A odisseia ambiental do Porto do Açu promete novos ( e talvez inglórios ) capítulos

Tive minha atenção chamada por duas postagens no blog do Prof. Roberto Moraes (Aqui!) e (Aqui!) sobre a situação da dinâmica costeira na área do Porto do Açu, e resolvi ir ver no local como anda a situação durante a tarde desta 3a. feira. Mas para ter uma ideia mais ampla da situação, fiz um trajeto desde a Lagoa do Açu até o quebra mar do Porto do Açu para tentar o que está acontecendo por lá.

Primeiro é preciso lembrar que toda a área costeira, especialmente em áreas de formação relativamente recentes, existe um processo dinâmico de construção e destruição. Na região em questão é historicamente afetada pela ação das correntes marinhas e por um equilíbrio instável que é causado pelo aporte de água doce vinda da calha principal do Rio Paraíba do Sul. Além disso,  há que se incluir neste cenário os dois quebra-mares que foram construídos no Porto do Açu. 

Assim levando em conta essa combinação de forças naturais e antrópicas que controlam hoje a dinâmica na paisagem da região em torno do Porto do Açu é que, lembrando o que já escreveu o Prof. Roberto Moraes, riscos da ocorrência de problemas na alteração da dinâmica costeira local já estavam previstos tanto no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) como no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Unidade de Construção Naval da OS(X). tanto que ficou prevista a realização de um programa de monitoramento costeiro cujo intuito seria monitorar e agir em caso de problemas mais sérios.

Pois bem, pelo que eu vi hoje no trabalho de campo, a situação em curso requer realmente que este programa seja efetivamente implementado, pois observei não apenas o problema da erosão na porção central da Praia do Açu, mas também sinais de que está ocorrendo uma intrusão do pacote de areia em direção à Lagoa do Açu. De quebra, o próprio quebra-mar me pareceu continuar sendo um desafio técnico a ser superado, já que notei que as ondas continuam vencendo a barreira, o que pode se agravar em períodos de atividade oceânica mais intensa.

Para ilustrar o que estou dizendo posto abaixo algumas imagens do trabalho de campo que realizei hoje, pois imagens falam muito mais do que qualquer um possa expressar. 

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Apenas 124 pessoas concentram mais de 12% do PIB do Brasil

Blog Controvérsia

As 124 pessoas mais ricas do Brasil acumulam um patrimônio equivalente a R$ 544 bilhões, cerca de 12,3% do PIB, o que ajuda a entender porque o país é considerado um dos mais desiguais do mundo.

Estas 124 pessoas integram a última lista de multimilionários divulgada nesta segunda-feira pela revista ‘Forbes’, que inclui todos os brasileiros cuja fortuna supera R$ 1 bilhão.

O investidor chefe do fundo 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, que acaba de adquirir a fabricante de ketchup Heinz e é um grande acionista da cervejaria AB InBev e do Burger King, ficou com o primeiro lugar.

A fortuna de Lemann, de 74 anos, chega a R$ 38,24 bilhões, enquanto o segundo da lista, Joseph Safra, empresário de origem libanesa e dono do banco Safra, tem ativos de R$ 33,9 bilhões.

A maioria das fortunas corresponde a membros de famílias que dominam as grandes empresas de setores como mídia, bancos, construção e alimentação.

Entre os 124 multimilionários brasileiros apenas o cofundador de Facebook, Eduardo Saverin, constituiu seu patrimônio por meio da internet.

O empresário Eike Batista, que chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo e perdeu parte de sua fortuna pela vertiginosa queda do valor das ações de sua companhia petrolífera OGX e do resto das empresas de seu conglomerado EBX, ficou em 52º lugar na lista.

A grande fortuna concentrada por estes milionários comprova a veracidade dos indicadores oficiais que classificam o Brasil como um dos países com maiores disparidades entre ricos e pobres.

O índice de Gini do país foi de 0,501 pontos em 2011, em uma escala de zero a um, na qual os valores mais altos mostram uma disparidade mais profunda entre ricos e pobres.

Cerca de 41,5% das rendas trabalhistas se concentram nas mãos de 10% dos mais ricos, segundo dados do censo de 2010, enquanto metade da população vivia, nesse ano, com uma renda per capita mensal de menos de R$ 375.

FONTEhttp://cebes.com.br/2014/01/apenas-124-pessoas-concentram-mais-de-12-do-pib-do-brasil/