Diretoria da ADUENF lança programa de rádio para denunciar crise causada pelo (des) governo Pezão na Uenf

A nova diretoria da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) lançou um programa de rádio, o “Todos pela Uenf”, que está sendo transmitido pela Rádio Continental de Campos dos Goytacazes (1270 AM).

O programa é diário e traz depoimentos e declarações de apoio de membros da comunidade universitária e da população em geral, especialmente de pessoas ilustres que são nascidas em Campos dos Goytacazes.  Um exemplo disso é a edição desta 3a. feira (18/04) traz uma declaração de apoio do ator campista Tonico Pereira que é bastante conhecido não apenas por ser um fervoroso torcedor do Goytacaz Futebol Clube, mas especialmente por suas posições políticas progressistas.

tonico-pereira

O “Todos pela Uenf” é apenas um das iniciativas de divulgação que estão sendo utilizadas para divulgar a grave situação por que passa a Universidade Estadual do Norte Fluminense neste momento. 

Quem desejar ouvir a edição de hoje do “Todos pela Uenf” basta clicar no link abaixo.

Mais uma profecia: secretário veste camisa de defesa da Uenf e deve cair em breve

Após uma longa reunião na sala de reuniões da reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o ainda secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, o deputado estadual Pedro Fernandes (PMDB), foi presenteado com uma camiseta criada pela Associação de Docentes da Uenf para simbolizar a defesa da instituição contra o desmonte promovido pelo (des) governo do qual ele faz parte.

Pois bem, o jovem secretário não apenas recebeu a camiseta, mas como a vestiu de forma voluntária, como mostra a imagem abaixo, produzindo uma ótima imagem de marketing para os enfrentamentos que certamente ainda ocorrerão entre a comunidade universitária da Uenf e o (des) governo Pezão.

pedro fernandes

Insira uma legenda

Lamentavelmente para o secretário Pedro Fernandes, esse gesto de aquiescência da justeza das reivindicações da comunidade universitária da Uenf deverá brevemente lhe custar o cargo que ele ocupa. É que desde que ocupou o cargo, sabe-se lá por quais razões, Pedro Fernandes já amealhou vários inimigos dentro da equipe mais próxima do (des) governador Pezão. Agora, ao vestir a camisa com a bela charge de Darcy Ribeiro,  Pedro Fernandes deverá balançar de vez no cargo.

Mas que ninguém se preocupe muito com o jovem secretário, pois Pedro Fernandes precisará apenas voltar para o Palácio Tiradentes para retomar seus funções parlamentares. Já a Uenf e sua comunidade universitária vão ter que continuar se virando por conta própria!

Profecia cumprida: secretário aparece na Uenf e diz que não pode se comprometer com nada

20170410_103334.jpg

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS), Pedro Fernandes, chegou no campus Leonel Brizola em torno das 10:30 portando um vistoso colete, e foi logo recepcionado com uma ruidosa, mas respeitosa, manifestação por parte da comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Este slideshow necessita de JavaScript.

Visivelmente pressionado, mas calmo, o secretário Pedro Fernandes repetiu a ladainha de que nada pode fazer para resolver o atraso do pagamento de salários e bolsas, e se declarou envergonhado por visitar uma instituição que ainda está funcionando, mas onde a comunidade tem que cumprir suas funções sem quaisquer das condições essenciais garantidas.

De prático, Pedro Fernandes apontou que quaisquer soluções práticas para se saldar os atrasos de salários, bolsas e no pagamento das empresas terceirizados só poderá ser resolvido pelo secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, ou pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Bom, se era para vir na Uenf e dizer isso, o secretário Pedro Fernandes poderia ter se poupado da viagem. Mas pelo menos ele poderá voltar para o Rio de Janeiro com uma amostra pequena do estado de insatisfação que grassa hoje na comunidade universitária da Uenf,  e que certamente aumentará após esta visita que promete ter, quando muito, resultados pífios.

 

Mais uma profecia: Secretário Pedro Fernandes estará na Uenf para dizer que nada pode fazer para resolver a crise criada pelo (des) governo Pezão

pedro-fernandes

O deputado Pedro Fernandes Neto, hoje secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS), na cerimônia de filiação ao PMDB, quando teve o formulário de filiação homologado por Sérgio Cabral.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS) Pedro Fernandes Neto (PMDB), estará visitando o campus Leonel Brizola na manhã desta segunda-feira (10/04).  Mas antes que alguém se anime, posso já profetizar que não se deve esperar nada de prático desta visita, pelo menos no que tange à solução dos problemas reais que colocaram a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) em condição da calamidade institucional.

É que se observarmos o papel prático que Pedro Fernandes vem cumprindo desde que assumiu a SECTIDS  foi de pressionar empresas terceirizadas que ainda sobreviveram ao calote generalizado do (des) governo Pezão a reduzirem o tamanho da fatura cobrada pelos diferentes serviços terceirizados. Agora, pagar os débitos acumulados que é bom, nada!

Esse papel  escolhido por Pedro Fernandes cabe melhor em um gerente de compras, mas dificilmente se coaduna com a envergadura de um dirigente apto a resolver a crise que vivem as universidades estaduais, começando pela falta de verbas de custeio desde outubro de 2015 e chegando no atraso de salários e bolsas acadêmicas.

Mas vamos lá, o que pode se esperar de qualquer representante do (des) governo Pezão que não a incapacidade ou a ineptude para resolver os problemas que foram criados a partir de 2007 quando o hoje presidiário Sérgio Cabral implantou seu peculiar método de (des) governo no Palácio Guanabara?

Entretanto, ao visitar o campus Leonel Brizola após uma faxina feita por voluntários convocados pela reitoria da Uenf, o secretário Pedro Fernandes poderá ainda sair de Campos dos Goytacazes com o sentimento de que as coisas não estão tão ruins assim (Aqui!). Aí é que entra aquela máxima “por fora, bela viola. Por dentro pão bolorento”.   É diante desse tipo de possibilidade que vejo o equívoco de se pretender viver uma normalidade quando a casa toda periga cair na cabeça das pessoas. Ou de pelos menos criar uma ilusão de normalidade ao realizar faxinas que só são necessárias porque o (des) governo Pezão resolveu deixar a Uenf à mercê da própria sorte.

somos

Agora, uma coisa é certa: o secretário Pedro Fernandes deverá vir preparado para momentos intensos no campus da Uenf, ou pelo menos deveria. É que a impaciência com a situação desastrosa em que a Uenf se encontra está alcançando níveis altíssimos. E não será com promessas de que irá baixar os custos de serviços que já não são sequer prestados pelo calote dado pelo (des) governo Pezão que os ânimos vão ser esfriados. Basta ver a convocação que o Diretório Central dos Estudantes da Uenf (DCE/Uenf) está fazendo nas redes sociais para convocar os estudantes para a reunião do Conselho Universitário que deverá ocorrer no Centro de Convenções com a presença de Pedro Fernandes.

dce

Notícias da ADUENF: ADUENF e SINTUPERJ farão assembleia conjunta para discutir situação da UENF

ADUENF E SINTUPERJ/UENF convocam assembleia conjunta para debater situação da calamidade institucional na UENF

As direções da ADUENF e do SINTUPERJ/UENF que representam professores e servidores técnicos-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) decidiram realizar uma assembleia conjunta na próxima 3a. feira (11/04) para discutir a situação de calamidade institucional que foi criada pela falta de verbas de custeio e de pagamentos de salários e bolsas acadêmicas.

É importante notar que esta assembleia também estará aberta para a participação dos estudantes de graduação e pós-graduação da Uenf, pois a situação de calamidade institucional também afeta a capacidade de permanecer dentro da instituição.

A Uenf vai resistir e derrotar o projeto de precarização do governo do Rio de Janeiro!

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/04/aduenf-e-sintuperjuenf-convocam.html

A Uenf resiste! Já o governador….

uenf

Por Luciane Soares*

Ao ler o texto de Elio Gaspari publicado esta semana sobre a ruína do governador Luiz Fernando Pezão, remexi algumas lembranças sobre os anos recentes como professora desta Universidade. Cheguei a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, em junho 2010, sem conhecer Campos dos Goytacazes. Tinha apenas o registro principal de que a cidade guardava um passado opulento, economicamente calcado no trabalho escravo em usinas espalhadas por seu território (o maior em extensão de terra do Rio de Janeiro). Minha chegada coincidia com a intensificação das obras no Porto do Açu e toda a região experimentava uma excitação quanto a possibilidade de empregar-se ou participar da roda viva, estampada pela grande mídia e do culto à personalidade em torno do “grande empresário do Brasil”, hoje preso em Bangu 9, Eike Batista. Minha primeira saída de campo ocorreu em uma tarde de sexta, na praça São Salvador. A prefeita Rosinha Garotinho havia liberado a passagem de ônibus durante as horas em que o ato em defesa dos royalties. Mesmo assim, encontramos apenas funcionários comissionados em uma praça vazia. A população não atendera ao chamado e não atenderia mais tarde, às ameaças de que o fim do governo representaria o fim dos programas sociais e demais benefícios vinculados à prefeitura. Sua gestão foi rechaçada em primeiro turno no ano de 2016.

Neste cenário, as representações sobre a Uenf eram bastante ambivalentes. Para boa parte dos entrevistados campistas acima de 40 anos, ela representava uma espécie de “elefante branco”. Passei meus dois primeiros anos de Uenf pesquisando as representações sobre qualificação nas cidades da região. Estas pessoas guardavam vivas as memórias da chegada de Darcy Ribeiro ao local onde hoje está construído o campus Leonel Brizola, tinham a memória dos professores estrangeiros que chegaram para construir a Universidade do Terceiro Milênio. Para a geração entre 13 e 30 anos, a Uenf representava uma das principais possibilidades de mobilidade social ascendente e qualificação na região norte fluminense.Representava uma alteração estrutural de seu status na região. Muitos conheciam ou tinham parentes que haviam passado pela Universidade. Outros estavam inseridos em programas de extensão na modalidade Universidade Aberta, que amplia a interação com a comunidade por meio de bolsas para realização dos inúmeros projetos ligados a Pró Reitoria de Extensão.

Desde então tenho formado dezenas de pesquisadores na graduação e pós graduação e participado ativamente dos atos de resistência desta jovem Universidade, classificada entre as melhores do país. Ao realizar o tripé ensino, pesquisa e extensão a Uenf contribui decisivamente para o desenvolvimento da região- mas não apenas por promover a qualificação para o mercado de trabalho. Realizamos em 11 de março uma feira de Ciências com o envolvimento de todos os cursos. Ao unir cursos como administração pública, ciências sociais, pedagogia, biologia, física,agronomia, medicina veterinária entre outros, demonstramos a importância de construir um conhecimento que guarde também um potencial crítico. No meio da maior crise de nossa história abrimos o campus à comunidade e mostramos como são feitas nossas pesquisas, além dos inúmeros e interessantes projetos de extensão. O resultado? Encantamento. Brindamos escolas e sociedade local com um dia inteiro de experimentos, música, oficinas. Sem um centavo do governo Pezão.

Pois bem, é este potencial que os últimos governos têm atacado decisivamente ao deixar as Universidades Estaduais sem verbas de custeio e no último mês, sem salários. No quadro atual, técnicos administrativos precisam de ajuda financeira para fechar o mês, professores usam seus próprios vencimentos para tocar pesquisas que dependem de continuidade e recursos. Passamos a negociar semanalmente as condições de funcionamento da Universidade. Para manutenção de água, luz e serviços básicos. Este governo, que não possui mais a menor legitimidade para manter-se no poder, ataca particularmente instituições como a Uenf, Uerj, Faetec, Cecierj. Não há crise, e é preciso que toda população fluminense saiba disto. O desmonte da Uenf é um projeto. Considero que somos um exemplo concreto de ocupação. Estamos ocupando uma Universidade para que ela permaneça viva. Até que este governo caia.

Ao acompanhar os jornais nos deparamos com a farra feita por Sérgio Cabral e sua corte. Jóias, casas nababescas, tudo realizado enquanto íamos incansáveis tardes à Alerj em busca de condições dignas para realizar o que fazemos com excelência: manter vivo o papel desempenhado pelas Universidades Públicas em um país desigual como o Brasil. E seguiremos lutando até a ruína definitiva deste governo, inimigo da educação pública, gratuita e de qualidade.

* Luciane Soares da Silva, gaúcha de Porto Alegre, alvinegra de coração, colorada por tradição. Negra, bisneta de alemães, neta de sambista estivador. Professora associada da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro e presidente da ADUENF. Tem estudado racismo, favela e cultura urbana. Temas de seu interesse e sobre os quais desenvolve pesquisas.

FONTE: http://revistavirus.com.br/a-uenf-resiste-ja-o-governador/