Quotidiano informa: Intoxicação alimentar atinge mais de 100 funcionários do Porto do Açu

Município vai acionar o Programa de Saúde do Trabalhador e a inspeção da Vigilância Sanitária para que acompanhe e entre em contato com as empresas responsáveis.

Por: Bruno Costa

Intoxicação alimentar atinge mais de 100 funcionários do Porto do Açu
Mais de 100 funcionários do Porto do Açu deram entrada no Centro de Emergência

Crédito: Bruno Costa

A manhã deste terça-feira (25) foi atípica no Centro de Emergência de São João da Barra. Quatro ônibus trouxeram mais de 100 funcionários de empresas do Porto do Açu que deram entrada no centro médico com sintomas de intoxicação alimentar e estão sendo atendidos pela equipe médica do posto que requisitou reforço de médicos de outras localidades. Cerca de 20 pacientes foram remanejados para outras unidades de saúde.

A secretária de Saúde do município, Denise Esteves, estava no local e disse que já acionou o Programa de Saúde do Trabalhador e a inspeção da Vigilância Sanitária para que acompanhe e entre em contato com as empresas responsáveis, tanto as empregadoras, Carioca e Armatek, quanto a prestadora de serviços de alimentação, Vivace.

Segundo Anderson Dutra de Oliveira (29), empregado na Carioca há um ano e meio, esta não é a primeira vez que o fato ocorre no Porto. “Isso já aconteceu três vezes, só que esta com uma proporção maior. Acho que desta vez foi a carne, encontramos minhoca na salada”, denuncia o trabalhador que já fez parte da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e faz reclamação há tempos sobre o serviço de alimentação da Vivace. Ele ressalta que diariamente tem funcionário passando mal lá no Porto.

Em contato com a Vivace, que tem sede no Parque Imperial, em Campos dos Goytacazes, o gerente Sassá, que estava em reunião, disse que nos atenderia daqui a pouco.

Ururau mostra que violações de direitos continuam nas obras do Porto do Açu

Superporto do Açu: Nova direção e antigos problemas trabalhistas

 Carlos GrevI

Trabalhadores buscam mais uma vez o Sindicato da Construção Civil para questões contratuais

Trabalhadores buscam mais uma vez o Sindicato da Construção Civil para questões contratuais

Há pouco mais de três meses a LLX, empresa do grupo EBX, controlado pelo ex-bilionário Eike Batista, anunciava sua saída do Porto Açu. Desde então a Prumo, do Grupo EIG, que detém 53% do capital da companhia assumiu as obras do empreendimento com a missão de finalizar a construção que prevê 17 km de píeres com capacidade de aportar até 47 embarcações, ainda em 2014.

Outro grande desafio do grupo é manter as obras em ritmo, longe dos escândalos trabalhistas que minaram a confiança de mercado da LLX ao longo de seus cerca de sete anos a frente do mega empreendimento.

Após três meses em harmonia com as leis trabalhistas, na última semana um grupo de trabalhadores contratados por uma empresa que opera no Porto do Açu, a serviço da Prumo, buscou o Site Ururau para uma denúncia contra a Arezza, empresa de recursos humanos e a construtora Andrade e Almeida. Ambas não têm sede em Campos.

Segundo os trabalhadores, através da Arezza, a Andrade Almeida teria contratado cerca de 50 profissionais por contrato temporário, no entanto, os homens teriam sido demitidos com cerca de 15, e outros 20 dias após contratados. Muitos nem teriam chegado a trabalhar.

A justificativa, segundo eles, era a falta de equipamento pessoal, de trabalho e de segurança, como macacões, ferramentas e capacetes. Sendo assim, os trabalhadores davam entrada na obra e eram orientados a voltarem para suas casas, sendo chamados pela empresa, assim que os equipamentos chegassem. O que não teria acontecido.

 

Os funcionários teriam sido avisados por telefone de que teriam sido desligados da empresa e buscaram o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Campos (Sticoncimo), que apurou outras irregularidades nos contratos de trabalho dos funcionários.

Nesta segunda-feira (17/03), uma reunião entre os funcionários, Sindicato e um representante da Arezza tentou, sem sucesso, resolver as questões trabalhistas entre as partes.

Os trabalhadores reivindicaram a multa por quebra de contrato, já que muitos dizem terem sido dispensados antes do tempo previsto no documento assinado na admissão. Muitos reclamam ainda que teriam os documentos retidos com a empresa, como é o caso do carpinteiro Cláudio de Barros Silva, de 30 anos.

“Fui contratado como carpinteiro, mas fiquei 20 dias na empresa e nunca trabalhei. Eles diziam que faltava material, faltava macacão, e mandavam a gente de volta para casa e aguardar que quando chegasse eles chamariam de volta. Um dia eles ligaram e disseram que eu estava desligado da empresa”, disse o trabalhador.

O advogado do Sindicato, José Luiz da Silva, explicou que não há como falar em quebra de contrato, já que o vigente entre funcionários e empresa é irregular.

 

“Não se fala em contrato temporário. Quando ele é ilegal, passa a ser por tempo indeterminado. Se ele foi celebrado de forma ilegal, ele passa a ser indeterminado. Se ele é indeterminado, o trabalhador tem direito a aviso prévio, 13º salário. Tem todos os direitos”, esclareceu o advogado que acrescentou que a empresa pode responder judicialmente por reter os documentos dos trabalhadores.

José Luiz da Silva explicou que os contratos elaborados para a contratação do pessoal estariam equivocados, já que se apresenta como temporário, de 90 dias, o que não é aplicável no caso do Porto do Açu. Ele falou ainda sobre a dificuldade de contato com advogados e representantes das duas empresas, que não têm sede em Campos.

“Essa empresa, a Arezza, fez um contrato com a Andrade Almeida de contrato temporário, que não se aplica dentro do Porto do Açu. A atividade fim da Andrade Almeida é a construção civil e esse contrato não pode ser aplicado dentro do Porto do Açu, por que só cabe em caráter transitório. Outra dificuldade que nós estamos encontrando é que você não consegue falar com o advogado da Arezza, com o representante. Não tem endereço, não tem telefone. Não se consegue falar com ninguém”, reclamou.

O representante da Arezza, Eneias Giorgi não pode sanar as dúvidas dos trabalhadores acerca dos cálculos trabalhistas e valores combinados e não depositados. O Sindicato tomou então a iniciativa de solicitar uma reunião com a contratante, a Andrade Almeida.

“Estamos tentando um canal de comunicação com a contratante e se não resolver, vamos a quem contratou a contratante e se a contratante não resolver, vamos a quem contratou a contratante [Prumo]”, finalizou José Luiz que acrescentou que se esgotando as tentativas de negociação, o rumo será a Justiça do Trabalho.

A redação do Site Ururau tentou contato com a Arezza, através do número de telefone fornecido pelo seu representante durante a reunião, mas não obteve sucesso. Já o gerente financeiro da Andrade Almeida, Paulo Lopes, informou por telefone, que nenhuma das denúncias feitas à empresa têm procedência.

 

Ele disse que uma conferência estaria acontecendo entre os advogados das duas empresas e o sindicato para mostrar ao Sindicato que o contrato temporário seria sim previsto na Convenção Coletiva da entidade, o que excluiria a irregularidade apontada, segundo ele, de maneira improcedente.

A Prumo também foi procurada para esclarecer de que forma e onde seria a atuação da Andrade Almeida no canteiro de obras, mas não se pronunciou até o fechamento e postagem da matéria.

O Sindicato da Construção Civil não confirmou a conferência, nem que tenha sido procurado por nenhuma das duas empresas para a realização da mesma.

Grussaí pede socorro: Moradora expõe mazelas causadas pela forma de implantação do Porto do Açu

A forma pela qual o Porto do Açu vem sendo implantado já mereceu dezenas de postagens neste blog. Afinal, apesar de não ser contra o empreendimento em si, o mesmo vem sendo cercado por tantas mazelas e irregularidades de toda sorte que apoiar cegamente o empreendimento seria equivalente a exercer um papel de cúmplice, coisa que não me apetece muito.

Agora, por mais que eu escreva sobre os problemas que sei que estão ocorrendo e causando diversos tipos de consequências negativas para a população do município de São João da Barra, em meio ao silêncio da maioria da imprensa e ao descaso puro e absoluto do Estado, sempre fico com a sensação que não estou tendo a capacidade de demonstrar de forma irrefutável como a situação está caótica.

Felizmente, aqui e ali, estão aparecendo testemunhos de moradores, não apenas do V Distrito que sofre o flagelo das desapropriações promovidas pela CODIN, onde ficam expostas as diferentes faces do caos social que está instalado em todo o município de São João da Barra a partir da construção do Porto do Açu. O que vai abaixo é um testemunho que está sendo disseminado por uma professora que mora no bairro de Grussaí, localizado na região costeira de São João da Barra. A leitura deste depoimento certamente me causou muita inquietação. Esperemos que cause nos leitores deste blog, a ponto de que se comecem as devidas cobranças às autoridades constituídas. Afinal, o que está descrito, não é para ser mais ignorado, como tem sido aparentemente o caso até agora.

Grussaí pede socorro!

Sou Professora e venho como representante de um grupo de moradores do bairro de Grussaí pedir encarecidamente que nos ajude juntamente com os representantes legais deste Município, pois como é do vosso conhecimento houve um crescimento desordenado da população devido a vinda de trabalhadores das Empresas do Porto do Açu de outros estados, trazendo um alto índice de assaltos, brigas, estupros causando assim um enorme Impacto Social.., pois se não é do vosso conhecimento estes trabalhadores por virem de outros estados para trabalhar nas empresas estão se agrupando/ morando em pequenas casas com 15 à 20 pessoas, onde nós moradores não temos mais paz nem sossego neste local que era considerado seguro…

Tenho duas filhas adolescente as quais foram assediadas esta semana por um grupo de homens que trabalham para uma empresa no Porto do Açu, o que me fez faltar quatro vezes o serviço para leva-las ao colégio em Grussaí por questões de segurança , e não tenho paz, informo que, várias casas foram alugadas por grupos próximo a minha casa, onde consomem bebidas alcoólicas, drogas ,brigam entre eles, e hostilizam os vizinhos; há de convir que não havia assalto e assassinatos e agora as manchetes dos jornais comprovam o grande aumento e assaltos, estupros e assassinatos todos os dias!

Sugiro que tenha um local apropriado que concentrem estas pessoas e que sejam monitorados, a fim de dar paz e sossego aos moradores local, vale lembrar que quando a empresa era de Eike Batista os trabalhadores do Açu moravam em alojamento que a OSX e OLX  (LLX, grifo do blogueiro) ofereciam trazendo tranquilidade e segurança aos moradores, pois as empresas tinham controle quanto ao comportamento desses trabalhadores, assim como, se responsabilizavam por eles, lembro ainda que os alojamentos eram em locais próprios e não tínhamos problemas!

Procuramos o Sindicato da Construção Civil levando tal situação, e os mesmos nos informou que por questões de economia as empresas resolveram dar uma pequena ajuda de custo para que os trabalhadores se virassem quanto a moradia e alimentação e, tb não terem responsabilidade quanto aos mesmos, porém , ao questionar os funcionários do sindicato e pedir ajuda, os mesmos falaram que nada podem fazer nem fiscalizar, pois trata-se de economia das empresas que contratam os trabalhadores, mas temos conhecimento que o sindicato pode e deve fiscalizar como era feito na época da OSX e OLX (LLX, grifo do blogueiro), e queremos saber porque não o fazer, se o próprio sindicato sabe que estes trabalhadores vivem em condições sub-humanas!

Segue alguns questionamentos:
– Por que o Sindicato da Construção Civil não fiscaliza?
– Cadê o Prefeito de São João da Barra que tem conhecimento e não cobra dos Sindicatos?
– Será que teremos que chamar novamente a Record para fazer os mesmos questionamentos que os moradores?
– Por que o Sindicato sabendo de todos os erros das empresas não denunciam ao Ministério Público?
– Cadê o Ministério do Trabalho?

Somos a favor do desenvolvimento do Município, mas com controle e responsabilidade social das empresas que estão atuando no Porto do Açu!

Todo apoio à greve dos trabalhadores do COMPERJ!

Por Tarcísio Motta

comperj

A construção do Complexo Petroquímico do estado do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaboraí é reveladora do modelo de desenvolvimento que Cabral e companhia instalaram no Rio de Janeiro: além dos conflitos com milhares de pescadores que sobrevivem da Baia de Guanabara (incluindo o assassinato de duas lideranças comunitárias) e dos impactos ambientais desastrosos sobre a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim (com o beneplácito da Secretaria de Meio Ambiente, ocupada por Carlos Minc durante 7 anos), vemos agora o completo desrespeito aos direitos mínimos dos trabalhadores empregados nas obras de construção do complexo.

Uma greve de mais de 30 dias é tratada com ameaças e truculência por parte das empresas, sob as vistas grossas do Estado. Todo apoio à greve dos trabalhadores do Comperj! Pela superação deste modelo de desenvolvimento econômico que viola direitos e destrói vidas!

 FONTE: https://www.facebook.com/TarcisioMottaPSOL/photos/a.228510280656585.1073741828.228384804002466/256600041180942/?type=1&theater

 

A indústria do fast-food faz seus trabalhadores passar fome

Recentemente, o presidente Obama elegeu a redução da desigualdade como o principal objetivo de seu segundo mandato. Em razão disso, ele deverá aumentar o salário mínimo, cuja estagnação de sete anos conduziu os funcionários de fast-food a lançar um movimento grevista que já atingiu mais de cem cidades norte-americanas

por Thomas Frank

O motorista que, na saída de Durham, na Carolina do Norte, pega a estrada para Hillsborough penetra no coração de um estranho território. Mal deixou de ver no retrovisor as nobres torres da Universidade Duke e já se apresentam diante de seus olhos um McDonald’s, um Cracker Barel, um Wendy’s, um Chick-fil-A, um Arby’s, uma Waffle House, um Bojangles, um Biscuitville, um Subway, um Taco Bell e um Kentucky Fried Chicken (KFC) − todos os grandes nomes do fast-food enfileirados como num desfile em um trecho de quase 1,5 quilômetro. Se subirmos a pé essa ruidosa artéria de concreto e calorias, perceberemos que suas margens estão recobertas de papéis engordurados e copos de papelão. Mas a verdade é que a paisagem ali normalmente só é apreciada através de um para-brisa e com o som do rádio ao fundo. A presença de pedestres na beira da estrada tem o poder de confundir os motoristas, razão pela qual o jornalista que por lá passeia quase foi esmagado duas vezes.

Mas não foi um carro o que realmente me atingiu com toda a força; na verdade, foi uma visão: a compreensão espontânea daquilo que confere ao fast-food sua implacável eficácia. Uma rápida passagem pela Waffle House é suficiente para experimentar o que está em jogo nessa indústria. A construção modular, a produção de waffles em cadeia, as panelas de fritura duplas, os alinhamentos dos distribuidores de condimentos e mesmo a engenhosa tampinha de plástico sobre o copo de café, com seu bico derramador dobrável, concebido para que o cliente deguste sua bebida sem medo de derramar uma gota na camisa: muitos testemunhos da engenhosidade humana diante dos quais só podemos nos admirar. E, no entanto, esse concentrado de eficiência é obtido ao preço de um enorme desperdício – de combustível, ar condicionado, terra, dejetos. Em uma face, um responsável em engenharia industrial; na outra, uma profusão de recursos e de mão de obra explorados sem dó.

Pensamos com emoção no prodigioso esforço nacional que foi necessário despender para chegar a essa revolução da gastronomia de massa: as subvenções para a agricultura, os trabalhos de irrigação, os programas de construção de vias rápidas… Mas todos esses grandes canteiros de que o país se orgulha há oitenta anos não teriam servido no fim das contas apenas para construir uma nação de fábricas de comida abundante e de má qualidade, em suma, uma estrada de Hillsborough ampliada em escala continental? Tal impulso coletivo para permitir que alguns acumulem toneladas de dinheiro enquanto outros se esfalfam por um salário irrisório?

No verão norte-americano passado, em Durham, um evento excepcional sacudiu o setor de fast-food: uma greve. Uma ação ainda mais inesperada pelo fato de ter ocorrido num estado, a Carolina do Norte, conhecido por sua hostilidade visceral aos sindicatos e que se vangloria também de ser uma espécie de berço do fast-food, já que três gigantes do setor – o Hardee’s, o Bojangles e o Krispy Kreme – nasceram em seu solo.

O movimento partiu de um Burger King. Situado numa interseção viária no meio de lugar nenhum, o estabelecimento evoca mais um pequeno forte do Deserto dos tártaros que um restaurante. Uma manhã, às 6 horas, um punhado de empregados se alinhou diante da entrada do estabelecimento e começou a entoar: “Os direitos do trabalhador fazem parte dos direitos do homem!”. A essa hora da manhã, as mentes demoram para esquentar, então um novo slogan foi tentado: “Não dá para sobreviver com US$ 7,25!”, alusão ao salário mínimo por hora praticado no setor.

Os enviados das redes de notícias locais logo apareceram, assim como duas patrulhas de polícia. Um solitário cliente sentado numa mesa na janela do Burger King contemplava a cena. Quando foi chegando a hora do rush, motoristas buzinaram para demonstrar seu apoio.

No fim da manhã, os grevistas buscaram ampliar o movimento reunindo-se diante de um McDonald’s no centro de Durham, depois diante de um Little Caesar em uma estrada de oito pistas na cidade de Raleigh. Seu número cresceu a olhos vistos. Apinhados na beira da estrada, eles agitavam cartazes enquanto os filhos brincavam sob as árvores raquíticas que sobrevivem nessa zona periurbana. Caminhoneiros disparavam as buzinas como forma de solidariedade. Ouviram-se também alguns insultos, lançados por motoristas de picape ao passar.

A última etapa do dia aconteceu no KFC de Raleigh. Eram 16 horas; o calor do verão não fez amainar o ardor dos participantes do protesto, cujo número se elevava para 150. A eles se juntou o reverendo William Barber II, um líder local da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês), que organiza reuniões semanais para denunciar a política repressiva do novo governador republicano Patrick McCrory, responsável por quase mil prisões de manifestantes desde que tomou posse em janeiro de 2013.

Com sua silhueta de colosso ligeiramente encurvada pela artrose e sua potente voz de baixo que intimida o barulho da cidade, o reverendo Barber discursou diante da multidão aglutinada em frente ao KFC. Pouco importa, disse ele, o número de horas de trabalho acumuladas: jamais um funcionário do setor chega a uma renda suficiente. O que os grevistas reclamam, acrescenta, é o direito de “dispor do fruto de seu trabalho”. A expressão não foi escolhida ao acaso: ela aparecia entre as reivindicações defendidas pelos afro-americanos nos estados do sul após o fim da escravidão. Explícita, a alusão assume todo sentido quando o orador emenda: “Vim aqui para lhes dizer que esse fruto está corrompido. O fruto está corrompido quando vocês trabalham num KFC e mal conseguem pagar o frango que preparam. O fruto está corrompido quando o trabalho de vocês consiste em alimentar outras pessoas, mas não lhes permite alimentar os próprios filhos”.

Muitas coisas foram escritas sobre o movimento social inédito que varre o setor de comida rápida nos Estados Unidos há mais de um ano, da Pensilvânia ao estado de Nova York, de Rhode Island à Carolina do Sul, e que culminou, em 5 de dezembro de 2013, em uma greve nacional em mais de cem cidades do país. Mas aquilo a que se assistiu naquele dia na Carolina do Norte não era uma greve no sentido tradicional da palavra. Em outros estados, as greves, apoiadas pelo poderoso Sindicato dos Empregados do Setor de Serviços (Seiu, na sigla em inglês), foram suficientemente significativas para levar ao fechamento de numerosos estabelecimentos. Nada do tipo foi visto em Durham e Raleigh, onde a luta se limitou a protestos coletivos esporádicos. Ali, poucos empregados pararam de trabalhar. E nenhum sindicato lhes deu força: o único apoio organizado veio de um coletivo de defesa dos moradores, a Action NC.

Também não é de surpreender que os trabalhadores do setor encontrados naquele dia na Carolina do Norte pareçam ignorar totalmente práticas de organização operária. Como reconheceu uma grevista, pouco à vontade em seus sapatos de salto alto, o conflito os pegou de surpresa. Ninguém estava preparado para o desafio físico que um piquete de greve representa. Ninguém, igualmente, pensou seriamente em dissuadir os consumidores de atravessar as portas do estabelecimento. E, quando o calor se tornou sufocante, alguns grevistas não hesitaram em retornar a seu local de trabalho para pedir uma bebida. Além disso, a maioria não imaginava nem por um segundo que sua ação poderia atrair a cólera de seu empregador – uma ingenuidade problemática, mas lógica num estado em que os direitos sindicais são, por assim dizer, inexistentes. De fato, a Carolina do Norte tem a menor taxa de sindicalização do país.

Mão de obra adulta e diplomada

De seu lado, as queixas eram perfeitamente consistentes. De vestido preto e crucifixo no pescoço, Willietta Dukes enfileira empregos em franquias de fast-food. Ela se declara devotada ao trabalho e preocupada em satisfazer o cliente. Mas, depois de ter passado dezesseis anos banhando-se em óleo de fritura e criando os dois filhos, ela ainda não tem os meios para conseguir um lugar para morar. É o filho mais velho que a abriga em seu quarto de hóspedes. Durante esse tempo, diz ela, seus empregadores se felicitaram ruidosamente pelos ganhos que alcançaram. Um dia, o gerente da equipe lhe confiou sua técnica de redução do estresse: de noite, em casa, entregar-se a um banho quente. “Mas eu não tenho nem casa!”, suspira. Recentemente, sua direção fez chegar até ela um comunicado – entregue pelo FedEx – colocando-a em alerta contra a malignidade dos sindicatos…

Lucia Garcia levou o filho de 6 anos ao piquete grevista do Burger King. Ela trabalha num McDonald’s de periferia onde a boa sorte lhe atribui US$ 7,95 por hora – 70 centavos acima do salário mínimo. Apesar desse privilégio e do fato de seu marido também trabalhar, ela e a família só não passam fome graças às cestas de alimentação da igreja − o cúmulo para alguém que serve hambúrgueres o dia inteiro. “É triste”, deixa escapar, “porque isso faz minhas filhas passar vergonha.”

Ninguém mais ignora a política salarial em vigor no setor de fast-food, que emprega 13 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Todos conhecem o argumento utilizado para justificar essa política: os empregados são sobretudo jovens sem diploma, não têm família para sustentar e vivem esse primeiro emprego como uma chance para chegar a uma condição mais favorável. Trabalhar em um fast-food seria, em suma, uma espécie de serviço prestado à nação, uma versão do serviço militar.

Contudo, a condição dos empregados desse setor na Carolina do Norte demonstra a fraqueza desse conto infantil. Com frequência, são adultos em idade madura e ainda por cima pais e mães de família. Pelo menos um grevista entre os interrogados em Raleigh possuía um diploma universitário. Um trabalho é um trabalho e, nesses tempos de penúria, as empresas que fornecem alimentação de péssima qualidade, mas a preços acessíveis, constituem para muitos o único ganha-pão disponível, independentemente da idade ou da qualificação.

Os que retomam os elementos de linguagem do patronato da indústria de fast-food não têm a mínima ideia do esforço que este precisou despender para manter os salários num nível tão baixo. As condições salariais impostas ao pessoal foram elaboradas com um cuidado não menos meticuloso que as receitas de hambúrgueres ou as tampas dos copos. Elas decorrem de uma engenharia destinada a tornar os trabalhadores tão intercambiáveis quanto os frascos de maionese.

Em seu livro Fast-food nation,1 o jornalista Eric Schlosser descreve uma corrida maníaca para a padronização. Os alimentos chegam congelados ao restaurante antes de serem cozidos por máquinas infalíveis cuja utilização não requer nenhuma qualificação particular. “Empregos deliberadamente ‘desqualificados’ podem então ser ocupados por uma mão de obra de baixo custo”, escreve o jornalista. “A dependência em relação ao trabalhador ou à trabalhadora é grandemente atenuada pela facilidade com a qual ele ou ela podem ser substituídos.”

Nesse sentido, a designação de “restaurante” se revela inapropriada: as próprias empresas preferem a expressão “sistema alimentar”. E nem é preciso dizer que, em tal sistema, os sindicatos não são bem-vindos. Segundo Schlosser, o McDonald’s abrigava nos anos 1960 e 1970 um “comando volante” de funcionários superiores encarregados de abafar qualquer veleidade de sindicalização nos quatro cantos do país. Mais recentemente, em 2009, a Associação Nacional de Restaurantes (NRA, na sigla em inglês) realizou uma campanha estrondosa contra um projeto de lei que previa facilitar a criação de sindicatos nas empresas. Os chefes do hambúrguer mantêm assim um exército de temíveis lobistas, entre os quais figura na primeira fila Richard Berman, o fundador do Centro para a Liberdade do Consumidor, que inunda os meios de comunicação com discursos antissindicais e pregações em favor do direito inalienável de se empanturrar de comida nociva para a saúde.

De maneira geral, os americanos adoram os empresários que padronizam sua alimentação. Seu imaginário coletivo está impregnado da celebração dos grandes patriotas da formatação alimentar: o pioneiro do hambúrguer a 15 centavos, o inventor da falsa gastronomia mexicana, o gênio da pizzacozida em 30 segundos, o construtor de sanduíches de quatro andares etc. Tantos gloriosos benfeitores adulados pelos meios de comunicação, cujas memórias são disputadas nas livrarias e aos quais os candidatos à eleição presidencial não deixam jamais de prestar homenagem. Alguns deles, aliás, até concorreram à Casa Branca…

E depois há a tropa de pequenos patrões um pouco menos heroicos, chamados franqueados, que colocam sua ambição a serviço de uma marca e de um sistema concebidos por outra pessoa. Sem dúvida, jamais conhecerão a glória de um Harland Sanders, o fundador do império KFC; no entanto, também brilham por seu individualismo e seu senso de iniciativa, devotando-se sem descanso a qualquer novo conceito de pizza estilo esquimó ou de doce coberto de glacê ao gosto havaiano. Também a esses os Estados Unidos amam igualmente. Afinal, eles não seriam também “nossos vizinhos”, como sublinhou um editorialista da Fox News exasperado com o movimento de greve no setor de alimentação rápida? Como não reconhecer que eles “trabalharam duro a vida inteira e arriscaram as próprias posses” a fim de fazer prosperar o sonho americano, como lembrou alguns dias depois outro comentarista da mesma rede?

Franquias nas mãos de especuladores

Esses mitos representam uma arma poderosa. Mitt Romney lembrou-se disso durante a campanha eleitoral de 2012. Em discurso pronunciado em Chicago, o candidato republicano à Casa Branca exaltou o “espírito empreendedor” de James John Liautaud, fundador da cadeia Jimmy John’s Gourmet Sandwiches. Ele detalhou em seguida que os grandes homens com essa força moral “não esperam nada do Estado”, porque preferem “contar com eles próprios e dizer a si mesmos: ‘O que posso fazer para me tornar melhor? O que posso fazer para realizar os projetos que construo para mim mesmo e para minha família?’”.

Se os adeptos do progresso pessoal pelo sistema alimentar “não esperam nada do Estado”, este, em contrapartida, conta enormemente com eles. Prova disso são as estradas, os recolhimentos de dejetos e os empréstimos com taxa diferenciada que ele coloca graciosamente à disposição deles. Some-se a isso uma subvenção disfarçada. Na Carolina do Norte, assim como no resto do país, muitos assalariados do setor de fast-food – ou talvez a maior parte deles – recebem do poder público um vale-alimentação ou outras formas de doação em espécie. Quando os trabalhadores afirmam que não podem sobreviver com US$ 7,25 por hora, não há nada de exagero nisso: eles não estão efetivamente em condições de sobreviver com o salário mínimo, muito menos de “realizar” qualquer projeto que seja. Em suma, o governo utiliza o dinheiro do contribuinte para impedi-los de morrer de fome e para confortar os empregadores no desfrute dos lucros assim liberados.

Sabemos como funcionam os gigantes do setor: eles acumulam benefícios fabulosos, distribuem alimento de má qualidade e gratificam seus tenentes com bônus suntuosos. Além disso, eles pertencem cada vez mais a fundos de pensão ou a grupos de especuladores, aqueles mesmos que provocaram a crise sem fim graças à qual tantos trabalhadores não têm agora outra escolha senão batalhar por um emprego descartável em suas barracas de fritas.

O caso do Burger King ilustra perfeitamente esse mecanismo. O ex-número dois norte-americano do hambúrguer não passa hoje em dia de um brinquedo nas mãos dos banqueiros. Adquirida em 1997 pela Diageo, uma multinacional do álcool, a empresa foi revendida em 2002 para um consórcio financeiro que incluía o Goldman Sachs e o Bain Capital, o fundo de investimento criado por Romney. Em 2010, ela passou para o controle do fundo americano-brasileiro 3G Capital, que a precipitou numa decadência da qual ainda encontra dificuldade para se recuperar. Um longo e doloroso conflito com seus funcionários só pode lhe fazer bem.

Exemplos similares abundam. A cadeia de frango frito Bojangles de início atiçou a cobiça do Falfurrias Capital Partners, antes de ser engolida pelo fundo de investimento Advent International. O Sun Capital Partners possui as redes Friendly’s, Captain D’s, Johnny Rockets e Boston Market. O Fog Cutter Capital Group e o Consumer Capital Partners compraram respectivamente o Fatburger e o Smashburger. Quanto ao Roark Capital, proprietário do Arby’s, do Cinnabon, do Carvel e do Moe’s Southwest Grill, sua gana pelas franquias o conduziu logicamente a ter também uma companhia de coleta de dejetos, a Waste Pro.

Mesmo os franqueados que têm o simpático fast-food na esquina da rua não são mais totalmente simples “vizinhos”. Também entre eles o canto de sereia de Wall Street foi mais importante que o amor pelo cheiro de óleo queimado. O maior franqueado do Burger King é uma companhia comercial domiciliada em Syracuse, no estado de Nova York, que detém nada menos que 566 estabelecimentos. Seu presidente embolsou perto de US$ 2 milhões em 2011, incluídas as ações. Outro operador do Burger King, o Strategic Restaurants, caiu nas mãos do fundo de investimento Cerberus Capital Management, que coleciona participações em cerca de trezentas empresas do mundo inteiro. A Pizza Hut, por seu lado, cedeu sua principal franquia para a Merril Lynch, que em seguida a revendeu para o fundo Olympus Growth Fund V. Durante esse tempo, os acionistas do Valor Equity pegaram para si uma fatia do Little Caesar e da Dunkin Donuts por meio de sua filial Sizzling Platter.

Tanto no nível das marcas como no das franquias, o patronato do setor de fast-food da Carolina do Norte não disse uma palavra sobre a greve do ano passado. Por uma razão simples: admitir o descontentamento de sua mão de obra prejudicaria a imagem de um setor desejoso de aparecer como um artesão da felicidade familiar. Nada abala mais a reputação de um restaurante do que uma funcionária enraivecida postada na entrada queixando-se de não poder vacinar o filho de 6 meses por falta de condições financeiras.

Muda, a filial no entanto não deixou de enviar à frente de batalha seus cães de guarda. A greve mal acabara de eclodir quando o Instituto das Políticas de Emprego, um dos grupos de pressão dirigidos por Berman, comprou uma página inteira do Wall Street Journal. Acima da fotografia de um robô de cozinha japonês, uma mensagem publicitária proclamava que a ação dos grevistas não era “um combate contra a administração, mas um combate contra a tecnologia”. A mensagem subentendida não escapou aos trabalhadores: se eles insistissem, seria facilmente possível dispensá-los instalando autômatos em todos os fast-foods do país.

“Nós acreditamos nas pessoas”

Berman não está errado. Os jornalistas foram substituídos por blogueiros, os operários por robôs, os professores universitários por assistentes e por cursos pela internet. Por que o deus da eficácia pararia se a coisa está indo tão bem? Seria uma boa ideia se os líderes políticos se inserissem na lista…

Na Carolina do Norte, o setor de comida rápida deu nascimento a uma história lendária. A Boddie-Noell foi a primeira empresa a ter investido ali na abertura de um Hardee’s, nome de uma rede que vende hambúrgueres baratos copiados dos do McDonald’s. Ao longo dos anos, ela se tornou a maior franquia da marca nos Estados Unidos. Estranhamente, ela não foi comprada por um fundo de pensão e nunca ameaçou substituir seus funcionários por robôs. É um negócio familiar cujo lema – “Nós acreditamos nas pessoas” – parece ser levado a sério. Ela se orgulha de ter colocado em prática um serviço de aconselhamento encarregado de “fornecer apoio aos empregados que experimentam problemas pessoais ou profissionais”, os quais, pelo jeito, não desapareceram, já que vários funcionários da empresa se juntaram ao piquete de greve do Burger King.

A Boddie-Noell é também proprietária de uma plantação. Situado nos arredores de Nashville (Tennessee), o terreno de Rose Hill é enfeitado por uma casa-grande construída no final do século XVIII pelos ancestrais da família Boddie. Os altos e baixos que a plantação conheceu em sua história ilustram as vicissitudes do capitalismo norte-americano.

A família Boddie vendeu a Rose Hill no auge da depressão dos anos 1930, que não poupou o 1% mais rico. Ela pôde recomprar seu bem em 1979 graças às receitas do Hardee’s. Foi, portanto, a intercessão miraculosa do setor de comida rápida que permitiu aos herdeiros recuperar seu paraíso perdido. Hoje, a casa-grande se transformou em centro de conferências. Ela acolhe também festas de casamento para adeptos do folclore sulista.

Uma alameda de pés de mirtilo em flor conduz o visitante até um portal de ferro trabalhado que contém os brasões da dinastia Boddie. Mais longe, uma feérica mansão senhorial de paredes brancas imaculadas e um pórtico impecavelmente azul sustentado por quatro colunas majestosas. Tocamos a campainha, mas não há nenhum movimento. Rose Hill parece totalmente deserta. Ver essa morada suntuosa assim desabitada nesses dias de greve faz surgir outra visão, a de um mundo no qual os trabalhadores estarão mortos. Eles continuarão sem dúvida a mostrar um rosto sorridente nos fôlderes de suas companhias, mas a tecnologia e o mercado os terão tornado definitivamente intercambiáveis, cada um carregando uma bandeja prateada cheia de aperitivos fritos. 

Colocar a culpa nos pobres 

Quanto Washington gasta para assegurar a sobrevivência dos trabalhadores e garantir ao mesmo tempo a competitividade do hambúrguer? Segundo o Projeto de Lei Nacional sobre o Emprego (Nelp, na sigla em inglês), ONG que defende os direitos dos assalariados modestos, os programas de assistência aos empregados do setor de fast-food alcançariam a cifra de US$ 7 bilhões por ano. Tal subvenção para o patronato pode chocar em um país que viu tantos trabalhadores afundarem no pântano da pobreza ao longo dos cinco últimos anos. A inquietação dos norte-americanos a esse respeito demora, contudo, a encontrar uma tradução política. A maioria democrata no Senado e os que rodeiam o presidente Barack Obama com certeza anunciaram que apoiavam a ideia de um aumento do salário mínimo para US$ 10 a hora, mas sua pusilanimidade e a obstrução dos republicanos ainda bloqueiam qualquer avanço.

A direita apavora-se com a ideia de que a crise atual provoque turbulências políticas semelhantes àquelas que marcaram a Grande Depressão dos anos 1930. Por esse motivo, ela se empenha obstinadamente em incriminar os pobres e em fazê-los suportar o custo da recessão. Aos olhos dos conservadores, a existência de trabalhadores tão mal pagos que não conseguem assegurar sua sobrevivência sem as ajudas do governo não significa de forma alguma que eles deveriam receber um salário melhor ou exercer seus direitos sindicais, mas, ao contrário, que é preciso suprimir… as ajudas do governo.

Em outubro, os republicanos fizeram passar na Câmara dos Representantes – onde são majoritários – um texto que limita drasticamente os programas de ajuda-alimentação. Talvez eles imaginem que, fatiando os últimos dispositivos de assistência, incitarão os trabalhadores a contar mais “com eles mesmos”. (T.F.)

 Thomas Frank é jornalista, autor de Pourquoi les pauvres votent à droite. Comment les conservateurs ont gagné le coeur des Etats-Unis (et celui des autres pays riches) [Por que os pobres votam na direita. Como os conservadores ganharam o coração dos Estados Unidos (e o dos outros países ricos), Agone, Marselha, 2008. Acaba de publicar Pity the billionaire: the hard-times swindle and the unlikely comeback of the right [Pobre bilionário: o embuste dos tempos difíceis e o improvável retorno da direita], Metropolitan Books, Nova York, 2012.

Ilustração: Alves

 1 Eric Schlosser, Fast-food nation: the dark side of the all-American meal (O país do fast-food: o lado obscuro de uma refeição tipicamente norte-americana), Houghton Mifflin, Boston, 2001.

FONTE: http://diplomatique.org.br/artigo.php?id=1583

Funcionários do Comperj fazem nova manifestação

COMPERJ

RIO – Pelo terceiro dia consecutivo, funcionários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) protestam, na manhã desta sexta-feira, em Itaboraí. Eles revindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A PM acompanhava a manifestação. Na madrugada desta quinta-feira, dois operários que participavam da manifestação foram baleados. De acordo com informações da 71ª DP (Itaboraí), os homens foram feridos por disparos feitos por dois homens em uma moto.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/funcionarios-do-comperj-fazem-nova-manifestacao-11532416

Campos 24 horas traz mais informações sobre nova paralisação no Porto do Açu

Funcionários do Porto do Açu realizam nova paralisação

Estrada de acesso ao porto foi bloqueada nesta manhã. Nas últimas manifestações, funcionários reivindicaram direitos como insalubridade e periculosidadeaçu manifestação 2701açu manifestação 2701 3

Funcionários de empresas terceirizadas promovem uma manifestação na manhã desta segunda-feira (27), na estrada que dá acesso ao Porto do Açu, no 5º distrito de São João da Barra. É grande o número de ônibus na estrada, entre a localidade de Cajueiro até Caetá, na entrada no porto. A estrada foi bloqueada desde às 6h. Com isso, centenas de operários não tiveram como chegar ao porto.

A equipe do Campos 24 Horas foi procurada por trabalhadores de uma das empresas prestadoras de serviços. Eles informam que as principais reivindicações são insalubridade e periculosidade para profissionais que têm função de risco.

As reivindicações teriam sido feitas desde meados de 2013. Contudo, o presidente dos Trabalhadores na Industria da Construção Civil, José Eulálio, diz desconhecer o encaminhamento das reivindicações.

FONTE: http://campos24horas.com.br/portal/funcionarios-do-acu-se-reunem-com-representantes-da-acciona-para-tentar-acordo/

Site jornalístico Ururau confirma nova paralisação no Porto do Açu

Cerca de 1000 funcionários fecham a estrada e acesso ao Porto do Açu

 PORTO 1Cerca de 1000 funcionários de duas empresas terceirizadas promovem desde às 5h30 desta segunda-feira (27/01), uma manifestação na estrada que dá acesso ao Superporto do Açu. Dezenas de ônibus ficaram impossibilitados de chegar ao empreendimento e com isso, além dos manifestantes, centenas de trabalhadores também não tiveram como chegar ou até mesmo deixar o local. Nas primeiras horas alguns ônibus chegaram a entrar.

Os funcionários são das empresas Milplan e Engecique que prestam serviço na construção do Porto.

Segundo os manifestantes, com a ação na manhã desta segunda-feira os trabalhos no Porto ficam comprometidos em torno de 70%. No contato com o Ministério Público do Trabalho (MPT), foram informados que a manifestação seria ilegal por não ter tido apoio do Sindicato.

No local chegaram a informar a equipe de reportagem do Site Ururau que dois representantes do Sindicato estiveram com eles e ouviram as queixas, mas não repassaram aos empresários. Eles ainda procuraram José Eulálio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Construção Civil de Campos que teria afirmado desconhecer o encontro de dois representantes com o grupo.

Os trabalhadores reivindicam a correção das horas intinere, insalubridade para os pintores e soldadores, além de periculosidade para montadores de andaimes e eletricistas. Há ainda reclamação por conta das condições das refeições a água utilizada, que seria salgada.

PORT O2FONTE: http://ururau.com.br/cidades41013_Cerca-de-1000-funcion%C3%A1rios-fecham-a-estrada-e-acesso-ao-Porto-do-A%C3%A7u

Ururau: trabalhadores “trancam” estrada e paralisam obras no Porto do Açu

Trabalhadores do Porto do Açu fazem manifestação e interditam estrada

Funcionários de seis empresas prestadora de serviço reivindicam direitos trabalhistas

 Thiago Macedo, Funcionários de seis empresas prestadora de serviço reivindicam direitos trabalhistas 

Trabalhadores de seis empresas que prestam serviços ao Superporto do Açu, em São João da Barra, interditaram na manhã desta quarta-feira (15/01), a Estrada da Servidão, que dá acesso ao empreendimento. Segundo a Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 6h.

Os funcionários reivindicam direitos trabalhistas, como recebimento de hora itinerantes, além de melhores condições de salários e de trabalho e também a participação de lucros e resultados das empresas.

“As obras do Porto do Açu foram paralisadas em virtude da manifestação dos trabalhadores estarem reivindicando melhores condições de salários e trabalhos, pois eles não estão recebendo condições dignas de trabalho e salário”, declarou João Cunha.

Depois de horas de negociações e clima acirrado entre os manifestantes com discussões acaloradas houve um avanço positivo para um possível entendimento para a clase dos metalurgicos.

Segundo João Cunha, ceca de 1500 trabalhadores tiveram que paralisar as obras do porto. Segundo a Polícia Militar, por conta da paralisação a estrada estava com 2km congestionamento.

Uma equipe de reportagem do Site Ururau que esteve no local acompanhando todos os passos das negociações, conversou com o Delegado da Federação dos Metalúrgicos, João Cunha que declarou ter havido o entendimento com as empresas e que na quarta-feira (22/01), está marcado a assinatura de acordo.

“Na quarta-feira terá a assinatura de acordo coletivo entre a Federação dos Metalúrgicos e as empresas”, afirmou Cunha.

Já os trabalhadores da construção civil que também aderiram a paralisação, ainda aguardam acordo. O presidente do Sindicato, José Eulálio, informou que a manifestação não diz respeito a trabalhadores ligados ao Sindicato da Construção Civil e sim ao Sindicato dos Metalúrgicos, por isso não pode interferir no movimento.

Um associado do sindicato da Construção Civil e representante dos trabalhadores do Porto do Açu informou que irá formalizar as reinvidicações para levá-las a uma comissão. “Vamos preparar uma pauta de todas as empresas que estão reinvindicando. A intenção é fazer uma comissão para dar estabilidade aos trabalhadores”, comentou.

A assessoria de imprensa da Prumo informou que apenas as obras do estaleiro foram prejudicadas, já que a paralisação é dos funcionários da construção naval e que as obras do Porto do Açu não foram prejudicadas.

Portal OZK noticia nova greve dos trabalhadores do Porto do Açu

Funcionários fazem greve e fecham acesso ao Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra

Por LEONARDO FERREIRA 

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As primeiras informações que chegam a redação do Portalozk.com dão conta de uma greve de funcionários do Complexo Portuário do Açu, no 5º Distrito de São João da Barra.

A greve começou por volta das 6h desta quarta-feira (15) e segundo grevistas, em contato com o Portalozk.com , não tem previsão para acabar. O motivo principal da greve é a falta de pagamento de horas extras por parte da empresa Integra. Os grevistas informam que estão sem receber os valores há cerca de seis meses e também exigem Participação nos Lucros (P.L.). Há também a reclamação de que novos funcionários estão ganhando mais do que os antigos, então eles pedem um reajuste.

A Polícia Militar está no local e tenta desobstruir a pista, liberando o acesso ao Porto. Funcionários de outras empresas se juntam aos grevistas. Há funcionários de determinadas empresas que estão fazendo contato informando que entraram por outro acesso do Porto e estão trabalhando normalmente.

Outras informações a qualquer momento…

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