Em assembleia professores da Uenf decidem engrossar ato dos servidores no RJ

ADUENF faz assembleia e professores aderem à mobilização dos servidores estaduais

Atendendo a convocação da diretoria da ADUENF, os professores da Uenf se reuniram em assembleia nesta 3a. feira (26/01) e aprovaram uma pauta de ação para os próximos meses. O principal objetivo desta pauta é fazer frente aos ataques aos direitos dos servidores que estão sendo realizados pelo governo do Rio de Janeiro.

Além de decidir engrossar o ato unificado dos servidores estaduais que ocorrerá no dia 03 de Fevereiro em frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, os professores da Uenf também decidiram manter o estado de greve como forma de pressionar o governo estadual a realizar o pagamento dos salários de forma única e nas datas anteriormente praticadas.  

A assembleia também decidiu que os professores da Uenf vão participar da caravana dos servidores estaduais que sairá de Campos dos Goytacazes e que já conta com uma forte adesão dos professores da rede estadual e da Faetec. Os interessados em participar da delegação de Campos deverão entrar imediatamente em contato com a secretaria da ADUENF para fornecer seus dados pessoais!

A hora de defender os nossos direitos é essa!

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FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/01/aduenf-faz-assembleia-e-professores.html

Novo reitor da Uenf emite nota pública sobre dívidas e outros aspectos do início de sua gestão

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Abaixo segue nota assinada pelo novo reitor da Uenf, Luís Passoni, e divulgada via a página da universidade na tarde desta segunda-feira (25/01), basicamente dando conta de vários aspectos relativos ao início de sua gestão. Dentre as muitas informações prestadas está a confirmação de que as informações divulgadas pelo jornalista Esdras Pereira em seu blog no jornal Folha da Manhã sobre o montante de dívidas acumuladas até dezembro de 2015 estão corretas (Aqui!).  Essa confirmação oficial das dívidas recebidas da gestão anterior é um passo claro no sentido de assegurar a circulação transparente de informações. Pode parecer pouco, mas dado o que se passou na Uenf nos últimos 10 anos, esse é um avanço e tanto.

Agora, vamos esperar que as gestões feitas pela reitoria da Uenf surtam os efeitos desejados. Do contrário,  o pós-Carnaval será muito conturbado na Uenf.  A ver!

Nota da Reitoria

Primeiramente, gostaríamos de agradecer a todos os membros dos colegiados, tendo em vista a ampla participação e contribuição nas discussões. Todas as reuniões realizadas até o momento contaram com a participação de todos os representantes, com raras ausências. A presença nos colegiados é fundamental para atingirmos o objetivo de realizar uma gestão participativa e para a disseminação da informação.

Também agradecemos a todos que estão participando do processo de matricula pelo SISU, com especial atenção às pessoas com formação na área de assistência social, que estão colaborando no processo e, além de evitar a contratação temporária de pessoal externo, estão agilizando o procedimento para concessão das bolsas cotas. Agradecemos ainda a gerência do Bradesco, que estendeu o horário de expediente para possibilitar abertura de contas dos bolsistas.

DÍVIDAS

Esclarecemos que as cifras dos restos a pagar da UENF relativos a 2015, divulgada por um conhecido jornalista campista, são reais. Esta tabela foi elaborada pela Reitoria, divulgada no último COLEX e junto às empresas credoras. A divulgação dos dados relativos à saúde financeira da UENF faz parte da nossa política de transparência, que, mais que uma opção, é uma obrigação do gestor público. Todos os débitos elencados estavam previstos no orçamento e todos os procedimentos para pagamento dos mesmos, culminando com a emissão das Programações de Desembolso (PDs), foram realizados em tempo hábil pela UENF. Infelizmente, o grau de autonomia de que dispomos para execução orçamentária está aquém do necessário para garantirmos o efetivo pagamento. Não obstante, continuamos trabalhando junto à SECTI para alcançarmos as condições necessárias para o devido pagamento.

REUNIÃO COM DEPUTADO PUDIM

Na quarta feira, recebemos o Dep. Geraldo Pudim (PMDB) na Casa de Cultura Villa Maria. O Deputado Pudim é autor de emenda ao orçamento que beneficia a UENF com R$ 940.000,00 para obras de reparação e restauro da Casa de Cultura. Na oportunidade, tratamos da extinção da FENORTE com a transferência do pessoal para a UENF. O Deputado ficou muito seguro de que a extinção da FENORTE não trará nenhum prejuízo para a região, diante do detalhamento dos quase 1000 projetos de pesquisa ou extensão desenvolvidos pela UENF nos últimos 10 anos com impacto direto na nossa região. O Deputado Pudim esclareceu que é favorável ao PL1315 e que sua ação visava somente garantir direitos às minorias entre os servidores da FENORTE. Aguardamos para fevereiro o desfecho desta história. Discutimos também sobre as dívidas de 2015 e execução orçamentária de 2016, ao que o Deputado mostrou-se disposto a trabalhar junto com a UENF pela rápida solução para os atrasos, particularmente das bolsas, bem como pela execução orçamentária em duodécimos, sem cortes ou contingenciamentos. O Deputado, que é o 1oSecretário da ALERJ, se comprometeu ainda em intermediar reunião desta Reitoria com o Presidente daquela Casa.

AUDIÊNCIAS

Ao longo da semana passada (18 a 22/01), recebemos em audiência o SINTUPERJ, DCE e ADUENF. Na ocasião, tratamos dos temas de interesse das associações, bem como das dificuldades esperadas para 2016 e reafirmamos o compromisso de trabalhar em conjunto para alcançar as soluções.

Também recebemos representantes do campus de Macaé, ocasião na qual tratamos dos acordos pregressos com a Prefeitura local, bem como das questões operacionais daquele campus. Encontra-se em análise, proposta para melhorar o acesso à internet, bem como a criação de uma subprefeitura em Macaé.

Recebemos ainda representantes de algumas firmas terceirizadas prestadoras de serviços. Estamos agendando reuniões com representantes de todas as empresas terceirizadas para deixar claro nosso compromisso com a regularização do pagamento, bem como solicitar informações que assegurem o cumprimento das obrigações trabalhistas com nossos terceirizados.

Luis Passoni, Reitor da UENF

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2016/01/25/nota-da-reitoria-25-01-16/

(Des) governo Pezão: drama dos terceirizados com a falta do pagamento dos salários continua

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A situação do não pagamento dos salários de milhares de trabalhadores terceirizados que prestam serviços em diferentes órgãos estaduais beira caso de polícia. É que, como mostra a faixa acima, a prestação de serviços sem o respectivo pagamento de salária implica em violações sérias nos direitos garantidos em lei para todo trabalhador brasileiro.

A situação de trabalhar e não receber continua acometendo os funcionários que atuam prestando serviços de segurança patrimonial no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), supostamente contratados pela empresa de vigilância K-9, e que estão há quase 2 meses trabalhando sem ver a cor de um mísero centavo.

Nestas horas é que eu me pergunto: por onde anda o Ministério Público Estadual?

Uenf afogada em um mar de dívidas

Por Esdras Pereira

Uenf à deriva no mar das incertezas

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A Uenf, apesar de continuar sendo considerada uma das melhores universidades brasileiras, ocupando a 15ª posição do ranking do MEC das melhores instituições de ensino de graduação no país, não está recebendo o devido retorno por parte do governo do Rio de Janeiro.

O montante de dívidas deixadas para o novo reitor Luís César Passoni é da ordem de  R$ 9 milhões, apenas considerados pagamentos não realizados entre os meses de agosto a dezembro de 2015.

Como as obrigações de janeiro já estão em curso, este valor deverá crescer ainda mais, caso o governo Pezão não comece a cumprir com as suas obrigações.

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Bolsa furadas

Um aspecto especialmente preocupante para o funcionamento da Uenf é o atraso no pagamento de bolsas acadêmicas, inclusive as recebidas pelos alunos cotistas. O fato de existirem débitos em todas as modalidades de bolsas de graduação e pós-graduação sinaliza problemas graves para a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Na falta do pagamento das bolsas muitos estudantes terão que reduzir suas atividades ou mesmo abandonar a Uenf.

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Educação X Cerveja

A situação que a Uenf vive é ainda mais difícil de entender quando se compara o custo do investimento que é necessário para manter as suas contas em dia e as generosas isenções fiscais que estão sendo concedidas pelo governo Pezão.

O exemplo mais recente que veio a público foi a concessão de isenções fiscais, em torno de R$ 687 milhões para a Cervejaria Petrópolis, cujo proprietário, o empresário Walter Faria, é sócio da família do deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, numa pedreira que fornece brita para as obras  que estão sendo realizadas para os Jogos Olímpicos de 2016, que acorrerão na cidade do Rio de Janeiro.

Sem vigilância

Em dezembro de 2015, a empresa K9 Vigilância foi contratada para substituir em caráter emergencial a Hopevig nos serviços de segurança patrimonial na Uenf, após uma intervenção do ex-deputado Domingos Brazão, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que considerou as estimativas preparadas pela universidade para embasar o valor do edital de licitação para a celebração de um novo contrato em caráter permanente. Ao exigir que novos cálculos fossem feitos, Domingos Brazão obrigou a celebração de um contrato temporário que não deixasse a Uenf desprotegida até que a licitação venha a ocorrer.

O problema é que agora a K9 está ameaçando suspender a prestação de serviços por ainda não ter recebido sequer a primeira parcela que lhe cabe por estar oferecendo segurança patrimonial à Uenf.

Essas pendências milionárias estão deixando a Uenf à deriva no turbulento mar das incertezas quanto ao seu futuro.

Observem nos relatório (clique nas imagens para ampliar), a que o blog teve acesso e publica, o preocupante quadro das dívidas da Uenf, só até novembro de 2015 9.168 milhões.

FONTE: http://fmanha.com.br/blogs/esdras/2016/01/21/uenf-afogada-em-um-mar-de-dividas/

Sem condições de pagar salários, K9 ameaça se retirar da UENF

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Acabei de presenciar uma conversa entre o proprietário da K-9, empresa campista que presta serviços de segurança patrimonial,  e o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Prof. Luís Passoni, e o “papo” não foi nada calmo.

É que segundo o Sr. Domingos Dutra, caso não haja o pagamento de um dos meses atrasados, a empresa não terá como continuar prestando serviços para a Uenf.  O curioso é que ouvi que alguns deputados estaduais do Norte Fluminense estariam se apresentando como interlocutores para que o pagamento da K-9 seja feito. Pelo jeito, esses parlamentares estão sem muita moral dentro do (des) governo Pezão, apesar de alardearem o contrário na imprensa local.

No meio desse imbróglio causado pelo descompromisso do (des)governador Luiz Fernando Pezão com o pagamento de servidores terceirizados que prestam serviços em praticamente todos os órgãos estaduais no Rio de Janeiro, acaba sobrando para os trabalhadores. A situação para a maioria dos segurança da K-9 que trabalham na Uenf é de profunda preocupação, pois alguns já estão ficando sem dinheiro até para colocar comida dentro de casa. 

Ai é que eu pergunto: como há dinheiro para continuar concedendo concessões bilionárias para os financiadoras das campanhas eleitorais (como foi o caso da Cervejaria Petrópolis e seus R$ 687 milhões em isenções fiscais), e não há para pagar o pagamento dos terceirizados e demais servidores? 

Finalmente, cadê o Ministério Público do Trabalho que não está comparecendo nos órgãos estaduais para investigar essa condição degradante de trabalhadores que continuam trabalhando sem receber um mísero centavo?

Massacre dos terceirizados continua na Uenf

Saiu 2015, entrou 2016. Saiu Silvério Freitas, entrou Luis Passoni na reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Pena que o ano novo continue significando desrespeito aos trabalhadores que prestam serviços de segurança no campus da Leonel Brizola.

É que conversando com um segurança que presta serviços na Uenf, fui informado que a maioria dos trabalhadores está sem ver a cara do seu minguado salário desde que escaparam da degola imposta pela saída da empresa Hopevig e a entrada da K-9 como responsável para gerir os serviços de proteção patrimonial na universidade.

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O principal responsável por esta situação ultrajante é o (des) governador Pezão que, de um lado, concede isenções bilionárias para seus doadores de campanha e, de outro, deixa as universidades estaduais em condição pré-falimentar.

Mas cabe perguntar aos donos da empresa K-9 por que continuam horando um contrato se não possuem as condições de arcar com os salários de seus empregados. Afinal de contas,até onde eu saiba, a Lei Áurea encerrou com a escravidão como forma legal de exploração do trabalho humano em 1888!

E antes que reclamem, coloco o espaço deste blog à disposição da K-9 para que seja esclarecida a situação do pagamento dos salários dos seus empregados que estão atuando na Uenf.

Já do (des) governo Pezão o que se espera é que suspenda as benesses bilionárias às corporações e use o dinheiro que vai entrar para pagar os salários de todos os trabalhadores que colocam o Rio de Janeiro para funcionar, a começar pelos terceirizados. É que dinheiro não falta, e se trata apenas de gasto de dinheiro público com quem não precisa.

Entrevista no Programa Faixa Livre sobre as crises de Mariana e da Uenf

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No dia 13 de Janeiro de 2016 tive a oportunidade de conceder mais uma entrevista ao economista Paulo Passarinho no Programa Faixa Livre que é levada ao ar pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet) 

 Nessa entrevista conversamos sobre as tragédias causadas pelo TsuLama da Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) e pela política de sucateamento do (des) governo Pezão contra as universidades estaduais do Rio de Janeiro.

Abaixo segue a entrevista em sua íntegra.

Nota da reitoria da Uenf mostra que o (des) governo Pezão quer sucatear ainda mais as universidades estaduais

Por causa de diferentes afazeres relativos à finalização do segundo semestre de 2015 que ainda não se encerrou, não tive a oportunidade de abordar o conteúdo da nota assinada pelo novo reitor da Uenf, Prof. Luís Passoni, acerca das medidas iniciais que estão sendo tomadas para tentar fazer com que a universidade não tenha que literalmente fechar as portas ao longo de 2016.

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O tom sóbrio da nota não esconde a realidade dramática em que a nova administração assumiu a gestão da Uenf: restos a pagar de R$ 8 milhões, bolsas acadêmicas não pagas desde Novembro de 2015, e atraso no pagamento dos salários das empresas terceirizadas.

Além disso, a nota revela, a partir da narrativa de uma reunião com o discretíssimo secretário Gustavo Tutuca que teria traçado “um cenário preocupante” e que ainda teria pedida a colaboração da reitoria comandado por Luís Passoni para “reduzir custos”.

Em outras palavras, a mensagem de Tutuca é clara: a política de sucateamento imposta pelo (des) governo Pezão às universidades estaduais vai continuar e será aprofundada, caso não haja a devida mobilização para dissuadir o (des) governador do seu intento de destruir o sistema fluminense de ciência e tecnologia, do qual a Uenf, a Uerj e a Uezo são parte essencial.

O curioso é que hoje o (des) governador Pezão foi recebido com pompa e circunstância na posse do novo reitor da Uerj.  Parece até que a Uerj não estará novamente em 2016 sob o mesmo tipo de precariedade a que tem sido submetida nos últimos anos por easse (des) governo.

Mas vá lá, pelo menos na posse do novo reitor da Uenf, a comunidade universitária foi poupada dessa nada ilustre presença.

Em busca das raízes da crise financeira do RJ? Siga as placas de obras!

Se levarmos em conta a versão oficial do (des) governo Pezão sobre as raízes da barafunda financeira em que se encontra o estado do Rio de Janeiro, vamos ser convencidos que é a culpa é da diminuição da receita obtida com impostos e, claro, as pensões dos servidores públicos.

Mas eu ouso afirmar que há um caminho bem mais simples para entendermos a raiz dessa crise que sempre lembro aqui neste blog é, acima de tudo, seletiva.  Baseado em minhas últimas andanças pelo interior do meu estado natal, o Paraná, eu sugiro a todo os cidadãos do Rio de Janeiro que sentem ultrajados com a condição de seus hospitais, escolas e universidades que comecem a olhar com mais cuidado o valor das obras públicas que aparecem nas placas que são postadas (quando isto é feito, é claro!) para informar preço e duração das mesmas.

Por que sugiro isso? Vou tentar demonstrar abaixo com placas e imagens de uma obra em execução no final de 2015 na cidade de Telêmaco Borba para compará-las com placas de obras que foram realizadas no campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) no ano de 2008!

Pois bem, vejamos a placa e a obra de Telêmaco Borba.

A primeira coisa que destaco na obra de 2015 em Telêmaco Borba é o seu custo: R$ 263.369,21, e depois a partir dos ângulos da obra que o prédio que abrigará o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no bairro São Francisco não será um puxadinho qualquer.

Agora nos transportemos de volta no tempo e vejamos as placas das obras na Uenf.

No caso dessas obras que friso ocorreram em 2008 temos os seguintes preços iniciais (já que foram concedidos repetidos aditivos para várias delas): R$ 257.492,96 por um quiosque, R$ 450.966,82 por um estacionamento,  R$ 1.492.036,45 pelo cercamento parcial do campus e pela construção de uma guarita, e R$ 2.698.353,89 pela construção de um bandejão.

Como essas obras na Uenf representam uma gota de chuva no oceano de obras públicas realizadas, por exemplo, para a realização da Copa FIFA de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, não é difícil de inferir que muito, mas muito dinheiro público deve ter sido engolido em obras cujos preços deveriam ter sido muito abaixo do que foram. É que não há razão alguma, muito menos a qualidade das obras, que explique como é possível tamanha diferença de preços para coisas semelhantes após um hiato de 7 anos!

É isso que a placa de obra e a placa de Telêmaco Borba tornam vergonhosamente explícitos sobre a pindaíba financdeira em que estamos vivendo no Rio de Janeiro. Simples assim!

Ururau faz matéria sobre intromissão de Pudim e seu grupo no processo de extinção da Fenorte

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O site Ururau publicou uma matéria (ver abaixo) falando sobre a intervenção de Geraldo Pudim e de quatro outros deputados da região Norte Fluminense (João Peixoto (PSDC), Bruno Dauaire (PR), Papinha (PP) e Jair Bittencourt (PR)) que atuaram para prolongar a agonia em que se encontra imersa a Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte). É preciso que se diga que certamente Pudim e seus associados serão “elogiados” por muito tempo pelos servidores da Fenorte, visto que atuaram totalmente à revelia de posições públicas que são à favor da extinção da fundação e sua transferência para o quadro de servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Considero lamentável que esses parlamentares tenham intervido para impedir não apenas a extinção, mas objetivamente a transferência dos servidores que desejam ir para a Uenf para poder, finalmente, atuarem em projetos de interesse da população do Norte Fluminense.

Além disso, a fórmula que está sendo aventada de cessão dos servidores da Fenorte para a Uenf certamente criará ainda mais ansiedade num grupo que já não aguenta mais ser desrespeitado e negligenciado em seus direitos básicos.  E o que é mais estranho é que em todos esses anos em que os servidores da Fenorte ficaram literalmente abandonados, nenhum dos parlamentares que atuaram para impedir a extinção sequer visitaram a instituição para saber como estavam e se sentiam seus servidores.

Mas como 2016 será um ano eleitor, essa intromissão certamente não será esquecida pelos servidores da Fenorte. A ver!

Extinção da Fenorte fica para depois do recesso da Alerj quando o tema voltará a ser analisado

  Thiago Macedo/Carlos Grevi/ Projeto de Lei ficou para fevereiro do próximo ano

A extinção da Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte), que foi decretada na última semana pelo governador Luiz Fernando Pezão, através do Projeto de Lei 1315/2015, dentro dos planos do Governo do Estado em enxugar a máquina, ficou para depois do recesso da Assembleia Legislativa (Alerj), que teve como uma das discussões na tarde desta segunda-feira (21/12), este tema. O projeto de Lei ficou para fevereiro do próximo ano.

O deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB) foi a tribuna e deu início ao discurso que recebeu dos demais deputados da região, João Peixoto (PSDC), Bruno Dauaire (PR), Papinha (PP) e Jair Bittencourt (PR) o apoio com a proposta de fazer assim como no caso de outras autarquias e fundações, deixar para depois do retorno do recesso as discussões mais aprofundadas. O projeto recebeu ao todo 15 emendas.

“O que mais os funcionários da Fenorte desejavam será efetivada e em janeiro, através de decreto do governo Luiz Fernando Pezão eles estarão transferidos para a Uenf”, anunciou Pudim.

Segundo o professor doutor do Laboratório de Estudos do Espaço Antropópico (LEEA) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) – Darcy Ribeiro, Marcos Pedlowski, esse é o sonho antigo dos servidores que almejavam a extinção da Fundação e, consequentemente, a inserção na universidade.

“Desde o ano passado, os servidores querem ir para a Uenf. Eles querem que acabe (a Fenorte) para poder trabalhar”, mencionou o professor doutor.

Criada pela Lei estadual nº 2.043, de 10 de dezembro de 1992, a Fenorte foi estruturada pela Lei estadual nº 3.684, de 23 de outubro de 2001, e reestruturada pela Lei estadual nº 4.798, de 29 de junho de 2006.

Com a sua extinção, as atribuições, estrutura e patrimônio, bem assim os recursos financeiros e orçamentários estariam sendo transferidos para a Uenf, assim como os bens imóveis contidos em sua estrutura incorporados ao patrimônio da universidade.

Ainda resta ser anunciado como se dará a situação dos cargos em comissão e as funções gratificadas da estrutura da Fenorte para a Uenf, e se de fato ocorrerá também esse processo de mudança.

Reportagem: Redação, Fonte Redação

FONTE: http://novosite.ururau.com.br/cidades/adda7e2dddc7b7c6743fe75f582e33d6a6cdf3fc_extincao_da_fenorte_fica_para_depois_do_recesso_da_alerj_quando_o_tema_voltara_a_ser_analisado