E a proposta da UENF chegou, com valores que não garantem nem a reposição das perdas salariais do (des) governo Cabral/Pezão

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Temos novidades de última hora na questão salarial dos servidores e professores da UENF! Acaba de aparecer no sistema online da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o processo 20140303050 que deverá atualizar os salários em duas magras parcelas (a primeira em julho de 2014 e a segunda em julho de 2015). Os valores que são propostos no projeto de lei 3050/2014 são exatamente os mesmos propostos pela Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) em julho de 2013!

Esse descaso com a situação da UENF é uma opção do (des) governo Pezão. Aliás, O Sr. Luiz Fernando Pezão havia se comprometido no dia 06.06.2014 a estudar formas de melhorar a proposta. Mas passados 12 dias daquele encontro os sindicatos, o que se vê é que o voto de confiança pedido por Pezão era mesmo para empurrar valores defasados goela abaixo dos servidores da UENF.

Agora restará aos sindicatos que defendem os interesses de servidores e professores tentarem melhorar alguma coisa dentro da ALERJ. Porque do mato do (des) governo Pezão é que não mais sai nada mesmo!

O dia 18 de Junho chegou e mostrou o valor da carta do (des) secretário de C&T do RJ aos professores da UENF

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No dia de 03 de junho de 2014 os professores foram atingidos pelo desrespeitoso ofício SECT/GAB/62/2014 onde o (des) secretário Alexandre Vieira (mostrado acima), entre ameaças e desrespeitos, informou que entre os dias 11 e 18 de junho seriam enviadas mensagens para a ALERJ, condicionando o envio da nossa à saída de greve até o dia 06; de junho.

Pois bem, veio a assembleia dos professores do dia 09 de junho e já sabemos o que aconteceu nela. Pois bem, o dia 18 de junho chegou, e ficou claro que a palavra e a assinatura do secretário Alexandre Vieira tem o mesmo valor, qual seja, ZERO!

E aí fico imaginando como ficam aqueles que dentro da UENF, incluindo o reitor Silvério Freitas, se colocaram em marcha para acabar com a greve dos professores, sem que houvesse qualquer garantia fosse dada por parte do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão que as demandas que originaram um movimento justo e legítimo seriam finalmente atendidas?

Mas ainda bem que a ADUENF possui uma direção autônoma e que não se curva à primeira cartinha ameaçadora de algum (des) secretário de terceiro escalão de um (des) governo em fim de festa.

E a luta continua! Viva a ADUENF!

O relógio está girando para Luiz Fernando Pezão e Alexandre Vieira

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 O (des) governador Luiz Fernando Pezão compareceu no campus da UENF em Campos dos Goytacazes e pediu à comunidade universitária mais um voto de confiança em seu (des) governo, já tão desgastado por tantas quebras de palavra de seu parceiro de chapa, o Sr. Sérgio Cabral. Em troca da suspensão de uma greve que se encontrada forte e com apoio popular, Pezão se comprometeu a finalmente enviar para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um projeto de lei que resolvesse graves problemas salariais que hoje causam uma crise sem precedentes na universidade criada por Darcy Ribeiro e construída por Leonel Brizola.

Por seu lado, o (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Sr. Alexandre Vieira, havia apontado em documento oficial que até o dia 18 de junho (próxima 4a. feira), o tal projeto de lei seria finalmente enviado.

Pois bem, agora nem é preciso lembrar que o relógio está rodando e tempo está acabando para Pezão e Alexandre Viera. Já a paciência da comunitária da UENF, esta anda mais escassa do que o tempo que ainda resta para Pezão e Vieira cumprirem sua palavra. Do contrário, a coisa vai literalmente feder para Pezão.

 

Especulação imobiliária contribui para expulsões ligadas à Copa do Mundo

Obras no Itaquerão, São Paulo, 2012.

Obras no Itaquerão, São Paulo, 2012.

Flickr/Ze Carlos Barretta
Silvano Mendes

A expulsão de milhares de pessoas de suas casas por causa das obras de preparação da Copa do Mundo foi um dos assuntos que mais suscitaram polêmica nos últimos meses. A questão chegou a ser tema de uma campanha da Anistia Internacional no Brasil e esteve no centro de debates em Paris. Mas para especialistas ouvidos pela RFI, as expropriações camuflam uma situação muito mais complexa, na qual a especulação imobiliária tem um papel fundamental.

Dois dias antes do pontapé inicial da Copa do Mundo, as associações francesas Autres Brésils e Ritimo organizaram em Paris a projeção dos filmes Jeux de pouvoir, de Susanna Lira, e A caminho da Copa, de Carolina Caffé e Florence Rodrigues. O evento tinha como objetivo discutir a questão do direito à moradia no Brasil, levando em consideração as denúncias de remoção forçada de milhares de moradores de suas casas nos meses que antecederam o mundial.

A professora brasileira Teresa Peixoto Faria, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), participou de uma mesa-redonda organizada logo após a projeção na capital francesa. Para ela, essas “remoções são práticas que já existiam anteriormente, sobretudo no período militar”. No entanto, a pesquisadora, especialista em estudos urbanos, lembra que com a “desculpa da Copa”, o fenômeno tem se acentuado. Ela chama a atenção para os interesses especulativos camuflados por essas expulsões. “Essas populações já estavam há muito tempo e alguns assentamentos já existiam há mais de 30 anos, mas o grande interesse surge quando esses terrenos estão em áreas que hoje estão sendo valorizadas”.

Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia Internacional Brasil e coordenadora da campanha “Basta de remoções forçadas!”, comenta essa valorização ligada aos grandes eventos esportivos. Baseada em um estudo feito pelo arquiteto Lucas Faulhaber, que traçou um mapa das remoções cariocas, ela explica que “no Rio de Janeiro, as pessoas estão sendo removidas do início da zona norte, do centro, da zona sul e da Barra da Tijuca, que são as zonas mais nobres da cidade, para serem reassentadas nas áreas periféricas da zona oeste, que são muito distantes e controladas pelas milícias”.

Segundo ela, os estudos levam a crer que “existe um padrão de relocalização das famílias mais pobres nas regiões mais afastadas da cidade, mesmo se há terrenos públicos em áreas centrais do Rio de Janeiro que poderiam recebê-los”. Para ela, esse é um dos fatores que contribuem para a especulação imobiliária e o aumento dos preços dos imóveis. “Um prédio em Copacabana que está ao lado de uma favela vale menos que um prédio que não está ao lado de uma favela”.

Mas a representante da Anistia ressalta que a bolha imobiliária atinge todos, inclusive aqueles que não oficialmente expulsos de seus lares. Além disso, ela explica que esse fenômeno não é novo e também não é uma exclusividade do Brasil. “Remoção, encarecimento do custo da moradia a o processo e ‘gentrificação’ já foram documentados em outros países. Em cidades como Pequim, por exemplo, isso levou a mobilidade de quase um milhão de pessoas. É como se existisse um padrão do impacto negativo da realização dos megaeventos esportivos. O lamentável é que os governos não estejam atentos para isso e não tomem medidas para prevenir”.

FONTE: http://www.portugues.rfi.fr/geral/20140611-especulacao-imobiliaria-contribui-para-expulsoes-ligadas-copa-do-mundo

Sindicato dos Vigilantes de Campos faz protesto na entrada da UENF por causa do atraso de pagamentos dos funcionários da HOPEVIG

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A UENF é hoje uma universidade onde não faltam conflitos, especialmente os de ordem trabalhista. No início desta terça-feira (10/06), um grupo de militantes ligados ao Sindicato dos Vigilantes de Campos, que são liderados pelo presidente Luiz Carlos Rangel da Rocha, fazem um protesto na entrada principal do campus principal por causa do constante atraso do pagamento dos guardas patrimoniais que prestam serviço na UENF. 

É que, mais uma vez, os salários desses trabalhadores se encontra atrasado, fato que vem se repetindo ao longo de 2014, fruto da política de contingenciamento financeiro imposto pelo (des) governo Cabral/Pezão sobre a UENF.

Movimento estudantil da UENF defende reinício das aulas apenas no dia 23 de Junho

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Por considerar que não tem como se iniciar o ano letivo nessa 4a. feira, o movimento estudantil da UENF, tendo a frente o Diretório Central dos Estudantes (DCE/UENF), vai propor hoje na Câmara de Graduação da UENF que a retomada das aulas ocorra apenas no dia 23/06.

Um dos fatos que levaram o movimento estudantil a adotar esta posição é que muitos alunos ingressantes (calouros) estão sem onde morar, pois a sua maioria desfez os seus contratos de aluguel quando souberam da greve.

É importante lembrar que os estudantes estão em greve por uma pauta de demandas que inclui, entre outras questões, o aumento do valor do auxílio-cota dos atuais R$ 300,00 para R$ 400,00, que é o valro praticado na UERJ; abertura do bandejão, e criação de um auxílio-moradia para estudantes que vivam fora da cidade de Campos. É interessante notar que o (des) governo do Rio de Janeiro chamou uma reunião com os estudantes para amanhã no Rio de Janeiro, justamente no dia em que a reitoria quer iniciar as aulas.

E-mails escancaram o despropósito da reitoria da UENF de retomar aulas no dia 11/06

Após a assembléia dos professores suspender a greve iniciada no dia 12/03, os estudantes da UENF receberam  esta tarde dois e-mails da direção da universidade e estão “exaltando” o conteúdo dos mesmos nas redes sociais. É que segundo uma estudante, primeiro ela recebeu um e-mail informando que as aulas retornariam dia 11, e menos de 1h depois recebeu outro informando os dias de pontos facultativos ( dias 12 , 17 , 18 , 19, 20, 23 e 25 de junho de 2014, e durante todo o dia 04 de julho). Seria cômico, se não fosse trágico!
 
Mas amanhã (10/06), a reunião da Câmara de Graduação, que é colegiado que legisla sobre o calendário acadêmico da UENF, vai se reunir e deverá impedir este contra-senso. A ver!

Reitoria da UENF força a barra e convoca alunos para retomar as aulas no dia 11 de Junho

Apesar da assembléia da ADUENF ter remetido uma correspondência ao reitor da UENF, Silvério Freitas, pedindo razoabilidade na reorganização do calendário acadêmico, esse pedido parece ter caído em ouvidos surdos. É que já no início desta tarde, a reitoria da UENF anunciou na página oficial da instituição que os alunos estão sendo reconvocados para retomarem as aulas já na próxima 4a. feira (11/06) (Aqui!), véspera da estréia do Brasil na COPA 2014. E o pior é que esta reconvocação está sendo feita um dia antes da reunião do Colegiado de Graduação que é o órgão responsável pela organização do calendário acadêmico dos cursos de graduação da UENF.
 
Agora, eu pergunto como é que estudantes que estão entrando no primeiro semestre da graduação, e que moram em diferentes pontos do território brasileiro vão poder estar aqui na 4a. feira para iniciar as aulas? Você vai garantir o pagamento de passagens áreas? Além disso, como esse contingente sequer alugou qualquer coisa para morar, onde é que eles vão ficar até arranjarem um local? No prédio P-10? No quiosque ao lado do CCT?
 
E os estudantes que dependem de transporte escolar cedido pelas prefeituras da região e que hoje não dispõe de ônibus para os estudantes da UENF? Quem vai trazê-los até Campos e retorná-los para as mais variadas cidades do Noroeste Fluminense?
 
E o pior é que essa decisão está sendo anunciada antes da reunião da Câmara de Graduação que é quem cuida do calendário acadêmico. Realmente é muitaaaaa sensibilidade! Agora, uma coisa é certa. Esta medida poderá trazer ainda muita dor-de-cabeça para a reitoria.

Reitoria da UENF manda tropa de choque, mas só consegue suspender greve dos professores

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A reitoria da UENF que se mostrou incompetente para resolver os problemas salariais que estão na raiz da greve que os professores iniciaram em 12 de março, hoje enviou sua tropa de choque (inclusive o ex-reitor Almy Junior) para acabar com a greve dos professores, mas o máximo que conseguiu foi a sua suspensão. A assembléia aprovou uma proposta que aponta para  fato de que mobilização vai continuar e duas assembleias já foram marcas para os dias 17 e 24 de junho. O objetivo dessas assembleias será avaliar a situação e conferir se o (des) governador Pezão fez valer (ou não) o voto de confiança que pediu à ADUENF em sua visita ao campus Leonel Brizola na última 6a. feira (06/06).

Mas quem esteve na assembleia pode ver de perto a truculência dos aliados da reitoria (muitos deles ocupando cargos executivos dentro da administração da UENF) e que quiseram, mas não conseguiram, cassar a palavra dos professores, numa ação que é inédita nos 20 anos de história da ADUENF. O interessante é que a simples menção do direito dos estudantes de terem direito a um novo calendário que permita seu retorno correto para o campus foi fortemente contestado pelo grupo ligado à reitoria, sob o argumento de que os estudantes é que devem cuidar dos seus interesses. Felizmente, a maioria dos presentes rejeitou esta postura e foi aprovado o envio de uma carta ao reitor da UENF, Prof. Silvério de Paiva Freitas, para que seja dado um tratamento razoável à formulação de um calendário que permita um retorno organizado e em tempo hábil ao campus, especialmente para os estudantes que vivem em outras regiões do Brasil.

O que ficou patente na assembleia de hoje por parte dos apoiadores da reitoria foi a total inconformidade com o direito da liberdade de expressão e do amplo debate. Este tipo de postura que atenta diretamente contra o espírito universitário explica bem como é que a UENF chegou ao pântano institucional em que se encontra neste momento. 

Felizmente o atual movimento de greve mostrou que a maioria da comunidade universitária da UENF se cansou desse modelo de direção e que, de agora em diante, nada mais vai ser como antes. E no que depender de mim, a UENF apenas começou um novo capítulo de sua história onde os ideais de Darcy Ribeiro não serão mais sufocados. E a luta continua! Simples assim.