A crise do Rio de Janeiro é seletiva e a Light é prova disso

pezão compre

Tenho dito aqui  que a alardeada crise do estado do Rio de Janeiro possui um caráter claramente seletiva. Enquanto para servidores públicos e a população sobram cortes e condições terríveis de funcionamento da máquina estadual, o (des) governador Luiz Fernando Pezão continua dispensando centenas de milhões de reais para as corporações na forma de isenções fiscais.

A última “bondade” decidida pelo (des) governo estadual é de arcar com parte dos R$ 460 milhões para o aluguel de geradores da Light, que serão utilizados no Centro de Transmissão das Olimpíadas em agosto de 2016. Segundo notícia repercutida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Edução do Rio de Janeiro (Sepe/RJ), o (des)governo Pezão vai deixar de arrecadar R$ 170 milhões de receitas do ICMS devidos pela concessionária para garantir a sua parte nos gasto (Aqui!).

É como se a Light já não estivesse faturando o suficiente com as salgadas contas que oferece aos seus consumidores cativos (já que não há oportunidade de trocar de fornecedor  no setor elétrico!). Enquanto isso, temos cada dia mais escolas e hospitais estaduais fechando por falta de serviços de limpeza, segurança, água e, sim, eletricidade!

Denunciar essa seletividade da crise que o Ro de Janeiro enfrenta é a primeira tarefa que deve ser encaminhada por todos os que se opõe verdadeiramente ao desmanche da máquina pública fluminense e à privatização do Estado em benefício de corporações multinacionais como é o caso dos proprietários da Light.

Servidores públicos mostram sua força em protesto na frente da Alerj

O jeito titubeante com que o (des) governador Luiz Fernando Pezão se posicionou na entrevista que concedeu no programa “Bom dia, Rio” da Rede Globo parecia antever que o protesto que ocorreria hoje nas escadarias do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, seria grande.

Se Pezão tem o dom da clarividência ou não, eu não sei. Mas que as múltiplas imagens que estão me sendo enviadas por colegas servidores que estão participando do protesto mostra que Pezão tem realmente com o que se preocupar.

É que vencidas múltiplas barreiras impostas sobre os seus sindicatos, os servidores estão dando uma demonstração de que a resistência aos planos de sucateamento do serviço público e precarização salarial vai ser forte. 

Abaixo algumas das imagens que recebi.

Juiz concede liminar para obrigar pagamento de salários no RJ usando argumentos para lá de reveladores

leonardo

O jornal Extra informou no início desta 5a. feira (28/01) que o juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e titular da Vara da Fazenda (e que também é desembargador eleitoral do TRE/RJ), concedeu liminar favorável à Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Fasp) em que obriga o governo do estado a retomar o calendário antigo dos servidores — pagamentos no 1º e no 2º dias úteis a ativos, e ainda no dia 30 do mês corrente, aos pensionistas e aposentados —, além do depósito integral do 13º salário do funcionalismo estadual (Aqui!).

A derrubada ou cassação desta liminar já deve estar merecendo um célere trabalho por parte da Procuradoria Geral do Estado (PGE) já que a mesma traz consequências duríssimas para o (des) governador Luiz Fernando Pezão. E, como de praxe, a PGE deverá ter êxito, já que instâncias superiores costumam fazer isso de maneira corriqueira.

Agora, derrubando-se ou não a liminar, eu diria que o problema do (des) governador Luiz Fernando Pezão não estará resolvido. É que, em sua justificativa, o juiz Leonardo Grandmasson colocou literalmente o dedo na ferida exposta em que se tornou a crise financeira seletiva que assola o Rio de Janeiro.  O arrazoado que vai abaixo desmancha as explicações pífias que Pezão e seu secretário de Fazenda, Júlio Bueno, vem oferecendo para a crise que está fechando hospitais, escolas, delegacias de polícia e até o IML.

O juiz Leonardo Grandmasson presta assim um grande serviço ao povo do Rio de Janeiro, fazendo algo que, lamentavelmente, os partidos políticos de situação e de oposição tem mostrado pouquíssimo apetite para fazer. E depois ainda vem esses gaiatos reclamar da politização do judiciário!

Abaixo segue a justificativa do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves para a concessão da liminar em favor dos servidores estaduais. Fiz questão de grifar os valores citados pelo juiz Leonardo Grandmasson em sua sentença, pois eles são mais do que reveladores sobre uma das principais causas da pindaíba em que o Rio de Janeiro se encontra.

“(O Governo) anunciou o repasse de vultosa quantia, na cifra de R$ 39 milhões para socorrer à SUPERVIA em razão de dívida com a LIGHT. Anunciou gastos em publicidade na cifra de R$ 53 milhões, que devem ser somados ao valor, exorbitante e despropositado, de R$ 1,5 bilhões gastos com publicidade ao longo dos governos Cabral e Pezão, conforme noticiado no ESTADÃO, cumprindo observar que a previsão inicial de gastos para o ano de 2016 era de R$ 14 milhões, conforme noticiado pelo jornal O Globo, que informou, ainda, a existência de licitação em curso objetivando contratar 6 (seis) empresas de publicidade, com previsão de gastos de R$ 120 milhões. Promoveu reforma no Palácio Guanabara, gastando a singela quantia de R$ 19 milhões, conforme noticiado pelo portal R7. Promoveu a reforma do Palácio Laranjeiras, residência oficial sem uso, iniciada no ano de 2012, ao custo de R$ 39 milhões, recentemente licitação para reforma da área externa do citado Palácio, no valor de R$ 2,4 milhões, conforme notícia da Veja Rio. concedeu, no ano de 2014, desconto fiscal de IPVA para as empresas concessionárias de ônibus, sendo recentemente a lei declarada inconstitucional pelo Órgão Especial deste Tribunal de Justiça, conforme noticiado no jornal Extra. Concedeu isenções fiscais renunciando receita de R$ 6,208 bilhões, no ano de 2014, com estimativa de renúncia de R$ 7,073 bilhões, R$ 7,673 bilhões e R$ 8,313 bilhões para os anos de R$ 2016, 2017 e 2018, respectivamente, como noticiado no jornal o Dia, chamando atenção o fato de que em março de 2015, quando a crise econômica já dava sinais, o Estado financiou R$ 760 milhões para Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV), por meio de créditos do ICMS, para expansão de nova unidade em Piraí, Cidade natal do Governador Luiz Fernando Pezão, onde foi Prefeito. Permitiu o descarte de materiais cirúrgicos novos que se encontravam abandonados em depósito da Secretaria Estadual de Saúde.”

Em assembleia professores da Uenf decidem engrossar ato dos servidores no RJ

ADUENF faz assembleia e professores aderem à mobilização dos servidores estaduais

Atendendo a convocação da diretoria da ADUENF, os professores da Uenf se reuniram em assembleia nesta 3a. feira (26/01) e aprovaram uma pauta de ação para os próximos meses. O principal objetivo desta pauta é fazer frente aos ataques aos direitos dos servidores que estão sendo realizados pelo governo do Rio de Janeiro.

Além de decidir engrossar o ato unificado dos servidores estaduais que ocorrerá no dia 03 de Fevereiro em frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, os professores da Uenf também decidiram manter o estado de greve como forma de pressionar o governo estadual a realizar o pagamento dos salários de forma única e nas datas anteriormente praticadas.  

A assembleia também decidiu que os professores da Uenf vão participar da caravana dos servidores estaduais que sairá de Campos dos Goytacazes e que já conta com uma forte adesão dos professores da rede estadual e da Faetec. Os interessados em participar da delegação de Campos deverão entrar imediatamente em contato com a secretaria da ADUENF para fornecer seus dados pessoais!

A hora de defender os nossos direitos é essa!

ato 03

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/01/aduenf-faz-assembleia-e-professores.html

Para responder a ataques do (des) governo Pezão, servidores preparam ato para o dia 03/02

cabral pezao

A aparente calma que domina o funcionalismo público do Rio de Janeiro é apenas isso, aparente. É que confrontados com atrasos nos pagamentos de salários e anúncios de mais taxação no RioPrevidência e a terceirização dos hospitais que estão sendo transferidos para o controle da prefeitura controlada por Eduardo Paes, a categoria está em pé de guerra contra o (des) governador Luiz Fernando Pezão.

A primeira evidência de que a coisa não ficará fácil para Pezão deverá aparecer no ato político que ocorrerá no dia 03 de Fevereiro em frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A expectativa da maioria dos sindicatos e associações que representam os servidores é de que após o final das festividades de Momo, o caldo vai ser engrossado por novas manifestações.

Abaixo material que está sendo distribuído para convocar o ato do dia 03/02.

(Des) governo Pezão continua testando a paciência dos servidores

De acordo com o calendário de pagamento de salários divulgado pelo (des) governo Pezão no final de dezembro de 2015, hoje (12/01) deveria ocorrer o pagamento do último salário do ano passado dos servidores públicos do Rio de Janeiro.

Notem que eu disse “deveria”. É que, como mostra a reprodução de uma matéria publicada pelo jornal EXTRA, os servidores estaduais deveriam passar o dia esperando para ver o que acontece com o seu suado salário, já que não há qualquer garantia objetiva de que o (des) governo Pezão vá honrar o calendário que ele mesmo criou.

salários

Na prática, o que o (des) governador Luiz Fernando Pezão e seu (des) secretário de Fazenda, Júlio Bueno, estão fazendo é testar a paciência dos servidores ao extremo. É que não bastasse o enorme atraso em pagar o salário de dezembro de 2015, todo servidor sabe que mais maldades estão a caminho.

Dai que para ocorrer uma revolta generalizada em meio aos preparativos dos Jogos Olímpicos precisa apenas de uma faísca. Simples assim.

O desrespeito do (des) governador com os servidores públicos estaduais não tem fim

Lembram da estratégia proposta no final da semana passada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão para que os servidores recebam o que faltava do seu 13o. salário por meio de um empréstimo bancário? Pois bem, antes que eu precise dizer qualquer coisa leiam a manchete da matéria publicada pelo jornal Extra às 12:30 desta segunda-feira (21/12).

empréstimo

Sim, isso mesmo! Ao chegar nas filas do Bradesco, milhares de servidores públicos tiveram o desgosto de descobrir que não há ainda a tal linha de crédito que permitiria aos servidores se endividarem para ter acesso ao que lhes é legalmente devido pelo (des) governo do Rio de Janeiro. 

Imaginem o que deve estar sendo descobrir mais essa patacada de Pezão sob o sol escaldante que faz hoje em diferentes partes do território fluminense. Nesta mesma matéria há uma descrição de como policiais estavam enraivecidos na fila ao descobrir que o tal empréstimo era mais uma cascata de Pezão!

Em tempo: na manhã de hoje a bancada governista na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro uma emenda do deputado Eliomar Coelho (PSOL) que suspendia mais de R$ 6 bilhões em isenções fiscais no ano de 2016. E o placar foi de 44 a 14! Sinal de que a maioria (des) governsta da Alerj também está se lixando para o drama dos servidores. Parece que a opção dos grupos dominantes é continuar jogando nas costas da população os custos da crise seletiva que foi criada com esse verdadeiro banquete de isenções fiscais que está quebrando o Rio de Janeiro. Simples assim!

(Des) governo Pezão continua brincando com a paciência dos servidores

As últimas 24 horas expressam uma completa desorganização do (des) governo estadual do Rio de Janeiro no que se refere ao pagamento do décimo-terceiro salário dos servidores referente a 2015, bem como o pagamento de pensionistas e os salários de dezembro para frente.

Uma demonstração desse aparente caos interno são as duas notas vindas do blog do jornalista Fernando Molica do jornal  O DIA que aparecem logo abaixo.

molica 1 molica 2

A primeira nota aponta para um giro de 180 graus na decisão de parcelar o pagamento do décimo terceiro salário de 2015  a partir de um empréstimo bancário que seria fornecido pelo Bradesco a sabe-se lá qual custo. De quebra, a mesma Assembleia Legislativa que aprovou recentemente o pagamento de dívidas da Supervia (leia-se Odebrecht) junto à Light, também terá de aprovar a improvisação cara que  foi engendrada pelo (des) governador Pezão e sua equipe de notáveis.

Já a segunda nota aparece a informação de que em 2016 o pagamentos dos salários se dará no sétimo dia útil de cada mês, o que empurrará o pagamento do mês de Dezembro para o dia 12 de janeiro de 2016!

Tamanha falta de respeito aos servidores é agravada pela prática das bilionárias isenções fiscais que têm sido executadas por este (des) governo sem que haja qualquer retorno palpável ao tesouro estadual, agravando uma crise que já ocorreria por causa da queda do valor do petróleo.

Agora resta ver como se comportarão os servidores estaduais e seus sindicatos ao longo de 2016. É que tudo indica que essa situação caótica pode ser apenas um ensaio tímido do que ainda está sendo preparado para o ano que começa em 15 dias.

(Des) governo Pezão brinca com as finanças dos servidores

Desde ontem a maioria dos servidores públicos e pensionistas do estado do Rio de Janeiro estão em sobressalto. É que, após fornecer bilhões em subsídios  a todo tipo de empresário na forma de isenções fiscais, o (des) governo Pezão resolveu que vai não honrar o pagamento de pensões e do décimo-terceiro dentro dos calendários previamente anunciados.

Hoje, a confusão causada foi aumentada pela nota abaixo publicada na coluna “Informe do dia” que o jornalista Fernando Molica mantem no jornal  O DIA.

13o.

É que a “fórmula mágica” para não empurrar o pagamento do 13o. salário para 2016 é agora um empréstimo que seria feito pelos servidores e cujos encargos bancários seria pago pelo (des) governo Pezão. Em outras palavras, esta fórmula acaba premiando o Bradesco que ganhará ainda mais nas costas dos contribuintes do Rio de Janeiro.

O que deveria ser feito, como seria o caso de revisar  a necessidade de continuar as bilionárias isenções fiscais que o Sr. Júlio Bueno, o secretário de Fazenda que pune os servidores com atrasos salariais,  concedeu quando estava na secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico. Mas isso,  o (des) governador Pezão com os servidores na rua. Simples assim!