Paulo “Tchutchuca” Guedes ameaça deixar o Brasil se a reforma da previdência não for aprovada

guedes tchutchuca

Ministro Paulo Guedes, durante confronto com deputado que o chamou de “Tigrão”  e “Tchutchuca”, ameaça renunciar e abandonar o Brasil caso sua proposta de reforma da previdência não seja aprovada pelo congresso nacional.

O ministério formado pelo presidente Jair Bolsonaro para levar a cabo suas políticas de desmanche do estado brasileiro está cheio de figuras bizarras, incluindo personalidades que beiram a disfuncionalidade cognitiva, a começar por Abraham Weintraub (Educação), Damares Alves (Família e Direitos Humanos), Tereza Cristina (Agricultura) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). 

Mas nesse universo “estelar” quem se destaca mesmo é o Sr. Paulo Guedes, dublê de banqueiro e economista, a quem foi dado o ministério da Economia com a tarefa precípua de desmontar o sistema nacional de previdência social.

Tido como apoiador das ideias neoliberais impostas pela ditadura militar de Augusto Pinochet, a proposta de reforma da previdência é uma mera cópia da reforma imposta pelas baionetas sobre a classe trabalhadora do Chile. 

Em um episódio recente durante a passagem do presidente Jair Bolsonaro pelos EUA, mais precisamente no Texas,  o ministro Paulo Guedes deitou falação como se fosse um menino playground sobre seus planos de entregar a Petrobras e o Banco do Brasil na bacia das almas da privatização como essas duas propriedades do povo brasileiro fossem suas (ver vídeo abaixo).

A postura beligerante de Paulo Guedes, que já havia ficado evidente no episódio em que ele se defrontou com o deputado Zeca Dirceu (PT/PR) no episódio em que passou a ficar conhecido  como “Tigrão”  e “Tchutchuca”, agora reemerge em uma entrevista que ele concedeu à revista “Veja” onde ameaçou renunciar ao cargo e ir morar fora do Brasil caso o congresso nacional aprove o que ele chamou de “reforminha” no lugar da sua proposta draconiana de contrarreforma da previdência.

Ainda que essa dificuldade de conviver com ideias diferentes seja uma marca do governo Bolsonaro, essa declaração de Paulo Guedes certamente aumentará os problemas de popularidade que o presidente enfrenta e as dificuldades já existentes na articulação política dentro do congresso. É que para a quase totalidade dos brasileiros não há a mínima possibilidade de simplesmente se arrumar as malas e passar uma vida de nababo no exterior como seria o caso do Sr. Paulo Guedes se ele confirmar a ameaça que fez na entrevista com a Veja.

Mas se for por falta de adeus que o ministro da Economia ainda não deixou o território nacional desprovido das benesses e do poder que o cargo de ministro lhe confere, eu posso desejar a ele, na língua que ele parece tanto parece apreciar: Goodspeed, Paulo Guedes!”

Deputado Zeca Dirceu sintetiza o governo Bolsonaro: tigrão com os pobres e tchutchuca para os ricos

zeca guedes

Deputado Zeca Dirceu (PT/PR) afirmou que ministro Paulo Guedes seria “tigrão” contra os pobres e “tchutchuca” com os ricos durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. 

O deputado federal Zeca Dirceu (PT/PR) usou uma metáfora para provocar com sucesso o ministro da Fazenda,  Paulo Guedes, ao dizer que o idealizador da reforma da previdência seria  “tigrão” com os pobres e “tchutchuca” com as elites (ver vídeo abaixo da fala do deputado paranaense na sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal que ocorreu nesta 4a feira).

A metáfora que irritou o ministro da Fazenda pode ser estendida a todo o governo Bolsonaro, na medida em que até agora não se viu nada que fosse feito para minimizar o sofrimento dos mais de 30 milhões de brasileiros que hoje se encontram desempregados.

Aliás, a irritação de Paulo Guedes é outra expressão de um governo marcado por uma sucessão impressionante de trapalhadas que estão colocando em risco boa parte das relações comerciais que foram construídas nas últimas décadas, e que poderão piorar ainda mais a grave crise social, econômica e política em que o Brasil está imerso.

Agora, irritado mesmo o ministro da Fazenda ficaria se tivesse que viver com as minguadas aposentadorias que ele e sua equipe querem impor aos trabalhadores brasileiros.  Aí certamente não precisaria nem usar a metáfora usada por Zeca Dirceu.