Perigo no Shopping Estrada é agravado por falta de policiamento

Uma colega da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e sua mãe passaram por momentos de grave risco na noite de ontem (01/07) ao sofrerem um assalto nas imediações no terminal rodoviário de Campos dos Goytacazes em torno das 20:00 horas. O risco aumentou porque de forma espontânea, a mãe dessa colega começou a admoestar o gatuno que, sabe-se lá porquê, resolveu se evadir do local sem perpetrar algo mais grave.

Um detalhe ainda mais grave foi vivenciado quando se procurou algum tipo de autoridade policial para se relatar o incidente. É que não foram encontrados policiais militares ou guardas civis municipais no terminal.

Então o que estamos esperando? Que algum tipo de problema mais grave aconteça para depois se lamentar? Espero que não.

Shopping Estrada: um péssimo cartão de visitas para Campos dos Goytacazes

Apesar de não ser um usuário habitual do terminal “Shopping Estrada” não consigo deixar de me sentir desrespeitado toda vez que vou lá pegar um ônibus ou acompanhar alguém que está chegando ou saindo. O abandono é tão evidente que não dá para entender como essa dependência pode existir em tais condições numa cidade tão rica.

Mas o que me irrita de verdade é o fato de ver pessoas idosas e crianças em pé ou tendo que utilizar banheiros em péssimas condições. Afinal, Campos dos Goytacazes possui um orçamento bilionário e não seria nada difícil dar uma boa arrumada naquele espaço decadente. È que além de dar melhores condições de espera para os usuários, o Shopping Estrada poderia se tornar um belo cartão de visitas no futuro, já que no presente o mesmo é mesmo um cartão de horrores.

Alguma chance de que eu esteja exagerando? As duas imagens abaixo falam por si mesmas! Para que não restem dúvidas, informo que a primeira foi tirada no “banheiro” masculina e a segunda na área de espera próxima dos ônibus. 

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Viação 1001: tudo o que dizem de ruim é pouco

 

Após muito tempo conseguindo evitar viajar de forma repetida nos ônibus da “Auto Viação 1001” em curtos espaços de tempo, tive que voltar a fazê-lo nas duas últimas semanas. De quebra, por causa do caos que impera na chegada da cidade do Rio de Janeiro e o horário dos voos que tive que pegar, sai de Campos dos Goytacazes de madrugada. Aí eu não sei se foram as condições horripilantes em que se encontra o terminal rodoviário “Shopping Estrada”, mas a minha impressão ao entrar nos veículos da Viação 1001 foi de extrema sujeira e desconforto. Mas como a sensação permaneceu na volta, vamos dar um desconto para as condições do Shopping Estrada, que são sim horripilantes, e nos concentrar nos ônibus da Viação 1001. Ontem ao voltar num horário “executivo”, a impressão era de estar num veículo que não é limpo devidamente faz muito tempo. Além de o banheiro exalar um cheiro fétido, até a água oferecida estava quente!

Como a “Auto Viação 1001” cobra preços bem salgados por um trajeto pelo qual eu pago bem menos em outras empresas, me vem à cabeça a seguinte pergunta: onde andam as agências responsáveis por verificar a qualidade dos serviços prestados pela Auto Viação 1001? Aliás, onde andam a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que foram tão rápidos para auxiliar na volta da cobrança do pedágio na BR-101 que nada fazem? Falta de reclamações não deve ser, pois se eu que não sou nem um usuário contumaz, e já senti de perto a baixa qualidade dos serviços, imagina as pessoas que precisam (como por exemplo os trabalhadores da Petrobras e suas terceirizadas) os serviços da “Auto Viação 1001” todos os dias?

Aliás, lembro ainda que o deputado Roberto Henriques andou prometendo ações legislativas para fazer com que a “Auto Viação 1001” melhorassem e depois a coisa caiu no mais absoluto silêncio. Como ele andou criticando o seu colega de parlamento Marcelo Freixo por deixar o caso das “Meninas de Guarus” de lado, eu penso que nada mais justo lembrar que milhares de seus concidadãos continuam sofrendo nas mãos de uma empresa que parece imune à ação dos órgãos reguladores. 

Mas uma coisa é certa: a situação a que os usuários da “Auto Viação 1001” estão sendo submetidos clama pela quebra do monopólio; Afinal, só com uma boa concorrência haverá chance de que não fiquemos todos assistindo pacifica e ordeiramente as práticas corporativas que hoje torna a viajar pela empresa quase que uma experiência de expiação digna do inferno ou, pelo menos, do purgatório. Em relação ao “Shopping Estrada”, depois volto numa postagem particular sobre o assunto.