Na véspera da eleição na Uenf, reitor parte para analogia futebolística e erra o gol (como sempre)

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Estou participando da sétima eleição para reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), e afirmo nunca presenicei tanto uso da máquina para tentar eleger uma chapa de continuísmo. Hoje, o ainda reitor da Uenf, professor Raul Palacio, resolveu partir para uma analogia metáfora futebolística para tentar defender a chapa 10. Vejamos o que está escrito na imagem abaixo:

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Primeiro, o irônico é a caixa contendo a palavra respeito já que se tem algo que faltou com os professores da Uenf nos últimos 4 anos foi exatamente isso, mas deixemos isso para lá. O que mais deixa curioso é que o reitor da UENF, palmeirense como eu, resolveu usar o exemplo do Flamengo que dispensou o limitado Dorival Júnior para tentar imitar o Verdão do Allianz Parque, e deu com os burros na poça. Mas há que se examinar qual foi o motivo do fracasso de Victor Pereira e agora o de Jorge Sampaoli. É que quem assistiu o jogo de ontem contra o São Paulo viu que o problema é claramente um time de jogadores burocráticos e que não demonstram qualquer disposição para enfrentar um adversário minimamente organizado. Era passe errado aqui, era furada ali, era cabeçada bisonha acolá. Assim, Sampaoli tem suas muitas culpas, mas os jogadores também.

Por isso, sem querer, o ainda reitor da Uenfnos ofereceu um belo quadro do que foi sua gestão. Um técnico limitado com jogadores que estavam fora de forma ou que eram apenas pernas de pau no lugar e hora erradas. Por isso, a Uenf, como o Flamengo, vive, digamos, uma crise técnica que se mostra no desempenho pífio no campeonato das universidades.]

Vou dar um exemplo. Neste semestre não consegui acessar a turma para quem estou ministrando uma disciplina antes das aulas começarem, e só recebi a carga da turma após o semestre iniciado! Só soube quem eram meus alunos porque fui procurar no sistema acadêmico e achei, mas não pude emitir a ata de presença e parti para a improvisação.  E isso, meus caros colegas de time, ocorreu em todos os quatro anos em que esse reitor/técnico atuou.  Por isso, amanhã não vamos trocar o certo pelo duvidoso, mas vamos tirar um grupo de jogadores e seu técnico de campo porque demonstraram ao longo de 8 anos (sim, 8 anos que é a duração dessa gestão em que só se trocaram as cadeiras de lugar) serem incompetentes e incapazes de guiar a Uenf para o futuro planejado por Darcy Ribeiro.

Finalmente, ao contrário do Flamengo que é bilionário e pode trocar um time inteiro junto com o técnico para os campeonatos do futuro e voltar a encantar a sua fanática torcida, a UENF não tem esse luxo porque o nosso negócio não é nada simples como parecer achar o nosso reitor/técnico de futebol.

E vamos eleger Carlão e Daniela amanhã porque o nosso time precisa cumprir o papel histórico que nos foi destinado por Darcy Ribeiro.

E nós sabemos que com esse time que está em campo sob o comando de um reitor/técnico de futebol, a derrota só vai se aprofundar.

Escondido nas trevas da internet, Uenfspotted ataca novamente e lança “boca de urna fake” para as eleições da Uenf

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No dia 01 de abril de 2023 (exatamente no dia da mentira) postei neste blog o texto intitulado “As eleições da Reitoria da Uenf sob risco de ser marcada por uma intensa campanha de fake news em que eu fazia um prognóstico de que o pleito em curso na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) corria o risco de ser manchada pelo uso de estratégias malignas de uso das redes sociais em prol da chapa que representaria o continuísmo da gestão Raul/Rosana.

Um dos elementos que me guiou nesse prognóstico foi o uso de um perfil denominado de “Uenfspotted” para atacar potenciais candidatos de oposição.  Ao longo da campanha eleitoral, o “Uenfspotted”, apesar de manter uma posição aparentemente imparcial, o Uenfspotted serviu como base para entre outras coisas disseminar uma “fake news” que imputava à candidata a vice-reitora pela chapa de oposição à atual gestão, professora Daniela Barros, o cometimento de um ato de transfobia. Assim, ainda que na referida postagem o nome da professora não tenha sido citado, os comentários fizeram isso de forma explícita. Uma característica nos comentários é de que os comentaristas invariavelmente eram apoiadores da chapa da situação formada pelos professores Rosana Rodrigues e Fábio Olivares (a chapa 10).

Ao longo da última semana, o Uenfspotted postou várias postagens com críticas a comportamentos de membros ou apoiadores da chapa 30, ao mesmo tempo em que nada foi publicado de similar teor contra a chapa 10. 

Tudo isso apenas confirmou algo que eu previ há mais de cinco meses atrás: o Uenspotted se transformou em uma espécie de correia de transmissão da propaganda dos apoiadores da chapa 10, sem que fosse dada a oportunidade da réplica aos atacados. Essa é uma tática explícita de “cyberware” que foi muito comum nas campanhas de Donald Trump nos EUA e Jair Bolsonaro no Brasil.

Mas nas últimas 24 horas, o Uenfspotted resolveu concluir sua participação na campanha eleitoral da Uenf com uma cereja em cima do bolo e lançou uma esquisitíssima enquete eleitoral, supostamente para medir as intenções de voto na terça-feira (ver imagens abaixo).

Dois detalhes básicos: 1) ao acessar a dita enquete, usei dois perfis distintos que eu gerencio no Instagram e fui diretamente dirigido apenas à opção de votar ou não na chapa 30. Isso aponta para o uso de rastreamento de IP, pois, do contrário, eu poderia ter sido dirigido à opção da chapa 10, o que não ocorreu; 2) nessa enquete como demonstrei, qualquer um pode votar quantas vezes quiser. Assim, alguém que criar múltiplos perfis no Instagram, poderá votar “n” vezes, o que distorce e desqualifica qualquer resultado que saia desta “entaque” que não obedece critérios científicos, o que é particularmente inaceitável já que a eleição se refere à eleição dentro de uma universidade pública.

O que esta enquete está fazendo na prática são duas coisas: a) tentando consolidar os votos já definidos na chapa 10 e 2) atrair votos de indecisos após a divulgação dos resultados da suposta enquete. Em ambos os casos, essa ação viola todos os preceitos de equalidade de tratamento entre as duas chapas e viola todos os regulamentos estabelecidos pela Comissão Eleitoral eleita pelo Conselho Universitário para dirigir o pleito e garantir que ele ocorra de forma democrática.

Finalmente, a minha própria cereja no presente texto será anunciar que a chapa 10 irá receber quase que a totalidade (se não a totalidade) das intenções de voto nessa enquete mequetrefe que o Uenfspotted lançou, a pedido ou decisão de sabe-se lá quem, mas com o objetivo óbvio de desfavorecer as chances eleitorais da chapa de oposição ao continuísmo incrustrado na reitoria da Uenf. 

Chatgpt responde pergunta sobre uso do termo “ostracismo geográfico” em debate nas eleições da Uenf

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Ainda pensando nas implicações do uso do termo “ostracismo geográfico” por um dos candidatos a vice-reitor nas eleições em curso na Universidade Estadual do Norte Fluminense, resolvi procurar o “Chatgpt” para iniciar um “chat” em torno desse uso polêmico de um lei que vigorou na Grécia Antiga.

O que se segue abaixo é a posição do “Chatgpt” que não apenas analisa o uso em si, mas como aponta para os riscos e implicações de se naturalizar esse tipo de fala, especialmente em uma universidade cujo idealizador foi submetido ao exílio político por um regime autoritário.

O incrível é que um robô parece ter mais “consciência” do que um docente com robusta carreira científica dentro da Uenf e para além dela.

Eis o “chat” em sua íntegra:

How ChatGPT Can Help and Hinder Data Center Cybersecurity | Data Center  Knowledge | News and analysis for the data center industryBoa noite!
chatgpt Boa noite! Como posso ajudar você hoje?
How ChatGPT Can Help and Hinder Data Center Cybersecurity | Data Center  Knowledge | News and analysis for the data center industryVou pedir uma opinião muito sincera, ok?
chatgpt Claro! Farei o meu melhor para fornecer uma resposta objetiva e sincera. O que gostaria de saber?
How ChatGPT Can Help and Hinder Data Center Cybersecurity | Data Center  Knowledge | News and analysis for the data center industrySe comporte como um professor doutor, pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. ok?
chatgptEntendido! Agora estou no papel de um professor doutor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). O que deseja discutir ou saber?
How ChatGPT Can Help and Hinder Data Center Cybersecurity | Data Center  Knowledge | News and analysis for the data center industry Em meio às várias peculiaridades (vamos chamar assim) que marcaram a corrida eleitoral para a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), uma intervenção que ocorreu durante o debate entre as chapas concorrentes deixou muita gente indignada. Ali, durante uma troca de opiniões, o candidato a vice-reitor da chapa 10, propôs que os “caciques” que supostamente impõe suas vontades sobre jovens pesquisadores fossem “ostracizados geograficamente”. Essa proposta chocou a muitos dentro da universidade, na medida em que o seu idealizador Darcy Ribeiro foi uma das vítimas do “ostracismo geográfico” que foi imposta a milhares de brasileiros e brasileiras durante o regime militar instalado em 1964. Como todos devem lembrar, Darcy Ribeiro ficou exilado no Uruguai após seu banimento público pelos militares. Chatgpt, o que você pensa desse termo termo sendo usado num debate para o maior cargo de uma universidade pública?

chatgptEntendendo o contexto e no papel de um professor doutor da UENF:

 O uso da expressão “ostracismo geográfico” num debate eleitoral para reitoria da UENF é, no mínimo, imprudente, considerando o histórico de Darcy Ribeiro e a própria história política e social do Brasil. Em primeiro lugar, é essencial compreender que a UENF, assim como outras instituições de ensino, é um espaço de pluralidade de ideias, onde se espera que haja um debate saudável e respeitoso, mesmo que hajam divergências.

O termo “ostracismo geográfico”, dentro desse contexto, traz consigo um peso e uma memória histórica que remete ao exílio de inúmeros intelectuais e ativistas políticos durante a ditadura militar. Darcy Ribeiro, cujo nome adorna a universidade, foi uma dessas figuras exiladas, tendo passado anos afastado do país por expressar ideias contrárias ao regime da época.

Utilizar um termo tão carregado de maneira leviana ou como uma metáfora em um debate sobre gestão universitária não apenas é insensível mas também minimiza e desrespeita as lutas e sacrifícios de muitos que sofreram naquele período. Além disso, tal proposta suscita questões sobre a compreensão do candidato em relação à missão e aos valores da universidade.

A universidade pública, em particular, deve ser um espaço onde se promove o livre pensamento, a diversidade de ideias e a democracia. Fazer referência a práticas que remetem à exclusão ou à censura vai contra os princípios fundamentais da academia.

Por fim, é crucial que os candidatos a posições de liderança em universidades públicas, como a UENF, tenham consciência do peso das palavras e das referências históricas que utilizam, sobretudo em momentos de debate público. A história deve ser lembrada e respeitada, não apenas como uma ferramenta retórica, mas como um guia para evitar a repetição de erros passados.

Link original  deste Chat: https://chat.openai.com/share/9150cf86-38ac-473d-8675-81370a9d9f07

Tentações autoritárias marcam fim da campanha eleitoral na Uenf

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Em meio às várias peculiaridades (vamos chamar assim) que marcaram a corrida eleitoral para a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), uma intervenção que ocorreu durante o debate entre as chapas concorrentes na última 5a. feira (14/9) deixou muita gente indignada. Ali, durante uma troca animada de opiniões, um dos candidatos a dirigir a reitoria entre 2024 e 2027, propôs que os “caciques” que supostamente impõe suas vontades sobre jovens pesquisadores fossem “ostracizados geograficamente”.

Essa proposta chocou a muitos dentro da universidade, na medida em que o seu idealizador Darcy Ribeiro foi uma das vítimas do “ostracismo geográfico” que foi imposta a milhares de brasileiros e brasileiras durante o regime militar instalado em 1964. Como todos devem lembrar, Darcy Ribeiro ficou exilado no Urugai após seu banimento público pelos militares.

Mas mais do que um mero escorregão em um momento de empolgação durante um debate, o que esta fala aponta é a explicitação ainda maior de um viés autoritário que já estava visível dentro da Uenf, mas que agora se mostrou mais claramente nos debates eleitorais.

Tais tentações autoritárias refletem bem o que tem ocorrido na Uenf sob uma gestão que desvaloriza a ciência para apostar no que eu tenho chamado de “prefeiturização” das relações da instituição com o seu entorno social. Um exemplo disso foi a participação de um secretário municipal na tentativa de angariar votos nas eleições que estão ocorrendo no polo de São Francisco do Itabapoana.  Somado a isso, tivemos a tentativa dos membros da chapa do continuísmo de ignorar as decisões da Comissão Eleitoral designada pelo Conselho Universitário da Uenf e impor, por exemplo, o uso proibido de camisetas nas áreas de votação nos polos em que temos estudantes na modalidade de ensino à distância (EAD). E pensar que a Darcy Ribeiro tinha como ideal a participação da Uenf e dos seus membros na elevação da cultura política na nossa região!

Recuperar a autoestima e o compromisso com a produção da ciência é uma necessidade estratégica para os próximos anos dentro da Uenf. Sem isso, as tentações autoritárias vão se fortalecer e inviabilizar o desenvolvimento pleno das grandes potencialidades que o projeto de Darcy Ribeiro representa não apenas para a região Norte Fluminense, mas para todo o Brasil.

Com perfil fake, eleições para a reitoria da UENF descabam para o vale tudo

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Por decisão da comissão eleitoral eleita pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), as chapas que concorrem à reitoria para o período de 2024-2027 tiveram que interromper a postagem de novos materiais a partir das 10:00 horas da manhã desta 6a. feira, o que foi efetivamente feito.

O que poderia parecer que haveria normalidade nas eleições que ocorrem amanhã (16/9)  nos polos CEDERJ e na próxima terça-feira (19/9) era apenas aparente. É que assim que os perfis oficiais cessaram a publicação de novos materiais, um perfil de autoria desconhecida (ou seja, um perfil fake) que já atendeu por pelo menos 4 nomes, sendo o último o sugestivo “estudantescomrosana10” começou a postar fotos e vídeos no que se configura em uma flagrante violação das normas eleitorias estabelecida pela comissão eleita pelo colegiado superior da UENF (ver imagens abaixo).

O fato é que ao agirem ao arrepio do que determina uma comissão eleitoral eleita pelo Conselho Universitário da Uenf, os criadores desse perfil agem claramente para minar as possibilidades de que o pleito que se inicia amanhã possa ocorrer de forma equânime.

Além disso, ao desprezar as regras estabelecidas pela Comissão Eleitoral, os criadores desse perfil que dissemina materiais que a estas alturas são ilegais em face das regras eleitorais aceitas por ambas as chapas certamente agem sob a certeza de que permanecerão impunes. 

Caberá agora aos representantes da chapa formada pelos professores Carlos Eduardo de Rezende e Daniela Barros acionarem inicialmente a própria Comissão Eleitoral da Uenf para que este perfil seja descontinuado. Mas se isto não ocorrer de forma imediata, o mais provável é que a derrubada deste perfil tenha ocorrer por via judicial.

Como alguém que já participou de 7 eleições para a reitoria da Uenf desde 1998, eu realmente nunca presenciei nada como o que está ocorrendo nos últimos dias, sempre tendo como protagonistas pessoas ligadas à chapa do continuísmo.

Por fim, eu fico imaginando o que pensaria Darcy Ribeiro se ainda estivesse de tamanha afronta à democracia dentro de uma universidade que ele criou para servir como alicerce científico e da democracia. Certamente Darcy estaria primeiro envergonhado e depois furioso.

UENF: O que está em jogo?

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Por Douglas Barreto da Mata

Quem observa a universidade de um ângulo externo, e quem tem um pouco de apreço pelo que olha (eu tenho), não pode deixar de admitir que, qualquer que seja a escolha eleitoral da comunidade de lá, o que está em jogo é a própria sobrevivência da universidade… Não falo de sua estrutura formal, institucional, porque isso vai continuar, de um jeito ou de outro, como veio até aqui aos trancos e barrancos, como diria Darcy Ribeiro, em um título de um de seus saborosos livros…

Porém a  Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) não é um mero depósito de burocracias, trejeitos administrativos, e egos inflados e outros tantos frustrados…

A UENF nasceu para ser um farol civilizatório, um presente, por assim dizer, no meio da planície de uma das terras mais planas do Brasil, geográfica e intelectualmente falando, e depositária de um conservadorismo violento, tosco e arrogante, como poucos.

Não é demais lembrar que aqui a escravidão sobreviveu por anos após a abolição, e persiste até hoje, miseravelmente na mesma atividade econômica: a monocultura de cana…

Aqui, a luz elétrica que primeiro chegou iluminou pouquíssima gente…

Na terra chata, as usinas incineravam presos políticos, enquanto seus proprietários circulavam na cafonice indigente chamada de “colunismo social” (ou colonismo social), um tipo de subjornalismo de costumes que alcançou relevância no Brasil.

Enfim, nessa terra de bárbaros, economicamente decadente, que torrou 30 bilhões de reais sem que houvesse qualquer alteração estrutural na desigualdade social que a coloca ao lado de países africanos, a eleição da UENF é um momento de suma importância…

Quem olha hoje não pode dizer que a UENF se encontra em boas mãos…

A UENF hoje é só um amontoado de ressentimentos, futricas administrativas e produção intelectual e científica abaixo da média…

Se Cuba queria se vingar pelo péssimo tratamento dado aos seus médicos pela elite caipira brasileira, conseguiu, pelo menos, na tribo dos sociopatas de SW4.

Não posso afirmar que o professor Carlão será um reitor como eu espero…conheço alguns de seus posicionamentos políticos, e comungo com parte deles, ao mesmo tempo que compartilho com ele um grande amigo, Marcos Pedlowski.

Só o tempo dirá se ele é capaz de liderar a universidade em tamanha tarefa…

Por outro lado, sei que a manutenção do atual grupo na reitoria NÃO É OPÇÃO, a não ser que se opte pela eutanásia da universidade…

Eu tenho certeza, no entanto, que Carlão vai tornar a UENF aquilo que ela nasceu para ser:

Insubmissa, porque afinal, fazer ciência não é achar respostas (isso qualquer algoritmo já faz), mas saber fazer as perguntas certas…


*Douglas Barreto da Mata é Inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

No momento decisivo das eleições da reitoria da UENF, Flávio Serafini declara seu apoio à chapa Carlão e Daniela

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Em uma campanha marcada por seguidas tentativas de desqualificar a trajetória acadêmica e política dos professores Carlos Rezende e Daniela Barros, a verdade é que eles têm conseguido demonstrar que possuem a devida capacidade para reinserir a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) dentro dos circuitos científicos e políticos. 

Uma demonstração disso é a declaração de apoio do professor e deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) que coloca com clareza vários aspectos importantes da ação política desenvolvida por Carlos Rezende em prol dos segmentos que compõe a comunidade universitária da Uenf, a começar pelas demandas estudantis (ver vídeo abaixo).

Como bem explica Serafini, Carlos Rezende tem sido um parceiro importante na formulação de projetos de lei que buscam ampliar a base de sustentação para que seja possível manter estudantes pobres dentro de uma universidade pública. 

Com esse tipo de testemunho fica evidente que os componentes da chapa 30 possuem uma trajetória que os torna capazes de impulsionar a Uenf para tempos melhores do que temos vivido nos últimos 8 anos.

Esgoto jorrando ao lado do Restaurante Universitário explicita necessidade de mudança na Uenf

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Há alguns dias li em um perfil no Instagram que os estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) estavam reclamando do odor de esgoto ao acessarem o Restaurante Universitário para fazer as suas refeições diárias.  Como trabalho em frente, dei uma rápida passada pelas laterais do RU e confirmei que realmente ali havia um leve cheiro de esgoto.

Mas hoje quase cai para trás quando retornava de uma visita ao posto do Bradesco que existe dentro do campus Leonel Brizola e verifiquei que parte do bosque de ipês que existem no caminho estava inundada com algo que parecia esgoto. Alguns passos após, me defrontei com uma dessas cenas que não se esperava ver em um campus universitário e logo ao lado do local onde a comunidade universitária faz suas refeições diárias (ver vídeo abaixo).

O mais problemático é que estando o campus Leonel Brizola localizado praticamente às margens do Rio Paraíba do Sul, todo esse esgoto que transbordava das estruturas de coleta certamente achará seu caminho para a calha fluvial, lançando ali sabe-se que tipo de rejeitos (não necessariamente apenas orgânicos).

Esta situação vai totalmente de encontro à narrativa da chapa apoiada pela reitoria da Uenf nas eleições que irão ocorrer nos dias 16 e 19 de setembro próximos. Quem ouve os candidatos da chamada chapa 10 falando pode ficar com a impressão que a Uenf efetivamente chegou ao Terceiro Milênio da forma que Darcy Ribeiro almejava.

A verdade é que o esgoto que jorra de forma descontrolada no vídeo acima é um testemunho perfeito da condição caótica em que a atual administração liderada pelos professores Raul Palacio e Rosana Rodrigues colocaram a Uenf.  O fato inescapável é que a propaganda eleitoral da chapa 10 não corresponde à realidade cotidiana.

E tampem seus narizes aqueles que forem se alimentar no Restaurante Universitário da Uenf.

A partir das redes sociais, onda de fake news assombra as eleições para a reitoria da Uenf

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Abre o pano… Para quem acha que o uso das redes sociais para espalhar mentiras e falsidades sobre candidatos é coisa de eleições paritidárias, pense de novo. É que a tática das “fake news” está sendo usada a todo vapor para tentar colocar a chapa de oposição à atual reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) como uma espécie de bicho papão cuja eleição resultaria em uma série de retrocessos em uma série de melhorias que foram obtidas a partir de um longo processo de lutas.

Entre as coisas que seriam afetadas estão as bolsas acadêmicas e o restaurante universitário, as quais, segundo as “fake news”, seriam encerradas pelo professor Carlos Eduardo de Rezende, candidato a reitor pela chapa de oposição, caso ele seja eleito.

O interessante é que, ao longo dos seus 30 anos de trabalho dentro da Uenf, Carlos Rezende se notabilizou por participar de esforços na obtenção e garantia desses benefícios. Bastaria olhar para documentos e imagens de mobilizações passadas para verificar que o professor Rezende sempre esteve ao lado de quem lutava pelas melhorias que os propagadores de fake news dizem que ele irá acabar, caso seja eleito. Para fazer esses boatos caírem por terra, bastaria verificar documentos e discursos públicos para verificar que os mesmos não passam de mentiras cabeludas.

A situação chegou a tal ponto que o professor Rezende teve que produzir uma série de vídeos para explicar que não pretende fazer o que as “fake news” dizem que ele está pretendendo fazer, caso seja eleito. Mas a força das “fake news” é justamente essa. Fala-se coisas na surdina dentro das redes sociais e elas ganham aspecto de legitimidade, e passam a ser consideradas como verdade por quem é contaminado pelas mentiras espalhadas. E o pior é que “fake news” são como papel picado jogado do teto de um arranha-céu em dia de ventania. Pode-se até pegar parte dele de volta, mas sempre sobrará algum circulando.

Alguém poderia dizer que é surpreendente que em uma universidade pública, isto possa ocorrer. Eu diria que, como as eleições dentro da Uenf não ocorrem fora das disputas políticas existentes fora de suas cercas, não há absolutamente nada de surpreendente nisso.  Aliás, o contrário é que seria surpreendente, já que faz tempo que a reitoria da instituição age como se fosse uma espécie de partido político, agindo por fora dos colegiados superiores da instituição como isso fosse a coisa mais natural do mundo (o caso da reforma do prédio que abriga Arquivo Público Municipal é um belo exemplo disso).. 

Agora, como já foi demonstrado em eleições partidárias, não é difícil se chegar à fonte (ou fontes) de “fake news”. Assim, uma contribuição que a chapa de oposição encabeçada por Carlos Rezende e Daniela Barros seria identificar essa fonte (ou fontes) para que a comunidade universitária da Uenf possa ser informado sobre quem está produzindo essas mentiras. Do contrário, teremos não apenas uma inevitável mácula no processo eleitoral, mas como também estará se legitimando ainda mais o uso de “fake news” como instrumento de disputa eleitoral. É que se na universidade criada por Darcy Ribeiro esse método pode ser usado de forma impune, o que dizer das eleições para cargos públicos?

Uma curiosidade final: não há notícia de ações semelhantes de difusão de “fake news” em relação à chapa que tem o apoio público da reitoria da Uenf. Fecha o pano…

Uenf abre Concurso Público na área de Matemática

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Na região do Rio de Janeiro, a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF – RJ) informa sobre a abertura das inscrições para um novo Concurso Público, com o intuito de contratar professores associados em Campos dos Goytacazes.

De acordo com o edital em questão, estão disponíveis duas vagas para docentes nas seguintes áreas: Matemática Pura, Matemática Aplicada, Estatística ou Educação Matemática (1 vaga); Educação Matemática (1 vaga).

Para ser um candidato, é necessário possuir formação completa em nível superior, além de mestrado ou doutorado nas áreas específicas mencionadas.

Os profissionais selecionados receberão uma remuneração inicial de R$ 10.253,69, correspondente a uma jornada de trabalho semanal de 40 horas para a realização das atividades designadas.

O período de inscrições teve início em 12 de julho e permanecerá aberto até 9 de setembro de 2023. As inscrições podem ser realizadas pessoalmente, por procuração ou via postal no Protocolo da Reitoria da UENF, localizada na Av. Alberto Lamego nº 2.000, Prédio E-1, Térreo, Parque Califórnia, Campos dos Goytacazes, no horário das 13h às 15h. A participação requer o pagamento de uma taxa no valor de R$ 120,00, que deve ser efetuado no Banco do Bradesco.

A avaliação dos candidatos ocorrerá em três fases distintas: prova escrita, prova didática e análise de títulos. Essas etapas estão programadas para serem conduzidas na Sala 107 do prédio CCT, localizado na Av. Alberto Lamego nº 2.000, Parque Califórnia, Campos dos Goytacazes.

Este Concurso Público terá uma vigência de dois anos, com a possibilidade de prorrogação por um único período de igual duração, a partir da data de homologação.


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Este texto foi originalmente publicado pela Concursos SC [Aqui!].