos de informação encaminhados, apenas 315 foram respondidos, o equivalente a 69%.

Na comparação dos resultados dos executivos municipais, depois do Rio, Belo Horizonte respondeu a 61% dos pedidos de informação, e São Paulo, a 84%. 

Na soma de todos os órgãos da jurisdição municipal, o Rio manteve a liderança na falta de transparência. Dos 29 pedidos enviados, os órgãos do município responderam a apenas oito – uma taxa de resposta de 27%. Na jurisdição do município de São Paulo, 32 das 40 perguntas (80%) foram respondidas. Em Belo Horizonte, de 36 pedidos, 23 (63%) foram atendidos. 

O Rio de Janeiro também teve o pior resultado entre as administrações estaduais. O governo respondeu a apenas 43% dos 32 pedidos de informação feitos. No mesmo ranking, Minas Gerais respondeu a 67% das demandas. São Paulo atendeu a 79% dos pedidos. 

No recorte por estado – considerando-se as respostas de todos os órgãos do Legislativo, Executivo e Judiciário, além de órgãos autônomos, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas -, o Rio obteve, mais uma vez, o pior resultado.

Os órgãos fluminenses responderam a apenas 25 dos 65 pedidos de informação encaminhados, o equivalente a 38%. Ao todo, os órgãos de Minas Gerais  responderam a 74% das 65 demandas enviadas. Em São Paulo, a taxa de resposta foi de 80% – 52 respostas para 65 solicitações. O Distrito Federal respondeu a 81% dos pedidos – atendeu a 48 das 59 demandas.

No outro extremo do ranking, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) teve o melhor resultado da pesquisa, respondendo a 100% das solicitações de informação com 83% de taxa de precisão nas informações. Em segundo lugar, o Superior Tribunal Federal (STF) teve 80% de taxa de resposta e precisão. 

A pesquisa verificou que os órgãos do poder Judiciário são mais transparentes entre as entidades dos três poderes. Dos 49 pedidos de informação feitos a órgãos do judiciário, 36 (73%) foram respondidos. Os órgãos do Executivo obtiveram, no geral, uma taxa de resposta de 69%, atendendo a 165 dos 239 pedidos feitos. Órgãos autônomos responderam a 67%, ou 33 das 49 demandas. O Legislativo teve o pior resultado, com 57 respostas para 87 pedidos (65% de taxa de resposta). 

FONTE: ,http://www.valor.com.br/politica/3773098/rj-tem-pior-resultado-em-pesquisa-sobre-transparencia-governamental#ixzz3IfyR7jHo