Estudantes convocam assembléia e ato para organizar luta pelo pagamento de bolsas e salários atrasados na UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro vem sofrendo com o descaso do governo do estado e da REItoria durante muito tempo. A precarização da infraestrutura, o abandono do Hospital Universitário Pedro Ernesto, a falta de concursos públicos e a desvalorização do corpo docente são alguns exemplos que deixam a situação de nossa Universidade cada vez mais crítica.

O cenário piora quando os funcionários terceirizados da UERJ são obrigados a trabalhar sem ter seus direitos e salários pagos e os estudantes bolsistas sofrem com os atrasos da bolsa no mês de janeiro. Vale lembrar que o valor da bolsa é insuficiente para que o estudante se mantenha, de forma confortável, em um estado como o Rio de Janeiro e a falta de pagamento faz com que muitos alunos deixem de comparecer à Universidade, o que agrava sua situação acadêmica em risco.

O panorama atual de nossa Universidade é gravíssimo e o Movimento Estudantil não pode, e não virará as costas para o caso.

Convidamos toda a comunidade acadêmica para uma Assembleia Estudantil e para o ato, que acontecerá em seguida, em prol da regularização das bolsas e da situação dos funcionários terceirizados.

PAGAMENTO IMEDIATO DAS BOLSAS ATRASADAS

PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS ATRASADOS DOS TERCEIRIZADOS

PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS DOS RESIDENTES DO HUPE

CONTRA A PRECARIZAÇÃO DA UERJ

LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS

Dia: 22/01/15
Horário Assembleia: 18h00min
Local: Hall do Queijo
Horário do Ato: 19h00min

FONTE: https://www.facebook.com/events/638190869620115/

Crise financeira da UERJ: associação de docentes emite nota oficial

— C O M U N I C A D O   A S D U E R J —
Nota da Diretoria da Asduerj sobre crise da Universidade

Na última quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, a comunidade universitária da UERJ viu eclodir uma situação que já se arrastava, em alguns casos, há três meses: a precariedade dos direitos trabalhistas e a ausência de pagamentos dos funcionários terceirizados dos setores da limpeza, segurança e manutenção, como efeito mais perverso da falta de orçamento da UERJ.

A Associação de Docentes da UERJ considera muito grave a situação de inadimplência da Administração com seus trabalhadores e trabalhadoras. Tão grave quanto a posição da Reitoria em não receber os manifestantes e adiantar o recesso acadêmico, fechando, antecipadamente, a UERJ que é o nosso espaço público.

Causa ainda mais preocupação a declaração de que as atividades na UERJ serão retomadas somente quando a situação for resolvida, mas sem apresentar datas ou planos de ação. Novamente ficamos no escuro, sem saber a real situação orçamentária da universidade e, na repercussão na mídia, somos nós os servidores da UERJ que entramos em greve.

O argumento apresentado para justificar tal crise – cuja origem é um déficit orçamentário que até então não tinha sido divulgado através de nenhum meio interno oficial, notadamente os Conselhos Superiores – é que o Governo do Estado teria tido problemas para complementar o orçamento da Instituição em função de graves problemas na arrecadação. Essa fala é individual do Reitor e não expressa a posição definida na última sessão do Conselho Universitário (Consun), órgão máximo de deliberação da Universidade. Em sua fala individual, o reitor não faz nenhuma menção aos milhões de reais gastos no estado do Rio de Janeiro com obras faraônicas, nem aos que deixam de ser arrecadados pela nefasta política de isenções fiscais às grandes empresas instaladas no estado.

No dia 10 de Dezembro de 2014, alguns docentes e funcionários administrativos desta universidade estiveram na Alerj, na votação doProjeto de Lei N° 2.912/2014 , emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que recuperava, através da inclusão do inciso XXV, do Art. 18 e do Art. 23, o Artigo 309 § 1 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro , que trata do repasse 6% da receita tributária líquida do Estado para as Instituições de Ensino Superior Estaduais. Esse projeto derrubaria o Veto do Governador Pezão (Ofício GG/PL Nº 239 ) que atualmente vem repassando apenas 3,5% para as três universidades estaduais, o que representaria um acréscimo de 900 milhões de reais no orçamento previsto para as universidades públicas estaduais em 2015. Diferente do esperado na ALERJ, onde o governo costuma ter maiorias expressivas, nessa votação a posição favorável ao governador obteve apenas 15 votos, contra 29 deputados que optaram pela derrubada do veto, expressando opinião favorável às universidades públicas. Infelizmente, dos 51 deputados presentes na seção de votação, 29 votaram a favor, 15 votaram contra e 4 que estavam presentes (Roberto Henriques, Gustavo Tutuca, Marcelo Simão, Zaqueu Teixeira) não votaram, por isso, permaneceu o veto do Governo, já que seriam necessários 36 votos favoráveis à supressão para qualificar o quorum e derrubar o veto à emenda à LDO.

Vale ressaltar que, mesmo com essa crise da UERJ, o Reitor não se articulou politicamente para que esse veto fosse derrubado e nem esteva presente à ALERJ para a defesa dos nossos interesses.

Acreditamos que a crise orçamentária que está sendo apresentada como justificativa para não aumentar o orçamento da UERJ e para não cumprir com as obrigações frente aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados é uma grave indicação do poder público de que dias piores virão para a educação estadual. Nesse cenário, a atuação individual do reitor subtrai dos Conselhos Superiores a efetiva gestão da universidade e nos enfraquece coletivamente na defesa desse patrimônio público que é a UERJ.

Nós, da diretoria da Asduerj, não aceitaremos soluções “baratas”, que comprometam direitos fundamentais, de um governo que insiste em retalhar o orçamento público para a educação. Nesse sentido, continuaremos a lutar pelos 6% do orçamento estadual para as universidades públicas do Rio, por condições dignas de trabalho para todos os trabalhadores da UERJ e pela melhoria das condições de funcionamento de nossa universidade.

Diretoria da Asduerj

Reitor da UERJ assume estado de insolvência financeira e antecipa recesso de fim de ano

O reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)Ricardo Vieiralves fez circular uma carta dramática à comunidade universitária onde admite que, por completa falta de recursos orçamentários, resolveu antecipar o recesso de fim de ano.

Os termos são tão claros quanto poderiam ser, e mostram o que o (des) governo Pezão/Cabral anda fazendo com a UERJ e, por extensão, com a UENF e a UEZO. A única coisa que a carta de Vieiralves não explica é porque decidiu tomar essa medida sem consultar os órgãos colegiados da instituição. Além disso, tampouco explica porque passa a maior parte do tempo sem se manifestar acerca da situação calamitosa em que UERJ se encontra por causa do (des) governo comandado por Pezão.

NOTAREITOR

 

Bom, pensando bem, pelo menos Vieiralves não está promovendo um evento beija mão para Pezão como está fazendo a reitoria da UENF! 

A esquizofrenia eleitoral de Pezão: sucateia a UENF, mas quer a UERJ em São João da Barra

Pezao-Acu

Campanhas eleitorais são cheias de promessas vãs, isso todos nós sabemos. Mas o (des) governador em exercício e candidato a reeleição, Luiz Fernando Pezão, anda exagerando. É que segundo matéria do “O GLOBO” (Aqui!em uma visita/ato de campanha no Porto do Açu, teria proferido a seguinte frase:

–— “Precisamos fazer os centros) principalmente na área do petróleo. E não apenas cursos profissionalizantes. A Uerj , que já está vindo para cá, tem que trazer cursos de Engenharia, Logística, Mineração e Engenharia Metalúrgica.”

Não estivesse o (des) governo Pezão sucateando a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) que dista algo em torno de 40 km do centro de São João, até poderia se aceitar que ele quisesse a vinda da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), cujo campus principal se encontra a mais de 300 km da cidade que hoje já sofre os efeitos negativos do porto idealizado por Eike Batista.

Mas essa esquizofrenia é facilmente explicável no campos das promessas eleitorais. O duro é saber que esse mesmo (des) governo mantém os campi avançados da UERJ em completa petição de miséria e sem as mínimas condições de funcionamento. Aliás, numa situação muito parecida com aquela que hoje é vivida pela UENF e pela UEZO.

Depois o (des) governador Pezão não reclame se sair publicado algum manifesto de repúdio coletivo contra a sua política de destruição das universidades estaduais. Afinal, quem semeia promessas eleitorais, acaba colhendo repúdio da comunidade universitária.  Aliás, o que tem de gente na UENF twittando o #ForaPezãoinimigodaeducação” é, como diria um amigo meu aqui de Campos dos Goytacazes, coisa de doido!

(Des) governo Pezão tenta suspender direito de reunião na UERJ

Enquanto a prisão da Coordenadora da Pós-Graduação em Filosofia é prorrogada por mais cinco dias fazendo com que a Prof. Doutora Camila Jourdan permaneça encarcerada em Bangu, a Prefeitura do Campus (Maracanã) da UERJ faz circular nota em que requer prévia autorização para qualquer tipo de reunião dentro da universidade. Mais um ataque à liberdade de reunião e ao direito de manifestação com a assinatura do executivo estadual do RJ.

uerj

 

FONTE: https://www.facebook.com/midiaNINJA?fref=nf

Reitor da UERJ se posiciona sobre prisão da Professora Camila Jourdan

Posicionamento da Reitoria frente ao aprisionamento preventivo de membro da comunidade universitária

Em tempos democráticos o uso do aprisionamento preventivo deve ser usado com muita parcimônia e cuidado. Nos últimos dias foi aprisionada de maneira preventiva a Profª. Camila Jourdan, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Filosofia.
 
Desconheço o quão grave foi o motivo que determinou a solicitação policial e a sentença judicial para o aprisionamento preventivo daquela professora e também de alunos, mas não posso deixar de manifestar publicamente o fato de que a Profa. Camila é parte de nossa comunidade com atividade estável e nunca sofreu qualquer processo administrativo disciplinar.
 
Não considero que o melhor caminho para a resolução de conflitos seja a prisão. E mesmo que essas pessoas tenham descumprido a lei – e que caso isto seja verdade tenham o mais amplo direito de defesa –, o aprisionamento preventivo para quem tem atividade regular, endereço fixo e atividades que se relacionam com seu posicionamento ideológico, não é a melhor atitude para a democracia.
 
Determinei que a Procuradoria da UERJ acompanhe de perto todo esse processo, de modo a garantir a integridade física e os direitos de cada uma dessas pessoas que foram aprisionadas preventivamente, e espero, em tempos democráticos, que o estatuto do aprisionamento preventivo seja muito pouco, mas muito pouco mesmo, utilizado.

Prof. Ricardo Vieiralves, Reitor da UERJ

FONTE: http://www.uerj.br/lendo_noticia.php?id=794

DCE da UENF aproveita protesto dos servidores para cobrar de Pezão os 6% do orçamento para as universidades estaduais

Estudantes ligados ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UENF aproveitaram o protesto que ocorreu nesta manhã na entrada do campus Leonel Brizola para cobrar do (des) governador Luiz Fernando Pezão que sancione a emenda aprovada pela ALERJ que destina 6% do orçamento estadual de 2015 para financiar as universidades estaduais.

Não custa lembrar que a UENF está neste momento com os telefones cortados e devendo a várias empresas que prestam serviços para universidade por não ter recursos liberados para honrar seus compromissos financeiros.

Para quem ainda não assinou, há uma petição pública no Avaaz.org que cobra justamente essa sanção por parte do (des) governador Pezão. Quem quiser assinar esta petição basta acessar (Aqui!)

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(Des) governo Cabral/Pezão cria situação de esquizofrenia salarial também na UERJ

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.

“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.

O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.
“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.
O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Sérgio Cabral,Pezão e Eduardo Paes transformam o Rio de Janeiro em terra devastada

Tudo era uma maravilha para o PMDB do Rio de Janeiro até as manifestações de junho de 2013. Seus líderes nos mais altos postos de governo, tanto na cidade como no estado, viviam um sonho de popularidade turbinado por muita mídia simpática e bilhões do governo federal. De quebra, havia a miragem das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que lançavam uma falsa aura de segurança que acalmava os nervos da classe média, enquanto criava uma igualmente falsa sensação de que as favelas caricas haviam sido “pacificadas”.

Mas dai vieram as manifestações e o assassinato do pedreiro Amarildo não pode ser empurrado para debaixo do tapete como outros tantos haviam sido, apenas para as vítimas serem empurradas para debaixo do mais obscuro véu do esquecimento. E depois disso, o funcionalismo estadual que ficara paralisado e asfixiado por anos de anos de corrosão salarial decidiu sair de seu silêncio e também ganhar as ruas. Foi ai que apareceu a verdadeira face da política de (in) segurança comandada pela dupla Cabral/Pezão e operacionalizada pelo então inatingível e quase candidato a qualquer coisa que quisesse José Maria Beltrame. Essa mistura heterogênea de fatos é que começou a corroer a fantasia criada para dar ao cidadão fluminense a sensação de que os anos dourados haviam voltado.

E hoje o que temos no Rio de Janeiro? Para começar se vê que tudo o que se anunciava não passava de um castelo de areia construído na beira do mar. As UPPs estão caindo pelos tamancos, a especulação imobiliária transformou a cidade do Rio de Janeiro numa das mais caras do planeta, sem que haja quaisquer garantias de mobilidade já que os serviços públicos de massa estão em condição falimentar, apesar dos preços extorsivos que são cobrados dos usuários.

Além disso, a falência das políticas ambientais que está sintetizada na vergonhosa situação da Baía da Guanabara, mas que possui exemplos igualmente gritantes como o do Porto do Açu, implicou na criação de um processo de degradação ambiental que cedo ou tarde (talvez mais cedo do que gostaríamos) irá criar uma situação semelhante ou até pior do que está sendo vivido na capital de São Paulo. É que além da expansão desenfreada dos plantios de eucalipto, os nossos principais mananciais continuam sendo usados e poluídos sem que haja qualquer esforço para conter e disciplinar essa devastação toda.

Se olharmos para as universidades estaduais, instituições que poderiam gerar o conhecimento necessário e contribuir para a formulação de políticas estratégicas para as diversas áreas que citei, veremos que nelas se concentra o suprassumo da capacidade de destruição dos que eu classifico como (des) governantes do Ri de Janeiro. É que após os quase oito anos seguidos de Cabral e Pezão, as universidades estaduais fluminenses estão em verdadeira petição de miséria, com servidores extremamente mal pagos e com sua condições básicas de funcionamento totalmente comprometidas. Em função disso, as três instituições (UENF, UERJ e UEZO) estão mais para pacientes terminais colocadas em alguma UTI de hospital privado custeado pelo SUS (que normalmente são piores do que as dos públicos!) do que para centros emanadores de pensamento qualificado.

Esse quadro pode parecer radical demais, mas é apenas uma pálida aquarela do que se vive num Rio de Janeiro que se transformou em terra arrasada para a maioria da sua população, e um reino encantado para aquela parcela mínima de super ricos que só transita de helicópteros, como a dupla Cabral/Pezão.