Tv Cultura exibe o documentário inédito Pará – Terra em conflito

Produzido em parceria com a Amazon Rainforest Journalism Fund e o Pulitzer Center,  vai ao ar neste domingo (25/9)

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Neste domingo (25/9), a TV Cultura exibe o documentário inédito Pará – Terra em Conflito, às 16h30. A atração produzida pelo jornalismo da emissora tem parceria com a Amazon Rainforest Journalism Fund e o Pulitzer Center, e documenta a violência que se espalha em uma região dominada pela grilagem e desmatamento.

A reportagem foi realizada nas cidades de Anapu e Altamira, no Pará, e clareia o impacto dos diferentes conflitos que compõem a história da região. Considerado o maior município do Brasil, a cidade de Altamira cresceu rodeada por árvores e florestas. Agora, corre perigo com atividades intensas de desmatamento que transformam sua mata em pasto.

O documentário se debruça nos múltiplos acontecimentos que continuam a marcar essas terras. Os cidadãos, tanto de Anapu, quanto de Altamira vivem em meio ao crescimento da violência, incêndios e demolições. Em uma terra que parece ser de ninguém, vale tudo para intimidar os povos que tentam proteger as florestas.

O que teve início com a construção da Transamazônica – patrocinada pela ditadura militar na década de 70 -, hoje, toma forma na devastação que alimenta uma indústria de exploração ilegal de madeira florestal. Neste contexto, e sem o apoio estatal adequado, os indígenas tentam resistir até o fim.

Pará – Terra em Conflito conta com a produção e reportagem da jornalista Laís Duarte, imagens de Adriano Tavares e Erinaldo Clemente, produção de Ricardo Ferreira, pós-produção de Leandro Silva, edição de texto por Jorge Valente e direção de Simão Scholz.

 

Cimi emite nota sobre ataques a povos indígenas no sul do Amazonas

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifesta preocupação com os graves acontecimentos envolvendo os povos indígenas da região de Humaitá, no estado do Amazonas.

No dia 2 de dezembro, o cacique Ivan Tenharim foi encontrado às margens da BR-230, Rodovia Transamasônica, com inúmeros hematomas e ferimentos na cabeça, motivo pelo qual veio a óbito. As circunstâncias e as suspeitas sobre a verdadeira causa sua morte geraram grande tristeza para todo o povo.

Ivan era um incansável opositor à pilhagem praticada por madeireiros na terra indígena. Junto com órgãos públicos, contribuiu para o fechamento de serrarias ilegais na região.

 No dia 16 de dezembro, três não indígenas desapareceram enquanto transitavam pela Transamazônica. Sem informações oficiais, veículos de comunicação locais passaram a incitar o ódio e a prática de violência acusando os indígenas pelo desaparecimento dos cidadãos.

Nos dias 24 e 27 de dezembro, grupos de não indígenas incendiaram prédios e veículos públicos e invadiram a terra indígena. A situação é extremamente grave.

É fundamental que as autoridades competentes tomem todas as providências emergenciais possíveis para garantir a segurança dos povos indígenas e demais cidadãos da região de Humaitá.

 A fim de que a situação não se estenda ainda mais, o Cimi entende ser necessário também que se realize uma efetiva investigação para que se esclareçam as reais circunstâncias da morte do cacique Ivan Tenharin; que se identifique os responsáveis pela incitação ao ódio contra os indígenas e pelo ataque e destruição de bens públicos e invasão da terra indígena e que seja esclarecida a questão do desaparecimento dos três não indígenas.

FONTE: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=9211&Itemid=124