Darcy Ribeiro: a Universidade do Terceiro Milênio

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Por Isaac Roitman*

Em 1995 fui convocado pelo então reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Wanderley de Souza, e por Darcy Ribeiro para colaborar na implantação dessa Universidade. O isolamento provocado pela COVID-19 me estimulou a revisitar minha passagem por Campos dos Goytacazes.

Leonel Brizola, em 1991, delegou a Darcy Ribeiro a tarefa de conceber o modelo e coordenar a sua implantação. Darcy fora o criador e o primeiro reitor da Universidade de Brasília (UnB) e autor de projetos de instauração ou reforma de universidades na Costa Rica, Argélia, Uruguai, Venezuela e Peru. Ao receber a missão de fundar a Uenf, Darcy se impôs o desafio de fazer da nova universidade o seu melhor projeto.

Concebeu um modelo inovador, onde os departamentos – que, na UnB, já tinham representado um avanço ao substituir as cátedras – dariam lugar a laboratórios temáticos e multidisciplinares como célula da vida acadêmica.

Cercou-se de pensadores e pesquisadores renomados para elaborar o projeto da Uenf e apresentou-a como a “Universidade do Terceiro Milênio”. Previu a presença da Uenf em Macaé (RJ), onde viriam a ser implantados os Laboratórios de Engenharia e Exploração do Petróleo (Lenep) e de Meteorologia (Lamet). Ela foi inaugurada em 1993.

As marcas da originalidade e da ousadia que Darcy imprimiu a seu último grande projeto de universidade se tornaram visíveis. A Uenf foi a primeira universidade brasileira onde todos os professores têm doutorado. A ênfase na pesquisa e na pós-graduação, sem paralelo na história da universidade brasileira, faz da Uenf uma universidade para formar cientistas. A essência do projeto era dotar o Rio de Janeiro de uma universidade moderna, que atualizasse o Brasil nos principais campos do saber, onde os laboratórios seriam a célula da vida acadêmica, e os centros de pesquisas pudessem praticar, ensinar e aplicar as tecnologias mais avançadas.

Por ter obtido o maior percentual de ex-alunos participantes da Iniciação Científica concluindo cursos de mestrado e doutorado, a Uenf ganhou, em 2003, o Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica, conferido pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Em 2009 recebeu novamente esse Prêmio.

Em 2008, a Uenf foi reconhecida pelo MEC como uma das 15 melhores universidades brasileiras, ficando em 12º lugar no ranking nacional baseado no IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição). Também em 2008, a Uenf recebeu o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos, categoria Extensão Universitária, concedido pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Em 2007, 2008, 2009 e 2010, a Uenf foi apontada pelo Ministério da Educação (MEC) como uma das 15 melhores universidades do Brasil, com base no Índice Geral de Cursos (IGC).

A missão da Uenf é a de criar e disseminar o conhecimento científico, tecnológico e artístico em todos os campos do saber e formar profissionais capazes de inovar e buscar soluções aos desafios da sociedade contemporânea com vistas ao exercício pleno da cidadania.

Os princípios que a Uenf segue para cumprir sua missão são: 1. Compromisso estrito com a excelência; 2. Gratuidade e qualidade; 3. Autonomia didática, científica e administrativa; 4. Legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência e eficiência; 5. Garantia ao pluralismo de ideias e concepções pedagógicas; 6. Inserção social e apoio efetivo ao desenvolvimento regional; 7. Valorização do ser humano; e 8. Respeito à diversidade.

Nesses 27 anos de existência, a Uenf, assim como outras Universidades estaduais do Rio de Janeiro, sofreu crises de natureza econômica. É fundamental que sua comunidade universitária, o governo e a sociedade blindem crises futuras para que os sonhos de nosso querido Darcy Ribeiro sejam realidade para todo o sempre. A sociedade do Rio de Janeiro e do Brasil serão os beneficiados. Vida longa para a Universidade do Terceiro Milênio.

Isaac Roitman é  Professor emérito da Universidade de Brasília, pesquisador emérito do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências e membro do Movimento 2022-2030 O Brasil e o Mundo que queremos.

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Este texto foi inicialmente pelo Monitor Mercantil [Aqui!].

 

Uerj institui auxílio para financiar inclusão digital e aquisição de material didático dos estudantes de graduação. E a Uenf?

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A Reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) deu um passo importante para possibilitar um mínimo de inclusão digital a todos os seus estudantes com a promulgação a criação de um auxílio emergencial R$ 600,00 a ser pago em cota única (ver imagens abaixo).

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O curioso é que, até onde eu saiba, na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), cuja reitoria embarcou em um esforço para o oferecimento de aulas remotas, tal auxílio ainda não foi oficializada. E isto em que pese o fato do corpo discente da Uenf ser formado por estudantes que, em grande parte, são originários das estamentos mais pobres da população brasileira.

Não custa lembrar que o atual reitor da Uenf, Raul Palacio, foi eleito com apoio do movimento estudantil, que viu nele um garantidor de seus interesses.  Vamos ver até quando os estudantes de graduação da instituição criada por Darcy Ribeiro e Leonel Brizola vão ter de esperar por este tipo de auxílio. 

Baseado em denúncia falsa, MP/RJ aciona a Uenf por plano de retomada de aulas presenciais

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Baseado em denúncia falsa, MP/RJ cobra plano de retomada das aulas presenciais na Uenf

A partir de uma denúncia que claramente não condiz com a realidade dos fatos (que teria sido apresentada na 1. Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Campos, dando conta que “os professores das disciplinas presenciais da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) teriam se recusado a utilizar da modalidade à distância, em que pese deter milhares de alunos matriculados na modalidade EAD através do convênio que mantém com o CEDERJ)”.

Em função dessa reclamação é que aparentemente o Ministério Público do Rio de Janeiro resolveu acionar o governador Wilson Witzel, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia Leonardo Rodrigues, e o reitor da Uenf no sentido de cobrar uma série de providências para que seja formulado um “plano ação para retomada das atividades acadêmicas presenciais dos seus cursos de graduação, mestrado e doutorado, com diretrizes para a estruturação do calendário para o ano letivo de 2020“.

Para tanto, a Uenf e seus colegiados terão que oferecer uma série de informações sobre as garantias que deverão existir para que a retomada das aulas possa se dar para “impedir o contágio dos alunos e profissionais da educação pelo COVID-19“.

Para isso, o Ministério Público do Rio de Janeiro orienta ainda que, entre outras medidas, seja publicado um plano preliminar de retomada, no prazo de até 48 horas após a sua elaboração e conclusão e com antecedência mínima de 5 dias úteis para o início de sua  implementação, nos sítios eletrônicos da SECTI e da Uenf, bem como disponibiliza-lo para consulta, em documento impresso, na sede da  universidade com a finalidade de garantir amplo conhecimento pela sociedade, transparência e previsibilidade.  

As autoridades que foram arroladas no documento do MP/RJ foram ainda  “advertidos” de que a “recomendação” a eles enviada para a retomada das aulas presenciais na Uenf “constitui elemento probatório em sede de ações cíveis ou criminais“.

Sem me intrometer nas respostas que certamente serão oferecidas ao MP/RJ pela Procuradoria Geral do Estado e pela Assessoria Jurídica da Uenf,  considero curioso que uma recomendação desse porte não tenha sido produzido sem antes ouvir a reitoria da Uenf.  É que se isso tivesse ocorrido, o promotor que assina a “Consideração 05/2020” já teria sido previamente informado que os colegiados da Uenf já estão discutindo formas alternativas de retomar as atividades de ensino, já que as outras continuam ocorrendo seguindo os protocolos de segurança impostos durante a vigência a pandemia da COVID-19. Além disso, já se saberia que em nenhum momento houve qualquer recusa por parte dos professores a utilizar modalidades à distância para oferecer aulas. A denúncia, portanto, restaria vazia já que é mentirosa.

Por outro lado, eu gostaria que o MP/RJ tivesse sido tão proativo em 2017 quando os servidores da Uenf ficaram meses sem salários (e muitos deles passando graves necessárias financeiras) enquanto diversos dependências da universidade sofreram seguidos atos de vandalismo após o abandono da empresa terceirizada de segurança privada que realiza as atividades de proteção patrimonial. Lamentavelmente, durante todo aquele período ficamos à mercê da própria sorte e sobrevivendo sabe-se lá como.

Finalmente, acho curioso que se cobre um calendário de retomada das atividades presenciais ou o oferecimento de aulas na modalidade à distância em meio à alta persistente da pandemia da COVID-19 no estado do Rio de Janeiro, sem que se cobre também o cumprimento da Constituição Estadual no sentido do integral cumprimento do orçamento da Uenf na forma de duodécimos. É que sem isso, a coisa mais responsável que a reitoria poderá fazer é informar ao MP/RJ que não possui as condições financeiras para oferecer a devida estrutura para a retomada das aulas, sejam eles presenciais ou remotas.

Para quem desejar ler a íntegra da Recomendação 05/2020 do MP/RJ datada de 09 de julho , basta clicar Aqui!

Carlos Eduardo de Rezende é convidado para comitê assessor do CNPq

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Um dos principais expoentes da ciência brasileira na área dos estudos ambientais, o professor titular do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) acaba de ser convidado para compor o  estratégico Comitê de Assessoramento de Engenharia e Ciências Ambientais (CA-CA) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Um dos fundadores da Uenf e autor mais de 170 artigos em revistas científicas, entre elas a prestigiosa Scientific Reports que é publicada pelo mesmo grupo que publica a revista Nature.  Além disso, ao longo de sua carreira acadêmica, Carlos Eduardo de Rezende tem se revelado um ardoroso defensor da ciência nacional e do papel central das universidades públicas no desenvolvimento científico do Brasil.

Entre as contribuições mais impactantes dos trabalhos de natureza científica transversal que o professor Carlos Eduardo Rezende está o que foi publicado pela Science Advances onde foi revelada a existência de um até então desconhecido grande sistema de recifes no delta do Rio Amazonas, uma pesquisa que alterou os fundamentos do conhecimento sobre este tipo de ecossistema na literatura científica mundial.

Atuando na Uenf desde o processo de planejamento de criação por Darcy Ribeiro, Carlos Eduardo de Rezende continua acumulando uma série de conquistas acadêmicas que continuam colocando o Norte Fluminense no mapa da ciência mundial.   Como um apaixonado que é pela Uenf,  Carlos Eduardo de Rezende certamente continuará relacionando essas conquistas à sua contínua luta pela construção da universidade que foi idealizada por Darcy Ribeiro e Leonel Brizola.

Com salários e direitos congelados, docentes da Uenf defrontam-se com a imposição do ensino remoto por causa da COVID-19

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Com salários precarizados e direitos congelados, docentes da Uenf agora estão sendo empurrados para outra forma de precarização em meio à pandemia, as “as aulas remotas”

Os docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense estão em uma das únicas, senão a única, categorias profissionais do serviço público estadual que trabalham sob o regime de Dedicação Exclusiva. Este regime lhes impõe a impossibilidade de possuir outras fontes de renda, sob pena de demissão. Apesar disso, eles amargam mais de 5 anos de salários congelados, além de não estar tendo honrado ao longo desse período os direitos garantidos pelo Plano de Cargos de Vencimentos (PCV), especificamente no tocante aos enquadramentos e progressões em função de mérito e tempo de serviço.

Agora, em meio à pandemia da COVID-19, os docentes da Uenf tiveram suspensos os pagamentos de adicionais de insalubridade e periculosidade em função da alegação de que não estavam sendo expostos aos riscos que garantem o pagamento desses adicionais. Curiosamente, os docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que também tiveram esses adicionais suspensos, acabam de ter o pagamento dos mesmos retomado, e de forma retroativa. Tal fato consiste em um flagrante tratamento diferenciado, e vem gerando forte descontentamento entre os que tiveram seus salários reduzidos, sem que a reitoria da Uenf  que disponha a oferecer qualquer explicação sobre o tratamento diferenciado que foi dado à Uerj.

Mas seguindo o que diz a Lei de Murphy que atesta que “não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar”, os docentes da Uenf se vêem diante da obrigação de oferecer uma modalidade não prevista na instituição em meio à pandemia da COVID-19,  o chamado “ensino remoto”.  

Um dos problemas para que o ensino remoto seja oferecido na Uenf é que a universidade possui uma rede de internet que mal comporta o envio e recebimento de e-mails, que dirá o tráfego intenso que a oferta de disciplinas via remota irá demandar.  Desta forma, o que está implícito em uma eventual oferta dessa modalidade de “educação remota” é que os custos adicionais que isso demandará deverão sair dos bolsos dos docentes, os mesmos que estão com salários congelados e sem o pagamento de direitos garantidos pelo PCV da Uenf. 

Outro aspecto que deveria estar merecendo atenção, mas aparentemente está também sendo deixado para que os docentes se virem como puderem, é que já se sabe que nem todos os estudantes, tanto de graduação como de pós-graduação, possuem acesso a serviços de internet que lhes garantam atender as aulas remotas. Em levantamentos já feitos na Uenf, já até se sabe que uma parcela significativa daqueles que possuem acesso à internet apenas via telefones celulares. Tal dado indica que haverá um número significativo de estudantes que simplesmente não terão como acessar a educação remota que será oferecida no lugar do ensino presencial no qual esses mesmos estudantes estão matriculados, mas temporariamente impedidos de frequentar por causa da pandemia da COVID-19.

Não fossem esses detalhes suficientes, os docentes receberam recentemente um convite para participarem de um vídeo aula cujo título é “Videoaula: A experiência docente e o potencial das aulas remotas” . Uma dessas curiosidades desse convite é que a realização caberá do evento caberá à Empresa Municipal de MultiMeios da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (a MultRio) (ver imagem abaixo).

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A curiosidade fica por conta do fato de que as universidades estaduais e federais cujos docentes estão sendo convidadas para este evento realizado por uma empresa pertencente ao município do Rio de Janeiro, sendo que essas mesmas instituições de ensino superior participam do “Consórcio Centro de Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro” (Cederj) que há duas décadas oferece a modalidade de ensino à distância (EAD) por meio de pólos regionais existentes em todas as regiões do estado do Rio de Janeiro.

A única conclusão possível é que a MultRio tem algum tipo de conhecimento sobre treinamento de docentes para educação remota que o Cederj nunca foi capaz de desenvolver, apesar de sua longa experiência na modalidade EAD. Ou é isso, ou eu não sei.

De toda forma, os docentes da Uenf terão, em meio à pandemia, de se defrontar com questões bastante sérias sobre a qualidade do ensino que poderão oferecer na forma remota. E, de quebra, com um inevitável aumento das despesas que aparentemente decorrerão da oferta de uma modalidade que sequer existe formalmente na Uenf, sem que existam sequer regras claras para como isso deverá ocorrer. E durma-se com toda essa precarização.

Sociólogo formado pela Uenf é o novo secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia de Cabinda, Angola

O sociólogo e mestre em Políticas Sociais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Miguel Raúl Mazissa Zinga, foi empossado no dia 29 de maio no cargo de secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia do Governo da Província (o equivalente a um estado no Brasil) de Cabinda, Angola.

wp-1591053510607.jpgO sociólogo e mestre em Políticas Sociais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Miguel Raúl Mazissa Zinga, assinando seu termo de posse no cargo de secretário provincial da Educação, Ciência e  Tecnologia de Cabinda, Angola.

No discurso que deu posse ao novo secretário da , o vice-governador Joaquim Dumba Malichi, felicitou os novos secretários provinciais e recomendou aos mesmos a pautarem pelo rigor, criatividade, comunicação, transparência e apresentação regular dos relatórios de atividades.

Como tive a oportunidade de ser o orientador do agora secretário provincial da Educação, Ciência e  Tecnologia de Cabinda entre os anos de 1998 e 2004, tenho certeza que ele saberá usar o seu treinamento acadêmico nos termos esperados pelo vice-governador Malichi.  Além disso, o Miguel Zinga, como nós o chamávamos no nosso grupo pesquisa, possui o nível de disciplina e ética que este tipo de cargo requer dos seus ocupantes. 

wp-1590965069059.jpgO secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia de Cabinda, Miguel  Raúl Mazissa Zinga fala à imprensa após sua posse.

Como ex-orientador do agora secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia de Cabinda,  sinto especial gratificação em ver que um cidadão angolano que esteve na Uenf pode voltar ao seu país para transmitir o que de melhor pudemos lhe entregar em termos de formação acadêmica.

Em tempo: o secretário provincial Miguel Zinga possui ainda um título de doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso demonstra ainda mais explicitamente o papel que a universidade pública brasileira possui na formação de quadros de excelência. 

Convite para participação em pesquisa científica sobre uso de sacolas de supermercado

sacolas

Uma pesquisa envolvendo pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e da Fairfield University (localizada no estado de Connecticut) está convidando interessadas para uma pesquisa acerca do uso de sacolas de supermercado (de plástico ou ecológicas).

A descrição completa do projeto segue abaixo, e os interessados podem acessar a pesquisa [Aqui!]

sacolas plásticas

Análise sobre os pontos que têm fragilizado o combate à COVID-19 no Brasil

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A pedido dos estudantes que participam da Gestão Ativa, empresa júnior que atua com os cursos de Administração Pública, Ciências Sociais e Pedagogia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF),  produzi uma avaliação do que considero os principais que têm dificultado uma ação mais eficaz dos diferentes níveis de governo no controle e combate da pandemia da COVID-19 (ver vídeo abaixo).

É preciso mencionar que esse esforço de análise só foi possível a partir da provocação instigadora dos estudantes que tocam a empresa junior dos cursos de graduação pertencentes ao Centro de Ciências do Homem da Uenf, aos quais agradeço a oportunidade de falar sobre a crise de gerenciamento que vem marcando a expansão letal da COVID-19 no  Brasil.

Pesquisadores da UENF convidam para pesquisa sobre animais de companhia em tempos de pandemia

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Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que é liderado pelos professores Enrique Medina-Acosta e Isabel Candia Nunes da Cunha,  está realizando uma pesquisa científica sobre a saúde dos animais de companhia (PETs) durante e após a pandemia da COVID-19.

Para participar, basta preencher um formulário online que visa explorar a elegibilidade dos interessados para ser parte da pesquisa científica em questão.

Os pesquisadores informam que responder o questionário toma um total aproximado de 3 minutos.

O link do  formulário online  é https://bit.ly/2Z4OaLe

Para maiores informações acesse o site do  projeto no sentido endereço eletrônico: https://sites.google.com/a/uenf.br/petcovid19/

Entrevista sobre os impactos dos agrotóxicos ao projeto “Tom da Ciência”

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A convite do professor Marcelo Gantos, coordenador do projeto de extensão “Tom da Ciência” dei uma entrevista que acaba de ser veiculada nas redes sociais sobre os impactos sociais e ambientais do uso de agrotóxicos, com uma número significativo de substâncias que são classificadas como altamente tóxicas,  na agricultura familiar (ver vídeo abaixo).

Dentre os aspectos que pontuei como importantes na questão do uso de agrotóxicos por assentados da reforma agrária que venho estudando há quase duas décadas é de que os agricultores familiares são uma espécie de “canário na mina de carvão” no tocante ao uso de venenos agrícolas altamente tóxicos, e que estão sendo liberados em velocidade espantosa pelo governo Bolsonaro.

Além disso, pontuei na entrevista para aquilo que chamei de “ciclo de envenenamento” que envolve o agricultor familiar desde o momento em que manuseia a substância para aplicar em sua roça, passando pela contaminação de águas e solos, e termina no momento em que os alimentos gerados são consumidos dentro da unidade familiar.

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Noto ainda que no momento em que a entrevista foi concedida, o governo Bolsonaro havia aprovado 48 agrotóxicos em 2020, sendo que agora o total de aprovações já alcançou 163. Mas a proporção de 30% de agrotóxicos banidos pela União Europeia continua mantida.

O projeto “Tom da Ciência” é uma ferramenta de divulgação das áreas de pesquisa das três pós-graduações do Centro de Ciência do Homem (Cognição e Linguagem, Políticas Sociais, e Sociologia Política) mantidos pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). O o material que é produzido pelo “Tom da Ciência“, a partir  de entrevistas com docentes desses programas, serviu para criar um espaço comunicativo alternativo de mídia (Youtube, Facebook e Instagram) que será atualizado  constantemente para a divulgação do conhecimento científico, tecnológico e cultural.