Porto do Açu: apesar de todas as contínuas promessas, o desrespeito ainda é a única coisa real para centenas de famílias de agricultores

Tenho assistido a uma nova onda de promessas e repercussões das mesmas sobre o megaempreendimento portuário (será mesmo que conseguira ser mega?) idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista, o Porto do Açu. Se olharmos todas as “novas” indicações de futuro lustroso, parece (notem que eu disse parece) que parte dos planos virará realidade em algum momento do segundo semestre de 2014.

Me perdoem os crédulos, mas o empreendimento, que agora pertence à corporação EIG Global Partners com sede em Washington DC e que aqui atende sob o nome de Prumo, não parece que viverá à altura das promessas grandiloquentes de Eike Batista, que sonhava (como um dia sonhou Percival Farquat) ser uma espécie de novo Henry Ford.

Entretanto, não é a diferença entre a propaganda, custeada sabemos por bilhões de reais saídos do BNDES, que me incomoda. É que eu sou desses que acredita que o mercado, com todas as suas imperfeições e idiossincrasias, acaba separando o que é espuma de projetos reais.

O que me incomoda mesmo é constatar que o desrespeito em relação à centenas de famílias de agricultores familiares, iniciado sob a batuta de Sérgio Cabral, Júlio Bueno e Eike Batista perdura até o dia de hoje.  Digo isso porque estive hoje no V Distrito de São João da Barra iniciando mais um projeto de pesquisa que resultará num estudo sobre algumas das consequências sociais e ambientais do Porto do Açu, e conversando com algumas dessas famílias pude ver que nada mudou, e que elas ainda não viram um centavo de propriedades que lhes foram tomadas para a construção de um distrito industrial cujo localização efetiva continua sendo alguma gaveta empoeirada na Companhia de Desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro (CODIN).

Mas numa prova que a generosidade e a disposição de trabalhar incansavelmente para produzir alimentos que vão matar a fome na cidade, fui presenteado com queijo, abacaxi, jiló, berinjela, e até o maxixe que um dia o (des) secretário Júlio Bueno um dia desdenhou em nome de uma pseudo siderúrgica que hoje sabemos era só outra lorota de Eike Batista.

Para quem ainda não foi até o V Distrito de São João da Barra e conversou de perto com pessoas da estatura moral do Sr. Reinaldo Toledo e seus filhos, compartilho as imagens abaixo. E, sim, são essas as pessoas que fazem brotar daquelas areias alimentos em uma quantidade que chega realmente a surpreender até pessoas que, como eu, estudam a agricultura familiar há quase três décadas. Por isso, é que mantê-las constrangidas e sem as devidas compensações financeiras não pode ser tolerado como algo inerente a qualquer coisa que se queira chamar de “desenvolvimento” ou “progresso”.

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Bacanal à moda da casa

Aécio amarra aliança do PSDB e DEM com Pezão em troca de apoio de Cabral e do PMDB no Rio

Por Pedro Porfírio

Foi a surpresa menos surpreendente desta novela rocambolesca que se desenrola como pano de fundo desse porre que nos enche de bola quase o dia todo. Era um capítulo já escrito de que só não sabia o Carlos Lupi (ou sabia?) e os apegados aos penduricalhos do governo estadual do PDT, partido que emprestará a legenda de Leonel de Moura Brizola à aliança mais cristalizada da direita no Estado do Rio, capaz de receber as bênçãos, os afagos e a ajuda do Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino e da burguesia picareta, a mesma que ia investir na Copa do Mundo e deixou as despesas penduradas em nossa conta.

Sérgio Cabral Filho, o campeão absoluto de rejeição, precisava de uma saída honrosa pra entregar a toalha e recolher-se a uma fortaleza eletrificada, onde se refugiaram seus “compadres” Eike Batista e Fernando Cavendish. 

Cabral já saiu do governo no início do ano por que não conseguia mais botar o pé na rua. E queria tirar o seu Pezão mandado da sarjeta do ostracismo.

Até acreditou na memória fraca da plebe ignara, mas depois viu que ele fez tantas poucas e boas que não havia uma criança que não  quisesse vê-lo pelas costas. Principalmente aqueles, como o adolescente de Manguinhos, a quem destratou e humilhou, ma frente do Lula, como se tivesse o rei na barriga.

Precisava também tirar a máscara sobre seu retorno ao ninho tucano depois da morte de Marcello Alencar, de quem se serviu do bom e do melhor, e depois traiu, no final do seu governo, quando viu que não ia ter nenhum dividendo com a privatização da CEDAE, que acabou abortada, como também abortou a privatização do Maracanã naquela época.

Não o move nessa manobra de formal adesão ao “Aezão”, nada senão o olho gordo. Existe é uma baita articulação sistêmica, digamos assim, para evitar que Dilma Rousseff faça um segundo governo, agora mais calejada, já sabendo que tem bala na agulha para avançar. A turma da pesada, sejam as empresas sugadoras das tetas públicas, sejam os políticos padrão Eduardo Cunha, que existem aos borbotões, faz qualquer maracutaia para derrotar à teimosa que, explicitamente, deu um chega pra lá nos malfeitos dos próprios correligionários e aliados.

Cabralzinho ficou órfão de pai e mãe com a debacle dos dois empresários “irmãozinhos” e isso teve implicações também com suas conexões junto aos salões da corte, onde meia dúzia de empreiteiros têm acesso instantâneo aos palácios e singram em águas mansas e próprias para a pesca.

Há uma insatisfação explícita da quadrilha que privatizou o Erário diante das exigências saneadoras da Dilma.  Ela não pode ouvir falar em obras superfaturadas ou tráfico de influência que, comprovadas, manda investigar, doa em quem doer, para o desespero dos autores das emendas parlamentares e dos governadores que fazem a festa com tais subterfúgios legislativos. Não era assim que a banda tocava antes. E se continuar por mais um governo, os paraísos fiscais vão começar a se queixar da falta de freguês.

Mas no Estado do Rio o PSDB ficou mau das pernas desde quando Marcello Alencar perdeu a mobilidade e foi transformado numa figura decorativa de um partido em que ele era o único elo com a alma fluminense. O tucanato aqui se reduz a exatos dois gatos pingados, que ainda tiveram a insanidade de inviabilizar a carreira de uma vereadora guerreira, mas de opinião própria, que se decepcionou e voltou para casa.

Já o DEM (nome envergonhado do PFL) também lambeu com a dissidência puxada por Eduardo Paes, aquele cujas mãos seriam alvejadas se você disparasse sobre a virilha do Cesar Maia. O atual prefeito, reconheçamos, é carne de pescoço, obstinado e tem jogo de cintura desde que não tenha de ceder mais da conta, da sua conta, é claro. De mal com o Cesar, seu pai político, tratou de arrebanhar a própria grei e não precisou ir muito longe: quando o ex-todo poderoso  caiu do cavalo e o antigo pupilo se fez homem, correu todo mundo para o seu sovaco, até os que jejuavam pela saúde do ex-chefe.

A cata de intermediário a qualquer preço

O Estado do Rio de Janeiro é o terceiro colégio eleitoral do país, com 12 milhões de eleitores. Em 2010, Serra já havia levado uma surra, ficando em terceiro, atrás de Marina. E daí para cá, o tucanato evaporou-se de vez: até o Zito, o ex-rei da Baixada, também perdeu a majestade.

A coisa ficou tão sinistra que o PSDB fez sábado sua convenção e decidiu não decidir nada.  Não tinha mesmo o que decidir por suas próprias pernas.

Foi então que Aécio mexeu seus pauzinhos e chamou Cabral, Picciani e Cesar Maia ao seu apartamento de Copacabana.  Sim, o mineiro pode não ter eleitores aqui, mas patrimônio imobiliário, isso ele esbanja. 

Numa manhã dominical em que a brisa fria soprava do mar, o tucano não precisou de  muita lábia para trazer Cesar Maia para o seu ninho, abrindo uma saída honrosa para o pré-derrotado Sérgio Cabral e, mais uma vez, mandando para escanteio o senador Francisco Dorneles,  que vem a ser sobrinho de Tancredo e, reconheçamos, foi um parlamentar competente, principalmente na luta pelos royalties do petróleo.  Na véspera dos 80 anos, que fará em janeiro, ele está surpreendendo os amigos por aceitar tudo calado, mas enfim, como disse o Eduardo Paes, essa reunião que selou a nova aliança, com os encômios  e as pepitas da direita mais rancorosa, não há quem escape a um bacanal, principalmente se isso tem cheiro de poder.

O resultado desse capítulo, em resumo, é que está formada a cadeia de direita mais explícita desses anos abomináveis e agora Dilma não tem mais por que ficar fazendo que acredita na lábia do Pezão. Se até o Eduardo Paes vai ter que distribuir santinhos do Cesar Maia, seu odiado ex-amor, não há como ficar fazendo de conta que não sabe de nada.

Essa leniência com maquinações sórdidas pode parecer covardia. E, para terminar por hoje, é preciso desmascarar de vez duas obras de ficção: o excesso do tempo de tv e o palanque local.  Numa campanha em que se disputa a Presidência da República, tudo o mais gira em torno. São os candidatos locais que precisam dos sorrisos dos presidenciáveis. Além disso, tevê demais enche o saco do telespectador – todo mundo sabe disso. É assim tão nociva como tevê de menos, que não dá tempo para dar o recado.

PS – Em 2012, Cesar Maia lançou o filho Rodrigo candidato a prefeito do Rio em aliança com Garotinho, que indicou a filha como vice, só para bater em Eduardo Paes. Este foi reeleito no primeiro turno com 2.097.733 (64,60%) dos votos. Já o filho de Cesar Maia teve 95.328 votos (2,94%).

FONTE: http://www.blogdoporfirio.com/2014/06/bacanal-moda-da-casa.html

Sérgio Cabral sinaliza (novamente) que vai desistir da candidatura ao senado

O ex-(des) governador Sérgio Cabral Filho está enviando novos sinais de que não vai levar a cabo a ameaça de se candidatar a senador pelo PMDB. Embora, essa ameaça de recuar da ameaça não seja nova, agora parece que a coisa é séria. É que emparedado pela união entre Lindbergh Farias (PT) e Romário (PSB), Cabral não teria muitas chances de voltar ao senado, onde foi um dos maiores gazeteiros da história da república brasileira.

Agora, essa novidade vem acompanhada de outra novidade ainda mais curiosa. É que agora a justificativa para Sérgio Cabral chancelar uma desistência que é a pedra mais cantada dessas eleições é uma aliança com César Maia do DEM, político que saiu mais do que chamuscado das últimas eleições municipais na cidade do Rio de Janeiro.

Aliás, se pegarmos só as alianças formuladas por Lindbergh Farias (que se juntou ao PSB e ao PV) e Luiz Fernando Pezão (que agora deverá incluir também o PPS e o PSDB), o que se vê é a predominância de um nível de fisiologismo político raramente visto na história do Brasil.

Mas voltando a Cabral, essa aliança é mais do que providencial para que ele esconda a sua real condição de pária da política fluminense, que teve de sair pela porta dos fundos do Palácio Guanabara, e agora está sendo “aconselhado” a ficar na geladeira nas atuais eleições, até que o povo fluminense esqueça um pouco do seu desastroso (des) governo.

Noêmia Magalhães fala da importância da luta em defesa dos agricultores desapropriados pelo Porto do Açu

Como prometido publico hoje o depoimento da Sra. Noêmia Magalhães, uma das principais lideranças da ASPRIM, sobre a importância da luta que foi travada para defender centenas de famílias que tiveram suas vidas devassadas pelas indecorosas desapropriações realizadas pelo (des) governo Cabral/Pezão no V Distrito de São João da Barra para beneficiar o conglomerado de empresas pré-operacionais do ex-bilionário Eike Batista.

Por conhecê-la praticamente desde que a ASPRIM começou essa luta contra gigantes, sei que a importância que a Dona Noêmia possui num enfrentamento total desigual, e suas palavras merecem todo crédito e respeito.

E uma pergunta que continua aparecendo e se repete nesse depoimento: o que vai ser feito com tanta terra que hoje se encontra efetivamente improdutiva?

Sai de cena o CEO da EIG que comprou o Porto do Açu de Eike Batista

 

A notícia de que Kevin Korrigan, chefe do escritório brasileiro da EIG Global Partners, passou despercebida pela mídia brasileira, mas foi dada pela Bloomberg News (Aqui!). Entre os dois principais negócios de Korrigan está justamente a compra da LL(X) do ex-bilionário Eike Batista, agora rebatizada como Prumo, que se tornou detentora do Porto do Açu e das terras desapropriadas pela CODIN no V Distrito de São João da Barra.

Apesar de Korrigan ter dito na matéria que está se aposentando após cumprir mais tempo no Brasil do que havia prometido aos seus patrões, eu fico pensando se Korrigan não está seguindo o mesmo destino da ex-CEO da Anglo American, Cynthia Carroll, que pediu demissão após os prejuízos causados pelo negócio que fez também com Eike Batista para comprar as reservas de minério de ferro na região de Conceição do Mato Dentro. A ver.

Mídia Ninja: A Polícia Política de Aécio Neves e Pezão  

A advogada ativista Eloisa Samy, que esteve durante 12 horas nas dependências policiais, teve retido, durante todo o dia, seus equipamentos eletrônicos, além de máscaras de proteção e inclusive objetos de uso pessoal e esportivo. Eloisa relatou à Mídia NINJA que foi acordada em sua residência às 6 horas da manhã por três policias civis e uma delegada de apoio da Corregedoria de Polícia Civil. A diligência incluía ainda um agente gravando com celular toda a ação.

O mandado de busca e apreensão era destinado ao menor de idade que Eloisa tem sob sua guarda legal. Anexo à sua residência, funciona o seu escritório de advocacia, cujos equipamentos foram todos apreendidos, apesar da exigência legal de que ações contra estes profissionais sejam obrigatoriamente acompanhadas pela CDAP – Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB. Em função desta ilegalidade e pela garantia do sigilo profissional dos clientes da advogada, cujas informações estavam em seus equipamentos e graças à atuação da CDAP-OAD foi declarada a nulidade das apreensões, os equipamentos foram restituídos à Eloisa. Entretanto, todo os equipamentos apreendidos na execução dos outros mandados segue em poder das autoridades policiais.

NOS PORÕES DO SIGILO

Segundo Eloisa, os mandados apresentavam como SIGILOSOS tanto o nome dos acusados quando as denúncias que lhes eram feitas. “A gente não sabia o que estava sendo investigado, quem ou por quê”, diz a advogada. Segundo Eloisa todos foram conduzidos coercitivamente na condição de testemunhas, e assim foram tomados os depoimentos que, segundo ela, traziam perguntas ao redor de CRIMES DE OPINIÃO e da participação na ORGANIZAÇÃO de manifestações públicas.

No fim do dia, a BBC Brasil revelou que teve acesso a um mandato de busca e apreensão e também a um processo movido pelo Senador Aécio Neves. Os mandados foram emitidos após o pedido de investigação feito pelo próprio senador e teriam sido cumpridos todos já nesta quarta, três dias antes da Convenção Nacional do PSDB, quando a candidatura do senador à Presidência da República deve ser oficialmente lançada. A equipe do senador, em nota, confirmou à BBC Brasil o “pedido de investigação dos crimes praticados contra o senador Aécio Neves por quadrilhas virtuais”. Aécio nega, no entanto, que tenha solicitado a “invasão” das residências.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou apenas que “recebeu representação do senador Aécio Neves e está realizando diligências, que incluem o cumprimento de mandados de busca e apreensão.” O MP fluminense afirma ainda ter decretado sigilo “porque as diligências estão em andamento”. O sigilo nas investigações e o obscurantismo da intimidação aos acusados de ‘delitos de opinião’ nos lembram ainda ações efetuadas em Minas Gerais, contra jornalistas e críticos de Aécio.

Segundo a BBC, o texto do processo, assinado pelo promotor de justiça Luís Otávio Figueira Lopes, pede investigação de supostos crimes contra a honra do senador “através da colocação de comentários de leitores em sites de notícias”. Ainda de acordo com o processo, os autores dos supostos comentários teriam a intenção de “alterar os resultados dos mecanismos de buscas na internet (por exemplo, o site Google), fazendo com que tais páginas – ainda que substancialmente irrelevantes – alcancem destaque nos resultados das pesquisas eletrônicas”.

NÃO TEM ARREGO

Ao que tudo indica, dos dezessete mandados seis teriam relação com a denúncia de Aécio Neves e os outros onze são política preventiva de intimidação à ativistas e críticos do governo Cabral. Há também vingança contra aqueles que prestaram assistência aos detidos nas prisões ilegais em massa efetuadas no Rio de Janeiro, e veem enfrentando as arbitrariedade e os ataques ao Estado de Direito promovidos pelo próprio poder público. Como é o caso da advogada ativista Eloisa Samy que nos garante presença no ato convocado para às 10 horas, amanhã, na Candelária. “Estarei nas ruas, não tem arrego”, diz Eloisa.

O pacto que une o Senador Aécio Neves ao governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, já mostra sua cara nas vésperas da Copa. O Aezão da censura e da intimidação é também certeza de criminalização dos movimentos sociais e da instauração de uma caça às bruxas para o que consideram ‘delitos de opinião’. O cardápio inclui intimidação dos críticos, conivência da Justiça e todo obscurantismo kafkiano que mora sob o rótulo deste tipo de ‘sigilo’ dos bastidores da máfia que une políticos e empresários.

FONTE: https://ninja.oximity.com/article/A-Pol%C3%ADcia-Pol%C3%ADtica-de-A-1

Sindicato dos Vigilantes de Campos faz protesto na entrada da UENF por causa do atraso de pagamentos dos funcionários da HOPEVIG

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A UENF é hoje uma universidade onde não faltam conflitos, especialmente os de ordem trabalhista. No início desta terça-feira (10/06), um grupo de militantes ligados ao Sindicato dos Vigilantes de Campos, que são liderados pelo presidente Luiz Carlos Rangel da Rocha, fazem um protesto na entrada principal do campus principal por causa do constante atraso do pagamento dos guardas patrimoniais que prestam serviço na UENF. 

É que, mais uma vez, os salários desses trabalhadores se encontra atrasado, fato que vem se repetindo ao longo de 2014, fruto da política de contingenciamento financeiro imposto pelo (des) governo Cabral/Pezão sobre a UENF.

JB: MP pede bloqueio dos bens de Regis Fichtner

Ex-secretário é suspeito de envolvimento no escândalo das viaturas da PM, denunciado pelo JB

Jornal do Brasil
O Blog do Garotinho informa nesta segunda-feira que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ajuizou duas novas ações de improbidade administrativa pedindo a devolução de R$ 730 milhões aos cofres públicos por conta do escândalo da compra superfaturada de viaturas da Polícia Militar, já denunciado pelo Jornal do Brasil no dia 15 de maio. O MP já tinha entrado com  uma ação contra o secretário de Segurança, José Marino Beltrame, por suspeita de fraudes no contrato de aquisição dos veículos.

Segundo o Blog, desta vez os acusados são o ex-chefe da Casa Civil Regis Fichtner e o seu ex-chefe de gabinete Artur Bastos, que hoje é conselheiro da Agetransp. Outra ação acusa o ex-chefe do Estado Maior da PM Álvaro Garcia de participação no mesmo esquema.

Ministério Público Estadual pede a devolução de R$ 730 milhões aos cofres públicos
Ministério Público Estadual pede a devolução de R$ 730 milhões aos cofres públicos

O Ministério Público afirma que eles assinaram contratos superfaturados com a empresa CS Brasil, pertencente ao grupo Júlio Simões. Segundo o MP, o valor pago pelo estado do Rio de Janeiro é 347% maior que a média do mercado.

As investigações do MP tiveram início após as denúncias feitas pelo coronel da PM Ricardo Paúl, um dos oficiais que o ex-governador Sérgio Cabral mandou prender em Bangu 1 por reivindicar melhores condições de trabalho.

A exemplo do que ocorreu com Beltrame, o MP pediu o sequestro dos bens dos acusados e a perda dos cargos públicos.

Há informações de que o ex-secretário Regis Velasco Fichtner estaria com as malas prontas para morar na Alemanha. 

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/06/09/mp-pede-bloqueio-dos-bens-de-regis-fichtner/

(Des) governo Cabral/Pezão cria situação de esquizofrenia salarial também na UERJ

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.

“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.

O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.
“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.
O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Sérgio Cabral,Pezão e Eduardo Paes transformam o Rio de Janeiro em terra devastada

Tudo era uma maravilha para o PMDB do Rio de Janeiro até as manifestações de junho de 2013. Seus líderes nos mais altos postos de governo, tanto na cidade como no estado, viviam um sonho de popularidade turbinado por muita mídia simpática e bilhões do governo federal. De quebra, havia a miragem das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que lançavam uma falsa aura de segurança que acalmava os nervos da classe média, enquanto criava uma igualmente falsa sensação de que as favelas caricas haviam sido “pacificadas”.

Mas dai vieram as manifestações e o assassinato do pedreiro Amarildo não pode ser empurrado para debaixo do tapete como outros tantos haviam sido, apenas para as vítimas serem empurradas para debaixo do mais obscuro véu do esquecimento. E depois disso, o funcionalismo estadual que ficara paralisado e asfixiado por anos de anos de corrosão salarial decidiu sair de seu silêncio e também ganhar as ruas. Foi ai que apareceu a verdadeira face da política de (in) segurança comandada pela dupla Cabral/Pezão e operacionalizada pelo então inatingível e quase candidato a qualquer coisa que quisesse José Maria Beltrame. Essa mistura heterogênea de fatos é que começou a corroer a fantasia criada para dar ao cidadão fluminense a sensação de que os anos dourados haviam voltado.

E hoje o que temos no Rio de Janeiro? Para começar se vê que tudo o que se anunciava não passava de um castelo de areia construído na beira do mar. As UPPs estão caindo pelos tamancos, a especulação imobiliária transformou a cidade do Rio de Janeiro numa das mais caras do planeta, sem que haja quaisquer garantias de mobilidade já que os serviços públicos de massa estão em condição falimentar, apesar dos preços extorsivos que são cobrados dos usuários.

Além disso, a falência das políticas ambientais que está sintetizada na vergonhosa situação da Baía da Guanabara, mas que possui exemplos igualmente gritantes como o do Porto do Açu, implicou na criação de um processo de degradação ambiental que cedo ou tarde (talvez mais cedo do que gostaríamos) irá criar uma situação semelhante ou até pior do que está sendo vivido na capital de São Paulo. É que além da expansão desenfreada dos plantios de eucalipto, os nossos principais mananciais continuam sendo usados e poluídos sem que haja qualquer esforço para conter e disciplinar essa devastação toda.

Se olharmos para as universidades estaduais, instituições que poderiam gerar o conhecimento necessário e contribuir para a formulação de políticas estratégicas para as diversas áreas que citei, veremos que nelas se concentra o suprassumo da capacidade de destruição dos que eu classifico como (des) governantes do Ri de Janeiro. É que após os quase oito anos seguidos de Cabral e Pezão, as universidades estaduais fluminenses estão em verdadeira petição de miséria, com servidores extremamente mal pagos e com sua condições básicas de funcionamento totalmente comprometidas. Em função disso, as três instituições (UENF, UERJ e UEZO) estão mais para pacientes terminais colocadas em alguma UTI de hospital privado custeado pelo SUS (que normalmente são piores do que as dos públicos!) do que para centros emanadores de pensamento qualificado.

Esse quadro pode parecer radical demais, mas é apenas uma pálida aquarela do que se vive num Rio de Janeiro que se transformou em terra arrasada para a maioria da sua população, e um reino encantado para aquela parcela mínima de super ricos que só transita de helicópteros, como a dupla Cabral/Pezão.