Estudantes trocam nome do prédio da reitoria da UENF

Para quem achava que o longo feriado havia acalmado os ânimos dos estudantes que se encontram acampados no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) para exigir, entre outras coisas, a criação de um auxílio-moradia, se enganou redondamente. Para quem passa pelo acampamento estudantil nesta manhã de 5a. feira o que fica evidente é que a disposição de luta continua firme, o que fica ainda mais evidente pelo número de barracas que continua crescendo.

De quebra, os estudantes rebatizaram o prédio da reitoria da UENF para “ocupação estudantil” como mostra a imagem abaixo. Pensando bem, nada mais justo. Agora vamos ver o que faz a reitoria, sempre tão ausente e omissa quando se trata de atacar os problemas reais que existem no campus Leonel Brizola.

ocupação

A reinauguração da unidade de experimentação animal da UENF: caso de déjà vu ou simples requentamento de boas novas?

Em meio a essa feriado prolongado me lembrei de uma notícia lançada pela Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Nrte Fluminense (UENF) sobre a inauguração de uma unidade de experimentação animal com a presença do Prof. Ruy Garcia Marques, presidente da FAPERJ (Aqui!) no dia 15/04/2014, e comecei a ter uma sensação de déjá vu (que em francês significa “já visto”). Fazendo uma busca no Google, eis que rapidamente achei uma matéria publicada pelo site Ururau onde a notícia é também a inauguração da referida unidade de experimentação animal em 28/06/2011 (Aqui!). 

Como a reitoria da UENF é composta basicamente pelos mesmos membros, o problema aqui não deve ser de esquecimento, mas de uma necessidade total de passar a sensação de que tudo está normal na instituição. Se não fosse pela internet e pelo Google, talvez até conseguissem passar ilesos….

Vejam fotos da inauguração de 2011 e de 2014 apenas para deixar claro que essa situação é mesmo um déjà vu que nada tem de acidental. Afinal, a única coisa que parece ter mudado é que a estrutura que abriga a “Unidade de Experimentação Animal” ganhou um andar extra. Assim, poderia até se falar em reinauguração e nunca de “inauguração”. Mas dai o efeito seria menor, e o presidente da FAPERJ talvez não se sentisse tão lisonjeado.

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Foto da inauguração de 2011

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Foto da “inauguração” de 2014

Mas para quem não se lembra mais, é na “Unidade de Experimentação Animal” que fica localizado o tomógrafo que já mereceu uma matéria bastante controvertida na Revista Somos Assim que mostrou problemas sérios no processo de importação deste equipamento  numa matéria intitulada “Estranha compra de Tomógrafo de empresa de Miami Beach embaça imagem da Uenf” (Aqui!). Aliás, a coincidência maior neste caso é que  tal tomógrafo foi importado com recursos da FAPERJ. Será que nessa visita o presidente da FAPERJ viu o tomógrafo em funcionamentoo ou se ficou apenas nos discursos?

tomógrafo

JB: Petrobras pede devolução de investimento à Uenf

Por Cláudia Freitas

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Como se não bastasse o clima de protesto na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), em Campos, com greve dos estudantes, professores e servidores, a instituição enfrenta agora mais um problema: fontes ligadas instituição revelaram ao Jornal do Brasil  que a Petrobras está demandando o retorno de R$ 700 mil por uma importação feita pela Uenf da Austrália. Segundo essa fonte, o valor é correspondente de uma compra no valor de 500 mil dólares australianos (em torno de R$ 1 milhão) por um equipamento cujo o recibo foi de apenas de 100 mil dólares australianos.

A importação foi feita através de uma empresa de Macaé, também no Norte Fluminense, como informa a fonte. No entanto, a Uenf e a Fundenor, que também está envolvida com a compra, não se entendem sobre quem deveria pagar a diferença para a Petrobras, que destinou os recursos para a universidade.

A fonte contou ainda que uma suposta reunião aconteceu na semana passada entre os representantes das três entidades – Petrobras, Uenf e Fundenor, para discutir a questão e acertar as formas de pagamento, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES) da UFRJ. A proposta da Uenf seria a devolução da quantia investida pela estatal na forma de prestação de serviços. No entanto, a Petrobras não teria concordado com o acordo e a Uenf ainda não sabe como acertar a dívida. 

Em nota, a Uenf confirmou que há convênio entre a universidade, a Fundenor e a Petrobras, para a montagem de um laboratório de modelagem de poços de águas profundas. Assim, havia a previsão para a importação de um equipamento inovador, adquirido de uma universidade australiana, a Curtin University. “Esta universidade, por não ser uma empresa acostumada a realizar exportações, errou ao emitir a papelada que acompanhou o equipamento. O erro foi indicar um valor inferior ao que constava na invoice previamente contratada”, explica no comunicado o diretor da Agência UENF de Inovação, Ronaldo Paranhos.

A nota informa ainda que a Receita Federal detectou o problema na liberação pela alfândega brasileira – “mas concluiu que não houve a intenção de sub-faturamento, que poderia constituir crime, mas aplicou uma multa no valor de R$ 242.162,05 a título de improbidade, tendo liberado o equipamento”, esclarece o comunicado da universidade. 

A direção da Uenf alega que, juntamente com a Fundenor, contactaram a Curtin University para esclarecer a questão e renegociar a compra do equipamento, já que a instituição teve que efetuar a dívida com a Receita Federal. “Foi solicitado o não pagamento da terceira parcela do equipamento, que representava 20% do total contratado, no valor de AUS$ 88,000 dólares australianos. Este valor não foi pago à Curtin, como forma de ressarcimento aos prejuízos ocorridos”, afirma a Uenf.

De acordo com a Uenf, o valor da multa foi pago com recursos do convênio. “Fato é que desde 2010 o referido equipamento encontra-se instalado e em funcionamento no LENEP-CCT-UENF”, afirma a instituição. A Uenf confirmou também que foi questionada pela Petrobras sobre o pagamento da multa e alertou que ela não deveria ter sido efetuada com os recursos do convênio, assim como está solicitando o retorno do valor referente, de R$ 242.162,05 à Fundenor, que realizou o procedimento de importação. “A Uenf é citada como solidária, como de fato o é”, afirma a direção da entidade educacional.

Confirmou ainda que as três entidades (Uenf, Fundenor e Petrobras) estão conversando sobre o esclarecimento e o acerto da questão. “Houve sim reunião nesta segunda, 15 de abril, no CENPES-PETROBRAS, onde foi dada continuidade para se chegar a uma solução definitiva da questão. Já entre a UENF e a FUNDENOR, diferente do afirmado, não existe qualquer dúvida ou falta de entendimento sobre o tema. A Uenf ressalta a parceria que mantém com a Fundenor desde 1993, quando se instalou em Campos dos Goytacazes, e está solidária na busca da melhor solução para a questão. Dessa forma, também é fato que tem ocorrido reuniões entre o staff técnico e jurídico da Fundenor e da Uenf para o esclarecimento e solução da questão. Por fim, cabe salientar que o assunto não se encontra concluído, ou seja, está em andamento, está sendo conduzido de uma forma técnica entre as três instituições”, diz o comunicado.

Jornal do Brasil entrou em contato com a Petrobras para confirmar as informações, mas até o fechamento dessa matéria não houve nenhum retorno.

A greve

A greve na Uenf e Fundenor dura mais de um mês e atinge os três segmentos das entidades: professores, servidores e estudantes. Cerca de 3.500 alunos, 600 servidores técnicos-administrativos e 300 professores cruzaram os braços para revindicar a reposição de 86,7% de perdas salariais e correção pontual na tabela salarial para favorecer servidores de níveis elementar, fundamental e médio, no caso dos servidores e professores. Já os universitários pedem a abertura imediata do bandejão, aumento do valor das bolsas acadêmicas e concessão de auxílio moradia.

Os grevistas realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (16/4) em uma das principais vias expressas de acesso à Campos, a BR-101, fechando um trecho da estrada. Desde a semana passada, estudantes estão acampados em frente ao prédio da reitoria e já realizaram diversos protestos e passeatas pela cidade. Agora, eles ameaçam fechar novamente uma das principais estradas de acesso à Campos, a BR-101. A decisão foi tomada em uma assembleia realizada no início dessa semana, pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/Uenf).

Dois estudantes chegaram a fazer greve de fome. Eles reivindicam o funcionamento do Restaurante Universitário (conhecido como Bandeijão), auxílio-moradia e aumento do valor das bolsas universitárias. Na quinta-feira (10), os estudantes suspenderam a greve de fome após a reitoria da Uenf apresentar um ofício se comprometendo a atender as reivindicações. Segundo o documento, o bandejão será aberto no segundo semestre do ano letivo, assim como será efeutado o reajuste de R$ 100,00 nas bolsas, que passariam para R$ 400,00, valor praticado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e a liberação de recursos para auxílio-moradia. Mas os alunos dissem que a ocupação deve continuar até o cumprimento das promessas. 

O movimento unificado de greve tem a participação da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), a Associação dos Servidores da Fenorte/Tecnorte (Asfetec) e do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades (Sintuperj). As categorias têm pautas distintas, sendo que a principal reivindicação é reajuste salarial.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/04/20/petrobras-pede-devolucao-de-investimento-a-uenf/

Grevistas da UENF e da FENORTE aprofundam unidade e fecham a BR-101

Toda greve tem seus momentos de altos e baixos, mas cada um desses movimentos inevitavelmente traz consequências que vão para além do momento de sua realização. No caso atual da greve que paralisa toda a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e a Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE), as repercussões internas e externas deverão ser múltiplas. tal tem sido a coesão demonstrada entre todos os setores envolvidos no movimento.

O fechamento por algumas horas na manhã desta 4a. feira (16/04) de um trecho da BR-101 é certamente um demonstrativo efetivo de que há um novo momento sendo criado pelo movimento de greve de professores, estudantes e servidores. É que depois de muitos anos,  a ação política de diferentes categorias se dirige diretamente a questionar o modelo de financiamento do ensino superior público do estado do Rio de Janeiro. Assim, é que as bandeiras vão além das demandas salariais, e englobam questões fundamentais para a manutenção dos estudantes dentro da UENF.

Um aspecto que deveria ser considerado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão que, aparentemente, decidiu cozinhar o movimento de greve da UENF e da FENORTE em fogo baixo (talvez na esperança de extingui-lo pelo cansaço) é que quanto mais tempo o seu (des) governo demorar a resolver o problema, maior será o desgaste. Já para a reitoria da UENF e para a direção da FENORTE as notícias são igualmente desanimadoras. É que todo o descaso imposto pelo (des) governo estadual com a cumplicidade das direções institucionais parece ter levado muita gente a perder a paciência não só a ineficiência e incompetência que elas demonstram, mas principalmente com a falta de disposição de defender questões essenciais para a sobreviência da UENF e da FENORTE.  Aliás, o caso da FENORTE é pior porque muitos servidores já chegaram à conclusão de que o melhor mesmo é a sua extinção.

Abaixo algumas imagens do fechamento da BR-101 onde fica claro um arco-íris de cores e demandas que embalam este vigoroso momento de contestação do modelo de sucateamento que foi imposto por Sérgio Cabral e Pezão tanto na UENF como na FENORTE.

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Estudante reivindica melhores condições de acessibilidade na UENF

 

EU, LUIZ ANTÔNIO, estudante da UENF (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE) curso Licenciatura em Química, reivindico ACESSIBILIDADE para todas as deficiências.

ACESSIBILIDADE É PLENA E SEM FRONTEIRAS !!! .

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ALÉM  do restaurante universitário,aumento da bolsa universitária,alojamento; venho chamar a atenção e reivindicar as acessibilidades da UENF.

Acessibilidade não apenas  para  pessoas com deficiências ou mobilidades reduzidas, mas para todos os membros da sociedade para que possam se adaptar e se locomover, eliminando as barreiras.

NÃO à exclusão.As inclusões sociais, incluem os usos de produtos, serviços e informações.

        Semáforo sonoro, Inscrições e Material em braille. Os bebedouros e orelhões ao alcance de todos. Acessibilidade é o respeito da limitação de cada um.

        Calçadas: Piso tátil (são faixas em alto relevo fixadas no chão para fornecer auxílio na locomoção pessoal de deficientes visuais ).

A falta de acessibilidade no setor de ensino influência em muito no psicológico,no caráter,na aprendizagem,nas potencialidades,no convívio social,na habilidades, na formação de um raciocínio lógico, nos valores morais, e nas competências do aluno.

         Acessibilidade não é difícil, é preciso. A lei garante como direito de todo cidadão!

                 CAMPOS DOS GOYTACAZES,15/04/2014.

Estudantes em greve sintetizam significado do (des) governo do Rio de Janeiro em uma frase

Uma das razões pelas quais o projeto educacional de Darcy Ribeiro certamente desperta antipatia é o seu objetivo de gerar profissionais com uma consciência cidadã. Esse era o mote que embalou a criação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF ), e continua sendo vivenciado todos os dias dentro do campus Leonel Brizola.

Agora com a greve unificada de professores, servidores e estudantes que demandam diferentes pautas do (des) governo do Rio de Janeiro, um cartaz postado no acampamento montado pelos estudantes na entrada da reitoria da UENF deverá aumentar ainda mais o desprazer nos atuais ocupantes do Palácio Guanabara em relação da capacidade de síntese que eles se mostraram capazes de fazer.

É do cartaz abaixo que eu estou falando!

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Frustrados com a falta de respostas para a questão da moradia, estudantes mantém ocupação da reitoria da UENF

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Se os membros da reitoria da UENF pensavam que o fim da greve de fome promovida pelos estudantes Luiz Alberto Araujo da Silva e Gustavo Frare do Valle significaria o fim dos seus problemas, melhor que pensem de novo! É que eu acabo de ser informado que os estudantes organizados do Diretório Central dos Estudantes da UENF decidiu manter o acampamento criado para suporte aos dois grevistas de fome por tempo indeterminado. Segundo um dos presentes no acampamento, a falta de sinalização para a solução dos graves problemas de moradia que afetam hoje centenas de estudantes enfrentam hoje não foi bem aceita, motivando assim a permanência da ocupação do pátio da reitoria.

Segundo o que me foi dito, os estudantes acampados estão necessitando doações de alimentos e água para poderem manter a ocupação e estão aceitando doações.

Em minha modesta opinião, os potenciais beneficiários de mais essa empreitada, que são os próprios estudantes, deveriam apoiar de forma decisiva a ação do seu DCE.

 

Estudantes da UENF suspendem greve de fome após obterem compromisso assinado da reitoria

Os estudantes Luiz Antonio Araujo da Silva e Gustavo Frare do Valle decidiram suspender sua greve de fome após a reitoria da UENF apresentar um documento assinado pelo reitor Silvério de Paiva Freitas assumindo uma série de compromissos para atender a pauta do movimento estudantil. A carta abaixo assume compromissos com a abertura do bandejão e a equiparação da cota-auxílio com os valores pagos pela UERJ (o que significa passar de R$300,00 para R$ 400,00).

carta compromissoAgora se a reitoria da UENF acha que com essas concessões parciais vai encerrar o movimento estudantil, a declaração pública do Luiz Alberto Araujo que está no vídeo abaixo mostra que as perspectivas são exatamente opostas.

De toda forma, essa é uma vitória incontestável dos estudantes, e eu apenas lamento que o Luiz Alberto e o Gustavo tenham tido que se arriscar fazendo greve de fome para que a reitoria da UENF saísse de sua inércia a la Pôncio Pilatos.

 

Greve de fome de estudantes: Reitoria da UENF lava as mãos no melhor estilo Pôncio Pilatos

Eu não sei bem quem anda redigindo as manifestações oficiais da atual reitoria da UENF, mas a nota oficial (Aqui!) colocada no site da universidade para apresentar a posição oficial da instituição sobre a greve de fome sendo realizada por dois estudantes que protestam pela falta de uma real política de assistência estudantil é um primor do escapismo.
E apesar de ser ateu, eu tive minhas lições bíblicas ao longo do caminho e encontrei um personagem que me parece perfeito para descrever o conteúdo dessa manifestação oficial: Pôncio Pilatos!
Assim, que se chame essa manifestação oficial pelo nome que ela merece ter: A Carta de Pilatos!
E enquanto o reitor da UENF, Silvério Freitas, lava as mãos, os dois estudantes continuam esperando respostas de sua (des) admnistração. E, sim, ainda em greve de fome!