Serviço Geológico do Brasil disponibilizanovos dados geológicos da região sul do Ceará

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) vai divulgar novos dados e informações para incentivar a pesquisa mineral no estado do Ceará. O projeto foi executado pela equipe da Residência de Fortaleza do SGB-CPRM, e apresenta a cartografia geológica contida numa área de 36.000 km2, englobando 12 folhas na escala 1:100.000.

As informações serão apresentadas em uma transmissão ao vivo na TV CPRM no Youtube, no dia 15/09, às 15h, pela pesquisadora em geociências Iris Pereira Gomes. O professor Afonso de Almeida, da Universidade Federal do Ceará, e os geólogos Irabson Cavalcante e Ismael Pinheiro, que atuam no setor privado, irão debater o estudo durante o evento. Acesse a transmissão pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=6V-d2u5sBuY

A área de estudo está localizada na porção sul do estado de Ceará, geologicamente inserida na Província Borborema. Trata-se de uma região portadora de um variado potencial mineral, que hospeda importantes depósitos e ocorrências minerais, principalmente de substâncias metálicas.

Os dados a serem divulgados são resultados do projeto Mapeamento Geológico e Integração Geológica-Geofísica-Geoquímica na Região de Granjeiro-Cococi, Ceará, vinculado ao Programa Geologia, Mineração e Transformação Mineral, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, e à ação Levantamentos Geológicos e de Potencial Mineral de Novas Fronteiras, que tem viabilizado estudos em diversas áreas do Pré-Cambriano do Brasil com características geológicas favoráveis para novas descobertas minerais.

O estudo abrange 29 municípios do estado do Ceará: municípios de Parambu, Tauá, Arneiroz, Catarina, Aiuaba, Antonina do Norte, Saboeiro, Campos Sales, Salitre, Potengi, Araripe, Santana do Cariri, Nova Olinda, Altaneira, Cariús, Acopiara, Quixelô, Iguatu, Orós, Icó, Jucás, Cedro, Umari, Lavras de Mangabeira, Várzea Alegre, Farias Brito, Baixio, Ipaumirim e Aurora, além do município de Cajazeiras no estado da Paraíba e Pio IX, no estado do Piauí.

Sugestões de perguntas para os pesquisadores:

• Quais os recursos minerais disponíveis na região pesquisada?

• Por que o estado do Ceará possui tanta diversidade geológica?

• Qual a contribuição desse conhecimento para a economia regional e nacional?

• Como e quando o setor minerário do local vai poder se beneficiar deste estudo?

• Como os demais pesquisadores poderão se apropriar deste estudo para fazer um trabalho melhor?

• Como esse mapeamento se insere dentro de uma cadeia produtiva e numa perspectiva de desenvolvimento sustentável?

Aproveite o lançamento do estudo para fazer perguntas aos pesquisadores!

Confirme sua presença pelo email: imprensa@cprm.gov.br

Mapa geológico

Em 2020, o Serviço Geológico do Brasil finalizou a atualização do mapa geológico do Ceará, que reúne mais de duas mil informações sobre diferentes tipos de rochas, idades das formações rochosas e recursos minerais presentes em mais de 148 mil km² do território do Estado. O mapa geológico, que sintetiza informações principalmente dos últimos 17 anos de mapeamento geológico executado pela Residência de Fortaleza e que estimulou o crescimento do setor.

O Ceará é um estado com grande diversidade geológica ao apresentar 911 ocorrências de recursos minerais. Do total, existem 613 pontos classificados como rochas e minerais industriais. É o caso das rochas ornamentais, magnesita e também materiais para o setor de construção civil como areia, argila e brita.

História e geologia se encontram em estudo sobre a cidade de Cuiabá

unnamed (30)Ao lado direito da imagem está a Igreja do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, com duas torres e relógios (Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)

A geodiversidade de Cuiabá, cidade que se desenvolveu através da exploração de ouro, é tema do estudo “Three hundred years of geodiversity in the Historic Center of the Gold City, Cuiabá, Brazil” . O trabalho dos pesquisadores Ana Cláudia Dantas da Costa, Carlos Humberto da Silva, Renato Blat Migliorini (UFMT – Universidade Federal do Mato Grosso) e Marcos Antonio Leite do Nascimento (UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte) integra a edição especial sobre geoconservação do Journal of the Geological Survey of Brazil (JGSB), periódico científico do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM).

“O objetivo do estudo é mostrar história e geologia numa cidade com 300 anos de existência, Cuiabá. Em seu centro histórico, ambas coexistem em harmonia: as pedras e prédios antigos e a arquitetura moderna”, afirma a pesquisadora Ana Costa. O trabalho descreve elementos da geodiversidade na região central do município, que cresceu a partir da construção ordenada de edifícios localizados em locais de destaque, como topos de morros, que são compostos por metarenitos do Grupo Cuiabá.

ouro era abundante na capital do Mato Grosso e foi o ponto de partida para o desenvolvimento da cidade. Os bandeirantes, em sua maioria procedentes de São Paulo durante o período colonial, fizeram suas expedições ao interior do Brasil primeiramente para capturar e escravizar indígenas e, nesse processo, descobriram importantes depósitos aluviais associados aos rios da região. Hoje, esse metal precioso ainda está presente e em prospecção na Baixada Cuiabana e se encontra preservado no adobe das paredes da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, por exemplo.

Segundo Ana Costa, a geoconservação é de suma importância na geração de medidas protetivas da geodiversidade local. “Esse conhecimento permite dar aos membros da comunidade e aos turistas um olhar de cuidado com elementos da geodiversidade”, diz a pesquisadora.

O estudo conclui que a geodiversidade de Cuiabá está presente em prédios históricos, um bem cultural que pode se tornar um roteiro geoturístico para o público interessado. A pedra canga, encontrada nas igrejas e parques, representa a utilização da geodiversidade ex situ (fora do local de origem). A falha do Morro da Luz pode ser classificada como um geossítio singular e representa a geodiversidade in situ (no local de origem). Segundo os geólogos, a próxima etapa é realizar um inventário, catalogando elementos da geodiversidade para permitir a proposição ou identificação de geossítios que também poderiam fazer parte de um roteiro geoturístico.

Fonte:  Assessoria de Comunicação/ Serviço Geológico do Brasil – CPRM – Ministério de Minas e Energia
imprensa@cprm.gov.br

  

Rio Negro pode atingir cota de inundação severa este ano em Manaus

Previsão do Serviço Geológico do Brasil alerta para o pico da cheia entre os meses de junho e julho

Segunda previsão de cheia mostra que Rio Negro deve atingir média de 28,3  metros em 2020, diz CPRM | Amazonas | G1

O rio Negro pode atingir a cota máxima de 29,45m em Manaus em 2021. A previsão é do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). Esse valor para o pico da cheia representa a média, que pode variar dentro de um intervalo provável de 28,55m a 30,35 m (considerando um intervalo de confiança de 90%). Segundo o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Manaus (de 27,50 m) é de 99%. Para a cota de inundação severa (29,00 m) essa probabilidade é de 80%.

A probabilidade de que esteja em curso uma cheia tão grande quanto a de 2012, ano da máxima histórica, existe, mas é de aproximadamente 17%. A cota máxima deve ser atingida entre junho e julho. O nível do rio Negro em Manaus depende da chuva que cai em toda a planície amazônica; a viagem da água da cabeceira até a foz do rio leva um mês.

O prognóstico foi divulgado pelo SGB/CPRM, empresa ligada ao Ministério de Minas e Energia, na manhã desta quarta-feira (31), durante o tradicional Alerta de Cheias de Manaus, que acontece desde 1989. A gravação da live está disponível no canal da TV CPRM .

rio negro

O retângulo amarelo no mapa é o que se espera do rio em Manaus entre os meses de junho e julho, com tendência a um evento extremo

Neste ano, o Alerta se estendeu para outras duas cidades amazonenses. Na cidade de Manacapuru, o nível do rio Solimões está acima do esperado para o atual período do ano. A previsão é que o rio atinja 20,27m em média, podendo variar entre 19,20 e 21,20 m, com 90% de confiança.

Em Itacoatiara, o rio está acima do nível normal desde fevereiro e deve atingir uma média de 14,90 m, com 90% de confiança de que fique no intervalo entre 14,30 m e 15,60 m. A cota de inundação no município, de 14,00m, tem 99% de chances de ser atingida neste ano, e a cota de inundação severa (14,20 m) tem a probabilidade de 97%.

A metodologia de determinação de cada uma das cotas de referência citadas, assim como os pontos que as representam estão detalhados no Relatório de Definição de Cotas de Referência da Amazônia Ocidental, disponível no link: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/22012

Segundo a pesquisadora Luna Gripp, os eventos estão cada vez mais extremos na Amazônia Ocidental, tanto em frequência quanto em magnitude. Seis das 10 maiores cheias de toda a série histórica de Manaus (com dados desde 1902) aconteceram recentemente, entre 2009 e 2020.

Nesse contexto, o Alerta de Cheias é importante para minimizar os impactos à população, uma vez que no Amazonas as comunidades foram sendo desenvolvidas muito próximas aos rios, o que as torna muito vulneráveis. O Sistema de Alerta Hidrológico do Amazonas beneficia hoje cerca de 3,3 milhões de pessoas diretamente.

FENÔMENO LA NIÑA

Conforme o meteorologista Renato Senna, o final de 2020 teve um déficit de precipitação em grande parte da Bacia Amazônica Ocidental. No princípio de 2021 esse padrão se inverteu e já em fevereiro de 2021, as chuvas foram muito acima do esperado na bacia como um todo, causando inclusive transbordamentos no Acre.

O pesquisador do Sipam explica que os oceanos são atores determinantes nas chuvas e, no caso da região amazônica, essa influência se dá pelo Pacífico. Como está em curso o fenômeno La Niña, de resfriamento das águas, ele altera a formação de nuvens sobre o oceano e elas passam a se concentrar na Oceania. O resultado têm sido chuvas mais concentradas e em maior quantidade do que o normal na Amazônia, o que tende a se agravar. Em abril, maio e junho as chuvas devem diminuir em intensidade e ficar um pouco acima do normal no médio e baixo Negro, além do curso principal do rio Solimões.

“Segundo grande parte dos modelos de previsão, o fenômeno La Niña está se encerrando, fazendo com que o Pacífico tenda a se aquecer. Ao final do trimestre, a bacia do rio Branco pode chegar a condição de déficit já que a estimativa é de que as chuvas não sejam suficientes”, destacou Senna.

DEFESA CIVIL

Em vídeo apresentado durante o Alerta de Cheias, o Major Hélcio Cavalcante, chefe do Departamento de Resposta ao Desastre e Suporte da Defesa Civil do estado do Amazonas, afirmou que todos os municípios da calha do Juruá já estão com situação de emergência decretada. Na calha do Purus, 5 dos 7 municípios estão em situação de emergência. Como exemplo de resposta e proteção à população, a Defesa Civil estadual tem oferecido à população unidades móveis de tratamento de água.

BOLETIM SEMANAL

A Superintendência Regional do SGB-CPRM em Manaus emite semanalmente o Boletim de Monitoramento Hidrometeorológico da Amazônia Ocidental, que avalia o comportamento dos rios nos principais pontos das bacias dos rios Negro, Solimões, Madeira e Amazonas, observando a cota atual em relação a dados da série histórica.

Divulgado na última sexta-feira (26), o 12º boletim de monitoramento hidrometeorológico da Amazônia Ocidental mostra que a área tem 4 bacias com rios acima do nível normal para este período do ano. Na Bacia do rio Purus, o nível do rio Acre em Rio Branco (Acre) apresentou e está, atualmente, com níveis altos para o atual período.

As estações da calha do rio Solimões também se encontram em processo de enchente; nos municípios de Coari (Estação de Itapéua) e Manacapuru, os níveis atuais observados são maiores do que os esperados para o atual período do ano.

Em Manaus, o rio segue em processo de enchente e vem subindo a uma média de 6 cm por dia na última semana, encontrando-se em um nível considerado alto para o período. Clique aqui para ver o boletim completo .


REDE HIDROMETEOROLÓGICA NACIONAL

Os Sistemas de Alerta Hidrológico implantados e operados pela CPRM tem o apoio da Agência Nacional de Água (ANA), por meio de aporte de recurso para operação das estações que compõem os Sistemas, as quais fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional. Das estações da RHN, mais de 200 estações de monitoramento são operadas pela unidade da CPRM em Manaus em rios amazônicos.

PARTICIPAÇÃO NA LIVE

Os próximos alertas estão marcados para 30 de abril e 31 de maio. Nesta primeira edição, estiveram acompanhando ao vivo a apresentação a Defesa Civil Estadual do Amazonas, Defesa Civil de Manaus, Defesa Civil de Manacapuru, ​Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres – Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (CENAD/SEDEC/MDR), ANA, Defesa Civil do Careiro da Várzea, Defesa Civil de Roraima, Equipe de Resposta Nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Departamento de Gestão de Risco de Desastre da Cruz Vermelha Brasileira Amazonas, Laghi Engenharia, Inmet-AM, Grupo de pesquisa em Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (MAUA-INPA), ISB-Coari da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Coordenação de Obras em Vias Navegáveis do DNIT, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Consórcio L-RT, responsável pelos levantamentos na hidrovia do rio Madeira e a Unidade Gestora de Projetos Especiais do Governo do Amazonas (UGPE/CIAMA e UGPE/Ambiental). Os participantes tiveram a oportunidade de fazerem perguntas através do chat do canal, que foram respondidas ao vivo pelos pesquisadores Renato Senna e Luna Gripp.

Com chuvas irregulares, recuperação dos níveis dos rios no Pantanal pode ser mais lenta

Boletim semanal do Serviço Geológico do Brasil atualizado nesta quinta-feira mantém tendência de recuperação dos níveis dos rios no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul mesmo com o atraso do período chuvoso na região

 Serviço Geológico do Brasil publicou nesta quinta-feira, dia 05/11, novo boletim semanal de monitoramento da vazante no Pantanal. Nesta última semana, a tendência geral foi de recuperação de níveis na calha principal do rio Paraguai. Acesse o último boletim aqui.

De acordo com o pesquisador em Geociências, Marcus Suassuna, as chuvas observadas neste mês foram muito irregulares e ainda não caracterizam o início do da estação chuvosa. Nos últimos 7 dias, estimativas de chuvas por satélite, sugerem acumulados de 10 mm. “Ainda que a estação chuvosa se inicie, porém, os rios na calha do rio Paraguai levarão tempo para se recuperarem, haja vista serem rios de resposta lenta, principalmente sobre o MS. Além disso, a previsão das chuvas nos próximos 15 dias é de chuva pouco abaixo do normal para este período do ano, o que deve fazer com que essa recuperação dos rios seja lenta”, alertou. “Em Ladário, o rio Paraguai tem mostrado uma tendência de recuperação de níveis e, de acordo com os dados históricos, é improvável que o rio retorne ao regime de recessão neste local, após retomada a recuperação de níveis”, acrescentou.

No entanto, os níveis das estações ainda se encontram abaixo do normal para este período e dentro da zona de atenção para mínimas. No Mato Grosso, nos municípios de Cáceres, Cuiabá e Santo Antônio do Leverger, os rios estão na mínima histórica do registro de dados para este período do ano. À exceção das estações do rio Piquiri, no município Barão do Melgaço (MT). No total, o monitoramento abrange 21 estações distribuídas ao longo da bacia em oito municípios.

Prognóstico de níveis

Nas estações na calha do rio Paraguai, à exceção de Cáceres, as previsões com horizonte de 28 dias são mantidas pelo Serviço Geológico do Brasil. Para Ladário (MS), a previsão é que o rio Paraguai no próximo mês suba até 18 centímetros. Em Porto Murtinho (MS), em quatro semanas o rio deve alcançar a cota de 1,85 metros.

Panorama da bacia

Em Cuiabá (MT), o rio Cuiabá registra hoje, 05/11, o nível de 30cm continuando entre as mínimas históricas do registro de dados. Em anos normais, a cota registrada seria 77cm (mediana).

Em Cáceres (MT), o rio Paraguai que atingiu a mínima histórica entre todas as cotas já registradas nos dias 10 e 11 de outubro (50 cm). Hoje registra 88cm. Esse valor ainda representa uma mínima, pois nunca o rio esteve tão baixo nessa época. O normal para a estação nesse período do ano seria o registro no dia de hoje de uma cota de 1,59 m (mediana).

Em Ladário (MS), município vizinho a Corumbá (MS), a cota do rio Paraguai registra hoje -12cm, ainda bem abaixo da mediana para o período, que é 2,27metros. A régua de Ladário é a referência para a definição pela Marinha do Brasil de restrições à navegação no rio Paraguai, que exige cotas acima de 1,5 metros.

Porto Murtinho (MS), mais ao Sul, o nível do rio Paraguai também subiu. Na semana passada, estava com 1,04 m e subiu mais 34 cm, chegando a cota atual de 1,38m no entanto, a mediana é 4,10m, ou seja, ainda precisa subir mais de dois metros para atingir os níveis considerados normais.

Sala de crise

Os dados atualizados do monitoramento e as previsões do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do rio Paraguai foram apresentados pelo pesquisador em Geociências, Marcus Suassuna, nesta quinta-feira, na Sala de Crise do Pantanal da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), criada para identificar medidas de resposta aos impactos da seca na Região Hidrográfica do Paraguai.

Rio Paraguai registra cotas mínimas históricas. Embarcação na Serra do Amolar, MS

Previsão de chuvas

Estimativas de chuvas por satélite, sugerem acumulados de 10 mm nos últimos 7 dias na bacia do Paraguai como um todo, considerando a estação Porto Murtinho e utilizando o modelo MERGE/INPE. Maiores volumes de precipitação foram observados no trecho delimitado pela estação São José do Boriréu, onde são estimadas chuvas de aproximadamente 24 mm. No bioma Pantanal, foram estimados acumulados de chuvas de 14 mm em 7 dias. As chuvas observadas neste mês são prenúncio do início da estação chuvosa.

A estiagem deste ano é semelhante a seca registrada entre 1968 a 1973. A vazante extrema foi prevista pelo Serviço Geológico do Brasil a partir do mês de julho, com a divulgação do primeiro prognóstico. Saiba mais aqui.

De acordo com o Cemaden, a seca deste ano é a mais severa dos 22 anos de monitoramento do Índice Padronizado de Precipitação (SPI) na sub-bacia do alto Paraguai e do bioma Pantanal.

Os dados hidrológicos utilizados nos boletins são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), operada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e demais parceiros. Os dados de monitoramento de chuvas foram obtidos por meio de imagens de satélite do produto MERGE/GPM, disponibilizados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os dados de previsão de chuva apresentados são do modelo CFS, gerados pelo NOAA. As previsões apresentadas neste boletim são baseadas em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inerentes aos mesmos.