Residentes do Hospital Veterinário da Uenf fazem campanha para cães de rua

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Em mais uma demonstração que nem mesmo a crise imposta pelo (des) governo Pezão consegue parar a comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) de continuar exercendo um papel relevante em suas várias áreas de atuação.

Um exemplo disso é a campanha iniciada por servidores e médicos veterinários residentes do Setor de Reprodução e Obstetrícia do Hospital Veterinário da Uenf tiveram a ideia de fabricar camas para cães de rua que além do abandono ainda sofrem com as temperaturas mais baixas do ano (ver imagens abaixo)

Mas para continuar com essa campanha, os residentes estão precisando dos materiais que são utilizados para construir as camas. Entre os itens mais necessários estão pneus, tinta spray, travesseiros e almofadas.

Para fazer as doações para apoiar essa ação meritória dos residentes, basta deixar o material na  recepção do Hospital Veterinário da Uenf. Além disso,  contatos telefônicos podem ser feitos no número 22-2739-7313 que pertence ao Núcleo de Apoio à Reprodução de Carnívoros (Nuarc) do Hospital Veterinário.

Servidores, pensionistas e aposentados discriminados pelo (des) governo Pezão lançam carta pública de denúncia à população fluminense

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO FLUMINENSE

Os Servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro declaram à população:

O governador Luiz Fernando Pezão (ex-aluno de escolas públicas de Piraí), junto com seus secretários, escolheram contar ao povo que não há como quitar os salários. Escolheu mentir à população! E mais do que isto: ao invés de procurar por saídas, escolheu pagar alguns… dividiu uma luta que é de toda sociedade, escolheu deixar Universidades como a UERJ, a UENF, a UEZO, agonizando! Agonizando segue a saúde, sucateada com equipamentos sem manutenção e hospitais fechando ou reduzindo o número de leitos!

O Estado escolheu deixar hospitais como o Pedro Ernesto morrerem aos poucos… Mas o governador, não vai fazer seu tratamento em hospitais públicos, não é mesmo? Vai para um Spa em Penedo, que também é um “centro de saúde”, que custa a bagatela de 11 mil reais por semana. Também é escolha deste Executivo, deixar sem as condições de funcionamento CECIERJ, FAETEC e matar também a CULTURA, não investindo em Ciência e Tecnologia.

E por último, nos causa revolta ver que este governo escolhe deixar milhares de SERVIDORES sem ter como arcar com suas despesas depois de terem honrado cada dia de suas vidas como funcionários públicos. NÓS SERVIDORES, ESTAMOS COM NOSSOS SALÁRIOS ATRASADOS E SEM DÉCIMO TERCEIRO DE 2016!

ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ESTÃO À MINGUA, LUTANDO POR DIGNIDADE!

E para o Judiciário? Ah… para o Judiciário, isto é um “MERO ABORRECIMENTO”. Mas seus salários, estão em dia!

Junte-se a nós e escolha lutar por um funcionalismo forte, que tenha dignidade para viver, trabalhar e atender a população com o respeito que ela merece! Diga não à privatização da Saúde e da Educação Pública!!!

“OS SEM SALÁRIOS DO ESTADO”
UERJ – UENF – UEZO – CECIERJ – FAETEC – FAPERJ – CULTURA – SAÚDE – APOSENTADOS E PENSIONISTAS.

Servidores da Uenf e da Faetec de novo nas ruas de Campos para denunciar (des) governo Pezão

Participei na manhã desta 5a. feira (13/07) de mais uma manifestação organizada pelos sindicatos que representam os servidores e professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e das escolas ligadas à Faetec na região da Pelinca em Campos dos Goytacazes para denunciar o projeto de destruição do (des) governo Pezão (ver imagens abaixo).

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Dois aspectos que merecem ser notados sobre esta manifestação foram a disposição dos servidores de enfrentar a chuva para continuar informando a população sobre os problemas que afetam não apenas o pagamento de salários, mas também a própria existência da Uenf e das escolas da Faetec com a crônica falta de repasse de verbas para custear o funcionamento dessas importantes instituições de ensino.

O segundo aspecto, e altamente lamentável, foram os depoimentos dados por aposentados do serviço estadual que se dirigiam aos participantes da manifestação para contar da sua indignação com o tratamento que lhes está sendo dispensado pelo (des) governo Pezão após décadas de serviços prestados ao Rio de Janeiro. Entre as principais dificuldades narradas está a falta de dinheiro para a compra de remédios!

Um detalhe a ser comentado foi a denúncia feita contra os deputados estaduais Geraldo Pudim (PMDB),  Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC) que consistentemente têm votado contra os servidores estaduais e se omitido completamente na defesa da Uenf e das escolas da Faetec.  

Uma coisa que ficou bem explícita nessa atividade é que há um forte apoio para os servidores por parte da população, o que ficou claro pela saudação com buzinas e o pedido de materiais informativos por parte do pedestres. 

Esse apoio serviu para motivar ainda mais os servidores que estavam presentes na manifestação a continuar realizando ações nas ruas de Campos dos Goytacazes, de forma a aumentar ainda mais o apoio da população à luta que está sendo realizada pelo pagamento de salários e financiamento da Uenf e da Faetec.

Site “Viomundo” publica entrevista sobre crise das universidades do Rio de Janeiro

A convite do jornalista Luiz Carlos Azenha, do site Viomundo, respondi a uma série de questões relacionadas à crise que assola o Rio de Janeiro e seus efeitos específicos sobre as universidades estaduais (Uenf, Uerj e Uezo) que se encontram à beira da inviabilização por causa da falta de verbas de custeio e pagamento de salários de seus servidores.

Abaixo reproduzo a introdução feita por Luiz Carlos Azenha, e deixa ainda o link para que o conteúdo da entrevista seja acessado no Viomundo.

Governo do Rio não cobra dívida da Nextel, Carrefour e Light, mas deixa universidades à míngua; corte de luz e água pode detonar equipamentos caros

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Por Luiz Carlos Azenha

As universidades públicas do Rio de Janeiro enfrentam, conjuntamente, talvez a maior de todas as crises. Salários atrasados, estrutura física dilapidada, alunos que desistem ou entram em depressão com a penúria.

E, no entanto, elas foram concebidas para diminuir as terríveis desigualdades sociais das regiões em que se encontram, notadamente a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Centro Universitário da Zona Oeste.

São pioneiras das cotas raciais e sociais, quesito no qual deram aula à elitista Universidade “Bandeirante” de São Paulo (USP) — eu me sinto à vontade para falar, já que me formei nela.

Obviamente, a crise das três instituições não existe no vácuo. O Rio de Janeiro enfrenta uma gravíssima crise financeira, resultado de uma combinação de gastos desnecessários, renúncia fiscal, incúria administrativa e pura e simples corrupção.

Para entender melhor, fizemos uma série de perguntas a Marcos A. Pedlowski, professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA) do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e segundo vice-presidente da Associação de Docentes da UENF (Aduenf).

Ele é bacharel e mestre em Geografia pela UFRJ e PhD em “Environmental Design and Planning” pela Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech).

Marcos tocou numa questão importante: desde a gestão de Moreira Franco como governador do Rio (1987-1991), com poucos hiatos, o Rio tem sido uma espécie de laboratório da política econômica neoliberal (privatização com ‘ajuste’).

O Gato Angorá da lista da Odebrecht, parceiro da Globo, fez um estrago que foi aprofundado desde então pelos governos do PMDB (do trio Cabral, Cunha e Picciani).

Quem desejar ler a íntegra desta entrevista, basta clicar [Aqui!]

Professor denuncia a dramática situação da universidade que leva o nome de Darcy Ribeiro

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Por Alessandro Coutinho Ramos*

Sou professor associado na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro em Campos dos Goytacazes. A UENF foi idealizada pelo Senador Darcy Ribeiro num projeto inovador da chamada “Universidade do Terceiro Milênio” .

Nesta universidade, eu e muitos colegas, tivemos  oportunidades que definiram o nosso futuro. No meu caso, tive a  oportunidade de estudar e viver no exterior, realizando meu doutorado sanduíche e depois o Pós-doutorado, para posteriormente voltar ao Brasil como um profissional diferenciado.

Estamos vivendo o pior momento das nossas vidas com três meses de salários integrais atrasados e o décimo terceiro de 2016. A Universidade está sem os repasses aprovados em orçamento desde 2015 e com isso sem seguranças e com serviços de água e luz sob liminares.

Na UENF ainda temos alunos com bolsas em atraso e ainda convivemos com a falta de repasses do governo desde 2015. Peço-lhes que  nos ajude a divulgar este momento da nossa UENF porque a situação está precária. Amigos docentes estão doentes e com problemas psicológicos. Os técnicos administrativos numa situação pior ainda.

Infelizmente, a mídia do Rio e do Brasil tem dado ênfase apenas na UERJ e se esquecendo que são três universidades estaduais no RJ.

Somos todos em regime de Dedicação Exclusiva e sem quatro vencimentos integrais na conta.

Em agosto podemos completar 5 meses sem salário integral na conta, e o governo vem pagando pequenas parcelas humilhantes que nem chega para pagar o plano de saúde da família sem contar com as despesas com aluguel, luz, água e condomínio.

Tudo ainda se agrava  com os projetos de pesquisa que a FAPERJ, sem recursos, não faz os depósitos. A sensação de incerteza do plano do governo do RJ, especificamente do governador Pezão, com a “educação superior, ciência e tecnologia” é muito cruel. A UERJ e a UEZO estão na mesma situação da UENF. 

Peço gentilmente que nos ajudem na divulgação desta situação da UENF. 

Já enviei a diferentes veículos de comunicação porém sem respostas. O Rio de Janeiro esqueceu da UENF e o Brasil também!

A nossa associação docente (ADUENF) vem lutando e remando contra a maré para divulgar e lutar pelos nossos direitos e por isso lançou diversas campanhas no facebook, incluindo internacionais. A adesão virtual é sensacional mas sem efetividade prática.

O meu cuidado em pedir ajuda pela UENF é porque estamos no interior, e somos esquecidos em diversas formas, seja na mídia, seja politicamente.

Reforço que a UENF é a terceira melhor universidade  estadual do país, segunda do RJ e décima terceira do Brasil segundo o Ranking do INEP/MEC com base no IGC de 2015, recentemente divulgado.

Constituída por 100% de doutores tem uma importância imensa no norte e noroeste fluminense, formando jovens em diferentes áreas do conhecimento de origem das regiões mais pobres do RJ.

* Professor Associado, Centro de Biociências e Biotecnologia UENF, Vice-Presidente da ADUENF

FONTE: http://www.viomundo.com.br/denuncias/professor-denuncia-a-dramatica-situacao-da-universidade-que-leva-o-nome-de-darcy-ribeiro.html

A gestão Diniz, seus menudos neoliberais, e o discurso tecnocrático usado para ocultar a guerra aos pobres

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As ações da nova (velha) gestão do prefeito Rafael Diniz estão sendo marcadas por uma moeda de duas faces: por um lado o corte nos investimentos em políticas sociais voltadas para os mais pobres e, por outro, a aplicação de um linguagem tecnocrática para justificar essas ações.  Como essas ações estão sendo justificadas publicamente por pessoas jovens, a intenção clara é colocar isto num patamar de novidade onde o técnico seria preponderante sobre o político, de modo a conceder um padrão moral mais elevado em relação às práticas anteriores comandadas pela prefeita Rosinha Garotinho.

Se não fosse pelo “mero” detalhe de que até agora as principais ações deste discurso tecnocrático foram voltadas para deixar mais desprotegidos, os que têm menos, eu poderia até deixar me enganar. Entretanto, basta olhar para a teia de relações montadas para garantir uma maioria avassaladora na Câmara de Vereadores para se notar que a velha política está viva e forte nas mãos de Rafael Diniz e seus “menudos” neoliberais.

Aliás, abro aqui um parentese para notar a presença do prefeito Rafael Diniz na cerimônia de encerramento no evento científico que ocorreu no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e que também contou com a participação do Instituto Federal Fluminense (IFF) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).  Ao vê-lo sendo convidado a falar,  pensei com meus botões que o prefeito de Campos iria marcar um gol de placa, pois quebrava a longa tradição dos prefeitos de Campos de ignorar o valor da Uenf para a cidade.

Lamentavelmente, a sua fala foi uma imensa repetição de ladainhas sobre a herança maldita e uma fabulosa crise financeira que seria a pior da história de Campos dos Goytacazes (nem parecia que ali falava o prefeito de uma das cidades com os maiores orçamentos do Brasil!). Se não soubesse de múltiplas nomeações de parentes para cargos comissionados regiamente remunerados, e de incontáveis cartas convites para contratos milionários que dispensam as “incômodas” licitações determinadas pela Lei 8.666/93, eu poderia ter caído na conversa do prefeito; mas como conheço, fiquei com a sensação de que ele havia perdido um gol em baixo da linha. De quebra, alunos da UFF que estavam do meu lado, e que agora não podem mais usar o restaurante popular, estavam propensos a puxar uma vaia por terem sido deixada na “chuva” juntos com os pobres sem local para se alimentar, o que só não aconteceu em respeito ao evento.

Aliás, faltou ao prefeito Rafael Diniz explicar por que até hoje não enviou o suporte da Guarda Civil Municipal (GCM) para policiar o entorno do campus Leonel Brizola que continua totalmente abandonado. Em que pese a reitoria da Uenf ter cumprido a sua parte no acordo que envolveu a cessão de um espaço físico para abrir o grupo ambiental da GCM!

Voltando à suposta dicotomia entre tecnocracia e ação política, é preciso lembrar que este mote já foi utilizado por Fernando Collor e está sendo usado por João Dória em São Paulo.  Essa contraposição é claramente um subterfúgio para ocultar a ampliação da privatização dos bens públicos, o que rotineiramente tem servido para ampliar a precarização de serviços e direitos dos servidores públicos, bem como a ampliação da miséria dos mais pobres.

Lamentavelmente há gente que se pretende de esquerda caindo na ladainha do “velho contra o novo”, e abrindo mão de oferecer uma saída construtiva que supera os grupos que dominam a política local.  Ao se servir de postos na administração municipal ou por legitimar fóruns que servirão apenas para fortalecer o ataque aos pobres, estes setores se auto condenam à inexpressividade em que se encontram e, pior, facilitam o retrocesso no pouco que existia de distribuição de renda em nosso município. A estes setores eu diria para não correr o risco de “jogar a criança fora com água suja do banho”; a criança sendo neste caso as políticas sociais que estão sendo extintas. 

Finalmente, vamos ver como fica a situação desta gestão após o aumento de 100% no valor das passagens de ônibus. É que esta ação estará atingindo em cheio uma parte significativa do eleitorado que garantiu a vitória do prefeito Rafael Diniz, que certamente não deixará de lembrar o refrão “você pagou com traição com que sempre te deu a mão”. A ver!

O ato das cruzes na Uenf: do luto à luta

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Por decisão dos sindicatos que representam os segmentos que compõem a comunidade da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a entrada do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes foi utilizada para um ato de protesto contra o projeto de destruição comandado pelo (des) governo Pezão. Esse ato consistiu na colocação de cruzes de madeira que simbolizam a ameaça mortal que a política de corte de financiamento público representa para a continuidade da universidade criada por Darcy Ribeiro.

Entretanto, é preciso que fique claro que por detrás do luto que as cruzes colocadas hoje na entrada do campus Leonel Brizola há uma forte disposição de resistir à política de privatização da Uenf e de manter a universidade fiel aos princípios humanísticos que guiaram a sua construção durante o segundo governo de Leonel Brizola.

A Uenf é importante demais para as regiões do interior norte do Rio de Janwieo para que se aceite passivamente a destruição do modelo revolucionário que foi idealizado por Darcy Ribeiro, e que tantos frutos já trouxe não apenas para a ciência fluminense, mas para segmentos da população que não teriam tido condições de cursar um ensino superior de qualidade se não fosse por sua existência.

Defender a Uenf é, acima de tudo, apostar num futuro melhor justamente para aqueles que não teriam como estudar se não fosse por sua existência. E repito, o que o (des) governo Pezão está fazendo com as universidades estaduais é um crime não apenas com o presente, mas principalmente com o futuro.

Abaixo um vídeo produzido pela Associação de Docentes da Uenf sobre o “ato das cruzes”.