
UENF: dinheiro para equiparar valor de bolsas não tem, mas para comprar máquinas de costura industriais tem!


Um minicurso organizado pelo antropólogo e professor titular do Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado (LESCE), Arno Vogel, e pela Mestre em Sociologia Política Regiane Ferreira ocorrerá entre os dias 16 e 19 de setembro na sala de Multimídia do Centro de Ciências do Homem para discutir a importância e o conteúdo da obra de Euclides da Cunha. Este minicurso recebeu o título de “Euclides da Cunha: Glória e Tragédia’.
Os interessados em participar desta relevante atividade deverão se inscrever no email minicursoeuclides@gmail.com entre os dias 05 e 15 de setembro. Como o espaço não comporta um número muito elevado de pessoas, a dica é que as inscrições sejam feitas o mais rápido possível.
Abaixo o cartaz que divulga o minicurso e apresenta o seu conteúdo.
Em tempos financeiros difíceis na UENF, eis que me surpreendeu ver hoje mais um aditivo para a empresa que presta servidores de segurança na UENF, a HOPEVIG. Como mostra o extrato do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro publicado no dia de hoje, o valor do contrato com a HOPEVIG foi novamente aumentado, em que pese a diminuição do número de postos de seguranças que vem ocorrendo ao longo dos últimos meses.
E uma perguntinha aos diletos membros da reitoria da UENF:
— a adesão ao Programa Estadual de Integração da Segurança (PROEIS) não era justamente para dimunuir esse custo?
Sei lá, até parece que esse coisa de crise financeira na UENF só vale para certas coisas, como por exemplo, o aumento do valor da bolsa de auxílio-cota.
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SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
EXTRATO DE TERMO ADITIVO
INSTRUMENTO: Termo Aditivo nº 05 ao Contrato nº 009/2009.
PARTES: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro- UENF e a Sociedade Empresária Hopevig Vigilância e Segurança Ltda.
OBJETO: O objeto do presente termo aditivo é a modificação de seu valor contratual em decorrência de repactuação, com fundamento no art. 65, inc. II, alínea “d” da Lei nº 8.666/93, ficando o presente instrumento repactuado retroativamente a 01/03/2014, visando o não rompimento do equilíbrio financeiro.
VALOR: Em razão da repactuação, o valor global do contrato passa a ser de R$ 34.423.192,05 (trinta e quatro milhões, quatrocentos e vinte e três mil cento e noventa e dois reais e cinco centavos), sendo que restará a ser adimplida a quantia de R$ 3.633.552,12 (três milhões, seiscentos e trinta e três mil quinhentos e cinquenta e dois reais e doze centavos), gerado pelo valor mensal de R$ 673.610,04 (seiscentos e setenta e três mil seiscentos e dez reais e quatro centavos), pelo serviço contratado, acrescido de cinco parcelas mensais de R$ 53.100,38 (cinquenta e três mil cem reais e trinta e oito centavos) cada uma, retroativa a 1º de março de 2014.
DATA DA ASSINATURA: 29/08/2014.
FUNDAMENTO: Processo nº E-26/052.768/2009.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) que hoje participa de uma rodada de debates em universidades na cidade de Campos dos Goytacazes,manteve um animado bate papo no início desta tarde na sede da ADUENF com membros dos três segmentos que compõe a comunidade universitária da UENF sobre o significado das mobilizações de junho de 2013. Freixo falou ainda da importância das universidades na construção de formas alternativas para superar os graves desafios que o modelo econômico dominante traz para o cotidiano da maioria da população do Rio de Janeiro. No caso específico do financiamento das universidades estaduais, Freixo falou da importância que as comunidades universitárias da UENF, UERJ e UEZO unifiquem a defesa da aplicação dos 6% da receita líquida corrente que foi aprovada pela ALERJ e vetada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.
Além de Marcelo Freixo, também estiveram presentes uma série de ativistas sociais, incluindo a senhora Noêmia Magalhães, uma das principais lideranças da ASPRIM, que aproveitou a ocasião para falar do drama social vivido por centenas de famílias do V Distrito de São João da Barra que tiveram suas terras expropriadas pelo (des) governo Sérgio Cabral que as entregou para o conglomerado de empresas do ex-bilionário Eike Batista. A fala da Dona Noêmia foi saudada como Marcelo Freixo que exaltou a importância da resistência organizada pelos agricultores do V Distrito contra as injustiças que foram ali cometidas por Sérgio Cabral.
Uma nota peculiar foi a presença em todo o período em que o bate papo durou de dois fiscais do Tribunal Regional Eleitoral, que acompanharam de forma atenta as falas de todos que se manifestaram sobre a situação de crise em que a UENF está imersa neste momento. Espero que eles tenham saído tão satisfeitos como os demais participantes do bate papo com Marcelo Freixo. Eu sei que eu sai!
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) virá a Campos dos Goytacazes onde cumprirá uma intensa agenda de reuniões cujo mote é a situação das lutas sociais em curso no Brasil. Eu terei a chance de estar numa conversa que ele manterá a partir das 15:00 horas na sede social da Associação de Docentes da UENF.
Pelo que o mandato de Marcelo Freixo vem representando em termos de apoio às lutas sociais, especialmente das universidades estaduais, esses encontros têm tudo para ser interessantes. Como serei observador privilegiado da atividade na sede da ADUENF, divulgarei aqui no blog o conteúdo principal das falas do Freixo.
Praia perdeu 37 hectares de área desde o início da construção do Porto, segundo estudo do professor da Uenf Marcos Pedlowski
Moradores do Açu, no município de São João da Barra, estão assustados com o recuo da faixa de areia que começou a ser notado após a construção do Porto.
Em recente estudo coordenado pelo professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Marcos Pedlowski e divulgado em seu blog, ele afirma ter recebido novas imagens da Praia do Açu, mostrando que a linha de praia continua onde ele fotografou pela última vez. A situação segundo ele é preocupante devido a diminuição contínua da faixa de areia, o que pode causar o desaparecimento da localidade.
“Se a situação continuar dessa forma, o Açu vai desaparecer em menos de cinco anos, como aconteceu com Atafona. Pedi uma análise da variação da área de areia que vai desde a Barra do Açu até o terminal 1 do Porto, e o resultado é preocupante. Uma coisa é inegável no que a imagem mostra, que após a construção do Porto a área diminuiu. Precisamos acompanhar sempre e medir ao longo do tempo os efeitos que já foram notados, seja na diminuição da faixa de areia ou na salinização de águas e solos na região no entorno do empreendimento”, ressaltou.
Um morador que não quis se identificar por medo de represálias afirmou que a erosão sempre existiu, mas que no decorrer do ano a faixa de areia era recomposta por correntes marinhas contrárias e que agora, não chegam mais devido a construção do quebra mar do T2 (TX2 – Terminal do Estaleiro).
“Muitos moradores estão em pânico com essa diminuição da faixa de areia e outros não entendem muito bem porque isso está acontecendo. É preocupante ver imagens do antes e depois da orla desde o início da construção do Porto”, enfatizou.
Outro ponto que merece atenção segundo o professor é que a praia encolheu na maré baixa, o que deveria ocorrer somente na alta. Houve uma perda de 37 hectares de praia desde o início da construção do Porto.
“Essa redução de área é visível e não é sazonal. Os moradores têm percebido essa mudança e estão se preocupando com o fato. Essa perda se deve ao avanço do quebra-mar. Muitos não entendem as causas do problema porque falta divulgação dos números efetivos pela Prumo, empresa responsável pelo Porto. Tem que haver um monitoramento mais intenso e frequente dos estudos que eles fizeram sobre a área”, disse Marcos.
Ainda de acordo com o professor Marcos, as causas graves que originam este problema são: a remoção em toda área, da restinga, considerada uma das maiores do país, a salinização, que prejudicou as águas no lençol freático e a grande perda da faixa de areia.
“Com a construção do Porto muitas espécies da fauna morreram e a mortalidade de mudas é de quase 100%. Muitos animais que dependiam dessa vegetação para viver também morreram. O impacto da construção é muito maior do que as pessoas pensam e não se tem ideia real porque algumas coisas são invisíveis. O programa de reflorestamento da Prumo é muito bom no papel, mas na prática não funciona. Quanto a salinização, a água está se espraiando para a planície, o que prejudica e muito as lavouras. Existem produtores que perdem lavouras até hoje por isso e nenhum especialista vai ao local para esclarecer dúvidas e levar soluções. O Açu corre o sério risco de de não existir mais e como vão ficar os moradores? Sei que pode parecer ingenuidade, mas seria legal que em um dos seus futuros comunicados a Prumo Logística também disponibilizasse os dados que diz estar produzindo sobre estas variáveis. Afinal esses dados têm que ser transparentes”, concluiu.
Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prumo Logística, sem obter resposta. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará versão da empresa para este fato.
FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste_fluminense/54082/porto_pode_causar_desaparecimento_do_acu_segundo_estudo_de_professor
Acabo de ser informado que a audiência requerida pelo vereador sanjoanense Franquis Âreas para apurar os problemas erosivos que estão afetando a Praia do Açu (Aqui!) foi marcada para o dia 03 de setembro de 2014. Como espero que os representantes da Prumo Logística compareçam a esse evento para se eximir ou diminuir o impacto das obras dos quebra-mares e do terminal no temos monitorado, creio que o nobre vereador deveria cuidar para que convites sejam feitos ao Laboratório de Ciências Ambientais da UENF e ao Departamento de Geografia da UFF/Campos dos Goytacazes, onde existem pesquisadores capazes de oferecer explicações que tenham sólidas bases científicas, e não mercadológicas.
De quebra, que se convide também representantes do INEA e do IBAMA. Afinal de contas, estes órgãos é que estão legalmente obrigados a monitorar os efeitos deste tipo de empreendimento, especialmente o órgão estadual que concedeu as licenças ambientais em tempo, digamos, bastante veloz.
O interessante é que, como já disse neste blog, o processo erosivo já estava previsto e constava do Relatório de Impactos Ambientais. Outros itens que constavam do RIMA foram planos de monitoramento e ações de mitigação que pudessem minimizar e evitar efeitos duradouros sobre a linha costeira próxima ao Porto do Açu. Apenas para refrescar a memória dos leitores deste blog, coloco novamente as estimativas que realizamos no Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico sobre a perda de áreas de praia entre 2010 e 2014 no entorno do porto.
A festa promovida pela reitoria para comemorar os 21 anos da UENF tinha tudo para ser sonolenta e modorrenta se não fosse a presença dos estudantes que foram lá para questionar a lamentável situação em que a instituição criada por Darcy Ribeiro se encontra neste momento.
As imagens abaixo falam mais que mil palavras. Mas uma coisa é certa: os estudantes da UENF, ao contrário da reitoria, vivem e materializam o ideal de Darcy Ribeiro em formar profissionais com consciência cidadã e preocupados com o futuro da nossa sociedade.
Longa vida à UENF!
A Universidade Estadual do Norte (UENF) celebra hoje (15/08) 21 anos de existência. Essa instituição que é fruto das visões de longa profundidade de Darcy Ribeiro e Leonel Brizola, também é produto da organização da população de Campos dos Goytacazes. Essa junção de vontades gestou uma instituição com ideias e práticas que revolucionaram a forma com que as universidades públicas brasileiras.
Darcy Ribeiro viajou por diversas partes do mundo para produzir um modelo institucional que permitisse a todos os membros da UENF realizar o máximo de suas potencialidades. Darcy começou por quebrar as amarras departamentais que, em sua opinião, sufocavam a criatividade e burocratizavam o cotidiano das universidades brasileiras. Além disso, Darcy Ribeiro elevou a barra dos requisitos para alguém fosse professor na UENF ao estabelecer o título de doutor para que alguém pleiteasse o direito de trabalhar na instituição. Além disso, Darcy estabeleceu que todos os professores deveriam trabalhar em regime de Dedicação Exclusiva. Com o passar dos anos, todas as universidades públicas brasileiras se dirigiram no sentido de adotar esses pré-requisitos, mesmo esquecendo que toda essa mudança começou com a criação da UENF.
Agora a UENF vive uma crise sem precedentes em sua jovem história. E o principal problema, não o único, é a rala compreensão que os atuais (des) governantes estaduais possuem da importância das universidades públicas fluminenses para um modelo de desenvolvimento econômico, social e ambiental que seja inclusivo e democrático. Ao contrário, nos anos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, o que temos é o encurtamento de salários, o aprofundamento da terceirização e o desrespeito pela autonomia universitária. Essa visão rala é o ponto de partida da situação de quase insolvência financeira em que não só a UENF, mas também a UERJ e a UEZO se encontram!
Para compor esses problemas, temos na reitora da UENF um grupo de gestores que simplesmente não entendem a estatura dos cargos que ocupam. É por isso que, em vez de enfrentarem o (des) governo de frente, preferem insistir num diálogo de surdos e mudos com o (des) governo Pezão, enquanto precisam assumir que já não conseguem pagar os fornecedores e prestadores de serviços.
Mas como alguém que já está na UENF desde 1998, eu acredito firmemente que a comunidade universitária tem plenas capacidades de superar tudo isso, e continuar realizando as tarefas idealizadas por Darcy Ribeiro e seu parceiro de projeto, Leonel Brizola, nos deixaram.
Darcy Ribeiro dizia que “a crise na educação não é uma crise, mas um projeto”. Assim, em vez de cairmos no desânimo e na apatia, creio que o caminho devemos ampliar a resistência aos que querem destruir a UENF com um projeto político de privatização do estado do Rio de Janeiro. Só dessa forma estaremos à altura das tarefas que nos foram deixadas pelos fundadores da UENF.
Por isso tudo, é que devemos celebrar esse aniversário com altivez e não com meras celebrações de fachada. E só lembrando Chico Buarque de Holanda, eu dedico ao (des) governador Luiz Fernando Pezão, que aqui simboliza os inimigos da UENF, a canção “Apesar de você”.
Campanhas eleitorais são cheias de promessas vãs, isso todos nós sabemos. Mas o (des) governador em exercício e candidato a reeleição, Luiz Fernando Pezão, anda exagerando. É que segundo matéria do “O GLOBO” (Aqui!) em uma visita/ato de campanha no Porto do Açu, teria proferido a seguinte frase:
–— “Precisamos fazer os centros) principalmente na área do petróleo. E não apenas cursos profissionalizantes. A Uerj , que já está vindo para cá, tem que trazer cursos de Engenharia, Logística, Mineração e Engenharia Metalúrgica.”
Não estivesse o (des) governo Pezão sucateando a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) que dista algo em torno de 40 km do centro de São João, até poderia se aceitar que ele quisesse a vinda da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), cujo campus principal se encontra a mais de 300 km da cidade que hoje já sofre os efeitos negativos do porto idealizado por Eike Batista.
Mas essa esquizofrenia é facilmente explicável no campos das promessas eleitorais. O duro é saber que esse mesmo (des) governo mantém os campi avançados da UERJ em completa petição de miséria e sem as mínimas condições de funcionamento. Aliás, numa situação muito parecida com aquela que hoje é vivida pela UENF e pela UEZO.
Depois o (des) governador Pezão não reclame se sair publicado algum manifesto de repúdio coletivo contra a sua política de destruição das universidades estaduais. Afinal, quem semeia promessas eleitorais, acaba colhendo repúdio da comunidade universitária. Aliás, o que tem de gente na UENF twittando o #ForaPezãoinimigodaeducação” é, como diria um amigo meu aqui de Campos dos Goytacazes, coisa de doido!