Recordar é viver: Reitor da UENF é alvo de nota de repúdio de delegacia sindical

Ainda no rescaldo da longa greve que paralisou as atividades da UENF por quase 90 dias, me chegou às mãos, um documento da delegacia sindical do SINTUPERJ, que representa os servidores técnicos-administrativos. Em termos práticos, a delegacia do SINTUPERJ na UENF emitiu faz algum tempo  uma nota de repúdio ao reitor Silvério de Paiva Freitas por um suposto descompromisso com as posições aprovadas em assembleias da categoria, e por não ter comunicado essa ação à categoria.

O interessante nisto tudo é que essa nota é até agora o único documento público que expõe e repudia as idas e vindas da reitoria da UENF no tratamento das questões salariais de professores e servidores. 

Fico imaginando que tipo de nota está sendo preparada agora que a reitoria da UENF roeu a corda de vez, e os servidores técnicos-administrativos acabaram amargando um reajuste de apenas 19%, e ainda por cima dividido em 2 parcelas.

NOTA DE REPÚDIO

A Delegacia Sindical Sintuperj Uenf repudia a decisão arbitrária do Magnífico Reitor da UENF, Sr. Silvério de Paiva Freitas, por reenviar ao Governo do Estado o processo E-26/050.637/11 sem a correção real e simples de 28%, de acordo com o que foi aprovado em assembleias anteriores pela categoria, e também por não ter comunicado oficialmente a este Sindicato, representante legal dos servidores técnico-administrativos desta instituição/UENF.
A Delegacia Sindical Sintuperj UENF entende que o fato acima supracitado é relatado pelo vice-reitor Sr. Edson Corrêa da Silva no dia 19/04/13 no CONSUNI.
A Delegacia Sindical entende que tal fato ocorrido viola de forma nítida e clara  os direitos trabalhistas respaldados pela Carta magna em seu artigo 5.
Delegacia Sindical SINTUPERJ UENF

Na reunião do Colégio de Líderes da ALERJ, reitor da UENF é apontado como “apequenador” da instituição

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Na reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o reitor da UENF, Silvério Freitas, teve acesso ao uso da palavra na reunião que discutia um total de 39 emendas ao Projeto de Lei 3050/2014 que corrige os salários de servidores e professores da instituição criada por Darcy Ribeiro.

Pois bem, ao tomar a palavra, o deputado Comte Bittencourt (PPS) começou sua participação afirmando ao reitor, na presença do próprio, que ele apequenava a instituição para o qual foi eleito para liderar.

Esse fato é conhecido de todos aqueles que tem que trabalhar na UENF e amargar a incompetência da atual administração. Mas ver a figura máxima da instituição tomar tal descompostura dentro de um órgão que reúne todos os líderes partidárias na ALERJ não é bom para ninguém, pois revela que a instituição está realmente muito fragilizada em sua representação institucional,  justamente em uma conjuntura histórica em que precisaria que o oposto estivesse ocorrendo.

Felizmente, os sindicatos, especialmente a ADUENF, fizeram o trabalho que a reitoria deveria ter feito que é o de defender os interesses dos servidores, e lutar para que a UENF seja devidamente respeitada.

Reitor reaparece para avisar que vai tomar medidas judiciais (contra estudantes?) para “proteger patrimônio” da UENF

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O reitor da UENF, Silvério Freitas, que estava meio que “missing in action” (desaparecido) desde o início da greve geral que abala a universidade por mais de 2 meses, acaba de reaparecer para assinar uma nota em que basicamente se libera de maiores responsabilidades sobre a grave questão da moradia estudantil na universidade da qual é o dirigente maior. De quebra, Silvério Freitas avisa que sua administração “está tomando todas as providências legais para a proteção do patrimônio público da Universidade”.

A questão que me parece no mínimo curiosa nessa situação é que quase todo uenfiano sabe que a empresa que hoje presta serviços de proteção patrimonial, a Hopevig, colocou todos os seguranças que protegem o patrimônio da UENF em aviso prévio que deverá se concretizar até meados de junho, e até agora não se ouviu de nenhuma medida para impedir isso!

Entretanto, quando se trata de estudantes que lutam por um direito básico para permanecerem dentro da UENF, ai saímos de velocidade de tartaruga de pata quebrada para lebre corredora. Não é nada, não é nada, é nada.

Eu queria ver tanta disposição para enfrentar o descaso do (des) governo do Rio de Janeiro para a UENF. Mas pelo que se tira dessa carta, desse mato não sai coelho (ou seria lebre?). 

Nota da Reitoria sobre ocupação de prédios

Em 12/05, em reunião na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) com a participação de representantes da Reitoria e do DCE, o secretário Alexandre Vieira reafirmou o compromisso do Governo com a compra dos equipamentos e recursos para operacionalizar o Restaurante Universitário da UENF, bem como com o aumento das bolsas de auxílio-cota, garantindo ainda que a proposta de auxílio-moradia deverá ser avaliada pela Sect . Na UENF, foi criado um grupo de discussão, formado por representantes da Reitoria e do DCE, com a função de elaborar um projeto com o objetivo de conceder o auxílio-moradia aos estudantes em situação de carência.  Este projeto está praticamente finalizado, mas os estudantes não deram continuidade à negociação e partiram para invasão dos prédios da universidade.

Desta forma, a Reitoria vê com surpresa a ocupação pelos estudantes de prédios públicos com destinação específica localizados no campus da UENF, como é o caso do Centro de Convivência e do Pavilhão de Aulas (P-10). Há que se observar que a construção do P-10 foi o resultado de uma longa luta para a ampliação das salas de aula da UENF e que o prédio não foi planejado e não tem segurança para atender à função de moradia estudantil, uma vez que foi construído exclusivamente para abrigar salas de aula. Sua inauguração ainda não pôde ser concretizada porque o P-10 aguarda a complementação da infraestrutura e o imobiliário necessário para o seu funcionamento. Já o Centro de Convivência foi alvo de ação judicial até pouco tempo e aguarda os preparativos para nova licitação.

Tendo em vista a alegação dos estudantes de que não têm local para morar, a Reitoria destaca que não tratará desta questão pontualmente. Em toda a Universidade, há mais de mil alunos em situação de carência. Sendo assim, deverão ser estabelecidos critérios claros para a concessão do auxílio-moradia, visando atender a todos os estudantes que necessitam. Informamos que a Reitoria está tomando todas as providências legais para a proteção do patrimônio público da Universidade.

Finalmente, gostaríamos de destacar que a UENF sempre se pautou pela preocupação com a inclusão e permanência de seus estudantes. Trata-se de uma das universidades com maior oferta proporcional de bolsas para estudantes de graduação em todo o Brasil. No valor de R$ 300 (R$ 400 a partir do início das aulas), o auxílio-cota — destinado a todos os estudantes que ingressam na Universidade através da reserva de vagas — pode ser acumulado com bolsas concedidas por mérito acadêmico, como é o caso das bolsas de Iniciação Científica, Extensão e Monitoria, no valor de R$ 420. Se tiver um bom desempenho, portanto, o aluno cotista pode obter atualmente uma renda mensal no valor de R$ 820 (a partir do início das aulas).

Silvério de Paiva Freitas

Reitor da UENF

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2014/05/21/nota-da-reitoria-sobre-ocupacao-de-predios/