Duros com favelados e servidores públicos, Sérgio Cabral e Pezão foram muito generosos com construtoras na reforma do Maracanã

A nota abaixo saiu da coluna do jornalista Lauro Jardim e nem é preciso gastar muita energia mental para ver a abissal diferença entre o tratamento dado pela dupla Sérgi Cabral/ Luiz Fernando a longo dos últimos sete anos à favelados e servidores públicos e às grandes construtoras. A reforma do Estádio Maracanã é certamente apenas o topo de um imenso iceberg de gastos generosos com obras bilionárias.

TCU exige que Pezão cancele pagamentos a Odebrecht e Andrade Gutierrez por superfaturamentos na obra do Maracanã

maracanã

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro exige que o governo de Luiz Fernando Pezão cancele o pagamento de 67 milhões de reais para as construtoras Odebrecht e a Andrade Gutierrez referente à bilionária obra do Maracanã.

Os técnicos do tribunal encontraram sobrepreços em vários pontos da reforma do estádio. Flagraram irregularidades nos gastos com o reforço das arquibancadas e das rampas de acesso, além de custos exagerados com a limpeza por hidrojateamento das superfícies e o uso de revestimentos dispendiosos sem justificativa técnica.

O relatório ainda está sob análise dos conselheiros do tribunal. A reforma do Maracanã para a Copa do Mundo, inicialmente orçada em 705 milhões de reais, alcançou a marca de 1,2 bilhão de reais.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/tcu-exige-que-pezao-cancele-pagamentos-a-odebrecht-e-andrade-gutierrez-por-superfaturamentos-na-obra-do-maracana/

Pezão e a remoção da Favela Oi: foi feito o que tinha que ser feito

As imagens da ação violenta e desordenada da ação da Polícia Militar na remoção de centenas de pessoas pobres (incluindo crianças e idosos) mereceu do (des) governador Luiz Fernando Pezão, a seguinte frase segundo reportagem do Jornal O GLOBO (Aqui!): foi feito o que tinha que ser feito.

Agora cabe à população do Rio de Janeiro fazer o que tem de ser feito com Luiz Fernando Pezão nas próximas eleições, qual seja, jogar seu triste período de (des) governo na lata de lixo da história. É que em democracias minimamente consolidadas, o que não é o caso do Brasil e em especial do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão já teriam sofrido, no mínimo, um impeachment faz muito tempo. 

Lindbergh Farias, uma candidatura que incomoda

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Não sou muito fã do senador petista Lindbergh Farias e nunca depositei nele qualquer esperança de mudança. É que depois de vê-lo ziguezaguezeando por partidos tão díspares como PC do B e PSTU, assisti ainda a sua transmutação de radical a vestal do bom mocismo petista. Além disso, a sua gestão na prefeitura de Nova Iguaçu tampouco me inspirou a vê-lo como ele é vendido em suas propagandas eleitorais. 

Agora, por outro lado, tenho visto a tentativa de destruir a candidatura de Lindbergh Farias com alguma curiosidade. É que em tempos recentes não tenho visto uma pré-candidatura ser tão atacada por todos os lados. Seja o pessoal do Pezão e seus infiltrados no PT ou o ex-governador Anthony Garotinho, a perseguição a Lindbergh é feroz e implacável.

Esta situação me leva a crer que a candidatura de Lindbergh Farias é temida em todo o espectro de concorrentes. As explicações para isso podem ser a sua figura ainda jovial e descolada que inspira mais confiança do que outros pré-candidatos. Mas eu também desconfio que há algo a mais nesse temor. É que, apesar dos zigues-zagues, a eleição de Lindbergh poderá liberar forças que estão há muito adormecidas dentro do PT fluminense, o que poderia causar ondas de choque em nível nacional.

Mas desde já, apesar de não ser petista e nem pretender votar nele, espero que a direção nacional, e principalmente Dilma Rousseff, resistam à tentação de uma intervenção como a feita em 1998 contra a candidatura de Vladimir Palmeira. É que pelo menos com Lindbergh concorrendo, essa eleição vai ter uma chance mínima de não ser apenas uma marcada por profundo vazio onde se misturarão propagandas das pipocas que são dadas aos pobres na forma de políticas sociais capengas. Se não for para nada, pelo menos Lindbergh trará para dentro da campanha uma certa vivacidade que impedirá que vivamos longos meses de propagandas carcomidas pela dura realidade social em que a maioria do povo do Rio de Janeiro vive neste momento. Que o digam os habitantes do Complexo da Maré que hoje começam a conviver com a ocupação de tropas militares enviadas por Dilma para salvar o pescoço de Sérgio Cabral.

 

Carta renúncia do (des) governador Sérgio Cabral revela a profundidade do seu desgaste político

Abaixo segue a carta renúncia do (des) governador Sérgio Cabral e que foi lida esta tarde no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. O teor curto e grosso é revelador da profunda crise em que Cabral deixa o timão da nau desgovernada em que se transformou o seu segundo mandato. Entre farras de guardanapo em Paris e amizades mal explicadas com Fernando Cavendish e Eike Batista, só restou a Cabral ser breve e lacônico.

carta cabral

De minha parte que considero Sérgio Cabral um exemplo da pior espécie de governante que temos o azar de encontrar pela frente, não lamento a sua renúncia. Aliás, acho até que ele deveria ter sofrido um impeachment tantos foram os seus malfeitos. Mas agora a população do Rio de Janeiro terá a chance de fazer justiça negando a ele qualquer mandato que seja. O fato é que de Sérgio Cabral já tivemos muito mais do que ele jamais mereceu ter.

Sérgio Cabral não comparece a última cerimônia oficial de seu (des) governo, mas mesmo assim é vaiado

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O GLOBO dá bem conta da situação vexaminosa em que o (des) governador Sérgio Cabral está entregando o seu (des) governo para o vice (des) governador Luis Fernando, o Pezão. Após postergar a construção do campus da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) por mais de 7 anos, Sérgio Cabral preparou mais um palanque eleitoral para Pezão para tudo terminar na mais pura lama.

Sagaz como sabe ser, Sérgio Cabral não compareceu ao evento que ele mesmo agendou, deixando o pepino para o ainda (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, embalar as loas num evento que ocorreu em época chuvosa. Mas mesmo na ausência, Sérgio Cabral foi “homenageado” com uma sonora vaias pelos estudantes da UEZO que, de quebra, entoaram uma adaptação nada elogiosa do clássico “Jardineira” de Orlando Silva e cantaram a plenos pulmões “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu

Mas depois de tratar as três universidades estaduais com o pão que nem o diabo quis amassar, Sérgio Cabral merecia era isso mesmo.. vaia e chacota. Afinal, se as universidades podem e ainda produzem pessoas com mais preparo intelectual e que sabem perfeitamente o que seu (des) governo causou de dano ao desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro

 

Cabral não comparece ao último evento público da agenda oficial

Cerca de cem pessoas o aguardavam em meio ao lamaçal numa tenda montada às margens da Avenida Brasil, em Campo Grande

O evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso público Foto: Gabriel de Paiva / Agência O GloboO evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso públicoGabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO – Era a última agenda pública de Sérgio Cabral como governador – ele vai renunciar ao cargo nesta quinta-feira. Mas ele não apareceu, nesta manhã, na inauguração das obras do campus da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), em Campo Grande.

O início da cerimônia estava marcado para as 9h. Por volta das 9h30m, ainda não havia confirmação da chegada do governador. E uma forte pancada de chuva formou um lamaçal em todo o entorno da tenda montada às margens da Avenida Brasil para o evento.

Mesmo assim, cerca de cem pessoas ainda o aguardavam. Só com mais de uma hora de atraso, pouco depois das 10h, o deputado estadual Coronel Jairo (PSC) e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, abriram a cerimônia, sem a presença de Cabral.

Quem enfrentou o dia cinzento e a lama não escondeu a decepção.

— Tinha a intenção de vê-lo no último dia dele, justamente aqui na Zona Oeste. Disseram que ele tinha um outro compromisso na mesma hora — afirmou a comerciante Vania Souza Ribeiro, de 55 anos, moradora de Bangu.

Ela faz parte de um grupo da terceira idade da região que foi de ônibus ao evento. Funcionários da Uezo também compareceram.

— Esperava que ele viesse. Acreditava que a presença do governador daria mais credibilidade para o início das obras, que já estão atrasadas — disse a funcionária do setor administrativo da Uezo Juliane Souza.

Enquanto isso, quem estava presente tinha que afundar o pé na lama para chegar à tenda. Até uma ambulância do Corpo de Bombeiros ficou atolada e teve que ser puxada por outro carro, com ajuda de uma corda.

No fim, um grupo de alunos da Uezo também chegou para protestar. Os manifestantes se aproximaram da tenda quando um dos participantes da cerimônia anunciava “o pesar” pelo não comparecimento do governador. Nesse momento, Cabral, mesmo longe, não escapou das vaias do estudantes e de uma paródia de uma marchinha que ironizava a ausência do governador. “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu”, entoavam os jovens.

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, Cabral não foi a Campo Grande porque se estendeu numa reunião interna.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/cabral-nao-comparece-ao-ultimo-evento-publico-da-agenda-oficial-12078356

Estado de exceção permanente

Em cidades como o Rio, Cabul e Porto-Príncipe, a democracia é um embaraço

Por Mario Sergio Conti

O governador bem que se esforçou em dar credibilidade à alquebrada coreografia da pacificação. Com a fisionomia contrita, ele disse no domingo passado que a entrada da polícia no Complexo da Maré era “um dia histórico”. Oficiais contraíram a pança e hastearam o auriverde pendão em cima de barracos. Soldados com sorriso fotogênico posaram com crianças idem no colo. Meganhas empunharam metrancas com a cara de mau de canastrões de “Alemão”, o filme. Do cinema à reencenação da ocupação original, a empulhação se repetiu como farsa.

O mundinho oficial fingiu acreditar. Rápida no gatilho, uma artilharia de aspones da Secretaria municipal da Educação disparou propaganda no dia seguinte. O comunicado melhora se lido de peito estufado e ao som de uma salva de pontos de exclamação. Vem aí o Campus Educacional da Maré! Serão treze escolas novinhas! Sete creches com nome empombado (Espaço de Desenvolvimento Infantil) e sigla facinha, EDI! Oito colégios serão reformados. Dez mil crianças estudarão em turno único! A Prefeitura, sempre magnânima no amparo aos desvalidos, tem bala na agulha: R$ 325 milhões para torrar na nobre iniciativa!

Numa segunda leitura se percebe o contrabando que veio de cambulhada no tiroteio da Secretaria da Educação. A “previsão inicial” para começar a obra do tal Campus Educacional é para daqui a 90 dias — ou seja, em plena Copa. Ele será edificado num “terreno vizinho à Vila Olímpica”. Mas já agora, no próximo domingo, o exército entrará na Maré. As galhardas forças verde-oliva se aboletarão no Complexo também até a Copa. Aí o sentido da operação se aclara.

O seu objetivo não foi a Maré. Nem o Rio. Ou a galera de cariocas de carne e osso. A superprodução foi montada para turbinar a cidade-espetáculo dos megaeventos, o Rio da Copa e das Olimpíadas. O público-alvo é diminuto: as corporações que, aparelhadas na Fifa e no Comitê Olímpico Internacional, escolhem o território liberado pós-nacional em que será alocado o capital transnacional — a zona do agrião na qual uma marca de cerveja obtém o monopólio da venda nos estádios, apesar de a lei proibi-la expressamente.

Não foi por pirraça, pois, que os Napoleões da ocupação primeiro ergueram tapumes na Linha Vermelha. A pretexto de proteger a Maré do barulho dos carros, buscaram ocultar favelas das vistas de potentados do esporte desembarcados no Galeão. Nem foi à toa que UPPs tenham sido plantadas preferencialmente na Zona Sul, adjacentes a pontos turísticos, nas imediações do Maracanã e no caminho para a Barra, onde ficarão os atletas olímpicos.

Também faz parte do script brandir o espectro das facções, bichos-papões sempre a pique de sabe-se lá o quê. Por certo que elas existem. Tanto que controlam presídios e chefiam milícias. Mas imputar poderes semidivinos a mulambos que calçam sandália de dedo visa justificar barbaridades, além de servir de desculpa para agir sem a devida consulta popular. As facções gerenciam as vendas no varejo da indústria das drogas e a de armamentos. Não é para elas o naco do leão dos dois negócios, cujos maiores mercados, aliás, ficam bem longe do Rio. Quando aparecem na televisão, os executivos das facções mostram o que realmente são — rebotalhos que vicejam porque há miséria demais, emprego de menos e perspectiva de vida nula.

Nem tudo é embuste e marketing na política de segurança. As UPPs, mesmo se eternizando em contêineres, levam jeito de que vieram para ficar. Elas são os alicerces da retomada de territórios — não bem para o Estado, e sim para o capital. Continua a faltar Estado nas zonas “pacificadas”, mas a autoconstrução, que nelas dava a tônica, vem sendo substituída paulatinamente (e a pauladas) pelo mercado legal, que gera dividendos, impostos e caixa dois. No Vidigal, imóveis e aluguéis subiram de preço — processo que pode provocar a saída de quem mora no morro há décadas. É o que se chama de progresso.

A militarização também está com tudo. O pessoal que fazia passeata vestido de branco deu lugar a tropas permanentes, armadas até os dentes com o que há de bom e do melhor para matar. É a força-padrão do cenário internacional, de Bagdá a Cabul, e passando por Porto-Príncipe, onde o exército se exercita antes de ocupar favelas cariocas. Em cidades assim a democracia é um embaraço. É o que pensa o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. Ele disse na semana passada que com menos democracia se organiza melhor a Copa. Ato contínuo, enalteceu Vladimir Putin, o czar do Mundial seguinte ao do Rio. O de 2022 será no Catar, emirado absolutista aonde os direitos humanos não chegaram. Cidades de megaeventos precisam de paz e ordem, não de democracia. O estado de exceção deve ser permanente.

Mario Sergio Conti é jornalista e escritor. Foi editor da revista Veja e do Jornal do Brasil, entre outros veículos. É repórter da revista Piauí

FONTE: http://oglobo.globo.com/cultura/estado-de-excecao-permanente-12070276#ixzz2xpLx7W3y 

De saída, Sérgio Cabral assina decreto para desmatar área da Mata Atlântica para construir estrada

Não bastasse o legado ambiental vexaminoso que ele construiu ao longo de mais sete anos de (des) governo. Agora, no apagar das luzes do seu cambaleante (des) governo, Sérgio Cabral assinou o Decreto 44.704 que autoriza a remoção de 19.98 hectares do bioma altamente ameaçado da Mata Atlântica  dentro da área de amortecimento do Parque Estadual da Pedra Branca, como mostra a imagem abaixo.

mata atlântica

E mais este crime ambiental está sendo decretado com qual finalidade? Para a construção da chamada “Ligação Transolímpica”, ou seja, uma estrada! E isso tudo autorizado pelo INEA!

Esse tipo de legado não deveria surpreender mais ninguém, pois a dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão impuseram um cenário de devastação ambiental e de terra arrasada, sempre com a ajuda célere do sempre lépido ex-ambientalista Carlos Minc. Agora, convenhamos, desmatar Mata Atlântica para construir uma estrada é como voltar ao Século XVI. E ainda têm a cara de pau de falar em legado! Só se for um legado de destruição ambiental e segregação social!

Seguindo os passos da UENF, professores da UERJ se preparam para a luta pela reposição das perdas salarias

12 anos sem reajuste: Assembleia debate paralisação por recomposição dos salários

O último reajuste por perdas inflacionárias nos salários dos professores da Uerj data de julho de 2001, tendo se estendido o pagamento até meados de 2002. Naquele ano, após uma intensa greve, com direito a acampamento no Palácio Guanabara, foi conquistado um percentual de 26, 82% de reajuste salarial. Dez anos depois, em 2012, quando a recomposição dos salários era uma das principais reivindicações do movimento grevista na universidade, a defasagem já estava acumulada em 64,16% (hoje, próxima aos 80%). A greve acabou após uma promessa do líder do governo de reverter este disparate (foto).

Desde então, sem nenhuma ação governamental, apesar das inúmeras investidas da Asduerj, essas perdas só se avolumaram. A situação – gravíssima para os docentes em atividade, que têm as conquistas com a DE e com as promoções na carreira corroídas por um cenário de inflação crescente – ganha uma feição dramática para os aposentados não contemplados com os ganhos recentes.

Não se pode mais conviver passivamente com este quadro. Nesta quinta-feira, 3/4, a campanha salarial estará mais uma vez em pauta. Em assembleia, os docentes estarão convidados a buscar uma saída para a reparação de mais de uma década de perdas. Em pauta a proposta de uma paralisação que chame a atenção para esse descaso do governo com a universidade.

Estarão também em pauta a incorporação do Adicional da DE na aposentadoria e a situação dos professores substitutos. Participe!

Assembleia Docente – quinta-feira, 3/4 – 14 h –

Auditório 11 do Pavilhão João Lyra Filho, Maracanã.

Foto de Asduerj - Associação dos Docentes da UERJ.
Foto de Asduerj - Associação dos Docentes da UERJ.

(Des) governo Cabral é dobrado pela força da greve da UENF e aceita começar processo de negociação

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Qualquer servidor público fluminense que já teve que ir à luta em busca de melhores salários sabe que o (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão além de ter arrochado salários ao extremo, não tem muita disposição para dialogar. Pior ainda é quando uma determinada categoria decide entrar em greve. Além das experiências de repressão explícita com nos casos de bombeiros e professores, a máxima desse (des) governo é “só negocio se sairem de greve”. E o pior, como bem sabem os professores da UENF, sair de greve é normalmente a dica para mais desrespeito e procrastinação por parte de Cabral e seus (des) secretários. Aliás, esse (des) governo só é rápido mesmo quando se trata de atender as demandas de grandes grupos econômicos. Ai Sérgio Cabral e Pezão são só amor.

Pois bem, após 21 dias de uma greve que reúne todos os segmentos da comunidade universitária da UENF e que já ganhou repercussão nacional, o (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Pereira, está tendo que descer do seu altar de intransigência e se reunir com o comando de greve dos professores para retomar um processo de negociação que já foi suspenso duas vezes, após a aceitação da chantagem “ou sai de greve ou não negociamos”.  A questão é que dessa vez, os professores não estão dispostos a esta demanda que só implicou na necessidade de fazer novas greves. 

De toda forma, essa reunião que deverá ocorrer nesta 5a. feira (03/04) já é uma primeira vitória do movimento de greve. Afinal, a reunião acontecerá com os professores dos dois campi da UENF (Campos e Macaé) firmemente em greve, mas também nas ruas realizando atividades políticas que servem não apenas para expor a miséria salarial que foi criada pelo (des) governo Cabral, mas principalmente para renovar um diálogo sempre necessário com a população que é a principal interessada na existência de uma universidade pública, gratuita e de qualidade.

E é bom que o (des) governo do Rio de Janeiro saiba que dessa vez não serão ameaças vãs que vão acabar com a esta greve. Esta vai ser a hora de negociar uma solução duradoura para a UENF. Ou é isso ou a greve vai continuar.

Sérgio Cabral transforma cerimônia da FAPERJ em palanque para Pezão e expõe a miséria da ciência fluminense

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No dia de hoje (01/04), o (des) governador Sérgio Cabral usou de forma descarada uma cerimônia de entrega de termos de outorga de projetos de pesquisa da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) (que reuniu pouco mais de 500 pesquisadores fluminenses) para fazer palanque eleitoral para o vice (des) governador Luiz Fernando Pezão.  Sem maiores cerimônias, Cabral apresentou os números dos investimentos feitos em ciência e tecnologia ao longo de seus 7 anos de governo, e que deveriam deixá-lo rubro de vergonha. Segundo Cabral, em seu (des) governo foram investidos cerca de R$ 2,1 bilhões de reais na FAPERJ, o que daria cerca de 300 milhões anuais e míseros R$ 25 milhões mensais.

Apenas para vias de comparação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP) teve um resto de caixa apenas em 2012 de R$ 1,02 bilhão. Já a Universidade de São Paulo (USP) teve apenas em 2013 um orçamento alocado de R$ 4,03 bilhões (Aqui!). Por comparação,  a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) precisaria de mais de 20 anos para chegar ao mesmo montante do que a USP recebeu apenas em um.

Quanto a Pezão, o que ele já deve saber é que vai precisar dar uma pronta resposta às demandas dos três segmentos da comunidade universitária da UENF que estão hoje em greve justamente pela situação calamitosa que o (des) governo de Sérgio Cabral causou nas três universidades fluminenses.

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Mas a cerimônia que já beirava o constrangedor teve um ápice surpreendente quando uma mãe invadiu o recinto da cerimônia para cobrar respostas de Sérgio Cabral sobre o ocorrido com o seu filho.  Um novo Amarildo era a última coisa que Cabral deveria querer no palanque de Pezão. Mas as coisas nem sempre saem como os (des) governantes planejam. Felizmente!

Eu fico imaginando onde andam o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que ainda não tomaram nenhuma medida crível para parar esses eventos de campanha eleitoral fora de época que Sérgio Cabral para tentar alavancar a patinante candidatura de Pezão. Ou será que eles só se preocupem com os brindes de Anthony Garotinho e as propagandas de Lindbergh Farias?

Finalmente, pensando bem, como hoje é Primeiro de Abril, vai ver que Sérgio Cabral quis apenas pregar uma mentira a mais.