Unificação das universidades estaduais vai aumentar ainda mais a pressão sobre Pezão

A UENF está em greve geral desde 12 de março, mas até hoje o (des) governo estadual comandado agora por Luís Fernando Pezão está tratando o movimento com descaso e intransigência. Pois bem, o (des) governo do Rio de Janeiro demorou tanto a resolver o problema da UENF, que agora talvez tenha que enfrentar movimentos similares na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO).

A principal questão que alimenta a indignação dos professores das três universidades estaduais do Rio de Janeiro é a profunda desvalorização dos salários que os coloca como os mais mal pagos no funcionalismo estadual para os detentores de títulos de pós-graduação.

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E ninguém pode dizer que os professores da UENF não avisaram! Enrolaram tanto que agora podem ter que encarar uma greve geral nas três universidades estaduais. Excelente para a campanha eleitoral da oposição, Pezão!

Saudades de Salassier

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Ainda refletindo sobre a profunda degradação da nossa direção institucional, me vi lembrando da gestão do Prof. Salassier Bernardo com quem tive profundas diferenças em muitos momentos. O interessante é que mesmo durante os períodos de confrontos mais duros, sempre mantivemos uma relação respeitosa fora dos colegiados. Essa era uma qualidade singular do Prof. Salassier, pois ele não via a discordância como algo nefasto ou que o portador do contraditório devesse ser perseguido. Tanto isto é verdade que nunca sofri uma comissão de sindicância sequer durante seus quatro anos de gestão. E isso é uma marca impressionante já que os reitores seguintes me premiaram com tantas que eu até perdi a conta, incluindo um que jurava que tinha enfrentado a ditadura em nome da democracia!
Mas deixemos minhas reminiscências pessoais de lado e vamos ao que interessa. Eu preciso lembrar aos que esqueceram que na gestão do Prof. Salassier os colegiados funcionavam e ali se discutia tudo, inclusive as greves que ocorriam na instituição. Muitos dos que hoje abominam este tipo de discussão dentro dos colegiados não raras vezes eram os mais incendiários nos ataques dentro dos colegiados. Por essas e outras é que eu olho para a gestão do Prof. Salassier com uma certa nostalgia, pois a UENF vivia um tempo onde havia democracia e tínhamos diferenças que eram discutidas quase à exaustão em tempo real.
Felizmente, sinto que muita gente se cansou do atual estado de letargia sistêmica e estamos prontos para retomar o caminho da democracia, onde poderemos nos  concentrar positivamente na construção de um modelo de descentralização orçamentária e discussão efetiva das prioridades coletivas que vão ainda impulsionar a UENF para grandes conquistas. E vamos olhar para os últimos 10 anos apenas como aquilo dizia Leonel Brizola sobre Garotinho… um fogo que passou e se alastrou dentro do canavial num dia de vento forte.
Finalmente, acho que nem preciso avisar, mas não sou e não serei candidato a nada em 2015. Serei apenas um soldado a serviço da superação do Ancien Régime que hoje asfixia a criatividade e a democracia dentro da UENF.

Site Ururau produz ampla matéria sobre convocação do MPRJ para reitoria da UENF se explicar sobre PCV

Reitoria da Uenf é convocada pelo MPE para uma audiência pública

Denúncia visa esclarecer suposto desrespeito da instituição ao PCV dos funcionários

 Vagner Basilio

Denúncia visa esclarecer suposto desrespeito da instituição ao PCV dos funcionários

O impasse envolvendo os servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro e membros da Reitoria da mesma, que já dura mais de um mês, está longe de um término. Desta vez, a problemática foi parar nas mãos da Justiça, que por sua vez, convocou a universidade para uma audiência pública, a ser realizada no dia 14 de maio, às 14h40, na sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em Campos, a fim de esclarecer um suposto desrespeito da instituição ao Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) dos funcionários, estabelecido na Lei Estadual 4.800/06. A ação foi movida pelo promotor de Justiça de Tutela Coletiva, Marcelo Lessa.

De acordo com o inquérito civil público, n° 208/13 (MPRJ 2013. 01011146), a Uenf criou um adicional de Dedicação Exclusiva (DE) somente para os professores efetivados da instituição, bem como aprovou reajustes significativos para funcionários de nível médio, fundamental e elementar, excluindo os profissionais de nível superior e professores.

A equipe do Site Ururau procurou a Reitoria da Uenf, que por sua vez, disse que o documento oriundo do Ministério Público dá a entender que não houve uma solicitação de aumento para professores e para técnicos de nível superior da instituição, o que segundo ela não é verdade.

“Quando uma instituição pede apenas um determinado aumento para um corpo de funcionários, o chamado aumento linear fica claro que é uma reposição de perdas inflacionárias. Só que no caso da Uenf, além do aumento linear que foi pedido para todos, e o mesmo difere da denúncia, houve uma solicitação de aumento de mais ou menos 32,7% que são as reposições das perdas salariais, desde o último aumento calculado pelo GPM. Então há esse pedido de reposição para todos, e, além disso, que em minha opinião é o que está ocasionando toda essa confusão, é que você tem mais duas pautas: uma é a Dedicação Exclusiva que foi implementada na Uerj, sendo que a universidade não tinha professores nesse regime, e a Uenf tinha, mas os docentes não recebiam o adicional”, explicou o professor de Aquicultura e chefe de gabinete da Reitoria da instituição, Manuel Vazquez.

Manuel disse que o documento faz menção a uma interpretação da pauta salarial da universidade, que, segundo ele, é um pouco complexa, e que talvez, em função de serem diversas demandas, e não apenas um novo valor de salário, teria criado um pouco dessa confusão.

Ainda de acordo com ele, todos os quatro grupos de docentes (elementar, fundamental, médio e técnico de nível superior) e servidores da Uenf, se enquadram em uma ou mais de uma reivindicação, não tendo nenhum grupo excluído.

“A gente até entende que as pessoas acham que estão sendo deixadas de lado, como alguns vêm colocando. Mas, isso está acontecendo porque esses 32,7% (solicitação de aumento dada aos servidores da Uenf) é menos do que o Sindicato está pedindo, reajuste esse que está na casa dos 86% ou 87%. Mais não existe um servidor que não tenha tido seu pleito aprovado em reunião”, afirmou Vazquez informando que a reitoria trabalha com um índice que vem sendo acumulado desde o último aumento. Enquanto que os sindicatos trabalham com um índice que gera um valor maior, índice esse que vem desde a criação da Uenf.

Vazquez explicou que os professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) que tem DE irão receber, assim que for totalmente implementada em janeiro de 2015 que é o prazo final para a implementação, em torno de 35% ou 37% a mais do que os da Uenf, que atualmente estão recebendo aproximadamente 18% a mais.

Ainda de acordo com ele, a Uenf teria aprovado no Conselho Universitário uma solicitação de inclusão de pauta para essas negociações salariais com o governo do adicional de DE no mesmo percentual que foi dado a Uerj, que é de 65%.

“No momento em que foi aprovado o salário da Uenf estava em torno de 18% a 20% dependendo da tabela, e com os 65% até ultrapassaria o da Uerj. Além disso, foi pedido também essa reposição de perdas e o corpo técnico administrativo dos servidores não docentes da Uenf questionavam a relação entre os valores, principalmente os finais das quatro categorias: elementar, fundamental, médio e técnico de nível superior. O que se adotou foi um termo interno, onde pudemos perceber que a tabela tinha uma distorção, ou seja, as distâncias entre o máximo de que cada uma dessas categorias poderiam chegar no seu Plano de Cargos e Valores. Dessa forma, percebemos que elas não tinham uma distância considerada adequada, e isso implicava em um aumento escalonado. Então eu acho que houve certa confusão porque o que ocorre é isso, a DE sendo exclusivamente para os docentes, a distorção gerando um aumento para o elementar, fundamental e médio e a reposição de perdas salariais (32,7%) abraçando todos os profissionais”, enfatizou o chefe de gabinete.

A equipe de reportagem tentou um contato com o promotor Marcelo Lessa, mas foi informada que o mesmo estava em audiência.

GREVE
Insatisfeitos com o não acordo com o Governo, servidores da Uenf vem realizando uma série de atos e manifestações em prol de suas reivindicações. Confira os links do movimento dos docentes desde o início da greve, em 13 de março deste ano.

Grevistas da Uenf bloqueiam novamente entradas da universidade

Docentes e alunos da Uenf e servidores da Fenorte protestam na BR-101

Grevistas da Fenorte, Aduenf e Sintuperj realizam passeata em Campos

Grevistas bloqueiam entradas da Uenf e pedem diálogo com o Estado

Grevistas da Uenf vão se reunir com Comissão de Educação da Alerj

Em assembleia, docentes da Uenf decretam greve por tempo indeterminado

 

FONTE: http://ururau.com.br/cidades44069_Reitoria-da-Uenf-%C3%A9-convocada-pelo-MPE-para-uma-audi%C3%AAncia-p%C3%BAblica

Presidente da ADUENF faz pronunciamento sobre a greve dos professores da UENF

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Em greve desde o dia 12/03, os professores da UENF esperam com paciência e múltiplas atividades que o (des) governo liderado por Luiz Fernando Pezão saia de sua indiferença olímpica e envie logo o projeto de lei para corrigir os salários praticados na instituição, e que hoje alcançaram o lamentável posto de piores do Brasil.

Abaixo posto vídeo produzido pela Associação de Docentes da UENF para explicar as razões do movimento de greve.

Ministério Público realizará audiência pública para apurar suposto desrespeito ao PCV da UENF

Nos dias de hoje, a reitoria da UENF deve ser um local cheio de pessoas esperando que o pior já tenha passado. Um dia são denúncias de uso indevido de dinheiro público para pagamento de diárias, noutro aparecem problemas relativos ao uso de recursos oriundos da Petrobras para pagar multas aplicadas pela Receita Federal. Mas a cota de novidades negativas parece ainda estar longe de ser encerrada. Aliás, a reitoria da UENF parece estar envolta na chamada “Primeira lei de Murphy” que diz que “se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível“.

Mas como cheguei a essa conclusão? Muito simples! Basta olhar o ofício abaixo do Ministério Público Estadual convocando uma audiência pública para o dia 14 de Maio para discutir “um suposto desrespeito da UENF Darcy Ribeiro ao Plano de Cargos e Vencimentos estabelecido pela Lei 4800/2006…

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O problema maior aqui é que nessa audiência pública poderão aparecer outras denúncias, e não apenas os elementos que deram base para a abertura do Inquérito Civil Público No. 208/2013 (Processo MPRJ 2013. 01011146).  E é ai que mora o perigo para a reitoria da UENF, pois nessas ocasiões a Primeira Lei de Murphy não costuma perdoar, se materializando de forma ampla, geral e irrestrita.

Estudante da UENF fala das suas dificuldades cotidianas numa universidade sem acessibilidade

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O estudante Luiz Antonio Silva é uma prova de resistência e firmeza de propósitos e venceu muitas barreiras para integrar o corpo discente do curso de Licenciatura em Química da Universidade Estadual do Norte Fluminense em Campos dos Goytacazes.  Lamentavelmente para ele, a UENF não possui o mínimo exigido pelo Ministério de Educação e Cultura para o acolhimento de pessoas com necessidades especiais no ensino superior.

Veja abaixo um depoimento rápido que Luiz Antonio me ofereceu no dia de hoje. E não custa lembrar que a UENF gastou mais de R$ 1 milhão para supostamente tornar o campus Leonel Brizola mais acessível!

Alguém avise o (des) governador Pezão que os estudantes da UENF também estão em greve

Em sua entrevista no Programa Panorama Continental e que foi ao ar nesta segunda-feira (28/04), o (des) governador Luiz Fernando Pezão exigiu o fim da greve dos professores para negociar a solução das pendências salariais que ele prometeu resolver em Setembro de 2013 dizendo que esta prejudica os estudantes.

Pois bem, um assessor menos desavisado deveria informar ao (des) governador Pezão que os estudantes também estão em greve por uma pauta que inclui a abertura do restaurante universitário, o aumento do valor do auxílio-cotista e a criação de um auxílio-moradia que permite principalmente aos estudantes pobres a permanecerem na UENF, em vez de abandoná-la por falta de condições econômicas de estudar.

E se o (des) governador Pezão não quiser acreditar no que eu escrevo, posto abaixo vídeo produzido pelo Diretório Central dos Estudantes da UENF para explicar os motivos da greve dos estudantes.

 

Em dificuldades, Pezão deve participar de procissão em São João da Barra. Vai ajoelhar?

Uma fonte bem informada me deu uma informação valiosa: o atual (des) governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, deverá estar amanhã(28/04) em São João da Barra para participar da procissão de Nossa Senhora da Penha que anualmente é acompanhada por milhares de pessoas, vindas de diversas partes do Brasil. Como a situação de seu (des) governo beira o desespero completo, especialmente agora que a política das UPPs faz mais água do que cano furado da CEDAE, é até compreensível que Pezão esteja querendo rezar na esperança de tempos melhores.

Mas com Pezão está vindo para uma região onde estão em greve professores, estudantes e servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), e também servidores da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE), seria aconselhável que Pezão também viesse pronto para ajoelhar no sentido menos bíblico, e aproveitasse a ocasião para trazer soluções para uma greve que se estende apenas e unicamente por causa da inapetência de seus secretários para a solução de problemas que foram arrastados ao longo dos sete anos em que Pezão e seu mentor Sérgio Cabral ocupam o timão desgovernado do executivo fluminense.

E ai Pezão, vai ajoelhar?

Imerso em problemas, Pezão ignora greve na UENF

A greve iniciada pelos professores da UENF em 12 de março continua sem qualquer perspectiva de solução por parte do novo (velho) governo do Rio de Janeiro. Essa é uma situação curiosa, pois em todos os contatos que são feitos na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, seja na base do governo ou na oposição, a crise salarial existente na UENF é vista como de solução pacífica, faltando apenas que o executivo envie o projeto de lei.

Mas passados mais de 40 dias desde o início da greve geral que engloba todos os setores da UENF, não há nem sinal de que uma proposta está para ser enviada, o que prolonga a greve de forma quase inercial.

Essa postura do (des) governo estadual acaba contribuindo para um esgarçamento de relações e deixa a reitoria da UENF numa posição de “sitting duck”, o que em bom português significa dizer que os dirigentes institucionais, visto como impotentes e incompetentes, amargam boa parte d desgaste causado pela falta de soluções. Mas quem é quem mandou que os dirigentes institucionais se comportassem como agentes do (des) governo estadual? Estão colhendo apenas os frutos amargos de sua própria política de subserviência ao executivo estadual!

Agora no que interessa aos sindicatos, a disposição para manter a greve continua firme e forte. Tanto isto é verdade que hoje o campus da UENF foi novamente lacrado pela manhã, deixando o campus literalmente vazio. Se isso não simboliza o descaso de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão com o destino das universidades estaduais, eu não sei que simbolizaria.

Depois os apoiadores do (des) governo estadual não me venham dizer que essa é uma greve eleitoreira, ou se sintam perseguidos se Pezão tiver que assistir de longe candidatos como Lindbergh Farias e Anthony Garotinho sendo recebidos para apresentarem seus programas de governo para a comunidade da UENF. 

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