Pesquisadores da UENF convidam para pesquisa sobre animais de companhia em tempos de pandemia

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Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que é liderado pelos professores Enrique Medina-Acosta e Isabel Candia Nunes da Cunha,  está realizando uma pesquisa científica sobre a saúde dos animais de companhia (PETs) durante e após a pandemia da COVID-19.

Para participar, basta preencher um formulário online que visa explorar a elegibilidade dos interessados para ser parte da pesquisa científica em questão.

Os pesquisadores informam que responder o questionário toma um total aproximado de 3 minutos.

O link do  formulário online  é https://bit.ly/2Z4OaLe

Para maiores informações acesse o site do  projeto no sentido endereço eletrônico: https://sites.google.com/a/uenf.br/petcovid19/

Entrevista sobre os impactos dos agrotóxicos ao projeto “Tom da Ciência”

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A convite do professor Marcelo Gantos, coordenador do projeto de extensão “Tom da Ciência” dei uma entrevista que acaba de ser veiculada nas redes sociais sobre os impactos sociais e ambientais do uso de agrotóxicos, com uma número significativo de substâncias que são classificadas como altamente tóxicas,  na agricultura familiar (ver vídeo abaixo).

Dentre os aspectos que pontuei como importantes na questão do uso de agrotóxicos por assentados da reforma agrária que venho estudando há quase duas décadas é de que os agricultores familiares são uma espécie de “canário na mina de carvão” no tocante ao uso de venenos agrícolas altamente tóxicos, e que estão sendo liberados em velocidade espantosa pelo governo Bolsonaro.

Além disso, pontuei na entrevista para aquilo que chamei de “ciclo de envenenamento” que envolve o agricultor familiar desde o momento em que manuseia a substância para aplicar em sua roça, passando pela contaminação de águas e solos, e termina no momento em que os alimentos gerados são consumidos dentro da unidade familiar.

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Noto ainda que no momento em que a entrevista foi concedida, o governo Bolsonaro havia aprovado 48 agrotóxicos em 2020, sendo que agora o total de aprovações já alcançou 163. Mas a proporção de 30% de agrotóxicos banidos pela União Europeia continua mantida.

O projeto “Tom da Ciência” é uma ferramenta de divulgação das áreas de pesquisa das três pós-graduações do Centro de Ciência do Homem (Cognição e Linguagem, Políticas Sociais, e Sociologia Política) mantidos pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). O o material que é produzido pelo “Tom da Ciência“, a partir  de entrevistas com docentes desses programas, serviu para criar um espaço comunicativo alternativo de mídia (Youtube, Facebook e Instagram) que será atualizado  constantemente para a divulgação do conhecimento científico, tecnológico e cultural.

Prevenção em tempos de COVID-19

Por Eliane S. Pedlowski*

Tenho acompanhado as notícias e orientações sobre como se prevenir contra as consequências da contaminação pelo coronavírus, mas pouco se fala em outros cuidados que não os de higiene pessoal/ambiental… Precisamos que se fale mais em melhorar a nossa saúde em geral, para melhor reagirmos às agressões ambientais…

Pensando inicialmente no conceito de saúde, palavra que vem do latim salus, literalmente um bom estado físico, mais recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) propôs um conceito onde saúde é considerada como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades. É fato estabelecido pela comunidade científica que precisamos fugir da ideia de ‘fórmulas milagrosas’, sendo a saúde a soma de um conjunto de ações na vida.

Tentar seguir um estilo de vida saudável é uma das estratégias para manter o sistema natural de defesa do corpo – a chamada ‘imunidade’ – sempre forte e eficiente: recomenda-se não fumar, praticar exercícios físicos leves ou moderados de forma regular, dormir o suficiente (o quanto, depende de cada um, mas em geral de 7 a 8 horas diárias), e ter boa alimentação – sim, há necessidade que se entenda que nossa saúde está também naquilo que comemos e bebemos, e aqui há algo que também a ciência já estabeleceu: quanto menor a quantidade de substâncias químicas nós ingerirmos, melhor para a saúde de nosso sistema imune.

Quem, hoje, não ouviu falar em alimentos prebióticos e probióticos? A ‘biota’ contida nestas palavras diz respeito à microbiota intestinal, ou seja, as bactérias existentes em nosso intestino, e os cientistas há várias décadas já demonstraram que a mucosa do intestino aloja também a maior coleção de células imunes do corpo e que estas estão em atividade contínua para nos defender – tanto a microbiota quanto a formação de células imunes dependem dos ‘ingredientes’ fornecidos por nossa alimentação diária; a chamada disbiose, que são alterações na diversidade dessa microbiota, pode ser desencadeada por fatores externos e está relacionada ao desenvolvimento de doenças tão diversas como alergias, doenças autoimunes e inflamatórias crônicas, dentre outras.

Por isso tudo e muito mais, nossa proteção começa com a boa alimentação diária, que deve incluir preferencialmente alimentos in natura, pouco cozidos e minimamente processados, hoje distantes de muitos lares; a vida moderna, por diversos motivos, nos levou a privilegiar os alimentos prontos, os “fast foods“, a comida que não é comida, só parece que é comida – já viu a margarina com gosto de manteiga? Quanto custa uma fruta comparada a um pacote de salgadinho?

O Ministério da Saúde brasileiro, há tempos, se preocupa com a questão alimentação X saúde, e por isso publicou o Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja última edição em 2014 não teve como foco único e principal a ingestão de nutrientes e porções ou o grupo alimentar, mas se preocupou principalmente em salientar como a qualidade do alimento influencia na melhoria do bem estar. Este Guia traz os dez passos para a alimentação saudável (ver figura abaixo).

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Assim, é o conjunto de atitudes que fará com que tenhamos uma saúde melhor e consigamos resistir melhor às doenças, e em alimentação, a regra de ouro é fugir dos alimentos industrializados e/ou agrotóxicos e/ou alimentos geneticamente modificados o máximo possível!

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*Eliane S. Pedlowski é Nutricionista (UFRJ) e Mestre em Políticas Sociais (UENF), e atua na Secretária Municipal de Saúde de Telêmaco Borba (PR).

Caio Vianna e seu elogio fora de lugar na Uenf

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Conheço Caio Vianna, o jovem político e potencial aspirante à cadeira de prefeito de Campos dos Goytacazes, faz bastante tempo. Durante a greve desgastante que tivemos que travar para garantir o recebimento de nossos salários em 2017, ele visitou a sede da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) e lá gravou uma mensagem de apoio político que foi importante no contexto de extrema degradação que atravessávamos naquele momento doloroso.

Por conhecê-lo e saber que ele conhece minimamente a realidade em que a Uenf está imersa é que não entendi porque tendo a oportunidade de dar crédito a quem segurou e continua segurando o piano, que são os professores e servidores técnico-administrativos,que em 2017 ficaram 4 meses sem receber salários, Caio Vianna resolveu deitar elogios ao ex-reitor Luis Passoni e ao seu ex-chefe de gabinete e agora reitor Raul Palacio ( ver imagem abaixo).

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A verdade é que a Uenf continua de portas abertas, produzindo ciência e gerando novos quadros profissionais para o Norte Fluminense, apesar da reitoria que a dirigiu de forma omissa e submissa nos momentos mais difíceis que tivemos na história dessa jovem instituição. No caso da Uenf, a prática tem demonstrado que o coletivo é mais forte do que seus frágeis dirigentes.

De todo modo, a mim parece preocupante que alguém que quer se apresentar como alternativa ao modelo falido de administração pública da gestão de Rafael Diniz possa pensar que instituições são construídas e consolidadas por causa do trabalho deste ou daquele indivíduo.   Melhor fará Caio Vianna se assimilar algo que Darcy Ribeiro, fundador da Uenf dizia: universidades são construídas coletivamente por todos os que nelas estão inseridos, independente da função que ocupem. Se aprender essa lição deixada por Darcy,  Caio Vianna poderá evitar, caso venha a se tornar um dia prefeito de Campos dos Goytacazes,  um erro crasso que Rafael Diniz cometeu: negligenciar a importância dos que carregam o piano.

Diretoria da Aduenf repudia fake news implicando docentes da Uenf em grande apreensão de drogas

nota de repúdio

NOTA ADUENF DE REPÚDIO A FALSAS NOTÍCIAS VEICULADAS EM MÍDIA LOCAL

A ADUENF vem a público esclarecer que as últimas notícias veiculadas por mídias locais são inverídicas. A recente manchete “Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e outros 9 homens presos com 11 kg de droga em condomínio” é sensacionalista. A notícia faz referência a um indivíduo que teria se identificado como professor da UENF ao ser preso. Na verdade, trata-se de um ex-aluno da UENF. Os estragos são enormes e incalculáveis mesmo com a retificação da matéria. Sem qualquer comunicação com a Universidade para averiguar a veracidade dos fatos, a publicação compromete a imagem de uma instituição de ensino superior consolidada no Rio de Janeiro e decisiva no desenvolvimento da região norte fluminense. Nossa comunidade soma mais de 5000 alunos na graduação, 1555 alunos em pós graduação. Somos 300 docentes e aproximadamente 600 técnicos atuando em Campos dos Goytacazes, Macaé, Itaocara, São Fidelis, Itaperuna, Miracema, São Francisco, Bom Jesus de Itabapoana.

O ano de 2019 foi particularmente grave para as Universidades Públicas e para educação no Brasil. Mesmo assim, a Universidade Estadual do Norte Fluminense manteve sua excelência a observar indicadores recentes como Índice Geral de Cursos. Construir uma Universidade e manter ensino, pesquisa e extensão são desafios cotidianos a considerar as recentes crises vividas no Rio de Janeiro. As Universidades vêm enfrentando campanhas difamatórias diariamente. Sem nenhuma comprovação, somos atacados com falsas notícias cujo objetivo claro é cooperar para destruição do ensino público e de qualidade oferecido à população.

Repudiamos enquanto docentes e pesquisadores que manchetes como esta, comprometam publicamente a imagem de uma Universidade e sua comunidade, seus alunos, professores, técnicos e todos aqueles ligados a nossa instituição.

Diretoria da ADUENF

Gestão AVANÇAR NA LUTA

Campos dos Goytacazes, 14 de Dezembro de 2019

A Uenf pós eleições e seus analistas inacurados

Estou fora do Brasil desde a última quarta-feira (09/10) em função de um compromisso acadêmico na cidade de Shenzhen, segunda maior cidade  chinesa. Em função dos controles estritos existentes na China sobre a internet, acabei não tendo como atualizar o blog durante essa última semana.

20191013_083330.jpgCom o professor Carlos Eduardo de Rezende na abertura do “International Symposium on Green Development and Integrated Risk Governance” que ocorreu entre os dias 13 e 14 de outubro em Shenzhen, China.

Entretanto, pude ler alguns materiais produzidos sobre a situação política dentro da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) após as eleições realizadas para a sua reitoria e direções de centro. Não sei se por desconhecimento ou má fé (ou uma mistura das duas coisas), há quem esteja propalando uma suposta cristalização de posições em grupos formados pelos ganhadores e perdedores de uma das eleições menos concorridas e mais mornas que tivemos desde 1999, quando começaram os processos de escolha direta para os principais cargos dirigentes da instituição.

A verdade é que não existe cristalização alguma entre os ditos vencedores e os supostos perdedores das eleições recentemente encerradas.  Pessoalmente acho que as últimas eleições foram bastante úteis para clarificar os horizontes que existem dentro da Uenf em torno do destino da instituição.  E só por isso, acredito que há quem tenha “perdido”, mas que provavelmente agora se sente aliviado por não ter vencido.

Mas confesso que, dado especialmente o resultado de quem ocupa a reitoria entre 2020 e 2023, particularmente esperarei com curiosidade o que será feito para aumentar a produção científica dentro da Uenf, já que este é o elemento basilar para financiar programas de pós-graduação, a coluna vertebral sobre o qual se sustenta a produção e difusão de conhecimento nas áreas de graduação e extensão. Falo isso porque a opção política feita desprezou o critério da capacidade científica para quem deve ocupar o cargo máximo da instituição. Assim, cobranças de mais atuação daqueles que “carregam o piano da produção científica” soarão., no mínimo, estranhas. 

Mas qualquer coisa que se escreva sobre o rumo que a Uenf adotará a partir de 2020 será precoce, pois ainda temos pelo menos 2 meses e meio para chegarmos ao final de 2019.  Assim, o melhor mesmo será esperar o fim de uma gestão que se mostrou melancólica para ver como se dará a sua continuação.

Finalmente, há quem queira definir quem são as “boas cabeças” da Uenf como se tivessem uma espécie de varinha de condão nas mãos para escolher quem representa intelectualmente a instituição. Esse tipo de pretensão beira o risível, pois quem frequenta a Uenf diariamente sabe que alguns dos escolhidos como intelectualmente dignos não são vistos dessa forma por quem vive e constrói a instituição todos os dias. Esse tipo de aposta em cavalo paraguaio é uma clara demonstração de que há gente se ocupando do quintal alheio, enquanto sua própria casa arde em chamas. Melhor chamar os bombeiros!

 

Um estande abandonado e a pergunta que não quer calar: mais ou menos Uenf?

A imagem abaixo mostra o estado de abandono em que se encontra o estande da Universidade Estadual do Norte Fluminense na Feira de Oportunidades que está ocorrendo no campus do Instituto Federal Fluminense ontem e hoje (26 e 27 de setembro).

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Este abandono de uma atividade de divulgação das atividades e serviços prestados por instituições públicas e privadas de ensino em Campos dos Goytavazes é mostra de que nem sempre vencer eleições é bom para a animação dos vencedores .

Afinal,  a partir do que deixou de ser feito nessa feira, fica a dúvida do que teremos pela frente nos próximos quatro anos na reitoria da Uenf. Será mais ou menos Uenf? A ver!