Blog da Aduenf divulga e apoia mobilização em defesa da UENF

Sob risco de ficar sem água e eletricidade, comunidade universitária vai às ruas denunciar o abandono da Uenf

Por Blog da  Aduenf

A situação crítica que foi informada no dia de ontem pela reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) teve uma resposta firme no final da tarde desta 3a .feira (22/03) quando centenas de estudantes e servidores liderados pela Associação de Pós-Graduandos, DCE/UENF e do SINTUPERJ/UENF foram às ruas denunciar a crise criada pelo governo do Rio de Janeiro na melhor universidade do estado segundo o Índice Geral de Cursos de graduação do Ministério da Educação  (MEC).

A ameaça que paira sobre a Uenf de ter seus serviços de água e eletricidade cortados já na volta do feriado da Semana Santa serviu como um combustível adicional para mobilizar os estudantes que estão com o pagamento de suas bolsas atrasado desde janeiro. Entretanto, a defesa da existência e funcionamento correto da universidade esteve no centro das falas que ocorreram para denunciar o descaso do governo Pezão.

A  diretoria da Aduenf entende que a nossa universidade não pode ser tão desrespeitada e  entende que ir às ruas denunciar esta situação inaceitável foi uma decisão acertada, pois a população precisa ser informada do que está ocorrendo.

Abaixo imagens da manifestação.

Mobilização na UENF: servidores paralisam por 48 horas para protestar contra (des) governo Pezão

Numa prova de que as recentes eleições foram vistas como apenas mais um passo na retomada de um projeto coletivo de construção da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), os servidores técnico-administrativos não esperaram janeiro chegar para retomar sua mobilização em defesa de seus salários. 

Como mostra o panfleto abaixo, os servidores sob liderança da delegacia local do Sintuperj, sindicato que representa os servidores técnico-administrativos das três universidades estaduais fluminenses, estão realizando uma paralisação de 48 horas para lutar por uma complementação de 20% em relação ao que foi dado pelo (des) governo Pezão em 2014. Além disso, os servidores estão demandando o estabelecimento de uma data base para a recuperação, pelo menos, das perdas inflacionárias que estão corroendo de forma galopante os seus salários.

No caso dos servidores da Uenf, há que se lembrar que diversos cargos estão com valores abaixo do que é praticado, por exemplo, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o que é extremamente injusto já que as funções cumpridas são basicamente as mesmas.

Dessa maneira, hipoteco aqui o meu apoio aos servidores em luta. É que uma universidade é construída pelos três segmentos que compõe a sua comunidade, e não é justo que o tratamento dado a estes segmentos seja diferenciado, especialmente quando o assunto é a reposição de perdas salarias. Pois como diz o panfleto sendo distribuído pelos técnicos, “juntos somos fortes, mas unidos somos muito mais“!

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Reitoria da UENF aplica a estratégia Kibon para tirar proveito político da visita de deputado estadual

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Quem acompanha minimamente a vida interna da UENF sabe que a reitoria foge da ALERJ, como o diabo foge da cruz. É que pela lógica palaciana que é aplicada por seus membros, eles só frequentam o Palácio Tiradentes onde está instalada a ALERJ quando instados pelos deputados, ou orientados pelos ocupantes de outro palácio, o da Guanabara.

Assim, é que sempre me causa estranheza quando os sindicatos trabalham para que parlamentares visitam o campus Leonel Brizola para ver de perto a situação caótica em que estamos paulatinamente sendo colocados pelo (des) governo do PMDB, e a reitoria aparece para levá-los para dentro de uma sala de reuniões e tirar fotografias, as quais depois serão publicadas na página oficial da UENF, sem qualquer menção de como este ou aquele parlamentar foi parar no campus. Esse comportamento me lembra aquela metáfora que coloca um grupo empurrando o carrinho de sorvetes, e um esperto caminhando ao lado de braços cruzados enquanto grita “Kibon! Kibon!”

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E este comportamento de tentar lucrar com os esforços feitos pelos sindicatos representativos das três categorias que formam a UENF se repetiu nesta 6a. feira (13/03) durante a visita do deputado estadual Marcos Antonio da Silva, o Papinha. Agora, quem observar bem a imagem acima, verá que os representantes da reitoria, a começar pelo vice-reitor, demonstram uma certa estupefação. Eu intuo que deve ser por causa do trabalho que devem estar tendo para explicar como deixaram a universidade chegar ao fundo do poço sem, sequer, dar ao trabalho de reunir a comunidade universitária e informar quão mal andam as coisas, e quais são as medidas que estão sendo tomadas para defender os interesses da UENF.

 

Nota conjunta de sindicatos denuncia Pezão por assalto à direitos e cortes orçamentários na UENF

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MAU COMEÇO

Governo Pezão inicia com assalto aos direitos trabalhistas.

Para manter a generosa política de isenção fiscal concedida aos amigos do poder, Pezão opta por descontos inéditos nos salários dos servidores, além de cortes orçamentários que prometem criar “dificuldades na manutenção das atividades finalísticas da universidade”.

As entidades representativas da comunidade Universitária, ADUENF, SINTUPERJ e DCE, estão juntas na denúncia e mobilização para reverter a política de arrocho, cortes de direitos, descumprimento de acordos e ações ilegítimas que afetam toda nossa comunidade.

O desconto do auxilio alimentação dos “dias parados” foi um ato autoritário e ilegítimo. Já há acórdão do STF de que o servidor tem direito ao adicional integral inclusive nas férias. Mas não parou por aí, mais maldades estão sendo preparadas pelo governo, ao modificar a definição do cargo, o vínculo empregatício e omitir, do contra cheque, o % do salário a que se refere o adicional de insalubridade. Colegas que foram reenquadrados recentemente relatam que o valor do adicional de insalubridade permaneceu congelado, deixando de representar 20% do salário base.

Também contra os estudantes a desfaçatez se manifesta. Não bastasse o atraso no pagamento das bolsas e o não pagamento de modalidades de bolsa como a “Universidade Aberta”, o acordo firmado no final do ano passado, segundo o qual as bolsas estudantis praticadas na UENF teriam o mesmo valor daquelas da UERJ, não foi cumprido.

PELA MANUTENÇÃO DOS DIREITOS E CUMPRIMENTO DOS ACORDOS.

Campos dos Goytacazes, 24 de Fevereiro de 2015.

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FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2015/02/dce-sintuperj-e-aduenf-emitem-nota.html

Sintuperj/UENF continua em processo de mobilização

***MOBILIZAÇÃO***


TÉCNICO ADMINISTRATIVO da UENF


TODAS AS 4ª FEIRAS ATÉ O FINAL 2014

Conforme aprovado na assembleia de 10/09 e amparado pelo Art. 44º inciso V do Estatuto do Sintuperj:
– 17 DE SETEMBRO – Quarta-feira de 08:00 ás 12:00 HORAS!
Local: Auditório 02 P- 4
1 – Estudo e DEBATE do ESTATUTO do SINTUPERJ- 08:00 ás09:00HORAS
2 – PALESTRA SOBRE O ESTATUTO DO DIREITO DO MENOR E DO ADOLESCENTE: Prof. Mário Lopes Ex: Presidente da Fundação Municipal do Menor e do Adolescente de Campos-RJ – Das 09:00 ás 10:30 HORAS.
3 – DEBATE SINDICAL, TEMA – ” Conjuntura de desafios para o Movimento Sindical “. Participação – Hélio Anomal Sindicato da CEDAE, Odisséa Sepe de Campos, Norma Dias Sepe de Campos-RJ e Representante do Sindicato dos Bancários de Campos-RJ. Das 10:30 ás 12:00 HORAS.
Local: Auditório 02 P- 4

Delegacia Sindical Sintuperj UENF.

 

Servidores da UENF decidem manter greve por ampla maioria

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Se ontem os professores da UENF decidiram suspender a sua greve até 6a. feira para dar um voto de confiança ao (des) governo do Rio de Janeiro, hoje numa assembléia lotada os servidores decidiram por manter a sua, numa votação de 187 a 2. Essa decisão reflete uma profunda indignação com a proposta salarial apresentada na segunda-feira (12/05) pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.  

Essa decisão contraria um pedido feito pela reitoria da UENF antes da reunião dos servidores para que estes suspendessem o seu movimento de greve e aceitassem os valores precários e diferenciados que o (des) governo Pezão/Cabral ofereceu.

Por outro lado, essa decisão mantem a UENF num forte impasse e que impede a normalização que exige o (des) governo do Rio de Janeiro, pois é sabido que as suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração não acontecerão se os servidores técnicos-administrativos continuarem em greve.

É importante ressaltar que, ao contrário do que fizeram os cargos comissionados da reitoria na assembleia dos professores, hoje na dos técnicos não havia como enviar ninguém. Talvez isso explique em boa parte a diferença no resultado. É aquela estória de quando Vicente Feola simulou jogadas com Mané Garrincha numa preparação para a Copa de 1958, e Mané perguntou para o técnico da seleção brasileira se ele já havia combinado com os russos. No caso da UENF, a reitoria e o (des) governo Pezão esqueceram de combinar com os servidores técnico-administrativos.

Imerso em problemas, Pezão ignora greve na UENF

A greve iniciada pelos professores da UENF em 12 de março continua sem qualquer perspectiva de solução por parte do novo (velho) governo do Rio de Janeiro. Essa é uma situação curiosa, pois em todos os contatos que são feitos na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, seja na base do governo ou na oposição, a crise salarial existente na UENF é vista como de solução pacífica, faltando apenas que o executivo envie o projeto de lei.

Mas passados mais de 40 dias desde o início da greve geral que engloba todos os setores da UENF, não há nem sinal de que uma proposta está para ser enviada, o que prolonga a greve de forma quase inercial.

Essa postura do (des) governo estadual acaba contribuindo para um esgarçamento de relações e deixa a reitoria da UENF numa posição de “sitting duck”, o que em bom português significa dizer que os dirigentes institucionais, visto como impotentes e incompetentes, amargam boa parte d desgaste causado pela falta de soluções. Mas quem é quem mandou que os dirigentes institucionais se comportassem como agentes do (des) governo estadual? Estão colhendo apenas os frutos amargos de sua própria política de subserviência ao executivo estadual!

Agora no que interessa aos sindicatos, a disposição para manter a greve continua firme e forte. Tanto isto é verdade que hoje o campus da UENF foi novamente lacrado pela manhã, deixando o campus literalmente vazio. Se isso não simboliza o descaso de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão com o destino das universidades estaduais, eu não sei que simbolizaria.

Depois os apoiadores do (des) governo estadual não me venham dizer que essa é uma greve eleitoreira, ou se sintam perseguidos se Pezão tiver que assistir de longe candidatos como Lindbergh Farias e Anthony Garotinho sendo recebidos para apresentarem seus programas de governo para a comunidade da UENF. 

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